Em h.e.r.:

Popnotas – Luedji Luna encontra o Tiny Desk que encontrou o Afropunk. A H.E.R. e o Oscar. A H.E.R. e o single novo. A “Lady” do Marvet. E a pistolada do sex pistol

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– CENA – Um delicioso episódio especial da plataforma de shows apertadinhos Tiny Desk foi ao ar sexta, envolvendo a marca Afropunk, famoso selo de mobilizações musicais ligado à cultura negra. Rolou o “Tiny Desk Meets Afropunk“, com uma série de apresentações por quase uma hora de duração, com uma escalação que tinha o trio colombiano ChocQuibTown, a cantora portuguesa de 18 anos Nenny, a porto-riquenha Calma Carmona e a brasileira Luedji Luna (foto na home). A cantora baiana, amiga de Popload Festival, foi a terceira a ter sua performance de três músicas mostrada. Toda de vermelho, dela rolaram “Lençois”, “Erro” e “Chororô”, começando pouco depois do minuto 27.

– Na parte que nos toca deste Oscar 2021, teve a incrível Glenn Close fazendo twerking, o Trent Reznor e o Atticus Ross ganhando por melhor trilha sonora com “Soul” e o longa “Som do Siléncio” ganhar por “melhor som” muito pela ausência de som e pelo ator Riz Ahmed usar no filme a camiseta do histórico grupo de noise alemão Einstürzende Neubauten, com fortes ligações com o Nick Cave. E teve também a pomposa performance na cerimônia da ótima H.E.R., nome de “guerra” da californiana com traços de sangue filipino Gabriella Wilson, 23 anos. Foi num evento do Oscar transmitido antes da premiação em si. H.E.R. acabou levando a estatueta de melhor canção original pelo filme “Judas e o Messias Negro”, de Shaka King. E, em sua apresentação, para variar, ela começa a música, que fez especialmente para o filme, tocando bateria.

H.E.R., parte dois. A oscarizada cantora filipino-americana, que já tocou no Rock in Rio e no Super Bowl, lançou sexta passada uma música nova, “Come Through”, com participação do rapper, dançarino, ator e amigo Chris Brown. A música, um R&B preguiçosamente gostoso, deve compor o próximo disco da cantora, que em 2019 lançou seu último disco, o campeão “I Used to Know Her”. Que fase da H.E.R.

CENA – Nesta terça-feira o carioca Marvet lança o single “Lady”, parte de uma série de movimentações suas chamada “Projeto Três Rios”, para chamar a atenção para a cena artística de sua cidade, que fica no interior do Rio de Janeiro. Já temos o vídeo oficial da música aqui.. Três Rios fica na região de Petrópolis e é um conhecido polo cultural e arquitetônico. “Lady” é o segundo single de um álbum a ser lançado em 11 de maio, exatamente com o nome de “Três Rios”. O disco, gravado ao vivo, tem a produção do conhecido cantor alagoano Wado. Dentro desse “Projeto Três Rios”, além do disco, Marvet colocará no ar, via Youtube, um documentário que abordará não só seu primeiro trabalho solo mas também a cena de Três Rios, com o foco em artistas e produtores locais.

– Treta à vista no seriado dos Sex Pistols que está sendo filmado, com previsão de exibição ainda para este ano (Netflix?). Dirigida por Danny Boyle (“Trainspotting”) e com o nome de “Pistol”, a produção de seis episódios está sendo ameaçada de parar por ninguém menos do que o “trumpista” e ex-vocalista dos Pistols, o podrão Johnny Rotten, ou John Lydon, como queira. Em entrevista à edição de domingo do jornalaço inglês “The Times”, Lydon, trumpista assumido (ok, não vem ao caso. Não?) disse que não foi consultado para ser um consultor (né?) da série, contratado e tals, e achou isso uma afronta. E promete entrar na justiça contra Boyle. Por sua vez, o diretor escocês soltou comunicado dizendo que Lydon não retornou suas últimas mensagens, tentando contado com o pistola dos Pistols. A série é baseada no livro de memórias do ex-guitarrista da banda, Steve Jones, o “Lonely Boy – Tales from a Sex Pistol”, de 2016, lançada dentro das comemorações de 40 anos do punk.

