Em gustavo bertoni:

TOP 50 DA CENA – Calma, nada. O jeito é ser estranho. Negro Leo, Thiago Nassif, Jup do Bairro, Tuyo… Que cena legal e fora da curva a gente tem

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* Na nossa mutante CENA independente musical brasileira, nesta semana sai a calmaria e entra a esquisitice, a estranheza. Ou, vai, o experimentalismo.
E, óbvio, isso vem da cena carioca. Ou dos agregados ao Rio de Janeiro musical. Que momento!
E essa representatividade toda de Negro Leo e Thiago Nassif, no caso, quando junta variações incríveis e diferentes entre si como Jup do Bairro, Gustavo Bertoni, Tuyo, Nevilton, Francisco, entre outros, dá um preciso recorte do que pode esta CENA.
Faz todo o sentido ler sobre isso abaixo. Mas faz mais ainda ESCUTAR tudo isso, na nossa playlist. Porque, não cansamos de repetir, no fim, este “ranking” é só e somente só sobre essa playlist.

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1 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (Estreia)
Destacar uma música do novo álbum do Negro Leo é só uma formalidade para avisar: ouça este disco todo. Uma obra experimental que versa sobre o lacre, uma espécie de praga dos nossos tempos com enormes consequências políticas, sociais, sentimentais. Como essa forma de lidarmos com nós mesmos e com o mundo se conecta com as coisas mais zoadas que estão por aí? E achamos um barato que as músicas mais pop do disco são as instrumentais… Não que isso signifique algo – ou será que significa? Essa cena do Rio…
2 – Thiago Nassif – “Voz Única Foto Sem Calcinha” (Estreia)
Thiago Nassif é mais Rio de Janeiro na lista. Mais Negro Leo, que participa do disco, ao lado de nomes como Ana Frango Elétrico, Arto Lindsay, Vinicius Cantuária. Essa que escolhemos lembra os discos do Caetano com a banda Cê? Thiago parece pegar aquela vibe onde Caetano deixou. E aproveitamos e matamos a saudade da voz da Ana Frango em uma inédita. Essa cena do Rio…
3 – Jup do Bairro – Pelo Amor de Deize (3)
Aí vem a Jup e joga a CENA para o alto. Esta roqueira parceria de Jup do Bairro e Deize Tigrona, que descobrimos ser (também) uma grande roqueira, estremece. Além da pancada sonora, ela pega firme em mostrar a profunda amizade de Jup e Deize, que ultrapassa os momentos complicados, como o da depressão de Deize. Ou da propria Jup. Vai, levanta!
4 – Tuyo – “Sem Mentir” (Estreia)
Quem associa o Tuyo ao fofo folk neo pop brasileiro ou algo assim vai se surpreender com essa balada pop eletrônica apocalíptica. O velho mundo acabou, vida longa ao novo mundo.
5 – Francisco – “Vitória-Rege” (Estreia)
Produção pop e acertadíssima da young Vivian Kuczynski, aqui em um dos som mais legais do álbum do Francisco, um de seus melhores amigos. O refrão “Você me fodeu/ Mas se esqueceu/ Que eu queimei as rosas/ Que você nunca me deu” é bom demais e a quebra de expectativa que rola no final da música é coisa de quem sabe muito bem o que quer do próprio som. Demais.
6 – Nevilton – “Irradiar” (1)
Uma delicada canção sobre amor e sobre o agora. Nevilton pega os sentimentos da quarentena e lança essas sensações e mensagens em uma fineza de música. Esse sabe o melhor caminho de criar belezas com seis cordas.
7 – Gustavo Bertoni – “Sit Down, Let’s Talk” (2)
Doeu tirar do ranking a música anterior do scaleno Gustavo, a bela “Waves”, para botar outra mais bela ainda, essa que propõe dar uma sentadinha, respirar, para então conversar. Os tempos estão tão loucos que esse sussurrado pedido de auto-reflexão, acompanhado por um violão bem dedilhado e um sotaque (inglês) bonito vem bem a calhar.
8 – Wado – “Arcos” (Estreia)
Quais são suas lembranças da infância? O que muda nessas lembranças ao longo do tempo? Wado aborda essa questão das memórias e nossa relação com elas ao longo do tempo em uma faixa ao violão. Bonito demais. Esta aqui entra na nossa playlist massa na quinta-feira, quando a música sair às plataformas.
