Em greta van fleet:

O que a gente aprendeu com o Lollapalooza 2019. E como isso pode afetar o futuro do festival. E, claro, os principais shows deste ano

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* Massacre para as pernas, quantidade cavalar de informação que é difícil de processar toda, superexposição visual e de sentidos, chuva, raios e sol, 246 mil pessoas represadas em 3 dias para ver 70 atrações, cheia de pulseiras diferentes no braço, subindo e descendo morros e contornando grades, com internet razoavelmente funcionando para gerar a maior quantidade de selfies e fotos de galera da história brasileira, povo chegando de van vip, uber ou trem para desfrutar de todas as áreas oferecidas: a comum, o lounge vip, a vip master e a vip da vip master. Impacto de marcas patrocinadores a cada passo, na roda gigante ou com pacotes de salgadinhos gigantes andando entre o público.
Lá se foi mais um Lollapalooza.

Mais do que uma aventura de se prostrar em frente a palcos para ver shows, ou sentar no sofá para análises profundas em som pastel e clima zero, o Lollapalooza levantou questões sobre o estado de coisas da música atual. Sem pretensão de desfilar aqui verdades verdadeiras sobre o que está acontecendo, porque vai saber o que está acontecendo na música, a gente vai aqui roçar em algumas QUESTÕES provocadas pelo Lollapalooza 2019.

Tipo assim: o Lollapalooza passou, o achismo passou, o gostei-não-gostei passou e, à medida que os shows tendem a esfriar na memória, algumas percepções mais reais começam a esquentar na cachola e podem render ainda muito debate em mesa de bar roqueiro, na lanchonete cool que toca música indie, enquanto você e seus amigos esperam a vez de cantar pop em karaokê ou no Twitter, que centraliza tudo. 

Algumas dessas questões parecem mais evidentes. Se o funk cabe ou não no Lollapalooza é uma delas e parece bem respondida: sim, cabe. E isso veio no meio do surpreendente (para o bem) show do Post Malone, com a bombástica participação do MC Kevin O Chris. Só reforçou o que a participação do MC Bin Laden no show do Major Lazer em 2016 evidenciou: sim, o funk cabe se o festival seguir apostando que sua fórmula é abrigar o que de melhor o pop tiver no momento. A discussão antes da edição brasileira do Lollapalooza era sobre termos o nosso funk representado nas edições estrangeiras do festival e não por aqui. O papo seguirá após o festival, evidentemente, e deve ficar forte próximo das confirmações do line-up do ano que vem. Talvez não tenha mais para onde correr.

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Nessa conta, qual será o futuro de bandas de rock dentro do festival? O Greta Van Fleet entregou um show que convenceu o público enquanto dividiu opiniões de “críticos especializados” e do público do sofá. Claramente tinha a “energia” do rock ali. A banda, ainda que emule um Led Zeppelin descarado, sem o punch e o estilo do grupo lendário porém cumprindo um papel de reboot clássico para novas gerações, segura bem um show diante de um público já gigante, o deles. Mas daí a pensar que o GVF pode ocupar a posição de headliner no futuro parece uma pergunta sem resposta ainda, o que eles ajudam a responder é que o festival ainda tem sede (e reza) por grandes bandas de rock: uma chave onde estão desde bandas mais velhas, pense em Foo Fighters e Pearl Jam, e bandas nem tão novas assim mais, caso do Arctic Monkeys e do The Killers, por exemplo. Você acha um absurdo aparecer um Strokes no topo da lista de 2020, como já apareceu em alguns festivais de fora neste ano, mesmo com a banda sem fazer algo relevante desde, sei lá, o terceiro disco, há mais de dez anos?

Difícil pensar em alguma novidade do rock que arraste uma multidão. Isso, pelo menos, ainda com um som “duvidoso”, ou polêmico, o Greta Van Fleet conseguiu. É claramente uma “banda de festival” já.

