Em grammy:

SEMILOAD – Oba, domingo tem Grammy!!!!! Mas, antes, uma espinafradinha básica nesse prêmio zoado

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* Sempre odiei os xexelentos e arranjados prêmios Grammy, mas nunca quis gongar (muito) por aqui, para não me chamarem de mal-humorado e tals. Indie velha-guarda que não compreende o tamanho do pop dessa “distinta premiação” da indústria bajulando a própria indústria, atrasado e segregador e tudo mais. Mas aí a Dorinha Guerra, 22, achou de dar uma gongadinha rápida no evento que acontece domingo, em sua excelente newsletter semanal Semibreve, que eu corri para chamá-la no Whatsapp para desenvolver mais o tema: “Traz essa VERDADE para a Popload”. E aqui estamos.

Não sou que estou falando, ok? É a Dora!

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Como em todos os anos desde a primeira edição – mais de 60 anos atrás –, lá vem um domingo de Grammy. E, em como todos os últimos anos desde que descobrimos que a Academia adora ser machista e racista, você pode estar se perguntando: em 2021, vale a pena ver ou se importar com os Grammys?

Muita gente já decidiu que não. O Kendrick Lamar é uma dessas pessoas; Fiona Apple não quer ver os Grammys nem re-pintados de ouro (mesmo indicada!); o novo queridinho do clube anti-Grammy – e injustiçado do ano –, The Weeknd, concorda.

E esse foi realmente o vacilo da vez: quando “After Hours” – um dos melhores e mais relevantes álbuns do último ano – não ganha nem uma menção, algo de muito errado aconteceu. E olha que a Recording Academy tem categorias reservadas para os artistas negros, já que não gosta de conceder a eles, parece, as categorias principais; eles geralmente dão prêmios de Rap, Urban ou R&B para os negros e deixam por isso mesmo. Neste ano, não – até onde o Grammy sabe, The Weeknd simplesmente não existe. E até onde o The Weeknd sabe, o Grammy também faleceu.

Mas não é só Abel que anda falando mal por aí. Li que Zayn Malik sugeriu que “há corrupção nos bastidores da Academia”. Agradeço a sugestão, mas acho que é quase da mesma linha que sugerir que há algo de errado na mansão de 6 milhões do Flávio Bolsonaro: é óbvio. E eu vou além e ressalto que, assim como Flávio, a Academia sobra em babaquice – vide 2018, quando Neil Portnow (então presidente da Recording Academy) afirmou que a falta de mulheres no prêmio era porque “elas tinham que melhorar”. Essa aí é um clássico.

Captura de Tela 2021-03-12 às 11.27.03 AM

Mas, se existe algum motivo para ainda prestar atenção nos Grammys, talvez seja exatamente este: concorde você ou não com a definição de rock do prêmio, fato é que desta vez a categoria incluiu só mulheres – e os homens têm que melhorar. Por Phoebe Bridgers, Fiona, HAIM, Brittany Howard e Big Thief, o Grammy conseguiu alguma parcela mínima de acerto. E mais: conseguiu que um gênero estagnado como o rock parecesse interessante e “fresh” novamente. Um beijo para as responsáveis.

Outro motivo é o de sempre, mas que infelizmente ainda não vacilou: apesar de o prêmio geralmente ser longo e um pouco maçante, as performances sempre rendem alguma coisa. Foi o Grammy que combinou St. Vincent e Dua Lipa, Daft Punk e Stevie Wonder. Neste ano – em que essas apresentações ainda são o mais próximo que temos de um show –, tem BTS ocupando um espaço gigantesco na indústria americana; tem .Paak e Mars, tem Cardi e Megan. Ainda tem artista que joga o jogo, gente importante e talentosa, que acaba nos atraindo para o lado de lá da força. E, enquanto eles não boicotam a premiação, fica difícil para nós, reles mortais.

Então, se você quer ver tudo isso, vai lá assistir – com a mão na consciência. É aquele dilema de separar arte do artista, aplicado a um evento e uma premiação inteira; quando você detesta parte da instituição, mas valoriza alguma outra fração, fica ainda mais difícil. E a Recording Academy sabe disso.

E, para quem vai para a festinha na casa do The Weeknd para não ter que assistir, não se preocupe: os Grammys estão, sim, caminhando para a insignificância. Há muito tempo, eles já não são determinantes do que realmente foi bom – quando você compara as listas de “melhores da última década” com quem realmente venceu Grammys, vai ver que a conta não fecha (nem chega perto). Ironicamente, a própria Recording Academy se esforça para contribuir para o próprio fim. A galera deve estar tão intrincada na corrupção que não consegue se atualizar de verdade, homenagear quem merece.

