Em hayley williams:

SEMILOAD – O Paramore segue extremamente relevante. Podemos provar

1 - semiload-arte2

* É a velha história: o emo não só não morreu como está vivo! Nossa “long read” da semana vai além de estilos para uma banda que foi além do estilo, tudo por conta da cantora Hayley Williams, do Paramore. Que foi e que ainda vai, segundo Dora Guerra, nossa brava newsletteira de BH, pilota da Semibreve, parceira nas pensatas das sextas-feiras que explicam a música que ouvimos e fazemos questão de celebrar.
E Dora não só vai contar por que a banda do Tennessee continua importante para a cena (e geração) de hoje como, com isso, vai aproveitar ajustar contas com seu passado.

hayley

Tô com a teoria de que o Paramore virou uma espécie de ícone “cult” dos anos 2000/2010 – de um jeito que eu, pessoalmente, não imaginava.

Existem alguns indícios disso: essa leva nova do novo pop-punk, que é o assunto do momento até que esse fenômeno desapareça em menos de seis meses, cita o Paramore com frequência. Mas eu juro que não vou entrar mais no assunto da “nova geração do pop rock”, porque já me debrucei sobre isso um bucado; neste momento, tô mais interessada em entender o que aconteceu com o Paramore. Como é que essa banda emo, que foi até trilha sonora de “Crepúsculo”, adquiriu tal status quase 15 anos depois?

Para entender tudo direitinho, acho que a gente tem que voltar lá para 2007 e companhia, quando o Paramore explodiu com Riot! e levou um tanto de adolescente junto. Ao contrário de muitos fenômenos da época, a banda conseguiu – mesmo após a saída/troca de dois de seus membros – se manter consolidada por mais tempo, sobrevivendo bem mais que muitas bandas surfando na onda do emo. Aliás, ao longo de sua carreira, Paramore deixou de ser exclusivamente emo ou pop punk, se tornando um grupo de rock alternativo com reputação sólida.

Para quem não é fã da banda – ou até para quem é –, a saída dos irmãos Farro do Paramore pode ter sido alguma surpresa, mas não mudava o elemento fundamental e essencial da banda: Hayley Williams. Como são muitas pequenas revoluções na música, a presença de Hayley nos palcos tinha uma proporção maior que ela mesma se dava conta; Hayley era (e continua sendo) uma figura marcante, talentosa e bastante singular naquele contexto.

Mais uma vez, estamos falando de 2007 – na gringa, os grandes hits eram de Beyoncé, Rihanna, Fergie e por aí vai; grandes artistas, mas que performavam um tipo específico de feminilidade e estavam muito mais alinhadas ao que se esperava de uma diva pop.

Comparado a isso, Hayley tinha algo de “contra” (no sentido de oposto, não de rival) – tinha uma personalidade e estilo bastante distintos das cantoras pop à época, mas que não se limitavam ao estereótipo da roqueira também. Até o cabelo de Hayley era simbólico: ilustrava como ela se expressava à sua forma, alternando entre vulnerável e intocável. batendo na tecla da autenticidade, Hayley era a pessoa perfeita para se espelhar quando você tinha lá seus 13, 14 anos e não se identificava com a sensualidade de uma figura tão potente quanto a de Beyoncé. E, mesmo em seu próprio nicho – o emo e as bandas alternativas –, Hayley estava lá quase cumprindo cota, em um gênero musical que nos oferecia pouquíssimas mulheres para idolatrar.

Pra além da força de Hayley – ou ainda, seguindo o paralelo do cabelo da vocalista –, a banda nunca parou quieta; conseguiu, ao longo do tempo, ter uma identidade sem se engessar em um caminho sonoro específico. Em um movimento pré “indie mental health” (que é como a gente apelida, aqui na Popload, o novo indie autocentrado, focado e explícito nas questões da saúde mental), o Paramore sempre foi uma banda sincera, cujas letras pareciam pautadas em questões genuínas e sentimentais. Isso, por si só, já posicionou o grupo em um lugar sólido.