Mas voltemos a falar do pop. Esse conceito por si só já muito pulverizado que ficou ainda mais diluído na programação apontando para muitos lados. Parece que não resta nenhuma dúvida de que Sam Smith, Post Malone e Twenty One Pilots possam ser headliners láááá na frente. Até a “pequena” Jorja Smith parece uma estrela ascendente pela fofura que foi a apresentação dela. Goste-se ou não das músicas dessa galera citada, cada um na sua, esses nomes impressionaram no quesito “arrasto de grande público com todo mundo cantando tudo”. Principalmente o último, o Twenty One Pilots, que não é nenhuma novidade mas carrega um frescor de “banda do futuro”. O duo já está gigante, acima de seus parâmetros, nos EUA e na Inglaterra. É a segunda banda do line-up do Reading Festival deste ano do nobre segundo dia, o sábado (abaixo apenas, adivinhe, do Post Malone). E está na primeira linha do gigantesco Lollapalooza de Chicago, a matriz. Colado a megastars como Ariana Grande e Childish Gambino. Uma análise de projeção desta que estamos fazendo para o Twenty One Pilots poderia ser construída, há uns anos e guardadas as pegadas e os estilos, para o Cage The Elephant, por exemplo, que é legal, tem um show intenso e foi trazido ao Brasil pela primeira vez pelas mãos de Dave Grohl. Mas não sei se chegarão mais onde poderiam. Ou prometiam.

Iza e Troye Sivan, por sua vez, já saem do festival com jeito de que podem ocupar posição grande numa próxima vez. Até de principal atração do palco Onix, o segundo maior do Lolla, por exemplo. A primeira se o festival quiser ousar. O segundo por sua vocação enorme de ser bem mais que um músico.

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A questão do indie no Lollapalooza talvez seja a que levanta mais dúvidas quando pensamos nas próximas edições. O Arctic Monkeys provou que segue no jogo, mas apontou para uma sonoridade que não é a mesma que fez o público deles no Brasil ficar enorme, à medida que a banda “envelheceu”. é linda, ainda, mas talvez a curva para baixo tenha chegado. Por outro lado, Kings of Leon, que surpreendente nem fez um show ruim, só pareceu cansado, sem grandes novidades e com pouco fôlego para tomar o lugar que hoje é de grupos clássicos como, de novo, Pearl Jam, Foo Fighters e outros sobreviventes de quando o rock vinha da grande indústria da música, que quase não existe mais. Ou existe sim, mas com nova acepção de “grande”. Por vários motivos, a geração do download encara questões inéditas na indústria. São as primeiras bandas que envelhecem sem apoio massivo do rádio, para ficar em um exemplo. O repertório deles será suficiente para lidar só com nostalgia? Interpol foi lindo, mas quem precisa mais de Interpol olhando-se para o dia de hoje?

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* Sobre alguns shows dos quais queremos falar umas coisas:
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#KendrickLamar

Melhor show do festival? Talvez alguém discorde, mas pelo menos é fato que Kendrick Lamar veio ao Brasil em seu melhor momento na carreira até agora – não duvidamos que seu próximo disco e turnê sejam seu novo melhor momento. Em um show que vai direto ao ponto enfileirando hits e favoritas dos fãs, destaque para roupagem nova que a banda, em especial o baterista, dá para as músicas ao vivo. Quem estava perto do palco tremeu com os graves. Os graves foram um dos “personagens principais” do show do Kendrick, além do próprio e ao lado dos conceitos chinenes do telão, que foram o fio condutor da apresentação. Inclusive os interlúdios, que poderiam esfriar o clima do show com seus pequenos filmes, funcionam muito bem ao dar o tom do humor e do clima que Kendrick Lamar pretende dar a sua apresentação. Se for para reclamar de alguma coisa, algo difícil, talvez seja a opção por tocar músicas onde ele faz a participação especial, ou feat., como você preferir chamar. Trocaríamos qualquer uma dessas por “i”, por exemplo, que deve soar ótima com banda e tudo. Não fez falta, em todo caso. 

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#ArcticMonkeys

Melhor show do festival? É meio impossível falar de Arctic Monkeys no Lollapalooza Brasil sem tecer comparações a sua última visita ao festival – lá em 2012, como headliners da primeira edição. À época, estavam em turnê com o “relativamente fraco” disco “Suck It and See”, mas o vocalista Alex Turner impressionava pela transformação visual que estava tendo: não era mais o nerdão indie de cabelo comprido e cara de mau; tinha virado um greaser meio Elvis, meio James Dean, com jeitão de sedutor. Sua atitude também havia mudado, agora quase parecendo um frontman de verdade, com atitude e presença de palco. De lá para cá, sete anos depois, a transformação está completa: Alex Turner é um frontman completo, digno de ser headliner de festival, já perfeitamente apropriado de seu estilo visual e comandando uma plateia por 1h45 de show. A banda está até mais, argh, adulta. E maior, com dois ou três músicos de apoio que aparecem para encorpar o show, durante toda sua duração.

