Em gustavo bertoni:

Top 50 da CENA – Olha o Rico Dalasam mudando nosso Top. Mudando como? E o incrível caso da música nova do Carne Doce que não foi parar no 1º lugar. Tá “só” nas “dez +”

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* Um rapper em nova fase. Um supergrupo mineiro. Um brasileiro que está arrebentando lá fora. E pensar que quase começamos este texto com um “A semana foi fraca…”.

Que nada. Foi é pesadona. Sempre é. Sempre tem sido.

Toda vez que um artista brasileiro põe algo na rua, nos nossos ouvidos, aos nossos olhos, e principalmente em tempos como estes (juramos não estar citando aqui o Foo Fighters), é algo que acontece. ALGO, com maiúsculas. Essa é a dimensão.

E o peso dos dias que esbarram em censura, descrédito à arte e cenários gerais à deriva nos lembra de que às vezes somos mimados demais em coisas pequenas.

E aqui, na nossa gigantesca coisa pequena, não é para gostar de tudo, nem validar tudo, longe disso. Mas só aplaudir, dar vazão, dar espaço aos verdadeiros criativos, que se arriscam, que tentam, que diariamente (semanalmente, mensalmente, anualmente) mostram que esta é a CENA brasileira.

Filosofia barata à parte, a playlist é o que interessa. Sempre lá no Spotify e no Deezer. Ouça.