9 – Amen Jr. – “Ladeira Abaixo” (Estreia)
Para variar, puro suco de anos 80 esse single do sempre bom Amen Jr., quarteto de Brasília. Mais que anos 80: soa São Paulo vanguarda da época esse som. Embarque na nostalgia, às vezes do que nem viveu, que acho que é o caso do Amen Jr. Que idade eles têm?
10 – Vella – “Delírio Besta” (Estreia)
Interessante o novo projeto de Felipe Vellozo, ser indie onipresente por trabalhos no Bilhão, Século Apaixonado, Duda Beat, Mahmundi. E agora, enfim, só. Assumindo suas decisões, como diz. “Delírio Besta” tem a letra valorizada pelo arranjo delicado, mas cheio de pequenos detalhes. Ela é tão curtinha e boa que pede uma repetição. E a cada audição novos detalhes aparecem. Coisa de quem sabe fazer, hein.
11 – Jay Horsth – “Você” (Estreia)
12 – Karol Conka – “Tempos Insanos” (4)
13 – Jadsa – “Quietacalada” (5)
14 – Hiran – “Gosto de Quero Mais” (6)
15 – Vitreaux – “Meia Luz” (7)
16 – Giovanna Moraes – “Sai por Inteira” (13)
17 – Fresno – “Broken Dreams” (9)
18 – 1LUM3 – “Extremo” (10)
19 – The Baggios – “Quareterna Serigy” (11)
20 – ATR e Luedji Luna – “Batom” (12)
21 – JP – “Chorei Dendê” (8)
22 – Antiprisma – “Lunação” (14)
23 – Nelson D. – “A Grande Revolta” (15)
24 – Tássia Reis – “Me Diga” (16)
25 – Supervão – “Depois do Fim do Mundo” (17)
26 – Rohmanelli – “Do Jeito Que o Mundo Está” (18)
27 – Marcelo Perdido – “Não Tô Aqui pra Te Influenciar” (19)
28 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” – (20)
29 – Duda Brack – “Contragolpe” (21)
30 – Compositor Fantasma – “Não Sabendo Que Era Impossível” (22)
31 – Don L – “Kelefeeling” (25)
32 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (28)
33 – Giovani Cidreira e Mahal Pita – “Mago de Mim Mesmo” (30)
34 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (31)
35 – TARDA – “Breath” (33)
36 – ÀIYÉ – “Pulmão” (34)
37 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (36)
38 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (37)
39 – Edgar – “Carro de Boy” (38)
40 – Douglas Germano – “Valhacouto” (39)
41 – Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II” (40)
42 – Kiko Dinucci – “Veneno” (41)
43 – Ava Rocha e Los Toscos – “Lloraré Llorarás” (42)
44 – Jhony MC – F.A.B. (43)
45 – Cícero – “Às Luzes” (44)
46 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (45)
47 – Djonga – “Procuro Alguém (46)
48 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (47)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (48)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o cantor e compositor maranho-carioca Negro Leo.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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TOP 50 DA CENA – A ordem é: CALMA! Então respira e veja o ranking que traz Nevilton no topo e Bertoni sentando e conversando. Jadsa, Hiran, Vitraux vão na vibe. E tem a Jup, óbvio

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* Respira… Esta nova edição do ranking da Popload da música brasileira, que vem acompanhado de um excelente playlist, vem propor a calma. Embora a gente esteja ainda trancado em casa (ou bastante tempo do dia trancado em casa), o mundo anda muito louco.
Então nos conquistou de cara, meio que um apelo para a alma, a nova música do grande Nevilton, que foi direto para o topo. Para ajudar nesse processo de desaceleração importante, botamos na sequência a nova do Gustavo Bertoni, a lindaça “Sit Down, Let’s Talk”, que propõe exatamente o que seu título diz.
Beleza, vem depois toda a energia incrível da Jup do Bairro com música do seu fundamental EP “Corpo Sem Juízo”. E bota tudo no ar. Mas o recado já vai estar dado.
Das dez primeiras colocações, sete são estreias da semana, para você ver como a cena está girando forte e bonita. Tem os baianos Jadsa e Hiran, tem emo do Fresno, tem Vitreaux, tem o R&B paulistano da 1LUM3. Só belezuras.
Ah, e tem a fundamental playlist botando tudo para rodar.

