Em gorillaz:

Gorillaz vem a SP e Rio para festival novo. E traz Kooks e Two Door Cinema Club com ele

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* A incrível banda-cartoon Gorillaz vai se apresentar no Rio e em São Paulo em maio de 2022, encabeçando um novo festival chamado MITA, sigla para “Music Is the Answer”. O evento acontece nos dias 14 e 15/5 no Spark Arena, na Vila Leopoldina, e no final de semana seguinte, 21 e 22/5, no Jockey Clube carioca.

Gorillaz puxa um triunvirato britânico que inclui as bandas indie-pop Kooks e Two Door Cinema Club. O produtor e multiinstrumentista Tom Misch transforma esse trio num quarteto inglês do line up do MITA, que ainda tem o hoje grande trio eletrônico Rufus do Sol e um grande elenco brasileiro encabeçado por Gilberto Gil e Marcelo D2.

Outros nomes brasileiros de destaque são Liniker, Jão, Marcos Valle & Azymuth e Black Alien. As atrações nacionais não necessariamente são as mesmas em SP e Rio. Abaixo, a escalação completa:

São Paulo – 14 de maio
Rüfüs du Sol
Tom Misch
Gilberto Gil In Concert
Luedji Luna
Marina Sena
Black Alien
Xênia França
Day convida Lucas Silveira

São Paulo – 15 de maio
Gorillaz
Two Door Cinema Club
Marcelo D2
Matuê
Liniker
Heavy Baile
Letrux
Coruja BC1 convida Larissa Luz

Rio de Janeiro – 21 de maio
Gorillaz
Two Door Cinema Club
The Kooks
Heavy Baile
Liniker
Black Alien
Xênia França
Coruja BC1 convida Larissa Luz

Rio de Janeiro – 22 de maio
Rüfüs du Sol
Tom Misch
Gilberto Gil In Concert
Jão
Marcelo D2
Marcos Valle & Azymuth
Letrux
Alice Caymmi convida Maria Luiza Jobim

gorillaz

* Os ingressos para o festival MITA começam a ser vendidos em pré-venda amanhã, dia 24. em 1º de dezembro, é aberto ao público geral, via site do evento. A pista cheia custa R$ 700. Mais info no Instagram do MITA (@mita.festival) ou em seu TikTok (@mitafestival) e Twitter (@mitafestival).

O MITA é uma realização da carioca Bonus Track, do produtor Luiz Oscar Niemeyer, e da 30E paulistana.

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Top 10 Gringo – O rock domina o Top 10: um oferecimento de Halsey (!), Indigo de Souza (!!), Rina Sawayama (!!!) e… Kanye West (!!!!)

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* Já que tem textão ali no nosso décimo lugar, vamos direto ao ponto. Semana cheia de bons lançamentos, incluindo o polêmico “Donda”, do Kanye West, que a gente discute mais lá embaixo. Será que ele merece estar no topo da lista semana que vem? As músicas prestam? As participações especiais danificam seu trabalho? A conversa está aberta.

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1 – Halsey – “Easier than Lying”
É o ano do rock. E talvez um discos mais interessantes de rock do ano seja essa investida da californiana Halsey. Com produção de Trent NIN Reznor and Atticus Ross, ela escreve um disco todo sobre, em suas palavras, “as alegrias e horrores da gravidez e do parto”. E que momento é “Easier than Lying”, um som provavelmente sobre um homem bem péssimo. Que baixo é esse?

2 – Baby Keem, Kendrick Lamar – “Family Ties”
Daqui a pouco a gente fala do Kanye West, mas outro que gosta de mistério é o Kendrick Lamar, que faz suspense sobre seus próximos passos, talvez esteja até criando um altergo, mas aparece bem nesta faixa do seu primo Baby Keem, que por acaso, também está presente no polêmico Donda.

3 – Gorillaz – “Jimmy Jimmy”
Em um EP surpresa, “Meanwhile EP”, o Gorillaz oficializa três bons sons que já andavam rolando ao vivo. Nossa predileta é a dançante “Jimmy Jimmy”. Este pequeno álbum é uma homenagem ao carnaval cancelado de Nothing Hill por conta da pandemia. No Spotify, a banda fez até uma “mixtape” com outros sons dançantes, procurem por Gorillaz Carnival.

4 – Indigo de Souza – “Way Out”
E por falar em volta do rock… Atenção nessa garota da Carolina do Norte que também fez um superdisco inventivo dentro do gênero, bem escrito, bem tocado e barulhento e meio lo-fi – do jeito que gostamos.