E vale lembrar que a banda se estabeleceu entre MySpace, Facebook, Tumblr, Orkut (este último aqui no Brasil). Nessa entressafra de redes sociais, os fandoms começaram a se estabelecer com mais força na internet, criando comunidades de identificação entre pessoas que tradicionalmente não se conheceriam. Quando a própria WILLOW (logo ela!) diz ter sofrido bullying no colégio por gostar de bandas como Paramore e My Chemical Romance, lembro que eu também não tinha muitas amizades pautadas nesse tipo de gosto musical; mas não importava, porque eu tinha minhas comunidades na internet.

Ou seja: a própria existência do paramore está fundamentalmente ligada àqueles fandoms dedicados, onde muitos dos fãs encontraram uma identificação em gostos, momentos de vida e mais (aquela coisa “só você me entende”) – o tipo que você vê aos montes hoje, com BTS e afins. Essa relação com outros fãs e com a música, tímida como é todo tipo de relação adolescente que você tem, acaba por gerar uma afetividade (silenciosa, mas gigantesca) com a banda, que muitos de nós mal nos damos conta; e, afinal, como tudo que ouvimos e sentimos lá pelos 13/14 anos de idade, Paramore cimentou um espaço significativo dentro da gente por narrar e acompanhar determinados momentos da adolescência.

Isso nos leva ao último ponto: se antes eu ouvia Paramore para impressionar o menino do meu cursinho de inglês e, depois, acabei gostando por conta própria – com aquela vergonha adolescente –, hoje eu consigo afirmar e entender a importância da banda, não só por causa do garoto lá. Assim, como tudo que é cultuado por jovens, Paramore teve um impacto cultural substancial que passou batido entre muitos, até que se tornou possível medir o legado da banda – os mesmos jovens que gritavam “Misery Business” em casa são os que definem e revisitam tendências culturais hoje, reafirmando o que merece o status de cult (ou você acha que a Olivia Rodrigo decidiu sozinha essa revisita ao Paramore?).

Em outras palavras: Paramore foi de vencedora de melhor banda de rock do Teen Choice Awards à inspiração de diversos futuros vencedores do Grammy, com tempo de sobra ainda pra seguir consolidando o nome da banda. Não foi só relevante em 2007, como segue extremamente relevante em 2021; e não apenas em retrospecto, mas como uma banda atual, com muita possibilidade de continuar se renovando daqui para frente.

Por quê? Pela potência de Hayley Williams. Pelo grupo (agora mais maduro) de fãs. Pelo legado. Ou, simplesmente, pela música (que continua boa).

***

* Dora Guerra está dócil, no Twitter, no @goraduerra.
>>

Top 10 Gringo: Claud chega suprema. Slowthai entra rasgando. Dua Lipa vem tropical

>>

* Semana com dois discos do porte dos de Claud e slowthai facilitaram os trabalhos. É primeiro e segundo lugares, sem dúvida. A gente quase nem teve tempo de escutar outras coisas com a mesma atenção, mas a semana, em especial essa última sexta-feira de lançamentos, até que esteve movimentada no geral. Teve até um single inédito da Dua Lipa, pensa. E o disco de um inglês que é quase brasileiro, pensa 2. E outras paradas mais para a nossa parada. Chega ali na nossa playlist para ver o que foi capturado pela nossa anteninha.

3---960x960_letrux

1 – Claud – “Cuff Your Jeans”
Um dos discos indies mais aguardados do circuito independente americano, “Super Monster”, da cantora não-binária Claud, 21 anos, não decepcionou. A gente sempre acreditou nos singles. E o álbum é lindo, bem construído, cheio de belas melodias e letras tão simples quanto criativas em abordagens sobre se apaixonar (“Overnight”), não entender se a pessoa está a fim de você (“In or In-Between”) ou aquela distância quase inexplicável que surge entre bons amigos (“Cuff Your Jeans”). Escolhemos esta última, música perfeitinha.

2 – slowthai – “MAZZA” (feat. A$AP Rocky)
“TYRON”, o novo álbum marrento do rapper britânico slowthai, tem duas vibes escancaradas. Um lado A em maiúsculas e um lado B construído por minúsculas. Um lado que extravasa e um lado mais introspectivo. Uma face mais pessoal (o título “Tyron” é seu nome real), outra mais personagem, talvez? Ainda que o lado mais agitado do disco não toque necessariamente em assuntos leves. “MAZZA”, por exemplo, versa sobre drogas e questões de saúde mental. E tem o A$AP Rocky. Vamos com ela.