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1 – Nevilton – “Irradiar” (Estreia)
Uma delicada canção sobre amor e sobre o agora. Nevilton pega os sentimentos da quarentena e lança essas sensações e mensagens em uma fineza de música. Esse sabe o melhor caminho de criar belezas com seis cordas.
2 – Gustavo Bertoni – “Sit Down, Let’s Talk” (Estreia)
Doeu tirar do ranking a música anterior do scaleno Gustavo, a bela “Waves”, para botar outra mais bela ainda, essa que propõe dar uma sentadinha, respirar, para então conversar. Os tempos estão tão loucos que esse sussurrado pedido de auto-reflexão, acompanhado por um violão bem dedilhado e um sotaque (inglês) bonito vem bem a calhar.
3 – Jup do Bairro – Pelo Amor de Deize (1)
Aí vem a Jup e joga a CENA para o alto. Esta roqueira parceria de Jup do Bairro e Deize Tigrona, que descobrimos ser (também) uma grande roqueira, estremece. Além da pancada sonora, ela pega firme em mostrar a profunda amizade de Jup e Deize, que ultrapassa os momentos complicados, como o da depressão de Deize. Ou da propria Jup. Vai, levanta!
4 – Karol Conka – “Tempos Insanos” (2)
Segura o flow da Karol. Único e lotado de variações. Que valor. Em “Tempos Insanos” ela mostra tudo o que sabe. E WC no beat também dá uma aula aqui. Aumenta o som que esta pede por isso.
5 – Jadsa – “Quietacalada” (Estreia)
A guitarrista e cantora baiana Jadsa vem talvez da CENA mais viva da música independente nacional há algum tempo. Uma guitarrista alternativa e baiana que se apresenta com o ótimo EP (“Taxidermia”) e logo mais chega com um álbum cheio (“Olho de Vidro”). Esta só tem no Bandcamp, mas vale o esforço de ir até lá – é um clique, né?
6 – Hiran – “Gosto de Quero Mais” (Estreia)
Aos poucos vamos gostando de mais músicas do álbum do Hiran. Saí “Galinheiro” que nos conquistou semana passada e entra o feliz encontro de Hiran com Tom Veloso, o filho de. Um refrão pegajoso – ou melhor dizendo, embaçado. Veja o vídeo esperto de tão simples e entenda. Se deixarem essa tocar no rádio, sei não, cara de hit.
7 – Vitreaux – “Meia Luz” (Estreia)
Uma banda que se inspira em Clube da Esquina, rock argentino da década de 1970 e jazz alcança um bom resultado em um disco com toques cinematográficos. Guia do disco, “Meia Luz” é uma ótima introdução ao álbum com seu papo sobre arte em tempos de repressão.
8 – JP – “Chorei Dendê” (9)
Aí o indie mineiro todo guitarra que cantava em inglês foi para a Bahia e encontrou o amor. Pelo lugar, pelo amor mesmo e por cantar em português. E deu no seu novo single, do seu novo EP, que saiu na sexta-feira passada.
9 – Fresno – “Broken Dreams” (Estreia)
Uma volta da Fresno ao som que mais se aproxima de sua pegada emo antiga, embora ainda com uns toques eletrônicos Uma porrada com a participação de Jason Aalon Butler, da banda rapcore americana Fever333.
10 – 1LUM3 – “Extremo” (Estreia)
Vale sempre prestar atenção na 1LUM3, projeto e persona da Luiza Soares. O single é uma canção sobre amor daquelas que nos deixam cheios de dúvidas, como só o próprio amor é capaz. De vez em quando.
11 – The Baggios – “Quareterna Serigy” (3)
12 – ATR e Luedji Luna – “Batom” (4)
13 – Giovanna Moraes – “Sai por Inteira” (6)
14 – Antiprisma – “Lunação” (8)
15 – Nelson D. – “A Grande Revolta” (10)
16 – Tássia Reis – “Me Diga” (11)
17 – Supervão – “Depois do Fim do Mundo” (12)
18 – Rohmanelli – “Do Jeito Que o Mundo Está” (13)
19 – Marcelo Perdido – “Não Tô Aqui pra Te Influenciar” (14)
20 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” – (15)
21 – Duda Brack – “Contragolpe” (16)
22 – Compositor Fantasma – “Não Sabendo Que Era Impossível” (17)
23 – ABC Love – “Flertes” (18)
24 – Karen Jonz – “O Grande Excesso” (19)
25 – Don L – “Kelefeeling” (20)
26 – Sessa – “Sereia Sentimental” (21)
27 – Thunderbird – “A Obra” (22)
28 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (23)
29 – Mulungu – “No Ar” (25)
30 – Giovani Cidreira e Mahal Pita – “Mago de Mim Mesmo” (26)
31 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (28)
32 – Paulo Nazareth e Nic Medeiros – “A Volta Que o Mundo Deu” (30)
33 – TARDA – “Breath” (31)
34 – ÀIYÉ – “Pulmão” (32)
35 – As Bahias e a Cozinha Mineira – “Forasteira” (35)
36 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (36)
37 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (37)
38 – Edgar – “Carro de Boy” (38)
39 – Douglas Germano – “Valhacouto” (39)
40 – Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II” (40)
41 – Kiko Dinucci – “Veneno” (41)
42 – Ava Rocha e Los Toscos – “Lloraré Llorarás” (42)
43 – Jhony MC – F.A.B. (43)
44 – Cícero – “Às Luzes” (44)
45 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (45)
46 – Djonga – “Procuro Alguém (46)
47 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (47)
48 – Vovô Bebê – “Êxodo” (48)
49 – Tuyo e Terno Rei – “Eu Te Avisei” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a multiartista trans-formadora paulistana Jup do Bairro.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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CENA – Gustavo Bertoni quer conversar. Senta aí e escuta “Sit Down, Let’s Talk”