5 – Big Red Machine – “Hoping Then”
A parceria de Aaron Dessner (National) e Justin Vernon (Bon Iver) é brilhante. Além das participações especiais que estrelam este segundo álbum da dupla, entre elas Taylor Swift e Sharon van Etten, eles também brilham sozinhos, como nesta bela “Hoping Then”.

6 – Turnstile – “Alien Love Call”
Semana passada a gente já tinha falado do caso da banda de metal que vai se lançar pelo shoegaze. Dessa vez a história é o grupo de hardcore que se arrisca por gêneros mais delicados – ainda que pese a mão quando ache necessário. Essa com participação do Blood Orange é uma daquelas que quem nunca escutou o Turnstile vai pensar: banda de hardcore?

7 – Feng Suave – “Tomb for Rockets”
A leve psicodelia minimalista dos holandeses do Feng Suave é daquelas de passar boas tardes curtindo uma brisa. É um Tame Impala bem menos (bem menos mesmo) aditivado, saca, e que escutou mais soul music.

8 – Chvrches – “How Not to Drown (feat. Robert Smith)”
Uau. Robert Smith colou no rolê dos escoceses do Chvrches. E a gente teve a moral de escutar a vocalista Lauren Mayberry sobre isso. Se liga que história incrível. “Acho que para o meu eu adolescente ainda não caiu a ficha, porque todos nós sempre fomos grandes fãs, nossa música é muito inspirada no Cure, sempre tivemos camisetas e tal… Meu manager soube que ele estaria gravando um novo album e decidiu entrar em contato com seu representante, para que, sei lá, de repente, se ele fosse estar em turnê, poder abrir algum show do Cure, ou algo assim. Mas acontece que Robert não tem um manager e aí um dia ele simplesmente apareceu e disse ‘Hey, vi que vocês estavam me procurando’”. Ouve o resultado.

9 – Rina Sawayama – “Enter Sandman”
Uau de novo. Segue a leva de covers do álbum preto do Metallica. E Rina chega com talvez a mais inventiva versão até aqui. Um misto de rock modernoso com direito a samples e um toque dance que respeita o clássico original. E a risada malvada do James vira um riso bem-humorado da Rina.

10 – Kanye West – “Jail”
Que treta resenhar esse cara. Seja lá o que pense politicamente em termos de Trump/Biden ou ele mesmo para presidente, dá para dizer fácil que Kayne construiu até aqui uma obra que celebra a criatividade e liberdade. Ele talvez seja um dos grandes compositores e produtores de sua geração. Só que a arte do polemista pode dar ruim às vezes. Em uma primeira escutada, no longo “Donda”, a coisa soa confusa pela primeira vez em sua discografia. Aliás, seria esse mesmo a versão aprovada por West? Ou é a gente que não está alcançando sua genialidade? Ele escreveu que a gravadora soltou o álbum sem sua autorização. Ainda que várias músicas soem incríveis, avançadas, com seu tino musical em alta, algo parece fora de compasso. Especialmente a participação especial sem qualquer contexto de Marilyn Manson. Qual sua razão? Não fica explicado e só soa ofensivo com as mulheres que denunciaram seus abusos. Mesmo DaBaby, que pediu desculpas pelas bobagens que disse e alega ter aprendido a lição, também pode ser contestado. Ao mesmo tempo, é um disco que termina com um pedido de liberdade para alguém em prisão perpétua. Algo que não se vê todo dia. Uma ideia nada conversadora. Confuso? Complexo? Temos um disco para ser discutido por meses. Eu disse que era um treta. E nem conseguimos elogiar a ótima “Jail”, que tem Jay Z arrebentando e tudo mais. Fora que também é um… rock!

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* A imagem que ilustra este post é da Halsey.
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Top 10 Gringo – Jungle emplaca o topo e não é difícil entender por quê. Killers novo cola na segundona. A “nova” Courtney Barnett completa o pódio, para o nosso gosto…

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* Mais uma semana de grandes lançamentos lá fora. E desta vez diversos climas comtemplados. Tem a alegria do Jungle, o épico do Killers e o minimalismo de Courtney Barnett. Mas também tem climas parecidos, no caso do shade da Lizzo, shade da Billie. Ou nas loucuras sonoras de Indigo De Souza, Magdalena Bay e Monaleo. Nessa diversidade a gente segue com a melhor playlist de novidades gringas que se tem notícia. Pelo menos nesta semana :)

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1 – Jungle – “Romeo (feat. Bas)”
“Este é um álbum sobre liberdade”, declarou Josh Lloyd-Watson, metade do Jungle ao lado de Tom McFarland. E essa alegria e ar de recuperação está por toda “Romeo”, um dos melhores sons de “Loving in Stereo”, novo álbum da dupla inglesa, lançado na sexta passada. Daquelas músicas que se a letra não estiver falando sobre algo positivo, a gente finge que é, já que ela chama nosso corpo para dançar livremente.

