Em Guns N’ Roses:

Top 10 Gringo – Quem ousa tirar a Billie Eilish do topo? Nas? Lauren Hill? The Weeknd? Axl?

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* A gente não teve a co-ra-gem de tirar a Billie Eilish do topo e resolveu dar mais uma semana para ela lá em cima. Sim, esse é o tamanho do impacto que o segundo álbum dela causou por aqui. Seguimos fãs da faixa-título, a poderosa “Happier than Ever”, e destacamos mais uma que chamou nossa atenção, dentro das muitas que chamam nossa atenção. Mas não é que não tenhamos outras boas novidades na semana. A deusa Lauryn Hill com o rapper fodão Nas, por exemplo. Nas & Lauryn Hill é coisa finíssima. E dá para dizer que o The Weeknd vem para tentar de vez pegar a coroa de rei do pop. Altos agitos.

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1 – Billie Eilish – “Happier than Ever”
Que letra. Que vocal. E que estrutura. A música começa com um singelo par de ukulele e voz… E parece que não vai sair dali, até que resolve cair em uma guitarra abafada que vai em verdadeiro hino de rock para estádios – até aquelas viradas manjadas de bateria estão lá, paradinhas e tudo mais. A letra é um petardo sobre um relacionamento que sugou a alma de Billie, de uma maneira que ela nem sabe explicar direito por que se sente melhor longe dele. Até onde se sabe, baseada em fatos reais que inclusive são mencionados na letra. Porque Billie Eilish tem uma boa mania de não cantar sobre um personagem inventado. Ela bota a história dela mesma nas letras. Que refrão tem essa música!

2 – Nas – “Nobody (feat. Ms. Lauryn Hill)”
Ms. Lauryn Hill não sai de casa para qualquer coisa. E não é qualquer coisa sua luxuosa participação no novo e excelente álbum do rapper nova-iorquino Nas. Ela versa em “Nodoby” muito sobre sua posição de ter aquietado sua carreira e da liberdade conquistada em não se forçar, se tornar uma paródia de si mesma. E ela vem no pique de quem sabe tudo. Como Nas versa ao final: “Não vamos a lugar algum, eles que aguentem”, em tradução pouco literal nossa.

3 – The Weeknd – “Take My Breath”
Será que vem aí o grande hit da carreira do The Weeknd? Com o marketing envolvido e a qualidade deste som aqui, é possível que role. Ainda que não seja uma continuação exata do experimentado em “After Hours”, mais dance, mais pop, levemente soturno e sempre fazendo a gente lembrar do Michael. Essa vai ter um bilhão de streams. E leva um Grammy (humpf!).

4 – Torres – “Thirstier”
Mackenzie Ruth Scott, que leva o codinome Torres, chegou bonito em seu novo álbum, “Thirstier”. E a gente destaca justamente a faixa-título por aqui pela beleza em seu todo. A música tem uma letra sobre um amor daquele que não cessa. Musicalmente, brilha indo para todas as direções possíveis – calmaria, barulheira. Mas tudo com charme e coerência.

5 – Guns N’ Roses – “Absurd”
Olha o Axl raivoso aí, meu povo. Não é apenas a “música nova do Guns”, daquelas que saem no automático para manter a roda ($$$$) girando. Tem energia aí. Tem uma graça de letra invertida no nome. Tem um arranjo diferente do que costumava ser conhecida dos frequentadores do show da banda. Tem papo reto na letra. “Absurd” é quase do tamanho do Guns.

6 – Billie Eilish – “I Didn’t Change My Number”
Em uma pegada meio Portishead acelerada, mais _vá lá_ jovem, Billie dá um papo no ex mala. A letra tira uma onda e tanto. “Meu número não mudou, não, querido. Só não te atendo mais.” Nessa que é uma das muitas canções para seu ex, provavelmente baseada na realidade, Billie não faz um tipo de coração partido – tem um lance de superação, o tal “mais feliz do que nunca”, que não vem sem dor, lógico, mas saca que tomou a decisão certa – uma perspectiva que não aparece todo dia na música pop.

7 – Black Midi – “Cruising”
Lançada só na versão japonesa de “Cavalcade”, como manda a lei do bom lado B, esse som mais calminho dos loucos londrinos do Black Midi destoa mesmo das coisas que a banda faz em geral, especialmente neste disco. Destoa, mas não é ruim, hein. Longe disso.