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* Para além do Scalene, o cantor Gustavo Bertoni chama hoje para uma conversa sonora com o lançamento de “Sit Down, Let’s Talk”, mais um single com vídeo de seu próximo disco solo, “The Fine Line between Loneliness and Solitude”, que sai aos streamings no mês que vem.

A canção, absurdamente boa (alô, Top 50 da CENA!), cantada em inglês como o título indica, cria um clima de calmaria num quase sussurro e um caprichado inglês pausado para uma conversa, mesmo, “um espaço de fala e escuta”, segundo veio o informe sobre a música. Inclusive se, no caso, o papo seja entre você e você mesmo, um “apelo a auto-reflexão”.

Não é de hoje que a voz de Bertoni na sua versão delicada funciona sublime em cima de violões dedilhados, marca de sua persona solo folksy. Aqui, em “Sit Down, Let’s Talk”, ela vai mesmo a fundo, principalmente quando entram alguns noises eletrônicos comportados e precisos, que levam a “conversa proposta” para um outro lugar, nunca incômodo.

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O vídeo, criação dentro de isolamento de pandemia, traz imagens urbanas e de mar, gravadas por drone em São Paulo e Rio. Cenas de passagem do tempo no céu ou em prédio. Amanhecer, anoitecer. Apartamentos acendendo e apagando luzes. Resultado visual contemplativo tão bonito quanto o vídeo anterior, de “Waves”, outra faixa do próximo solo, gravado em Berlim.

No final do vídeo de imagens externas, o próprio Bertoni tem uma aparição “interna” hitcockiana, de dentro de um apartamento, mexendo num computador e a cidade no fundo, como se fosse ele que estivesse manipulando dia e noite, claro e escuro, luzes e apagões.