O engraçado é que, depois de escândalos como o de Portnow, a Academia está há anos mudando categorias, trocando cargos sêniores, dizendo que se empenha. Todo ano, eles prometem que “agora vai”. Bom… não foi não. E convenhamos? Não vai mais.

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POPNOTAS, 5 de janeiro – O papo reto do Chico César, Pitchfork dá notão para o Playboi Carti e o Grammy indie foi adiado. E “Creep”

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* Vamos às notícias mais relevantes do dia.

“Todas as minhas canções são de cunho político-ideológico. Não me peça um absurdo desse, não me peça para silenciar, não me peça pra morrer calado. Não é por ‘eles’. É por mim, meu espírito pede isso. E está no comando. Respeite, ou saia. Não veja, não escute. Não tente controlar o vento. Não pense que a fúria da luta contra as opressões pode ser controlada. Eu sou parte dessa fúria. Não sou seu entretenimento, sou o fio da espada da história feito música no pescoço dos fascistas. E dos neutros. Não conte comigo para niná-lo. Não vim botar você pra dormir, aqui estou para acordar os dormentes.”

– As palavras aí de cima são do músico Chico César em resposta a um fã que pediu que ele seguisse com suas canções sem abordar questões políticas. Não é nem que o fã estava reclamando, foi só uma sugestão. Mas pra quê? A resposta de Chico, que já trocou uma ideia incrível com a gente em nossas lives, é uma aula sobre a força da arte e sua função real no mundo. No Twitter, alguém lembrou a letra do Belchior: “Não me peça que eu lhe faça uma canção como se deve/ Correta, branca, suave, muito limpa, muito leve/ Sons, palavras são navalhas/ E eu não posso cantar como convém/ Sem querer ferir ninguém”. É isso mesmo. O Twitter caiu hoje por causa do “caso Chico”.

– Sucesso popular e de crítica: Comentamos ontem que o rapper Playboi Carti assumiu a liderança da lista de álbuns mais vendidos da Billboard. Agora ele levou um belo 8.3 da indie Pitchfork, enquanto a “Rolling Stone” deu quatro estrelas para “Whole Lotta Red”, o disco.

Sem celular: Flea deu uma bela entrevista sobre a vida, no jornal inglês “The Guardian”. Em uma reflexão sobre drogas, afirma que sua geração passou do ponto, mas que não esquenta com o que a atual anda aprontando. Sua preocupação maior é que computadores e celulares tenham eliminado nossa capacidade de viver no presente. Interessante. Acho que concordamos. Talvez. Sabe-se lá. Nesse papo, ele, conversando sobre seu livro de memórias lançado no ano passado, ainda contou que quem deu umas dicas sobre escrita para ele foi uma certa Patti Smith. “Acid for the Children” saiu no Brasil, inclusive.

– No limbo entre o Natal e Ano Novo, bate aquele tédio misturado ao empanturramento de comida. Não foi diferente para os Bacon Brothers, banda do ator Kevin Bacon, que atendeu a um chamado da natureza. Não aquele que você está pensando. No caso, dos seus cabritinhos. Segundo Bacon, os bichinhos pediram para ele tocar “Creep”, do Radiohead, mesmo ele não achando uma música muito apropriadamente alegre para a data. Em video postado por ele mesmo em suas redes sociais, o ator/cantor aparece bem à vontade, enquanto seus amiguinhos mastigam parte de sua roupa. Adorável.

– Grammy adiado: Não rola mais em janeiro a edição do prêmio americano que podia aumentar as glôrias de alguns dos nosso indies favoritos. Fontaines DC e Fiona Apple estavam na parada. A questão do adiamento, adivinha, é a Covid-19, que está firme e forte na Califórnia. A informação quente veio da “Rolling Stone” a partir de diversas fontes. Não é oficial ainda. Provavelmente a solução vai adiar o evento para março, de acordo com a revista.

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É oficial: Grammy vai se chamar Billie Eilish Awards a partir do ano que vem

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Fotos: AFP

Fotos: AFP

A chave da música pop hoje está nas mãos de Billie Eilish. Se há mais ou menos um anos estávamos aqui falando de praticamente uma adolescente que estava despontando na cena gringa, hoje ela é mais do que uma realidade. E com um disco só nas costas.

O Grammy 2020 consagrou a norte-americana, que levou nada menos que as quatro categorias principais do evento, algo que não ocorria desde 1981 com Christopher Cross, sendo apenas a segunda vez na história agora.

Billie, 18 anos, levou para casa os prêmios de Artista Revelação, Melhor Disco (com “When We All Fall Asleep, Where Do We Go”), Melhor Música (com “Bad Guy”) e Melhor Álbum de Pop Vocal.