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1 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (Estreia)
“Mudou Como?” pode ser lida como uma música sobre um relacionamento que desandou e que ainda mexe bastante com os personagens. Quando Rico avisa que a música é sobre os “trágicos efeitos da ordem colonial”, os sentido da letra se ampliam para muito além de um relacionamento qualquer. Precisamos ouvir e reouvir a música, uma produção de Mahal Pita pesadíssima. “Mudou Como?” será lançada na quinta-feira e entra direto na nossa playlist.
2 – TARDA – “Breath” (Estreia)
Sara Não Tem Nome, Júlia Baumfeld, Victor Galvão, Paola Rodrigues e Randolpho Lamonier formam este belo supergrupo de poucas canções lançadas, mas de ótimas canções lançadas. “Breath” é pura delicadeza e realmente serve de respiro no aperto em dias complicados. Sabe quais? “Breath”, por enquanto, está só no Youtube.
3 – Sessa – “Sereia Sentimental” (Re-Estreia)
Música resgatada “detected”. Sessa vem conquistando um espaço e tanto. Show para uma rádio em Los Angeles, show no maravilhoso site de shows francês La Blogothèque. Daqui ficamos orgulhosos e levantamos a plaquinha “Nós Já Sabíamos”.
4 – ABC Love – “Flertes” (1)
A deliciosa “Flertes” vai estar em “Back to Love”, o disco em forma de EP a ser lançado ainda neste ano. Se em 2017 a ABC Love retratava musicalmente uma fogosa atmosfera de pegação paulistana, “Flerte” recria o lance de joguinhos amorosos de verão carioca dos anos 80.
5 – Jup do Bairro – “All You Need Is Love” (2)
A união de Jup do Bairro, Rico Dalasam e Linn Da Quebrada é o tipo de feat que queríamos que fosse mais de uma música. Faz um álbum aí, turma. Os versos “Vou colocar uma música/ espero que não se importe/Vamo ouvir Sampa Crew/ talvez Bjork?” já estão na história.
6 – Gustavo Bertoni e Vivian Kuczynksi – “Louder Than Words” (3)
Vivian comanda a produção e a mixagem de um som solo do líder da Scalene que a dupla escreveu junto. E mais uma vez ela deixa a gente de cara com o talento na produção e na voz. Aliás, alguém viu os covers que ela vem fazendo nesta quarentena? Seria demais pedir um EP?
7 – Carne Doce – “A Caçada” (Estreia)
Carne Doce lança single. Carne Doce entra no top 50. Não tem muita discussão. “A Caçada” segue o padrão de qualidade dos singles anteriores e tem uma letra de Salma Jô inspirada em conto homônimo da notável escritora paulistana Lygia Fagundes Telles, hoje com 97 anos. Ouça. E leia, lógico.
8 – Tagua Tagua – “Inteiro Metade” (Estreia)
Eu falo por aqui. A gente de vez em quando deixa passar altas músicas boas. É o caso desse belo single do Tagua Tagua. Saiu em março, mas chega em maio no nosso Top 50. Som imperdível e deixa a ansiedade ligada pelo disco inteiro do projeto do produtor Felipe Puperi.
9 – Meu Nome Não É Portugas e Apeles – “Eterno Azul” (Estreia)
Que som que o projeto de Rubens Adati tira no estúdio. Os instrumentos soam todos presentes na sala do ouvinte. E aqui um belo encontro com o Apeles. Conteúdo e forma em boa conjunção.
10 – Tatá Aeroplano – “Alucinações” (11)
O disco solo de Tatá Aeroplano exige tempo. Tempo de atenção. E aos poucos vamos sacando a obra.
11 – Tagore – Drama (6)
12 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (7)
13 – CESRV – “Cry Baby” (8)
14 – Douglas Germano – “Valhacouto” (9)
15 -Rachel Reis – “Sossego” (10)
16 – Emicida – “Who Has a Friend Has Everthing” (4)
17 – Rincon Sapiência – Quarentena (5)
18 – Ava Rocha e Los Toscos – “Lloraré Llorarás” (12)
19 – Clarice Falcão – “Só + 6” (13)
20 – YMA – “No Aquário” (14)
21 – Database – “Mandrake (Nesta onda)” (15)
22 – Mariana Degani – “Horda Mulheril” (16)
23 – Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II” (18)
24 – Vir GO – “Lunes” (19)
25 – Gui Hargreaves – “Praia do Futuro” (20)
26 – Clarice Falcão feat. Linn Da Quebrada (21)
27 – Duda Brack – “Pedalada” (22)
28 – Oblomov – “Noites Longe de Você” (23)
29 – Francisco – “Traumas” (25)
30 – Aldo – “Restless Animal” (26)
31 – Obinrin Trio – “Medo” (27)
32 – Ozorio Trio – “Get Up” (28)
33 – Cícero – “Às Luzes” (29)
34 – Leo Fazio – “Se Pá” (30)
35 – Djonga – “Procuro Alguém (31)
36 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (32)
37 – ÀIYÉ – “Isadora” (33)
38 – Tuyo e Terno Rei – “Eu Te Avisei” (34)
39 – Troá! – “Bicho” (35)
40 – Luedji Luna e Zudzilla – “Proveito” (36)
41 – Papisa – “Homem Mulher” (38)
42 – Valciãn Calixto – “3R1K0N4” (39)
43 – Marietta – “Analógica” (41)
44 – Rohmanelli – “Toneaí” (43)
45 – Jhony MC – F.A.B. (45)
46 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (46)
47 – Vovô Bebê – “Êxodo” (47)
48 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (48)
49 – Edgar – “Carro de Boy” (49)
50 – Kiko Dinucci – “Veneno” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o rapper Rico Dalasam.
*** A música de Rico Dalasam, nosso primeiro lugar, só entra na playlist na quinta-feira, quando será oficialmente lançada.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.
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Top 50 da CENA – Tudo o que precisamos é amor (Jup do Bairro). E flerte (ABC Love). E o Emicida rimando em inglês. E a Vivian com o Bertoni

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* Olha. Anda difícil substituir as músicas no Top 50, viu? Na medida em que os lançamentos não param, temos um apego pelas músicas que estão na lista há semanas e decidir o que e o que saí, o que sobe e o que desce, é complicado.

Por isso, até acho bom que, quem discordar de alguma saída, argumente aí nos comentários. Porque nem a gente anda concordando com certas escolhas nossas, haha. Mas o nome é Top 50, a gente respeita o que inventou, hahaha.

E que semaninha boa de música. Se o mundo lá fora está pesado, as mentes criativas cantam sobre amor, flerte e amizade em músicas que merecem ser ouvidas repetidas vezes.