“Quem me dera hahaha. Gostei dessa interpretação”, ele disse à Popload. “Acho que quis me inserir dentro dos espaços mostrados de longe/de fora durante o vídeo. Mostrar o ‘lado de dentro’, de onde as cenas de celular que gravei estavam vindo”, continuou explicando sua “ponta”.

“A música e o vídeo tratam de espaços vazios – físicos e internos. O diálogo com outros e com nós mesmos, sem pressa ou constrangimento, precisa desses espaços. Tem a ver com tentarmos nos ouvir no meio de tanto ruído.”

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* A foto de Gustavo Bertoni que está na home da Popload, chamando para este post, é de Lari Balsells.

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TOP 50 DA CENA – The Baggios bota o Sergipe no topo. Gustavo Bertoni e Giovanna Moraes aparecem grandes. E a Jup do Bairro não sai de cima

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* Aquele alcance plural, geográfico e multivertente que a gente tanto acha importante na nossa CENA está superpresente no ranking desta semana.
Banda de rock sergipana no topo, misturando pop perfeito com canção regional. Na sequência banda eletrojazz de São Carlos, interior de São Paulo, com participação de uma ótima cantora baiana, do nosso R&B mpbzado. Tudo seguido pela corporalidade extrema da Jup do Bairro, direto da quebrada.
Aí tem a gringa que é brasileira. E o brasiliense que é conhecido por fazer stoner rock a seu jeito, mas veio para SP roçar o folk melancólico. Ah, e tem índio também!!!!
Que CENA é esta?!? Aí junta tudo isso numa playlist de 50 músicas e que beleza que fica.