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“Sinto que meus fãs não foram mencionados o suficiente esta noite, porque eles são a única razão pela qual estamos aqui. Então muito obrigado aos fãs”, disse ela em um dos discursos, sempre acompanhada do seu brother e melhor amigo Finneas.

Ela ainda fez uma bela performance para When The Party’s Over, que ainda não está liberada em vídeo para além das fronteiras do país do Trump.

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Agora diretora de vídeos, Billie Eilish vai botar mais de 20 pessoas no palco do Grammy neste domingo

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A incrível Billie Eilish provavelmente vai causar no próximo domingo, em Los Angeles, quando será uma das principais estrelas do Grammy. Mas, antes, vamos falar da nova fase diretora de vídeos da garota que mal saiu da adolescência e conquistou o mundo.

Ontem, Billie soltou um vídeo bonito e com temática pesada para “everything i wanted”, canção lançada na versão relançada do discaço “When We All Fall Asleep, Where Do We Go?”.

O vídeo conta com a participação de seu irmão Finneas, que logo na abertura ganha uma dedicatória da cantora, que o descreve como “seu irmão e melhor amigo”, apontando que não importante o que aconteça “eles sempre apoiarão um ao outro”.

No vídeo, que aborda de forma direta temas como depressão e suicídio, Billie e Finneas seguem sem rumo em um carro, até que Eilish entra com o veículo no mar, dando fim à vida dos dois. Eita.

** Voltando ao Grammy. Maior fenômeno do pop hoje, Billie Eilish será uma das estrelas da premiação do Grammy, no próximo domingo, em Los Angeles, onde vai até fazer uma performance. Sua estilista Samantha Burkhart deu um spoiler nesta sexta ao dizer que a apresentação contará com nada menos que 24 pessoas no palco. “Eu não tenho vagas de estacionamento suficientes”, reclamou ela.

Billie fará sua estreia em palcos brasileiros no mês de maio, com shows em SP e Rio.

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A lista geral de ganhadores do Grammy, incluindo o Beck, Childish Gambino, Justice e o Led Zep… Greta Van Fleet

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* Hahaha. A brincadeeeeeeeira do Greta Van Fleet até com a foto do Led Zeppelin foi ideia do site gringo Consequence of Sound. Não vem jogar a culpa na Popload. Se bem que a gente curtiu. Enfim…

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Para fechar o papo Grammy, até porque a gente nem liga muito para premiações, listamos abaixo todos os vencedores da edição 61 da premiação. A cerimônia foi na noite de ontem, em Los Angeles.

O Greta Van Fleet segue surfando na onda do hype, ganhando o prêmio de Best Rock Album. Childish Gambino também colheu frutos com seu petardo “This Is America”, levando a “Record of the Year” e “Song of the Year”, além de vídeo do ano.

Beck ganhou o prêmio de melhor disco de música alternativa, o Justice de melhor álbum de música eletrônica, e a Kacey Musgrave o melhor álbum de todos. Tudo abaixo, na ordem de prioridade nossa.

Album of the Year
Kacey Musgraves – Golden Hour

Record of the Year
Childish Gambino – This Is America

Best Rock Album
Greta Van Fleet – From the Fires

Best Alternative Music Album
Beck – Colors

Best Rock Song
St. Vincent – Masseduction

Best New Artist
Dua Lipa

Song of the Year
Childish Gambino – This Is America

Best Rap Album
Cardi B – Invasion of Privacy

Best R&B Album
H.E.R. – H.E.R.

Best Rap Song
Drake – God’s Plan

Best Rap/Sung Performance
Childish Gambino – This Is America

Best Pop Duo/Group Performance
Lady Gaga and Bradley Cooper – Shallow

Best Dance/Electronic Album
Justice – Woman Worldwide

Best Music Video
Childish Gambino – This Is America

** Demais vencedores:

Producer of the Year, Non – Classical
Pharrell Williams

Best Rap Performance
(Tie)
Kendrick Lamar, Jay Rock, Future, & James Blake – King’s Dead
Anderson .Paak – Bubblin

Best Metal Performance
High on Fire – Electric Messiah

Best Rock Performance
Chris Cornell – When Bad Does Good

Best Urban Contemporary Album
The Carters – Everything Is Love

Best R&B Song
Ella Mai – Boo’d Up

Best Traditional R&B Performance
(Tie)
Leon Bridges – Bet Ain’t Worth the Hand
PJ Morton – How Deep Is Your Love [ft. Yebba]

Best R&B Performance
H.E.R. – Best Part [ft. Daniel Caesar]

Best Latin Jazz Album
Dafnis Prieto Big Band – Back to the Sunset

Best Large Jazz Ensemble Album
John Daversa Big Band – American Dreamers: Voices of Hope, Music of Freedom