3 – Dua Lipa – “We’re Good”
A capacidade da inglesa para produzir hits é alguma coisa que está fora da curva. Do excelente “Future Nostalgia” já são cinco singles – um pique que só os grandes nomes têm. E, em vez de explorar ainda mais seu álbum, ela resolveu lançar uma versão ampliada dele com algumas novidades e parcerias reaproveitadas, como seu dueto com a Miley Cyrus. “We’re Good” conta com um som que não dialoga tanto com a vibração disco do álbum, soando mais contemporâneo – ou como escreveu alguém no site de letras Genius, “tropical”. Será uma nova direção?

4 – Jevon – “Girl from Bahia (feat. Tássia Reis)”
Esta quase que vai para a CENA, mas o Jevon é inglês, apesar das raízes brasileiras na família – seu avô, por exemplo, que deixou alguns discos brasileiros para ele. E é essa inspiração brasileira que guia “Fell in Love in Brasil”, álbum com participações de Marcos Valle, Rincon Sapiência, Tássia Reis e Jé Santiago. Coube aqui, caberia lá.

5 – Sharon van Etten – “On Your Way Now”
Sharon gravou em som para o documentário “Made in Boise”, um filme sobre a complexa experiência de quatro mulheres que são barrigas-de-aluguel. Nunca lançada oficialmente, agora temos mais que a música do filme na trilha. Sharon retocou a versão para dar um cara definitiva.

6 – Black Country, New Road – “Sunglasses”
Você, como nós, anda morando (ainda) no disco de estreia dos ingleses do Black Country, New Road? Pensa em um grupo que tem como grande hit até o momento um som de dez minutos. É o caso dessa banda de Londres de um som tão estranho quanto envolvente. O tal primeiro álbum, “For the First Time”, é daqueles que tiram o rock da zona de conforto e já divide opiniões pelo mundo com comentários que vão de “melhor do ano” a “a coisa mais tediosa que escutei em 2021”. Tire as próprias conclusões. A gente amou. E procure por eles ao vivo no YouTube. Sérião.

7 – Buzzy Lee – “Strange Town”
Buzzy Lee é a persona artística de Sasha Spielberg – sim, filha do Steven. A bela “Strange Town”, música que vai de um clima melancólico até momentos divertidos – reforçada por um vídeo maravilhoso que deixa tudo mais leve -, é das melhores faixas de “Spoiled Love”, seu álbum de estreia após dois EPs. São nove faixas trabalhadas por Sasha em conjunto com um amiguinho dela de faculdade, que por acaaaaaso vem a ser o excelente produtor eletrônico chileno Nicolas Jarr. 34 minutos de um passeio musical pelos destroços de um relacionamento. Encara?

8 – Hayley Williams – “First Thing to Go”
Em seu segundo disco solo, que chegou de surpresa, a vocalista do Paramore faz provavelmente seu trabalho mais pessoal – do processo de gravação caseiro, com ela tocando tudo, até as letras. Dores do amor, de perdas e o duro encontro consigo mesma. Discão de emo-cionar.

9 – Waxahatchee – “Fire”
10 – Kevin Morby – “Valley”
A gente assistiu em um programa da CBS americana uma parceria ao vivo entre Katie Crutchfield, a Waxahatchee, e Kevin Morby e lembramos que ambos lançaram belos álbuns no ano passado. Como ano passado ainda não existia o nosso Top 10, que tal dar a chance de eles aparecerem por aqui com duas belas músicas? E juntinhos no nosso pódio.

***

***

* A imagem que ilustra este post é da cantora americana Claud.
** Repare na playlist. A gente inclui as 10 mais da semana, mas sempre deixa todas das semanas anteriores. Pensa no panorama que isso vai dar conforme o ano for seguindo…
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

>>

SEMILOAD – O indie-mental health se espalha como um movimento musical, com a mensagem: “Ninguém tá bem. E tudo bem”

