Em gotye:

Vinil autografado pelo Gotye. Quer?

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* Popload em Barcelona, mas sempre lembrando do leitorado querido, haha.

Sabe o Gotye, 249.823.139 visualizações para o vídeo do hiper-mega-super-hit “Somebody That I Used To Know”? Então. A Popload tem uma notícia boa para você.

Em parceria com a Universal Music, colocamos aqui, para sorteio, 1 LP “Making Mirrors” autografado, além de outras duas cópias em CD.

O belga-australiano Gotye, que até o ano passado não era ninguém, virou gente grande da música hoje e prepara para o segundo semestre uma extensa turnê pelos Estados Unidos e Europa.

Para concorrer aos prêmios, deixe seu nome e cidade aí nos comentários. Não vai perder essa bocada, vai?

Vamos bombar mais um pouquinho o vídeo dele no YouTube.

Kimbra "sacode" os EUA e já tem convite para cantar no Brasil

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* No último South by Southwest, em março, no Texas, eu estava pronto para ir embora do La Zona Rosa em disparada para ver outra das 400 opções de shows no mesmo horário quando a cantora Kimbra ia começar sua apresentação. Resolvi ficar um pouquinho para ver o começo e acabei ficando até o final. E até aplaudi. E fiquei pensando que o legal é ela, não o Gotye.

Bastante conhecida da galera indie na Oceania, a neozelandesa, 21 anos, virou “internacional” depois de ser coadjuvante do vídeo do Gotye, a praga “Somebody That I Use to Know”, que tem hoje, perto de um ano de seu lançamento, algo em torno de “apenas” 233 MILHÕES de views, provavelmente o vídeo de música nova mais acessado dos últimos tempos. Kimbra é a “parte feminina” da bacana canção indie-brega.

Depois de alguns showzinhos com o Gotye (e esse sozinha no Sxsw) pela América, eis que Kimbra lança seu CD de estreia, “Vows”, nos EUA e na Inglaterra. O álbum já tinha saído na Austrália e na Nova Zelândia, com algum barulho, no ano passado. Mas agora é “para valer”. Até porque ela começou nesta semana uma vasta turnê americana abrindo para o Foster the People.

“Vows”, em uma semana, vendeu cerca de 22 mil discos, número bom considerado que é de uma artista pequena. Tanto que isso representa o 14º lugar entre os mais vendidos na parada da “Billboard”.

“Vows” é bem bom. Kimbra tem uma voz boa, pop, algo que paira de modo interessante sob uma mistura esquisita de Florence (sem o surto louco dos refrões), Bjork e jazz. Mas ela tem uma fofurice interpretativa (quase teatral) que encanta. Isso, ela interpreta as músicas dela. A postura é cênica e a voz funciona como um instrumento de sua banda, não uma alegoria. Aliás, a banda dela, uma molecada ali da Austrália/Nova Zelândia, é bem boa.

Semana passada Kimbra cantou ao vivo para o programa do entrevistador Jimmy Kimmel e fez um show no Hollywood Forever Cemetery, em Los Angeles. Ontem, já com o Foster the People, se apresentou no Central Park, em Nova York.

Se liga em alguns momento da Kimbra:

1. cantando no Jimmy Kimmel seu “velho” hit, “Settle Down”.

2. cantando/tocando sozinha a mesma música, com loops e samplers de sua voz, num showcase do Sxsw, em março.

3. E ela anteontem no Central Park, dando uma colaborada no show do Foster the People, cantando “Warrior” para eles.

* Sim, você leu lá em cima. Kimbra tem convite para tocar neste ano no Brasil. Ainda não disse nem que sim, nem que não.