Alex toca piano desta vez, até para acomodar as canções do mais recente disco. O setlist teve cinco músicas dele, o polêmico “Tranquility Base Hotel and Casino”, ótimo para alguns e intragável para outros. Mas ainda favoreceu bastante o famosinho “AM”, de 2013. No geral, houve um bom equilíbrio entre material recente e antigo, com poucos pontos mornos (a jam após “505”) e poucas ausências óbvias (“The View From the Afternoon”).

A evolução da banda em si ficou óbvia nas músicas mais pesadas: “Brianstorm”, “Library Pictures”, “Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair” e “Pretty Visitors”, eram apenas “legais” em 2012, mas soaram absolutamente destruidoras desta vez, aproveitando todo o poder de distorção e volume que o som tinha a oferecer. Já nos momentos mais melódicos, Alex Turner se deslocou com confiança pelo palco, sem guitarra, facilmente encantando o público (vale dizer) em boa parte feminino. Em um momento, parou à frente de um dos gigantes telões laterais, olhou para trás e deu de cara com seu próprio rosto ampliado. A reação dele foi um “susto”, quase fofo, brevemente humanizando a sua imagem de galã. Se foi uma reação genuína ou ensaiada, não saberemos; mas para o efeito do show, deu certo. E pensar que, lá em novembro de 2011, talvez questionássemos, nesses exercícios de prever o futuro, se o Arctic Monkeys poderia mesmo ser headliner de um festival como o Lollapalooza num país como o Brasil. Né?

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#The1975

Dois anos atrás, quando o The 1975 tocou no palco Ônix às 5 horas da tarde, comentamos aqui na Popload que o show parecia um Michael Jackson sem hooks, ou um The Weeknd sem subversividade — mas que tinham um visual bacana no telão. Agora, em 2019, The 1975 novamente tocou no palco Ônix às 5 horas da tarde, e percebemos que erramos um pouco. A banda é, na verdade, um Sandy & Junior sem graça e moderninho que, de alguma maneira, captou a atenção do público indie – mas continua tendo um telão bacana. Telão esse que, na última música, mostrou frases contendo críticas (supostamente) feitas à banda, como “genuinely laughable”, “lacking the wow factor” e “vacuous arena synth pop”. A ideia, imaginamos, era mostrar que a banda superou as críticas. Virou a “maior banda pequena” da Inglaterra, por causa do disco bem produzidão que lançaram no ano passado. O problema é que as velhas críticas continuam fazendo sentido. A mais coerente é a que aponta que o 1975 parece “banda da Disney”, nos hits, desses que a galera que acompanha a música inglesa desde o britpop costuma ouvir enquanto bota seus filhos pequenos para ver filminho ou desenho e sossegar. Ok, pode ser um choque geracional destes que sempre acontecem. Conhecemos “pessoas confiáveis” que gostam de 1975. Mas enfim.

Bem ao fim, no telão, os dizeres: “ROCK AND ROLL IS DEAD, GOD BLESS THE 1975”. O que uma coisa tem a ver com a outra?

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#St.Vincent

Dentre os vários artistas que retornam ao Lollapalooza Brasil após alguns anos, St. Vincent (ou Annie Clark, como preferir) deve ser a que mais alterou seu show entre visitas. Em 2015 ela veio acompanhada de uma banda completa, trazendo seu disco epônimo (o mais “rock” de sua carreira), e foi espetacular. Para a turnê de seu disco mais recente (e mais pop), “Masseduction”, St. Vincent experimentou dois formatos ao vivo: um com banda de apoio, e outro sem. Aqui, para nós, veio o segundo. Clark ficou sozinha ao palco, cantando e tocando guitarra, com a parte instrumental das músicas vindo de uma gravação. Isso resultou numa atmosfera menos orgânica para a apresentação, ok. Mas mesmo assim não há como reclamar muito além disso. St. Vincent consegue carregar o show sozinha, seja pela sua voz fantástica, pela suas habilidades na guitarra (muitas guitarras, e que ela as projetou e fabricou), ou por seu aspecto visual. O telão ao fundo, que muitas vezes mostrou vídeos relativamente toscos, era mais uma distração. O público reagiu bem à sequência inicial de cinco músicas do disco mais recente, mas ficou mais receptivo com as 5 antigas que vieram logo em seguida. Aliás, vale mencionar: todas essas vieram em versões remixadas, significantemente diferentes das originais, mas ainda identificáveis e boas. Para fechar, uma curta versão a capella de “New York” em homenagem a São Paulo, incluindo as palavras “Rua Augusta” e “Filha da mãe”, logo seguida pela música normal. Volte sempre, Annie Clark.

