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POPLOAD NOW: Contra-atacamos os Golden Globes com o Popload Globes. Cinco séries de 2020 que você precisa ver, já que estamos em lockdown agaaaain

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* O Popload Now desta semana dá uma variada no tema, mas sem fugir do nosso foco, enquanto POP, enquanto NOW, porque domingo passado teve a cerimonia de premiação do Golden Globes 2021. E a gente detestou, muito por conta do tratamento das séries de TV seja nas indicações, seja nas escolhas de vencedores. Então queríamos aqui, ainda, falar sobre a cerimônia do último final de semana. Talvez de raiva, haha.

Mas, sob a nossa perspectiva, resolvemos bolar os nossos premiados/dicas/sugestões de séries como uma espécie de #Popload Globes, se você nos permite.

A surpresa geral da premiação “oficial” dos Golden Globes, quando saíram os indicados, foi a duvidosa “Emily in Paris”, nomeada em pencas de categorias (mas que depois pelo menos, não levou nenhuma estatueta hihi). E a segunda surpresa foi (pelo menos na redação da Popload): cadê “I May Destroy You”?!

“Emily” foi aquele conteúdo leve que você precisava ver na pandemia: engraçadinho, bobo, a vida é linda, romance em Paris, pain au chocolat, croissants… mas, é isso. É tipo aquela comédia romântica que você assiste para sair da fossa e pensar “Ainn é tudo lindo”. Um ar de positividade. Porque, convenhamos, ATENÇÃO SPOILERS, na vida real é bem difícil que da noite para o dia sua chefe tenha um BO, te transfiram para a França no lugar dela, você vire uma influencer com uns posts de Instagram mequetrefes, teu vizinho seja um gato simpático e a vida seja linda igual a torre Eiffel iluminada à noite. Aham, senta lá, Emily.

Voltando a nossa especialidade, música, a série até que traz umas coisinhas boas e dançantes: Stereo Total, Juniore, Barbagallo (Tame Impala), a supercool La Femme, a nipo-francesa Kumisolo, a fofa Laure Briard (que já é praticamente local – tem até disco em português gravado aqui no Brasil) e clássicos pop sessentistas como Jacqueline Taieb.

Ok, muito bom, 2 estrelas (pela trilha, e talvez pela larica de um pain au chocolat).

Mas seguimos aqui, pistolas, então resolvemos soltar nossos indicados ao Popload Globes 2021, sobre as séries do ano passado. E numa certa ordem de preferência para já mostrar nosso “ganhador”.

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1. I MAY DESTROY YOU
A série fala de assuntos que precisam ser falados, discutidos, problematizados e, por que não, dramatizados, para ver se a galera entende… Um reflexo da sociedade, do que normalizamos errado. Traz também o que faltou ao Golden Globes: representatividade.
O enredo acompanha a vida da escritora Arabella, interpretada pela incrível e britânica Michaela Coel (que está na foto na chamada da home para este post). Enquanto escreve o seu mais novo livro, ela recebe o convite de amigos para curtir a noite de Londres. Mas o que era para ser uma saída tranquila acaba criando um pesadelo em sua vida depois que alguém faz com que ela tome uma dose de “Boa Noite, Cinderela”. A moça se vê obrigada a reconstruir a própria vida sem descansar em entender o que lhe aconteceu na tal night.

A trilha sonora não desaponta: The Prodigy, Burna Boy, FKA Twigs, Arlo Parks.

Por aqui então já levou o ouro, 5 estrelinhas, purpurina, confete, nosso coração.

(“I May Destroy You” você encontra na HBO)

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2. NORMAL PEOPLE
Esta foi uma queridinha do começo da pandemia, em 2020. Total gatilho. Naquela primeira trancafiada dentro de casa, parece que sentimos cada beijo e abraço desta série britânica linda e sincera, baseada no livro homônimo, da escritora irlandesa Sally Rooney. Acompanhamos aqui os encontros e desencontros do casal Marianne e Connell, durante diferentes fases de suas vidas.

A trilha é mais variada, mas tem seus pontos altos com London Grammar, CHVRCHES, Frank Ocean e um destaque de 2019, Anna Calvi.

(“Normal People” você encontra na Starzplay)

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3. UNORTHODOX (Nada Ortodoxa)
Boa para sair do lugar comum (literalmente) e conhecer mais sobre a cultura judaica. A minissérie de quatro episódios é baseada na biografia de Deborah Feldman, que conta a história de uma jovem nascida e criada numa comunidade ultraortodoxa no Brooklyn, NY, que decide fugir para Berlim depois de ter problemas em seu casamento arranjado.

O hit de Santigold, “Disparate Youth”, já te pega no trailer.

(“Unorthodox” você encontra na Netflix)

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4. THE FLIGHT ATTENDANT
Drama e suspense na vida de uma aeromoça “rockstar” interpretada pela Kaley Cuoco, ex-“Big Bang Theory”. O primeiro episódio te fisga antes que você perceba que está rolando uma Karen O ao fundo. Ou “Toxic” da Britney Spears. Por que, convenhamos, se você vai falar de aeromoças e tals, e ainda quer por um pingo de graça, sem “Toxic” você perde uma baita oportunidade.

A história de uma noite errada de Kaley aeromoça com um passageiro rico bonitão vai ser contada, desculpa o seriado acima, de uma maneira pouco ortodoxa.

(“The Flight Attendant” você encontra na HBO Max)

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5. Small Axe
De toda a lista, esta série maravilhosa foi a única premiada da noite do Golden Globes. Inclusive, mais do que merecido para o John Boyega o prêmio de ator coadjuvante. Aqui na redação, já dávamos o prêmio para ele só de lembrar do discurso que ele fez durante os protestos do Black Lives Matter.

Mas, voltando à série, são cinco filminhos, uns independentes dos outros, porém todos ambientados na periferia de Londres, entre os anos 1969 e 1982. As histórias giram em torno de uma comunidade de imigrantes afrocaribenhos, que vivem à margem da sociedade britânica, sofrendo preconceito e maus-tratos.

“Small Axe” é criada e dirigida por Steve McQueen, primeiro cineasta negro a levar o Oscar de Melhor Filme por “12 Anos de Escravidão”. Segundo o próprio, a ideia de fazer a série surgiu há 11 anos, com o intuito de abordar a luta contra o racismo no Reino Unido. Mas nada mais atual e necessário como mostrar isso hoje.

É magistral o segundo filme da série, “Lovers Rock”, que mostra uma “house party” de reggae numa comunidade jamaicana, sem que a música pare em quase toda a sua totalidade. Se puder assistir apenas um, vá nesse.

(“Small Axe” você encontra no Amazon Prime)

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* Esta seção da Popload é pensada e editada por Lúcio Ribeiro e Daniela Swidrak.

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