Então, por isso mesmo, toma aí no primeiro lugar uma inocente musiquinha gostosa falando sobre flerte, vinda de uma banda misteriosa com um cantor mascarado.

E a nossa playlist, ela sim firmona e bonita e segura de si, está organizada no Spotify e Deezer. Ouça tudo, comente com a gente.

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1 – ABC Love – “Flertes” (Estreia)
A deliciosa “Flertes” vai estar em “Back to Love”, o disco a ser lançado ainda neste ano. Se em 2017 a ABC Love retratava musicalmente uma fogosa atmosfera de pegação paulistana, “Flerte” recria o lance de joguinhos amorosos de verão carioca dos anos 80.
2 – Jup do Bairro – “All You Need Is Love” (Estreia)
A união de Jup do Bairro, Rico Dalasam e Linn Da Quebrada é o tipo de feat que queríamos que fosse mais de uma música. Faz um álbum aí, turma. Os versos “Vou colocar uma música/ espero que não se importe/Vamo ouvir Sampa Crew/ talvez Bjork?” já estão na história.
3 – Gustavo Bertoni e Vivian Kuczynksi – “Louder Than Words” (Estreia)
Vivian comanda a produção e a mixagem de um som solo do líder da Scalene que a dupla escreveu junto. E mais uma vez ela deixa a gente de cara com o talento na produção e na voz. Aliás, alguém viu os covers que ela vem fazendo nesta quarentena? Seria demais pedir um EP?
4 – Emicida – “Who Has a Friend Has Everthing” (Estreia)
Emicida rimando em inglês e dando uma nova letra a “Quem Tem Um Amigo Tem Tudo”. Funciona de um jeito interessante ao repensar as rimas todas. Oito horas de live na gringa em breve pelo visto. O cara não cansa de levar o hip hop brasileiro para “outros lugares”.
5 – Rincon Sapiência – Quarentena (1)
Rincon Sapiência é dos velhos adeptos do home-office. Não faria sentido a quarentena não ter um som dele. E ele vai e faz justamente a música que leva o nome “Quarentena”. Bem ao seu modo, afiado, lotado de referências ao presente. Ouça várias vezes até captar tudo que ele joga aqui. É o mundo que em vivemos hoje milimetricamente musicado. Ou rappeado. Para ser estudada nos livros de história daqui uns anos. Perfeita.
6 – Tagore – Drama (2)
A parceria da Tagore com o Boogarins deu jogo. A canção pega de cara de tão boa. Tem uma clima meio jovem guarda encontra a psicodelia. Carregada no som, mas a mensagem soa clara como música pop das mais limpinhas.
7 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (3)
Um dos destaque do novo EP do Coruja é a romântica “Baby Girl”, que tem um beat daqueles, mas também tem um riff delicioso de guitarra. Romântica no clima, mas um tanto quanto reflexiva sobre aprender amar, entender o amor.
8 – CESRV – “Cry Baby” (4)
“Cry Baby” encontra um toque brasileiro em um sample que reconhecemos de uma música estrangeira que rolava nas rádios nos anos 80, tipo “flashback de FM”. É que o tal sample veio de um disco da banda carioca standard Cry Babies, um grupo que daria origem a Banda Black Rio e que regravou sons gringos em versões instrumentais em um disco de 1969. A música faz caminhos inusitados, não é? Quão rico é isso? Quão necessário são esses caminhos do CESRV?
9 – Douglas Germano – “Valhacouto” (5)
Aldir Blanc é das grandes perdas do ano. Relembramos o compositor versátil e afiado nesta letra incrível para um nome da CENA, que é Douglas Germano. “Valhacouto” é uma crônica sobre a violência nazista que acaba resvalando em cenas da atualidade. Passado e presente juntos em um alerta sobre o perigo que nos ronda. Prova de que Aldir seguia atento, forte e necessário.
10 – Rachel Reis – “Sossego” (Estreia)
Rachel Reis já esteve por aqui com o single “Ventilador” e volta com este hino à quarentena. Não sei se foi feito exatamente para este período, mas que se encaixa, encaixa. “Quase dá sossego / lembrar o seu abraço”.
11 – Tatá Aeroplano – “Alucinações” (50)
12 – Ava Rocha e Los Toscos – “Lloraré Llorarás” (6)
13 – Clarice Falcão – “Só + 6” (7)
14 – YMA – “No Aquário” (8)
15 – Database – “Mandrake (Nesta onda)” (9)
16 – Mariana Degani – “Horda Mulheril” (10)
17 – Sara Não Tem Nome – “Agora” (12)
18 – Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II” (13)
19 – Vir GO – “Lunes” (14)
20 – Gui Hargreaves – “Praia do Futuro” (Estreia)
21 – Clarice Falcão feat. Linn Da Quebrada (16)
22 – Duda Brack – “Pedalada” (17)
23 – Oblomov – “Noites Longe de Você” (Estreia)
24 – Carne Doce – “Saudade” (19)
25 – Francisco – “Traumas” (20)
26 – Aldo – “Restless Animal” (21)
27 – Obinrin Trio – “Medo” (22)
28 – Ozorio Trio – “Get Up” (23)
29 – Cícero – “Às Luzes” (24)
30 – Leo Fazio – “Se Pá” (49)
31 – Djonga – “Procuro Alguém (26)
32 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (27)
33 – ÀIYÉ – “Isadora” (28)
34 – Tuyo e Terno Rei – “Eu Te Avisei” (29)
35 – Troá! – “Bicho” (30)
36 – Luedji Luna e Zudzilla – “Proveito” (31)
37 – Apeles – “Deságua” (32)
38 – Papisa – “Homem Mulher” (33)
39 – Valciãn Calixto – “3R1K0N4” (34)
40 – FingerFingerrr – “Tô Vivo” (35)
41 – Marietta – “Analógica” (36)
42 – Manaié – “Tira a Mão” (37)
43 – Rohmanelli – “Toneaí” (38)
44 – Ana Preta e Thaíde – “Não Me Leve a Mal” (39)
45 – Jhony MC – F.A.B. (40)
46 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (41)
47 – Vovô Bebê – “Êxodo” (42)
48 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (43)
49 – Edgar – “Carro de Boy” (44)
50 – Kiko Dinucci – “Veneno” (48)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o cantor mascarado da misteriosa banda ABC Love.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.
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CENA – Para além do Scalene, Gustavo Bertoni resvala no indie-folk em novo vídeo