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Somebody That I Used to… Dance

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* Tem a loirinha inglesa que reinterpreta os hits indies com seu sotaque delicioso, tem o coreógrafo japonês (ou chinês, ou coreano) de Los Angeles que dança eles. Anthony Lee assina vídeos bacaníssimos com uma galera dançarina (todos orientais, pelo que eu entendi) de sua escola de dança para novatos Offspring Culture Shock, da Califórnia. Dá uma olhada no que ele fez com o Gotye e o megaestelar hit atual “Somebody That I Used to Know”. E com a La Roux. E com o Calvin Harris. O SBTRKT…

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Coachella: parte 2, dia 3 (o último) – A bagunça do Hives. A nova música do Gotye virou hino, mesmo. O mundo será dominado pelos hologramas: o Tupac visto de perto dá medo

* Popload em Indio, Califórnia. Acabou o Coachella total, finais de semana um e dois. Agora só em 2013. Acabou a insolação também. Quero uma temporada de inverno, agora. E acabou a música, com essa história de novo da performance do Tupac Shakur, morto em 1996, mas vivíssimo ontem no Coachella. Eu precisava ter visto isso com meus olhos.

* A cobertura da Popload no Coachella 2012 aparece aqui e no site Vírgula, tudo a mesma coisa, mas tudo bem diferente.

* O Coachella 2012, o último dia do último final de semana de realizações do festival do deserto da Califórnia, que botou 95 mil pessoas por dia circulando seis dias atrás de 140 atrações, acabou de novo em magia.

Os destaques são muitos (menos que nos outros dias, porém), mas vamos focar em dois impressionantes.
Falar do calor, agora, já não precisa mais, né? De novo os termômetros apontando que 40ºC (tava mais fresquinho!!) rachavam o coco no começo do dia, enquanto astros indies como o britânico Metronomy e a americana Santigold faziam shows incríveis ao sol.

Já no final de tarde, a banda indie punk sueca The Hives fez o show mais bagunceiro do festival. Rodas de pogo apareceram de novo no Coachella. À noite, aconteceram ainda os “iluminados” shows do duo eletrônico Justice e da indie-ópera Florence & The Machine (esse não vi).

Mas o Coachella do domingo vai ser lembrado para sempre mesmo por causa de dois momentos.
O primeiro foi numa das tendas, abarrotada e com muita gente para fora, tudo para ver o show da banda do cantor belga-australiano Gotye, que até o ano passado não era ninguém, mas virou gente grande da música hoje por causa da combustão espontânea que causou um vídeo seu no Youtube, aquele dos 175 milhões de views.

E lá estava a multidão (meninas principalmente) para cantar junto o hit de Gotye, “Somebody That I Used to Know”. No final de semana passada, na primeira parte do Coachella, o cantor recebeu no palco a participação de Kimbra, cantora neozelandesa que faz a “parte feminina” do vídeo famoso. Ontem, Kimbra, em turnê própria, não pode vir, mas sem problemas. A tenda inteira (estimo que umas 6 mil pessoas) cantaram a parte de Kimbra para acompanhar Gotye. Impressionou.

No final de tudo, veio o melhor de tudo. Não contando o show do Radiohead, porque Radiohead não conta, o grande espetáculo foi o apoteótico show de rap protagonizado pela dupla de peso pesados Dr. Dre e Snoop Dogg. Tipo muito bom, tipo incrível.

Grandes sucessos recentes do hip hop dos dois, músicas famosas de outros rappers, convidados especiais aos montes (Eminem, 50 Cent, Wiz Khalifa), Snoop Dogg fumando toras de maconha no palco sem parar (e cantando com voz “amarrada” por causa disso) e, claro, o já famoso holograma de Tupac Shakur participando de uma música e dançando com Snoop Dogg.

Foi assustador e ao mesmo tempo inacreditável. Deram vida mesmo ao rapper assassinado em 1996 em uma emboscada treta, no auge de sua carreira (vendeu 75 milhões de discos).

Graças a efeitos de computação gráfica de última geração, Tupac Shakur “apareceu” no palco e nos telões, saudando o Coachella, cantando e interagindo com Snoop Dogg.

Esse show deve escrever uma nova fase na história da música. Dizem que Tupac Shakur vai sair em turnê americana com Dre e Dogg. Abriram o precedente. Já falam que o Michael Jackson em holograma já está sendo preparado, para um desses “shows do além”. Do jeito que vai, Kurt Cobain (morto em 1994) e seu Nirvana serão a atração principal do Coachella em 2013. Alguém duvida daquele fantasmagórico line-up do Coachella 2013 que apareceu na internet nesta semana?