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#BringMetheHorizon

O primeiro show completo após a paralisação das chuvas do sábado, o BMTH pareceu tocar exatamente o que os fãs queriam, e surpreender o público que estava apenas de passagem. A banda de metalcore (que agora pende mais para um pop rock) tocou com confiança absoluta do início ao fim, independentemente de estarem escalados entre Snow Patrol e Lenny Kravitz em um festival indie. Quando tocam suas músicas mais pesadas, é como um Linkin Park melhorado. Quando tocam as mais pop, é apenas meio ruim. Você pode até não gostar muito do som dos caras, mas é difícil não se contagiar pela atmosfera do show, que alterna entre gente fazendo mosh e cantando apaixonadamente letras melosas. Seria, digamos, 60% guilty pleasure e 40% vergonha alheia, mas 100% valendo a pena assistir, mesmo que um pequeno trecho. Também destacamos aqui o português do vocalista Oliver Sykes, que é casado com uma brasileira, e interagiu quase o tempo todo em nosso idioma. No meio da música “Happy Song”, quando já haviam dois mosh pits de tamanho considerável na plateia, pediu: “Eu preciso mosh pits, não um, não dois, eu preciso três mosh pits. Tranquilo?” E conseguiu.

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#OsBrasileiros

Aqui não cabe a cascata dos Tribalistas. É outra parada.
A pulsante cena independente da música brasileira, e aqui entra de indie instrumental a cantora pop porque a cena é DIVERSA, começa a cavar não só importantes espaços no line-up como atenção idem no geral. Isso já vem acontecendo há algumas edições, mas neste ano elas parecem mais bem cuidadas. Dos brazucas que a gente viu (sim, perdemos uma galera boa), teve o seguinte:

Se teve uma banda que teve sorte no Lollapalooza, essa foi a paulistana E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante. Tocar 11h55 do último dia de festival é um horário um pouco ingrato para uma banda de rock instrumental (a primeira banda instrumental a tocar no Lolla BR) fazer sua estreia num palco gigante. E ainda rolava a tensão vai-chover-não-vai, mas a idolatria dos fãs do Twenty One Pilots, que fecharia o palco Onix no domingo e desde cedo quis cavar um espaço perto da grade, ajudou a encorpar o público do show dos brasileiros, também com consideráveis fãs presentes para seu tamanho. Ainda sobre os “novos fãs” conquistados pelo EATNMPTD, rolou até gritinhos histéricos tipo: “Tocam muito!”, “Lindos”, “Joga a baqueta para mim”. A banda indie instrumental, à medida que via seu som preencher um palco daqueles, pareciam à vontade por estar ali. Ornou.

A Iza é um monumento no palco. Tocando no menor dos quatro stages, ela parecia não acreditar no tanto de gente que colou em seu show e estava cantando tudo. Além do hit “Pesadão”, que contou com a participação do Marcelo Falcão, a Iza ainda teve tempo de colocar covers tipo “Bad Romance”, da Lady Gaga, e “What’s My Name”, da Rihanna. Rolou até um Natiruts, para a mistura pop se completar. Destaque também para os bailarinos dela, bem entrosados com ela e que parecem não querer sair do palco mesmo quando o show acaba.

A Luiza Lian parecia uma sereia futurista minimalista com um look rosa, pode classificar assim? Acompanhada apenas pelo músico multibanda Charles Txier e um telão com projeções psicodélicas apropriadas para colorir a ocasião, ela fez dos shows mais bonitos do domingo, com um setlist que contemplou as músicas de seu último álbum, “Azul Moderno”. A Luiza é uma artista que consegue navegar e se apropriar de muitos ritmos nacionais. No Lolla, foi o momento de entender a cantora como uma nova princesa do “indie brasilidades”.