1 - semiload-arte2

* O indie-mental health está aí, escancarado na música, para quem quiser ver e ouvir. E sentir. Do lado dos artistas, do lado dos fãs. E isso não significa uma má-notícia, exatamente.
Dora Guerra, nossa madame “Semibreve”, a sua espetacular newsletter semanal (não assinou ainda?) e parceira da Popload, esmiúça essas dores da alma espalhadas pelo som que gostamos. Um pouco de onde esse indie-mental health vem e talvez para onde esteja indo, mas principalmente como ele saiu do esconderijo do quarto escuro e pode estar oferecendo conforto e luz a ouvidos sensíveis que andam precisando.

haykey


Quando o emo (termo que vem de “emotional”) nos trouxe uma geração de músicos tristes e levemente góticos, não parecia ser tão diferente nesse sentido dos ingleses tristes da New Wave ou da raiva dos punks. Esses (cada um em seu contexto) foram movimentos pautados por sentimentos fortíssimos, negativos, profundos. Mas hoje, uns dez anos desde aquele respiro do movimento emo, quem era adolescente na época do Paramore já tem coisas a dizer sobre sua própria tristeza – essas, sim, são diferentes.

Na verdade, a própria Hayley Williams (foto acima), que inclusive lançou de surpresa um disco novo nesta sexta-feira, pauta bem essa mudança no cenário emo/indie/alternativo: da guitarra aos synths, ela buscou várias formas de expressar seus sentimentos negativos enquanto compositora na banda. Mas, quando assumiu um projeto solo, entendeu onde estava a virada: Hayley podia assinar seu nome ao lado de desabafos pessoais, ser mais consciente dos seus defeitos e – principalmente – assumir uma depressão que ela há muito disfarçava de outros tipos de tristeza.

Não foi só Hayley, mas também quem cresceu a ouvindo. Os músicos de 20-e-poucos, que hoje começam a conquistar as suas respectivas “cenas”, são os adolescentes emo de 2009 que tiveram Tumblr e achavam que lápis de olho exprimia determinadas angústias. No meio dessa trajetória, encontraram nas redes sociais um espaço confessional; entenderam que desabafo é importante, algumas tristezas são sérias e terapia não é sinal de fragilidade. Na verdade, viram que assumir doenças mentais e insuportáveis dores da alma é um ato de coragem, não de fraqueza – hoje, você até reposta um ou outro meme sobre isso. Combine todos esses fatores, acrescente um pouco de introspecção de tempos majoritariamente digitais e voilá – surge o indie-mental health.

Indie esse que, hoje, encapsula gerações mistas: contempla Fiona Apple, compositora que começou antes de grandes discussões cibernéticas sobre depressão; mas que, finalmente, se reconhece na vulnerabilidade sem se excluir do resto da cena. Contempla Hayley, cujo trabalho solo agora não tem medo de assumir a luta com a psique como parte da sua expressão. Contempla Phoebe Bridgers, Bully, Clarice Falcão, Letrux e quem mais você pensar. Muitos deles não fazem “música triste” por definição – mas são músicos que abrem um diálogo e cantam, para milhares de pessoas, que não estão tão bem assim. A antítese do roqueiro fodão.

Claro, não é um caso exclusivo do indie – se Kanye e Halsey conseguem basear álbuns inteiros em uma bipolaridade assumida, isso mostra que existe um movimento grande acontecendo aqui. Artistas estendendo a mão e dizendo não só que não são perfeitos como que seus fãs também podem procurá-los quando o buraco é mais embaixo. Dizendo “Eu sei exatamente o que é isso que você sente”. Lembrando que existe terapia, existe remédio, existe saída. Advogando a favor deles e de você.

É que tem algo particular desta nossa época, para além de um estilo musical específico. São coisas que um Radiohead da vida já antecipava, mas não falava tão claramente – essas novas músicas no clima “How to Disappear Completely” agora são acompanhadas de entrevistas, doações, alusões explícitas a causas específicas do tal mental health. É uma geração de músicos que não quer ver outro Chris Cornell, cujas letras sinalizavam um sofrimento sério, mas não houve tempo para cura – e é Toni Cornell, a filha de Chris, que hoje canta e também cria um podcast sobre estigmas da saúde mental. E quando Billie Eilish faz vídeos de puro torpor, ela não o faz totalmente sem responsabilidade: complementa sempre com entrevistas sinceras sobre depressão e como as coisas andam melhorando. De repente, estamos dando nome aos bois.