2 – The Killers – “West Hills”
A missão do Killers de se tornar uma megabanda pique U2 teve seus bons e maus momentos. Este novo álbum, “Pressure Machine”, provavelmente entrará para o hall dos acertos. Um disco sobre o interior doz Estados Unidos, afetuoso com o local, mas sem abdicar de uma mínima exposição crítica. Musicalmente tem toque de R.E.M., Bruce Springsteen, U2 na fase apaixonados pela América do Norte. “West Hills” é um caprichado roteiro de filme de alguém que se dá mal e vai preso por porte de muitas drogas. Seu refrão é épico e grandioso. Os mesmos versos são cantados de maneiras diferentes de acordo com o clima da história. Coisa caprichada. Dá para arriscar o grandioso sem ser pretensioso e chato.

3 – Courtney Barnett – “Before You Gotta Go”
Que prazer é escutar a Courtney Barnett explorando outras pegadas para sua música. Menos Kurt Cobain, mais Velvet Underground – um toque que ela já experimentou na bela “Depreston”, mas sofistica aqui em uma engenhosa guitarra que parece simples e repetitiva, mas é tudo o que a canção pede.

4 – Lizzo – “Rumors” (feat. Cardi B)
É um estouro o novo single da Lizzo em parceria com a Cardi B. Não dava para esperar menos, na real. A letra é uma daquelas clássicas respostas aos haters que rolam após um estreia bem-sucedida, sabe? Kurt Cobain, para citar ele de novo, abre “In Utero” com uma dessas. E a música tem uma bateria roqueira escondida que lembra “Smells Like Teen Spirit”, repara.

5 – Billie Eilish – “Oxytocin”
A gente segue elogiando semanalmente o “Happier than Ever” da Billie por aqui. Se o disco fala um tanto sobre a separação dela do ex abusivo, “Oxytocin” faz mais sentido como a música onde a cantora conta a história a partir do ponto de vista dele – daí as menções a sexo serem tão agressivas. É uma interpretação apenas e a letra pode ser lida de outras formas. Em fóruns há longos debates sobre isso. O que você acha?

6 – Magdalena Bay – “Secrets (Your Fire)”
Potente este duo norte-americano formado por Mica Tenenbaum e Matthew Lewin. A dupla faz um pop torto na linha da Charlie XCX, mas não tão exagerado – esse tal hyperpop que força nas texturas e nas referências a si mesmo. Tente escutar este som sem ficar pensando que já escutou antes algo dali.

7 – Monaleo – “Suck It Up”
Rapper texana da melhor qualidade, Monaleo tem um flow original e que sabe passear de maneira amalucada por uma batida completamente alucinada que vai se alterando sem medo por toda a música. É daqueles sons que a gente não sabe onde vai dar. Mas quer ir junto.

8 – Indigo De Souza – “Real Pain”
E, por falar em música piradinha, esta é um outro exemplo. A faixa escolhida dessa bela banda da Carolina do Norte vai se desintegrando lentamente a partir da metade em ruídos e gritos. E volta a ser uma canção convencional após alguns minutos. É uma maluquice deliciosa. Experimente.

9 – Helado Negro – “Gemini and Leo”
Parece que a música do americano-equatoriano Helado Negro é feita para ser acompanhada por drink de verão na mão, num horário cedo de festival, tipo no final de tarde. Pegada latina, funkeada, guitarrinhas espertas. Why not?

10 – Gorillaz – “De Ja Vu”
Essa é só uma das três músicas inéditas que o Gorillaz mostrou recentemente em shows pela Inglaterra. Pequenas amostras de um álbum que Damon Albarn prometeu para logo mais. Sendo que logo mais ele também solta o solo dele, vai entender. Gente produtiva é assim. Não está oficial nos streamings ainda. Tem que ir no Youtube.