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* O guitarrista brasiliense Gustavo Bertoni solta de novo suas amarras do famoso grupo pop metal (por falta de uma definição melhor) Scalene para continuar olhando para dentro em um lance mais introspectivo, em inglês e roçando algo mais indie-folk, com o lançamento deste vídeo “Where The Light Pours In”, faixa do mais recente disco solo dele, de mesmo nome, chega agora à Popload em uma pegada de session.

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“Where The Light Pours In”, o disco, é o segundo trabalho sozinho de Bertoni, e mais uma amostra de um certo “amadurecimento” (por falta de uma definição melhor) do músico e vocalista, que também parece puxar seu quarteto mais famoso para mais longe da adultescência “rock”, que fez a banda da capital federal, que tem seu nome ligado a entidades grandes na linha Globo, Rock in Rio, Grammy, Lollapalooza. Hoje e cada vez mais, o Scalene, Gustavo Bertoni à frente, tem saído bastante do bem-sucedido “andar de cima” para buscar uma “aprovação” em festivais independentes brasileiros.

Daí que, Off-Scalene, então, Bertoni faz suas experiências pessoais. “Essas músicas [do trabalho solo] surgem a partir do exercício e terapia de compor. Organizar as ideias e sensações do dia-a-dia. Chega um momento em que se faz sentido compartilhar isso com as pessoas e ornar essas ideias em um disco. Quis também me colocar o desafio de de ir além da parte “criativa” de um projeto musical e ter que cuidar mais da parte administrativa que no Scalene meu irmão sempre liderou. É um processo de auto-conhecimento que gosto de fazer e acaba norteando uma carreira e uma rotina de vida”, define.

Esse Gustavo “mais para dentro” você pode ver agora, neste vídeo de “Where The Light Pours In”.

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