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Popnotas – Arcade Fire lança música de meditação. H.E.R., lutando por você e pelo Oscar. Pet Shop Boys fazendo Blur no Brasil. E o Jarvis Cocker indo pro Reggae

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– Nesta semana o apresentador de TV americano Jimmy Fallon está levando atrações musicais com a pegada Oscar. Na terça ele botou em performance a linda Celeste, com a música dela que concorre à canção original pelo filme “Os 7 de Chicago”. Antes ainda, na segunda, a cantora H.E.R. apareceu para interpretar sua “Fight for You”, outra que briga na mesma categoria do prêmio da Academia, esta pelo ótimo “Judas e o Messias Negro”, de Shaka King. H.E.R., nome artístico da talentosa Gabriella Wilson, 23 anos, escreveu a canção especialmente para o filme. E a performance dela no Fallon foi bem classe. Ela começa cantando na bateria solitária, num corredorzão de um galpão, levanta, sai dançando e vai encontrar a banda gigante e feliz dela num outro ambiente.

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– O dândi Jarvis Coker, que um dia fez música para pessoas rycas que só queriam ser gente comum quando liderava o incrível Pulp, tem esse projeto dele chamado Jarv Is… Sem esquecer as reticências, senão ele fica bravo. Em julho do ano passado, mundo afundado na pandemia em suas primeiras ondas, o Jarv Is… lançou seu primeiro álbum, “Beyond the Pale”. Umas lives aqui, umas aparições na TV ali e foi isso. Agora, do mesmo álbum, que tem só sete músicas, ele surge com mais um novo single, para a faixa “Swanky Modes”, que na verdade vai além da canção que está no disco de estreia. Para este single mexido, Jarvis chamou o pioneiro do reggae Dennis Bovell, para remixá-la. “Swanky Modes” ficou bem mais substanciosa, digamos. O single tem três versões: esta original “interferida”por Bowell e duas enchardas em dub, já que estamos falando nisso. Dá para ouvir todas de algum jeito por este caminho aqui.

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* Esta eu não lembrava. A gente vem falando por aqui, o sempre importante duo britânico Pet Shop Boys lança agora no dia 30 de abril o CD duplo e DVD “Discovery: Live in Rio 1994”, baseado em apresentação nos anos 90 na casa de shows Metropolitan, no Rio de Janeiro, material que só saiu em VHS há muitos anos e acharam de escarafunchar na pandemia para dar um movimento nos lançamentos. Neil Tennant e Chris Lowe têm divulgado no Youtube da banda uns vídeos dessa performance especial que nos diz tanto. E nesta semana botaram lá, desse show no Rio em 94, eles fazendo “Girls & Boys”, do Blur. Apenas.

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– O Arcade Fire (foto na home) fez uma música instrumental de meditação de 45 minutos. Esta é a nota. Na verdade, a banda canadense criou a obra musical “Memories of the Age of Anxiety” especialmente para o app Headspace, aplicativo criado para ajudar a meditar e a “limpar a cabeça” das nóias diárias principalmente na hora de dormir. Dentro das muitas seções do Headspace tem uma área de playlist, curada pelo famoso músico e ator John Legend, que além do mais é filantropista. A “Memories of the Age of Anxiety” do Arcade Fire está dentro dessa área do app. Com uns “três álbuns novos escritos”, segundo o líder do grupo, Win Butler, o Arcade Fire está esperando a poeira da covid baixar, para se mexer (mais). A banda não lança álbum desde 2017, quando soltou o “Everything Now”. Por enquanto o negócio é meditar. A faixa de 45 minutos só pode ser ouvida toda ela no app da Headspace. Mas aqui embaixo tem um mísero trechinho.

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