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1 – The Baggios – “Quareterna Serigy” (Estreia)
Não sabemos explicar direito, mas a nova música do grupo sergipano é uma espécie de Oasis com cancioneiro brasileiro. Nos versos, devidamente produzidos em modo quarentena de gravação, uma promessa e tanto: “…Presidente rosna/ Mente para o país/ Somos fortes, saibam/ ELE VAI CAIR!”
2 – ATR e Luedji Luna – “Batom” (5)
Sim, só sai na sexta-feira agora, embora esteja aqui no ranking desde a semana passada. Mais dois dias e a espera acaba. É porque está quente o segundo single do quinto álbum da banda paulista ATR, de som plural. Além da voz maravilhosa da baiana Luedji, o grupo fez questão de fazer uma faixa daquelas que brilha e treme as caixinhas de som. Quando sair oficial, a gente bota na playlist.
3 – Jup do Bairro – “All You Need Is Love” (1)
A união de Jup do Bairro, Rico Dalasam e Linn Da Quebrada segue aqui bem em cima do nosso Top 50 há um tempo, porque, sim, precisamos celebrar esse EP como um dos grandes lançamentos deste ano da nossa CENA. Repleto de músicas incríveis, é o disquinho mais necessário do momento na força de dez anos de trabalho resumidos em sons valiosos. Não passe 2020 sem Jup, sem Deize Tigrona em “Pelo Amor de Deize”, sem a letra de “O Corre”, sem o texto de Mulambo em “Luta por Mim”.
4 – Giovanna Moraes – “Sai por Inteira” (Estreia)
Encharcada de um toque Fiona Apple, o piano e o desabafo de Giovanna ressoam ainda melhor em (mais um) vídeo (na nossa lista, veja abaixo), que consiste em uma criação coletiva com as amigas, cada uma em sua casa, lógico. Ela acaba de lançar “Direto da Gringa”, seu segundo álbum. Merece muito sua conferida.
5 – Gustavo Bertoni – “Waves” (Estreia)
Não foi só papo dez que o Gustavo deu sobre a música na nossa live diária que influenciou no resultado. O som é muito bom, o vídeo em Berlim é bonito e “Waves” acaba o levando para outra viagem, muito além do Scalene, sua banda principal. Uma daquelas baladas ao violão que soa familiar na primeira vez.
6 – Antiprisma – “Lunação” (Estreia)
Uma viagem instrumental pesada da dupla paulista formada por Elisa Moreira e Victor José. O vídeo da música é outro que entra na categoria de belo trabalho artístico, uma performance sobre as várias mulheres que existem na mesma mulher.
7 – Nelson D. – “A Grande Revolta” (2)
Nelson D é DJ e produtor de certa rodagem já, mas de pouco tempo para cá quis assumir um protagonismo musical como cantor. A base sonora é o que aprendeu na Europa, onde viveu e estudou. A alma sonora é a que nasceu: a de índio. Soltou agora em maio seu primeiro álbum, “Em Sua Própria Terra”, disco que propõe o que ele chama de Futurismo Indígena. David Bowie ficaria feliz ouvindo “A Grande Revolta”.
8 – Tássia Reis – “Me Diga” (3)
Tássia celebra o aniversário do primeiro do álbum “Próspera” e lançou o vídeo da ótima “Me Diga” em clima de retrospectiva. O que validou recuperarmos a música por aqui. Não ouviu esse álbum? Volta lá que perdeu algo importante.
9 – Supervão – “Depois do Fim do Mundo” (4)
Esta música bota o Supervão um pouco mais longe do indie psicodélico e os empurra de vez à eletrônica, ou “fritação”, segundo seu vocalista e programação Mario Arruda. Pesada.
10 – Rohmanelli – “Do Jeito Que o Mundo Está” (6)
O pop modernoso que abriga toques de guitarras pesadas, rap, música eletrônica dançante e letra políticas de Rohmanelli chega mais uma vez com participações especiais. “Do jeito que o mundo está não vai me fazer nenhuma falta quando eu passar”, é o recado, cristalino e direto.
11 – Marcelo Perdido – “Não Tô Aqui pra Te Influenciar” (12)
12 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” – (7)
13 – Duda Brack – “Contragolpe” (8)
14 – Compositor Fantasma – “Não Sabendo Que Era Impossível” (10)
15 – ABC Love – “Flertes” (11)
16 – Karen Jonz – “O Grande Excesso” (13)
17 – Don L – “Kelefeeling” (14)
18 – Devise – “Espera” (9)
19 – Thunderbird – “A Obra” (15)
20 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (16)
21 – Sessa – “Sereia Sentimental” (17)
22 – Mulungu – “No Ar” (18)
23 – Giovani Cidreira e Mahal Pita – “Mago de Mim Mesmo” (19)
24 – Jair Naves – “Irrompe” (20)
25 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (21)
26 – Black Pantera – “I Can’t Breath” (22)
27 – Paulo Nazareth e Nic Medeiros – “A Volta Que o Mundo Deu” (23)
28 – TARDA – “Breath” (24)
29 – ÀIYÉ – “Pulmão” (25)
30 – Silva – “Aquele Frevo Axé” (ao vivo) (26)
31 – Vanguart – “Encontro Adiado” (27)
32 – As Bahias e a Cozinha Mineira – “Forasteira” (28)
33 – Wado – “Nina” (29)
34 – The Raulis – “Distante Desejo” (30)
35 – Lila – “Lunação” (31)
36 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (32)
37 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (37)
38 – Edgar – “Carro de Boy” (38)
39 – Douglas Germano – “Valhacouto” (39)
40 – Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II” (40)
41 – Kiko Dinucci – “Veneno” (41)
42 – Ava Rocha e Los Toscos – “Lloraré Llorarás” (42)
43 – Jhony MC – F.A.B. (43)
44 – Cícero – “Às Luzes” (44)
45 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (45)
46 – Djonga – “Procuro Alguém (46)
47 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (47)
48 – Vovô Bebê – “Êxodo” (48)
49 – Tuyo e Terno Rei – “Eu Te Avisei” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a cantora paulistana Giovanna Moraes.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.
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Popload Live: hoje, 17h, no Stories da @poploadmusic, papo e música com Gustavo Bertoni, do Scalene

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* O convidado da Popload Live desta tarde, já já às 17h no @poploadmusic dos Stories, é o vocalista e guitarrista Gustavo Bertoni, da banda Scalene.

Num equilíbrio de funções, Gustavo tem dando um gás bastante significativo a sua carreira solo, muito além do Scalene. O guitarrista está às portas de lançarO que o tem colocado mais próximo de um certo mundo indie, que não necessariamente consome sua tradicional banda. As idas e vindas disso vão ser faladas hoje na live. Além de ele explicar qual é essa linha tênue que separa a solidão e solitude, que é o que norteia seu terceiro disco, inclusive dando nome a ele.