8 – Big Red Machine – “Mimi”
Potente a reunião de Aaron Dessner (um dos fundadores do National) e Justin Vernon (o homem do Bon Iver ou homem-Bon Iver) em um folk moderninho e gostoso de escutar. No disco, que vem por aí, vários nomes de peso: Anaïs Mitchell, Taylor Swift, Fleet Foxes, Naeem, Sharon Van Etten, Lisa Hannigan, Shara Nova, La Force, Ben Howard e This Is the Kit. “Mimi” é uma singela música com Ilsey, compositora que já trabalhou com Major Lazer, Mark Ronson e Lykke Li. A costura aqui é linda, não?

9 – Weezer – “Enter Sandman”
A capacidade de o Weezer replicar qualquer banda em seus covers é de um talento e tanto. Repare: suas versões reproduzem com exatidão timbres – deve ser uma trabalheira. Ainda que o vocal do Rivers Cuomo encara a conversão para uma pegada mais James Hetfield, só no refrão que ele dá um enganada e não aguenta o tranco. E aí fica Weezer, divertida. Repare na gracinha que eles fazem no solo.

10 – Silk Sonic – “Skate”
A junção de Bruno Mars & Anderson .Paak também ganhou sua segunda semana de destaque. Esse som de orgulhar Quincy Jones – nas guitarras, no vocal, no jeito que as cordas se apresentam na música – talvez não seja tão certeiro quanto o primeiro single, mas em um dia de sol é hit certo. Fora que é divertida, no mínimo. Dessas que fazem você querer ser amiga ou amigo dos caras. Parece música de filme do Tarantino.

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* A imagem que ilustra este post é da cantora Billie Eilish.
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Guns N’ Roses lança a música que precisa ser ouvida pelos “motherfuckers”. Saiu a versão de estúdio de “Absurd”

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* O absurdo agora é oficial. O grupo americano Guns N’ Roses soltou ontem à noite a inédita “Absurd”, sua primeira música em 13 anos. A canção, que tem em sua escrita um grafismo que traz o “r” ao contrário, já era conhecida pelos fãs da armada de Axl Rose dos últimos shows da banda. E de outras eras. Ëla se chamava “Silkworms”, tinha outro arranjo e era tocada nas épocas longas de espera do famooooso disco “Chinese Democracy”.

“Absurd”, bem boa, ganhou os seguidores da banda de cara, quando voltou agora a ser apresentada ao vivo na turnê americana, que começou no fim de julho. Ontem, enquanto Axl Rose anunciava o lançamento de “Absurd” em show em New Jersey quando a banda fazia performance dela (foto na home), a música chegava às plataformas. ´

A música marca ainda a volta ao estúdio, juntos, de Axl com o guitarrista Slash e o baixista Duff McKagan desde 2016, que marcou o fim das rupturas e rusgas de seus integrantes. Tem também a primeira vez com os rapazes da tecladista Melissa Reese, aquisição destes últimos anos.

“Absurd”, que na capa traz o “r” invertido sangrando, começa como se fosse o Motorhead, a toda velocidade. E traz no primeiro refrão poderoso um convitinho para alguns prestarem atenção na canção.

“Listen, motherfuckers, to the song that should be heard
Back down in the gutter is more than you deserve
Screaming fucking banshee, you know that’s what you are
Pussy full of maggots, isn’t that absurd”

O Guns N’ Roses toca domingo em Detroit. Abaixo, a punk gritada “Absurd”, a oficial de estúdio e a de ontem no show de New Jersey.

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Chris Cornell é lembrado em seu aniversário com cover inédita e linda de Guns N’Roses

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* Na última segunda, dia 20, o grande Chris Cornell, uma das vozes mais marcantes do rock do final dos anos 90 para cá, completaria seu 56º aniversário, não tivesse ele tirado sua propria vida depois de um show em Detroit, em maio de 2017, afundado na depressão que sempre acompanhou o músico do Soundgarden, Audioslave, Temple of Dog.