Mas é no indie que o mental health aparece com força, trilhando caminhos para o resto. Porque falar de saúde mental não combina com uma música estritamente comercial ou pop, não é o caso mesmo do último single da Cardi B, mas bate perfeitamente com o clima alternativo-artístico-conceitual. Flerta com a exposição das redes sociais, mas rejeita a pose “perfeita” que o Instagram pede. E vai do próprio sentimento ao sentimento do outro: do “My worst habit is my own sadness”, da girl in red, ao “I would do anything to get you out your room”, da Arlo Parks. Indie que compreende a dor e a seriedade das coisas enquanto tenta dar algum sentido a isso tudo.

Uma mudança como essa acompanha riscos: de glamorizar a dor, de tornar a doença um assunto de TikTok sem seriedade. Quando transformada em arte, a saúde mental (ou a falta dela) se torna um assunto fácil de romantizar, como se o sofrimento desses artistas fosse indissociável do seu sucesso – e, portanto, fãs podem acabar admirando ambos. Mas, de modo geral, estamos finalmente dizendo e ouvindo o que, há pouco, era o indizível. E o indie-mental health te abraça e lembra: ninguém tá bem. E tudo bem.

>>

Todo o gingado da punk Hayley Williams em session para a Tiny Desk

>>

Captura de Tela 2020-12-09 às 8.49.00 AM

* Tá um momento que está assim na cena internacional. A ex-pop Miley Cyrus está a maior roqueira e beleza. A ex-punk emo Hayley Williams está meio R&B e tudo bem também.

Hayley, que nunca foi com sua banda Paramore à série Tiny Desk Concerts, participou agora, em dezembro, montando uma banda de amigos para um “show na salinha” da NPR, mostrando faixas de sua carreira solo. Ela lançou seu primeiro disco sob seu nome, “Petals for Armor”, em maio, começo de pandemia, zero apresentações ao vivo.

Entre os amigos que acompanharam Hayley em sua estreia na Tiny Desk estão a fofa Julien Baker na guitarra e a conhecida Becca Mancari, nos teclados. E um cara no baixo que parece muito o Kevin Parker do Tame Impala. Mas enfim.

De “Petals for Armour”, seu disco debut solo depois de cinco álbuns com o Paramore, Williams mandou, pela ordem, “Pure Love”, “Taken” e “Dead Horse”.

Menos gritaria, mais ginga. Good job, Hayley!

>>

Paramore bem indie: depois de cantar Björk, Hayley Williams faz cover de Radiohead

>>

110820_hayley2

Uma das cantoras mais adoradas do pop recente, Hayley Williams, a voz do Paramore, tem mostrado seu lado mais alternativo nos últimos tempos, agora que está em fase solo.

Ela, que lançou este ano seu disco de estreia “Petals for Armor”, precisou cancelar a turnê por causa do coronavírus, mas tem se notabilizado também pelas versões covers que tem publicado em suas redes.

Depois de surpreender geral com uma versão para “Unison”, da Björk, Hayley apareceu agora com uma cover de “Fake Plastic Trees”, do Radiohead. “Parecia um sacrilégio no início, até que percebi que a própria banda nunca considerou o que faziam como algo precioso ou com o qual nunca se brincaria”, publicou a cantora em suas redes.

“Petals for Armor”, seu álbum de estreia em carreira solo, foi lançado em três etapas no primeiro semestre. A primeira parte saiu em fevereiro. A segunda em abril. Já em maio, ela juntou tudo e soltou como um disco só.

Ver essa foto no Instagram

for a while, anyway. the top requested song throughout my brief career in self-serenadism has been a @radiohead song. seemed sacrilegious at first until i realized that the band themselves have never once regarded what they do as precious or never-to-be-toyed with. they are never beholden to any one version of their expression and public affections don’t seem to sway them. so many times people thought they were at their best only for them to bloom more beautifully into something unexpected and unequivocally better. for a time i pretended to be over Radiohead (iiii knowwww) but good good things always find you and welcome you back. so, in admiration of one of the best bands of all time – and in humility to everyone who did *not* ask for this – here’s a self-serenade of “Fake Plastic Trees”. enjoy it if you can.

Uma publicação compartilhada por hayley williams (@yelyahwilliams) em

>>