O rapper carioca BK bombou a parada, cedão, no palco principal. Foi ao mesmo tempo um show de festa e protesto, sem perder a toada. BK e os meninos do Bloco Sete, que sempre participam de seus shows, são do selo Pirâmide Perdida, que traz basicamente os expoentes do rap BR. Um acerto do festival em abrir uma porta para essa galera. O rapper Luccas Carlos subiu ao palco no fim do show pra se divertir junto dos amigos. Na plateia toda galera do novo rap, como Tassia Reis, Sain e Djonga, acompanhando tudo, empolgados. Irmandade representada. Bloc party particular. Tudo muito certo.

A banda goiana Brvnks teve um pouco do mesmo fator sorte na sexta feira, já que pegou o bonde público do Arctic Monkeys, que chegou cedo para guardar lugar. O show foi um derrame de “indie true”, rápido e às vezes divertido que a gente ama desde os grupos femininos dos anos 90, aqui representado com fofura-punk pela vocalista Bruna, a Brvnks herself. O momento mais tocante foi quando ela se emocionou ao cantar “Fred”, novo single da banda, que é uma homenagem a amigo que faleceu não tem muito tempo. Já “Tristinha”, apesar do nome, animou principalmente as meninas que estavam no público esperando os Monkeys e tipo angariou uma forte representação feminina ao show, espelho do que rola muito na cena. Som bom e engajado saiu dessa apresentação da Brvnks, pequena mas cheia de grandes intenções. Tipo a Letrux, em seu (para variar) showzão no domingo. A mulher é dona do palco, dona dos palcos todos. Cantando, dançando, protestando contra o próprio festival, contra o governo, em nome das mulheres. No palco, seu ótimo álbum “Em Noite de Climão” ganha em peso e força. Mérito da banda que a acompanha, mérito todo dela de encorporar uma artista sem aliviar para nenhum lado. Porque fazer arte, mesmo, ainda mais num país zoado como o Brasil, é isso. E quando você tem músicas boas e um show bom…

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COBERTURA POPLOAD – Lúcio Ribeiro, Fernando Scockzynski Filho, Vinícius Felix e Isadora Almeida (textos). Fabrício Viana e Rodolfo Yuzo (fotos e vídeos).

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A lista geral de ganhadores do Grammy, incluindo o Beck, Childish Gambino, Justice e o Led Zep… Greta Van Fleet

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* Hahaha. A brincadeeeeeeeira do Greta Van Fleet até com a foto do Led Zeppelin foi ideia do site gringo Consequence of Sound. Não vem jogar a culpa na Popload. Se bem que a gente curtiu. Enfim…

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Para fechar o papo Grammy, até porque a gente nem liga muito para premiações, listamos abaixo todos os vencedores da edição 61 da premiação. A cerimônia foi na noite de ontem, em Los Angeles.

O Greta Van Fleet segue surfando na onda do hype, ganhando o prêmio de Best Rock Album. Childish Gambino também colheu frutos com seu petardo “This Is America”, levando a “Record of the Year” e “Song of the Year”, além de vídeo do ano.

Beck ganhou o prêmio de melhor disco de música alternativa, o Justice de melhor álbum de música eletrônica, e a Kacey Musgrave o melhor álbum de todos. Tudo abaixo, na ordem de prioridade nossa.

Album of the Year
Kacey Musgraves – Golden Hour

Record of the Year
Childish Gambino – This Is America

Best Rock Album
Greta Van Fleet – From the Fires

Best Alternative Music Album
Beck – Colors

Best Rock Song
St. Vincent – Masseduction

Best New Artist
Dua Lipa

Song of the Year
Childish Gambino – This Is America

Best Rap Album
Cardi B – Invasion of Privacy

Best R&B Album
H.E.R. – H.E.R.