Para a data não passar batida, sua filha Toni postou uma inédita cover que Chris Cornell fez da música “Patience”, balada famosa do Guns N’Roses. O que Toni bota a público na verdade foi uma releitura que Cornell fez PARA ELA. Em março de 2016, felizona que o Guns tinha anunciado sua volta, Toni pediu ao pai para aprender a canção, que jamais tinha sido revelada aos fãs de Cornell. Era uma coisa entre eles.

Agora, no aniversário do pai, Toni postou na conta dele no Youtube um lindo vídeo da linda e inédita cover, com imagens de polaroids dela e do pai.

“Seu aniversário pareceu a data certa para dividir essa música e celebrar o Chris, sua voz, música, histórias, sua arte. É uma verdade que um homem não está morto enquanto seu nome ainda ser falado, através de sua arte. Sua alma ainda brilha como nunca entre aqueles que o admiram e respeitam sua memória. Lançar uma música que era especial para ele ajuda a mantê-lo entre nós”, foi um depoimento da família de Cornell que veio junto com a versão inédita dele para o clássico do Guns N’Roses.

Difícil não escorrer uma lágrima com o resultado musical e a história por trás.

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Seguindo Metallica, Radiohead e The National, Guns N’ Roses anuncia série de vídeos raros. Mas só com trechos de shows, por enquanto…

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Fotos:  Katarina Benzova

Fotos: Katarina Benzova

Uma das bandas mais encasquetadas quando o assunto é liberação de conteúdo profissional dos seus shows, o Guns N’ Roses entrou de forma tímida na onda de divulgação de vídeos raros em época de pandemia.

Enquanto grupos como o Metallica, Radiohead e The National têm publicado shows completos, a banda norte-americana anunciou que vai lançar às quintas episódios da série “Not in This Lifetime Tour”, com vídeos de shows da turnê de reunião iniciada em 2016.

No entanto, os registros não serão dos shows completos. O primeiro EP da série foi de um show realizado em Salt Lake City, em outubro do ano passado. No total, menos de 15 minutos de conteúdo e performances das canções It’s So Easy, Chinese Democracy e Double Talkin Jive. O show teve, no total, 25 músicas.

Como disse um fã brasileiro nos comentários do vídeo: ser fã dos GNR não é fácil.

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Coronavírus move o Lollapalooza Brasil para 4, 5 e 6 de dezembro. Guns, Strokes e Travis Scott confirmados

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Foto: Fabricio Vianna / Popload

Foto: Fabricio Vianna / Popload

Depois de afetar a programação de praticamente todos os eventos com grandes aglomerações públicas no exterior, o coronavírus “derrubou” hoje, de modo oficial agora, o nosso Lollapalooza (o argentino e o chileno já tinham se manifestado).

Foi anunciado que o festival, antes previsto para acontecer no primeiro final de semana de abril no Autódromo de Interlagos, foi adiado para os dias 4, 5 e 6 de dezembro, devido ao surto que está se alastrando cada vez mais mundo afora.

Os headliners Guns N’ Roses, The Strokes e Travis Scott estão confirmados. Agora, a organização do festival trabalha para a atualização total do line-up.

Os ingressos já adquiridos valerão para as novas datas.

Na gringa, nos últimos dias, o South by Southwest foi cancelado, o Coachella foi jogado para outubro, o Ultra Music Festival de Miami só vai rolar em 2021, e diversos artistas e bandas incluindo Pearl Jam, Madonna, Green Day, KISS, Tame Impala e Liam Gallagher tiveram shows adiados/cancelados nas próximas semanas em diferentes partes do mundo. A cidade de Nova York proibiu os shows para platéia acima de 500 pessoas, para dar uma ideia.

Na contramão de tudo, o gigantesco e tradicionalíssimo Glastonbury, que acontece em junho, não só diz manter sua realização (por enquanto) como anunciou um monte de bandas de seu line-up ontem, numa primeira lista. Outras virão até maio, segundo Emily Eavis, organizadora e a “filha do dono”.

Voltando ao Lollapalooza Brasil, as edições chilena e argentina também foram remanejadas para o segundo semestre. A organização do festival brasileiro dará mais detalhes a respeito deste novo rearranjo do evento nos próximos dias.

** Ainda sob o efeito do adiamento do Lolla BR, o show promo do Idles, que aconteceria dia 2 de abril, não mais será realizado na data, uma vez que a banda não vem mais ao Brasil por ora. A ideia será retomada perto das novas datas do Lolla.

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