Então logo mais, uma certa filosofia com Gustavo Bertoni na live da Popload, às 5 da tarde.

4 - CARD (15)

A live da Popload foi criada para proporcionar, em tempos de clausura, papo e performance com pessoas legais da nossa música. Inclusive… tocando música.

Já rolou por aqui conversa e som com Flavio FingerFingerrr, André Aldo, Eduardo Apeles, Vivian Kuczynski, Lucas Fresno, Rita Papisa Oliva e Ale Sater, do Terno Rei, Bianca e Rodrigo do Leela, Lucas da Glue Trip, Fefel do Boogarins, Duda Brack, Clarice Falcão, Gabriela Deptuski, do My Magical Glowing Lens, Jay Horsth, do Young Lights, Salma & Macloys, do Carne Doce, a trinca Naíra, Érica e Caro, do sexteto Mulamba, e João Erbetta, do Los Pirata, o Popoto, da banda Raça, a Sara Não Tem Nome e o produtor paulistano CESRV, o internacional Sessa, o cheio-de-histórias-incríveis Supla, a multimídia Lia Paris, o rapper afrojaponês-andróide Yannick Hara e a guitarrista e cantora Brvnks, o professor Frank Jorge, o brit-paulistano Charly Coombes, Tim Bernardes de O Terno, Mario Bross, do Wry, a diva Ava Rocha, o produtor mashapeiro Raphael Bertazzi, com o engenheiro de som e beatmaker Master San, com o músico mineiro André MOONs, com o enigmático cantor Gevard DuLove, com o músico, agora escritor e eterno VJ Luiz Thunderbird, Tatá Aeroplano, com o Pata, do Holger, com o mineiro JP, Jair Naves, Zé Antônio (dos Pin Ups), com o graaaande Clemente, do Inocentes, com a Giovanna Moraes, com Marcelo Perdido, com o Chico Bernardes, com Mário Arruda, do Supervão, o electroindígena Nelson D, a Larissa Conforto (Àiyé) e Vovô Bebê.

Tudo regado a som ao vivo, adaptado, rearranjado, diferente, tecnicamente perdoadíssimo.
Já teve DJ set, do ótimo Willian Mexicano, com a digníssima diva pop Pabllo Vittar participando animada. E a do Lúcio Morais, do Database. Do Trepanado, da Selvagem. Do Lúcio Caramori. Do Paulão, do Garagem. Do gaúcho hard-funk Fredi Chernobyl. Do Fetusborg.

Já teve conversa sobre a história da CENA brasileira com um dos personagens principais dela desde sempre, o agitador Fabrício Nobre. Já teve papo de jornalismo musical com Pedro Antunes, editor da “Rolling Stone”, também conhecido como o inventor do programa “Tem um Gato na Minha Vitrola”. Já conversamos com Bruno Natal, do podcast Resumido, e Thiago Ney, da newsletter MargeM, dois instrumentos ~modernos~ vitais para entender o mundo hoje. Falamos também com Ronaldo Lemos, o maior especialista em internet no Brasil e ex-curador do Tim Festival. Com o jornalista-boleiro Mauro Beting, que tem uma série de serviços prestados à música. Com a jornalista, escritora, DJ e agitadora Claudia Assef. E com Alexandre Matias, o inventor do Trabalho Sujo, também jornalista.

A ideia da live é que ela, diária, de segunda a sexta no período de quarentena, não necessariamente tenha um horário padrão para rolar, mas até que tem acontecido bastante às 17h.
A gente avisa aqui e nas redes o horário certo do dia.

Então, hoje, às 6 da tarde, no Stories do @poploadmusic, conversa e som com o agitador Alexandre Matias, do Trabalho Sujo.

E lembrando que as Lives passaram a ficar disponíveis no igtv da conta do Popload Music, para outras revisitações ou mesmo para ver pela primeira vez. Escolha sua opção, mas veja.

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