Eu não duvido.

Alguns vídeos do domingo. No final, o “olhar fashion” dos espectadores.

Coachella, dia 3 – A música mais cantada do festival? A do Gotye, óbvio. A incrível volta do At the Drive In. E a mais incrível ainda volta do Tupac, que inclusive já morreu!!!

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Os portões nem haviam sido abertos e a organização do Coachella já avisava em seu twitter: “Hoje é o dia mais quente do festival”. O domingo, terceiro dia da primeira parte do Coachella, mostrou mesmo que Indio é um dos lugares mais quentes do mundo. Tanto na música quanto no clima.

Com uma programação menos explosiva se comparada aos dois dias anteriores, até para dar uma trégua para quem já esteve por lá na sexta e no sábado, o festival tinha como destaques uma mescla entre uma turma nova, liderada pela Santigold, os ótimos Real Estate e Wild Beasts e a Florence and the Machine, uma turma nova-velha, ali da virada do século, como o The Hives e o Justice, e a turma das antigas, representada pelos casca-grossa Dr. Dre e Snoop Dogg.

Nome forte do novo hip hop, a louquinha Santigold arrastou muita gente para o seu show. O rap é o novo rock, você sabe. Ela, que é queridinha por toda galera do indie, prepara o lançamento de seu segundo álbum – “Master of My Make-Believe” – no próximo dia 1º de maio. Show concorrido, cheio de misturas musicais e gente empolgada.

Banda que costuma ser sempre explosiva ao vivo, o Hives, grupo sueco que estourou ali mais ou menos em 2002, continua fazendo o mesmo show de sempre. Mas isso não quer dizer que seja ruim, pelo contrário. No palco, Pelle Almqvist sempre se entrega como se fosse o último show da vida. E ainda fez o Coachella “todo” SENTAR. Você viu na transmissão?

Pegou mal o atraso do Justice. Um dos maiores nomes da eletrônica moderna, atração imperdível do Sónar SP mês que vem, o duo francês demorou mais ou menos meia hora para começar seu show, deixando muita gente irritada. Nem no YouTube rolou o show na íntegra, por conta disso. Mas, quando começou, foi a catarse coletiva de sempre, com aquela cruz iluminada chapando os olhos em todo momento.

“Insano” tem sido a descrição lugar comum nos blogs gringos para a apresentação do Gotye. O belga-australiano virou praga musical boa com o mega hit “Somedoby That I Used to Know” – vídeo original com mais de 162 milhões de views no YouTube – música mais tocada este ano na Inglaterra e, hoje, segundo lugar da “Billboard”, executada em programas como o Saturday Night Live e Glee. A imprensa australiana crava que, se o som não chegar ao #1 da Billboard desta semana, nunca mais vai chegar. Seria a primeira aparição de um representante da Austrália nas paradas americanas em 12 anos. No Coachella, “Somebody That I Used to Know”, som que relata um desencontro amoroso indie, deve ter sido o mais cantado (e registrado) pela galera durante todo o final de semana.

A reformada At the Drive in, fundamental banda de indie hardcore, não fez feio em seu retorno oficial aos palcos, após mais de uma década de hiato. Na mira do ecofestival brasileiro SWU, o grupo de El Paso botou o volume de suas guitarras no máximo e foi bem recebido por público e crítica. At the Drive in, né?

Em mais de 10 anos de história, um dos momentos mais marcantes do Coachella foi a “ressurreição” do rapper Tupac Shakur, assassinado brutalmente há mais de 15 anos, durante o show dos pesos pesados Dr. Dre & Snoop Dogg, através de um holograma. Em um show audiovisual de deixar até o Thom Yorke de boca aberta, a dupla ainda “recebeu” no palco outros nomes como 50 Cent e Eminem. Coa-rap-chella.

Confira alguns vídeos marcantes do domingo, incluindo a “aparição” do Tupac.

No próximo final de semana, a Popload vai acompanhar in loco toda essa bagunça sonora no deserto da Califórnia.

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