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* A imagem que ilustra este post é da dupla inglesa Jungle.
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Gorillaz faz show gratuito em Londres para a galera da saúde. Com Robert Smith, Little Simz, Peter Hook e Slowthai no palco. Fora três músicas novas

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* O espetacular grupo-cartoon inglês Gorillaz estreou ontem à noite o primeiro dos dois shows especiais que a banda prometeu em Londres para os médicos e enfermeiros de Londres que trabalharam na linha de frente da pandemia da covid-19.

A apresentação, que teve setlist de 32 músicas e acontece hoje novamente, foi no gigantesco O2 Arena.

O show foi marcado pela absurda lista de convidados que a banda de Damon Albarn arrastou ao parque, de Robert Smith (The Cure) a Little Simz, passando pelo Peter Hook (ex-New Order), pelo Slowthai e pelos caras do Slaves.

E não só. A banda apresentou neste concerto-gentileza aos trabalhadores da NHS, o sistema de saúde da Inglaterra, três canções inéditas, todas novas colaborações com a galera da música: “Meanwhile”, com Jelani Blackman, “Jimmy Jimmy”, com o rapper AJ Tracey, e “De Ja Vu” com a participação da Alicai Harley.

Todas essas músicas novas mostradas ontem ao vivo devem estar no EP “de Carnaval” que o Damon Albarn andou anunciando como a próxima novidade do Gorillaz.

Dos vídeos que apareceram no Youtube e de onde dá para sacar o show, a quantidade de gente que estava lá, as músicas novas e a com o Robert Smith (“Strange Timez”, temos o seguinte:

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Damon Albarn e seu mullet lançam música nova. Ouça a bela “Polaris”, que também ganhou vídeo ao vivo

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* Mister Damon Albarn, o cara do Gorillaz e O CARA do Blur, entre outras bagunças sonoras variadas em que se mete, vem aí com seu segundo disco solo, “The Nearer The Fountain, More Pure The Stream Flows”, que vai ser lançado no dia 12 de novembro apenas.

Originalmente concebido como uma peça orquestrada inspirada nas paisagens da Islândia”, palavras dele, o disco solitário, apenas ele e esse mullet zoado que tem ostentado, vai trazer conversas sonoras sobre fragilidade, perda, emergência e renascimento. O primeiro disco solo de Damon Albarn, “Everyday Robots”, é de lááá de 2014, e o moço aproveitou a solidão do lockdown a que fomos submetidos para, enfim, trabalhar sozinho.

Então, como vemos os temas abordados são apropriados, achamos. Já pudemos sentir o que é isso com o belo primeiro single, faixa que leva o mesmo nome do álbum. E hoje temos o segundo exemplar da empreitada rumo à introspecção de Albarn, a ainda mais bela “Polaris”.

A música foi ao streaming e também veio em forma de performance ao vivo, tirada do filme que vai acompanhar todo o novo álbum, o “The Nearer The Fountain, More Pure The Stream Flows”.

“Polaris”, ao que consta, é uma evocação à estrela-guia que possa conduzir aqueles que perderam o rumo com esta situação anormal que entramos com o vírus, desde o ano passado.

Esse filme preto e branco ao vivo faz parte da série “Sublime Boulevards – Performance Films”, que traz Albarn acompanhado de uma bandaça ao vivo, incluindo um quarteto de cordas.

Ele pode ser visto aqui embaixo, em toda a sua grandiosidade. Na sequência, o tracklist de “The Nearer The Fountain, More Pure the Stream Flows”, algumas delas tendo aparecido na performance de Albarn na recente edição online do Glastonbury, e a lista de shows futuros dele no Reino Unido e Europa, em 2022. Porque, obviamente, vamos acompanhar tudo daqui.

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** O tracklist do disco:
1. The Nearer The Fountain, More Pure the Stream Flows
2. The Cormorant
3. Royal Morning Blue
4. Combustion
5. Daft Wader
6. Darkness to Light
7. Esja
8. The Tower of Montevideo
9. Giraffe Trumpet Sea
10. Polaris
11. Particles

** As datas da turnê 2022
21 e 22 Fevereiro – London (Barbican)
23 e 24 Fevereiro – Dublin (National Concert Hall)
26 Fevereiro – Luxembourg (Philharmonie)
28 Fevereiro – Brussels (Bozar)
1 Março – Brussels (Bozar)
2 Março – Eindhoven (Muziekgebouw)
4 e 5 Março – Paris (Philharmonie)
6 Março – Lyon (Auditorium)
7 Março – Hamburg (ElbPhilharmonie)
9 Março – Copenhagen (KB Hallen)
11 Março – Reykjavik (Harpa)

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