Best Jazz Instrumental Album
The Wayne Shorter Quartet – Emanon

Best Jazz Vocal Album
Cécile McLorin Salvant – The Window

Best Improvised Jazz Solo
John Daversa – Don’t Fence Me In

Best Reggae Album
Sting & Shaggy – 44/876

Best Dance Recording
Silk City & Dua Lipa – Electricity [ft. Diplo and Mark Ronson]

Best Contemporary Classical Composition
Kernis – Violin Concerto

Best Classical Compendium
Fuchs – Piano Concerto Spiritualist

Best Classical Solo Vocal Album
Monteverdi – Songs of Orpheus

Best Classical Instrumental Solo
Kernis – Violin Concerto

Chamber Music/Small Ensemble Performance
Laurie Anderson – Landfall

Best Choral Performance
McLoskey – Zealot Canticles

Best Opera Recording
Bates – The (R)evolution of Steve Jobs

Best Orchestral Performance
Shostakovich – Symphonies Nos. 4 & 11

Producer of the Year, Classical
Blanton Alspaugh

Best Engineered Album, Classical
Shostakovich – Symphonies Nos. 4 & 11

Best Pop Vocal Album
Ariana Grande – Sweetener

Best Traditional Pop Vocal Album
Willie Nelson – My Way

Best Pop Solo Performance
Lady Gaga – Joanne (Where Do You Think You’re Goin’?)

Best Country Song
Kacey Musgraves – Space Cowboy

Best Country Duo/Group Performance
Dan & Shay – Tequila

Best Country Solo Performance
Kacey Musgraves – Butterflies

Best Music Film
Quincy Jones – Quincy

Best Regional Roots Music Album
Kalani Pe’a – No ’Ane’i

Best Tropical Latin Album
Spanish Harlem Orchestra – Anniversary

Best Regional Mexican Music Album
Luis Miguel – ¡México Por Siempre!

Best Latin Rock, Urban or Alternative Album
Zoe – Aztlán

Best Latin Pop Album
Claudia Brant – Sincera

Best Spoken Word Album
Jimmy Carter – Faith: A Journey for All

Best Children’s Album
Lucy Kalantari & The Jazz Cats – All the Sounds

Best Folk Album
Punch Brothers – All Ashore

Best Contemporary Blues Album
Fantastic Negrito – Please Don’t Be Dead

Best Traditional Blues Album
Buddy Guy – The Blues Is Alive and Well

Best Bluegrass Album
The Travelin’ McCourys – The Travelin’ McCourys

Best Americana Album
Brandi Carlile – By the Way, I Forgive You

Best American Roots Song
Brandi Carlile – The Joke

Best American Roots Performance
Brandi Carlile – The Joke

Best New Age Album
Opium Moon – Opium Moon

Best Song Written for Visual Media
Lady Gaga & Bradley Cooper – Shallow

Best Score Soundtrack for Visual Media
Ludwig Göransson – Black Panther

Best Compilation Soundtrack for Visual Media
The Greatest Showman

Best World Music Album
Soweto Gospel Choir – Freedom

Best Roots Gospel Album
Jason Crabb – Unexpected

Best Contemporary Christian Music Album
Lauren Daigle – Look Up Child

Best Gospel Album
Tori Kelly – Hiding Place

Best Contemporary Christian Music Performance/Song
Lauren Daigle – You Say

Best Gospel Performance/Song
Tori Kelly Featuring Kirk Franklin – Never Alone

Best Contemporary Instrumental Album
Steve Gadd Band – Steve Gadd Band

Best Immersive Audio Album
Eye in the Sky: 35th Anniversary Edition

Best Remixed Recording
HAIM – Walking Away (Mura Masa remix)

Best Engineered Album, Non-Classical
Beck – Colors

Best Historical Album
Various Artists – Voices Of Mississippi: Artists And Musicians Documented By William Ferris

Best Album Notes
Various Artists – Voices Of Mississippi: Artists And Musicians Documented By William Ferris (David Evans)

Best Boxed or Special Limited Edition Package
“Weird Al” Yankovic – Squeeze Box: The Complete Works Of “Weird Al” Yankovic

Best Recording Package
St. Vincent – Masseduction

Best Arrangement, Insruments and Vocals
Randy Waldman Featuring Take 6 & Chris Potter – Spiderman Theme

Best Arrangement, Instrumental or a Capella
John Daversa Big Band Featuring DACA Artists – Stars and Stripes Forever

Best Instrumental Composition
Terence Blanchard – Blut Und Boden (Blood And Soil)

Best Musical Theater Album
The Band’s Visit

Best Comedy Album
Dave Chappelle – Equanimity & the Bird Revelation

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