Best Rap Song
Drake – God’s Plan

Best Rap/Sung Performance
Childish Gambino – This Is America

Best Pop Duo/Group Performance
Lady Gaga and Bradley Cooper – Shallow

Best Dance/Electronic Album
Justice – Woman Worldwide

Best Music Video
Childish Gambino – This Is America

** Demais vencedores:

Producer of the Year, Non – Classical
Pharrell Williams

Best Rap Performance
(Tie)
Kendrick Lamar, Jay Rock, Future, & James Blake – King’s Dead
Anderson .Paak – Bubblin

Best Metal Performance
High on Fire – Electric Messiah

Best Rock Performance
Chris Cornell – When Bad Does Good

Best Urban Contemporary Album
The Carters – Everything Is Love

Best R&B Song
Ella Mai – Boo’d Up

Best Traditional R&B Performance
(Tie)
Leon Bridges – Bet Ain’t Worth the Hand
PJ Morton – How Deep Is Your Love [ft. Yebba]

Best R&B Performance
H.E.R. – Best Part [ft. Daniel Caesar]

Best Latin Jazz Album
Dafnis Prieto Big Band – Back to the Sunset

Best Large Jazz Ensemble Album
John Daversa Big Band – American Dreamers: Voices of Hope, Music of Freedom

Best Jazz Instrumental Album
The Wayne Shorter Quartet – Emanon

Best Jazz Vocal Album
Cécile McLorin Salvant – The Window

Best Improvised Jazz Solo
John Daversa – Don’t Fence Me In

Best Reggae Album
Sting & Shaggy – 44/876

Best Dance Recording
Silk City & Dua Lipa – Electricity [ft. Diplo and Mark Ronson]

Best Contemporary Classical Composition
Kernis – Violin Concerto

Best Classical Compendium
Fuchs – Piano Concerto Spiritualist

Best Classical Solo Vocal Album
Monteverdi – Songs of Orpheus

Best Classical Instrumental Solo
Kernis – Violin Concerto

Chamber Music/Small Ensemble Performance
Laurie Anderson – Landfall

Best Choral Performance
McLoskey – Zealot Canticles

Best Opera Recording
Bates – The (R)evolution of Steve Jobs

Best Orchestral Performance
Shostakovich – Symphonies Nos. 4 & 11

Producer of the Year, Classical
Blanton Alspaugh

Best Engineered Album, Classical
Shostakovich – Symphonies Nos. 4 & 11

Best Pop Vocal Album
Ariana Grande – Sweetener

Best Traditional Pop Vocal Album
Willie Nelson – My Way

Best Pop Solo Performance
Lady Gaga – Joanne (Where Do You Think You’re Goin’?)

Best Country Song
Kacey Musgraves – Space Cowboy

Best Country Duo/Group Performance
Dan & Shay – Tequila

Best Country Solo Performance
Kacey Musgraves – Butterflies

Best Music Film
Quincy Jones – Quincy

Best Regional Roots Music Album
Kalani Pe’a – No ’Ane’i

Best Tropical Latin Album
Spanish Harlem Orchestra – Anniversary

Best Regional Mexican Music Album
Luis Miguel – ¡México Por Siempre!

Best Latin Rock, Urban or Alternative Album
Zoe – Aztlán

Best Latin Pop Album
Claudia Brant – Sincera

Best Spoken Word Album
Jimmy Carter – Faith: A Journey for All

Best Children’s Album
Lucy Kalantari & The Jazz Cats – All the Sounds

Best Folk Album
Punch Brothers – All Ashore

Best Contemporary Blues Album
Fantastic Negrito – Please Don’t Be Dead

Best Traditional Blues Album
Buddy Guy – The Blues Is Alive and Well

Best Bluegrass Album
The Travelin’ McCourys – The Travelin’ McCourys

Best Americana Album
Brandi Carlile – By the Way, I Forgive You

Best American Roots Song
Brandi Carlile – The Joke

Best American Roots Performance
Brandi Carlile – The Joke

Best New Age Album
Opium Moon – Opium Moon

Best Song Written for Visual Media
Lady Gaga & Bradley Cooper – Shallow

Best Score Soundtrack for Visual Media
Ludwig Göransson – Black Panther

Best Compilation Soundtrack for Visual Media
The Greatest Showman

Best World Music Album
Soweto Gospel Choir – Freedom

Best Roots Gospel Album
Jason Crabb – Unexpected

Best Contemporary Christian Music Album
Lauren Daigle – Look Up Child

Best Gospel Album
Tori Kelly – Hiding Place

Best Contemporary Christian Music Performance/Song
Lauren Daigle – You Say

Best Gospel Performance/Song
Tori Kelly Featuring Kirk Franklin – Never Alone

Best Contemporary Instrumental Album
Steve Gadd Band – Steve Gadd Band

Best Immersive Audio Album
Eye in the Sky: 35th Anniversary Edition

Best Remixed Recording
HAIM – Walking Away (Mura Masa remix)

Best Engineered Album, Non-Classical
Beck – Colors

Best Historical Album
Various Artists – Voices Of Mississippi: Artists And Musicians Documented By William Ferris

Best Album Notes
Various Artists – Voices Of Mississippi: Artists And Musicians Documented By William Ferris (David Evans)

Best Boxed or Special Limited Edition Package
“Weird Al” Yankovic – Squeeze Box: The Complete Works Of “Weird Al” Yankovic

Best Recording Package
St. Vincent – Masseduction

Best Arrangement, Insruments and Vocals
Randy Waldman Featuring Take 6 & Chris Potter – Spiderman Theme

Best Arrangement, Instrumental or a Capella
John Daversa Big Band Featuring DACA Artists – Stars and Stripes Forever

Best Instrumental Composition
Terence Blanchard – Blut Und Boden (Blood And Soil)

Best Musical Theater Album
The Band’s Visit

Best Comedy Album
Dave Chappelle – Equanimity & the Bird Revelation

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Troye Sivan, Greta Van Fleet e St. Vincent estrelam as Lolla Parties

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* O Lollapalooza Brasil anunciou hoje suas famosas Lolla Parties, os shows solos em clubes fechados fora do festival de Interlagos.

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O grupo-sensação amado-odiado Greta Van Fleet, “cópia de Led Zeppelin e isso é bom” para uns e “cópia de Led Zeppelin e isso é péssimo” para outros, se apresenta solo no Audio Club, na Barra Funda, dias depois do festival. O quarteto em família do Michigan (são três irmãos) toca no dia 8 de abril, uma segunda-feira, portanto DEPOIS do Lollapalooza Brasil. As Lolla Parties, os shows avulsos do festival em casas noturnas fechadas, geralmente acontecem dias antes ou mesmo durante os três dias do evento de Interlagos, que neste ano acontece nos dias 5, 6 e 7 de abril.

O Greta Van Fleet toca ainda no Rio de Janeiro, antes, dia 5, na Fundição progresso.

O Audio ainda vai sediar dois outros shows do Lollapalooza em seu espaço, estes sim nos dias que antecedem o Lolla BR. No dia 3, o grupo britânico de, digamos, nu-metal Bring Me the Horizon faz seu show solo extra-festival num bom momento. Pela primeira vez em sua história com seis discos, o grupo da Sheffield do Arctic Monkeys emplacou agora um álbum no topo das paradas do Reino Unido, com o recém-lançado “Amo”.

Outro que toca na Audio é o escocês Snow Patrol, banda que ameaçou ser de estádio na linha Coldplay mas não chegou a tanto. Eles tocam na Barra Funda no dia 4 de abril, mas diferente do jeito que se apresentarão em Interlagos dois dias depois. Em seu show mais íntimo, longe do Lolla BR, o Snow Patrol fará um concerto acústico. Intimidade na intimidade. Ainda com o trio norte-americano LANY também fazendo parte do rolê.

O Cine Joia, simpáááática casa de shows na Liberdade, recebe duas grandes Lolla Parties. O menino cantor e ator australiano Troye Sivan, que na real nasceu na África do Sul, 23 anos, leva seu bom electropop e algumas polêmicas ao Joia no dia 3/4. Homossexual assumido e ativista LGBT, o rapaz que também é youtuber famoso tem show anunciado no Cine Joia bem quando o filme que estrela, “Boy Erased”, sobre a tal “cura gay”, tem exibição cancelada no Brasil, muitos dizendo que é censura. No ano passado, ele lançou seu segundo álbum, o sexy e sexual “Bloom”, bastante elogiado, que apareceu em agosto. Esse show de Troye na Liberdade promete ser quente.

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Ainda no Cine Joia, no dia seguinte, a musa indie St. Vincent (foto acima) faz seu luxuoso show para uma plateia comparativamente pequena. St. Vincent no Joia é dia 4 de abril, véspera do show dela no Lollapalooza, no primeiro dia do festival. St. Vincent, que se apresentou no Coachella no ano passado, no momento faz seu sexto disco, o sucessor do bamba “Masseduction”, de 2017, álbum responsável por botá-la alto na lista dos principais festivais do planeta.

Em show já anunciado há tempos, o Arctic Monkeys, uma das atrações principais do Lollapalooza de São Paulo, também se apresenta fora do festival. Alex Turner mostra suas caras e roupas também no Rio de Janeiro, 3 de Abril, na Jeunesse Arena‎.

Dois shows que caberiam lindos tocando mais “íntimo”, mas não vai rolar, seria os americanos do Interpol e os ingleses do Foals.

Sobre Ingressos

Todas as vendas estão sendo feitas via Tickets For Fun, tipo agora! Só clicar aqui.

Todas as Lolla Parties

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* TROYE SIVAN
3 de abril
@ Cine Joia
Show no Lolla: 5/4, sexta

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bringme

* BRING ME THE HORIZON
3 de abril
@ Audio
Show no Lolla: 6/4, sábado

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vincent

* ST. VINCENT
4 de abril
@ Cine Joia
Show no Lolla: 5/4, sexta

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snow

* SNOW PATROL + LANY
(acústico)
4 de abril
@ Audio
Show no Lolla: 6/4, sábado

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* GRETA VAN FLEET
8 de abril
@ Audio
Show no Lolla: 7/4, domingo

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A polêmica Greta Van Fleet, “banda indie do ano no Brasil”, foi ao Saturday Night Live no sábado à noite. E ao vivo

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Captura de Tela 2019-01-21 às 7.51.47 AM

* Led Zeppelin regurgitado para quem conhece o mínimo de Led Zeppelin, promissora banda de indie rock para uma nova geração que acha que Jimmy Page é nome do blog do Jimmy, o quarteto com três irmãos do Michigan foi a Nova York no final de semana passado se apresentar no primeiro “Saturday Night Live” de 2019.

No famoso e longevíssimo programa de humor americano, comandado nesta edição pela atriz-fofura Rachel Brosnahan (“House of Cards” –a mina do Doug– e “The Marvelous Mrs. Maisel” –da Amazon Prime–), o Greta (pronuncia-se Gréta) mostrou ao vivo as músicas “Black Smoke Rising” e “You’re the One”, a primeira de seu EP de estreia, de 2017, a segunda do LP de estreia, de outubro do ano passado.

Confira o Greta Van Fleet no “SNL” e já vai deixando o cabelo crescer até abril como se fosse os anos 70. A banda faz três shows no Brasil em breve. No Lolla, em 7/4, no “dia do Kendrick Lamar”, no Audio Clube (em SP) e no Circo Voador (RJ), em datas próximas do festival de Interlagos, a serem anunciadas nesta semana.

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Quase nada acústico, Greta Van Fleet faz show elétrico para a rádio KROQ e toca até cover de John Denver

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Foto: Kevin Winter/Getty Images for KROQ/Entercom

Certamente vai ter muita gente falando que 2018 foi o “ano do Greta Van Fleet”. Banda que emula Led Zeppelin a todo momento, fato que alimenta amor e ódio por aí, o grupo esteve recentemente no evento anual da rádio KROQ, o Almost Acoustic Christmas, na região de Los Angeles.

Na breve apresentação de 40 minutos, o grupo de Josh Kiskza fez bonito e tocou canções de seu disco de estreia, “Anthem of the Peaceful Army”, um dos hypes do ano, lançado em outubro. Ainda sobrou espaço para uma cover de “The Music is You”, de John Denver.

Nunca é demais lembrar que o GVF é uma das atrações mais esperadas do Lollapalooza Brasil deste ano. Eles vão tocar em Interlagos no último dia de festival, o domingo, 7 de abril.

SETLIST
00:01 Guitar riffs/jam
01:17 The Cold Wind
04:44 Safari Song
10:29 Black Smoke Rising
16:34 The Music is You (John Denver cover)
17:49 You’re The One
24:53 When the Curtain Falls
28:58 Edge of Darkness

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