Em helado negro:

Top 10 Gringo – Parquet Courts dance pega o primeiro lugar. É um problema? Tem banda australiana e cantora belga no pódio. É estranho?

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* Caramba, e a vontade de sair dançando sem máscara pela rua que dá esse disco novo “dance” dos punks do Parque Courts? Talvez seja empolgação exagerada da nossa parte, mas esse é o espírito da coisa. E essa empolgação segue pelas músicas seguintes da playlist, que está especialmente com um toque francês nesta semana, pode reparar.

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1 – Parquet Courts – “Walking at a Downtown Pace”
Estamos diante de um dos discos do ano, será? A gente fala isso para vários, sabemos, mas é que o Parquet Courts voltou com tudo em “Sympathy for Life”. Potente, diferente e (por isso) criativo, o álbum todo anima qualquer ouvinte, faça o teste. É a banda dançante como nunca. De olho no movimento da rua, esta canção aqui, em especial, escrita antes da quarentena, já parece sonhar com o fim dela: “Estou fazendo planos para o dia em que tudo isso acabará”, abre a canção, que segue: “Vendo meu caminho ali, ouvindo a musica que vou cantar”.

2 – The Goon Sax – “In the Stone”
Banda australiana cruza o oceano e se destaca na América do Norte. Essa história já conhecida parece estar rolando desta vez com o trio Goon Sax, da “outsider” Brisbaine (ufa, não é ooooutra de Melbourne), formada por dois rapazes no baixo e guitarra e a loirinha Riley Jones na bateria. Aliás, eles nem precisaram cruzar mar algum para mandar um sessão para KEXP, de Seattle, que está bombando e fez a gente ficar de cara com o álbum “Mirror II”, terceiro deles. A dinâmica das vozes masculina e feminina e a produção quase lo-fi podem te agradar. Abra um bom espaço aí para a Goon Sax entrar.

3 – Angèle – “Bruxelles Je T’aime”
Manja aquele gif “Vem aí”? Pois vem aí a próxima Dua Lipa. A belga Angèle participou de um feat. com a diva britânica e agora ensaia suas próprias conquistas. Seu novo single, uma declaração de amor à capital de seu país. A França já aprendeu a amá-la. Questão de tempo para o resto do mundo.

4 – Lana Del Rey – “Dealer”
Nunca entendemos essa história da Lana Del Rey com o Last Shadow Puppets, o duo de Miles Kane e Alex Turner. Real ou não, algumas músicas dessa parceria aparecem neste novo trabalho dela, “Blue Banister”. Elas são “Thunder” e “Dealer”, essa última que conta com a participação de Miles e tem bem a cara do trabalho do Last Shadow Puppets. E, claro, tem a Lana se entregando nos vocais como poucas vezes se viu, se esgoelando real. Gente…

5 – JPEGMAFIA – “DIRTY!”
É muito diferente a produção que o rapper do Brooklyn JPEGMAFIA apresenta em “DIRTY!”. Para usar uma palavra que já até esteve mais na moda, é tudo descontruído por aqui: o beat, o grave, as quebras. E tem um verso maravilhoso: “Mama used to bump Luther, no Beatles”, ao avisar que na casa dele rolava mais Luther Vandross, cantor de R&B, que o quarteto de Liverpool.

6 – Jarvis Cocker – “Aline”
O novo filme de Wes Anderson tem um acompanhamento de luxo: um álbum de músicas em francês cantadas por Jarvis Cocker, eterno Pulp. Pelo que entendemos não é exatamente a trilha sonora do filme, mas caem bem juntos, sacou? No disco, versões de clássicos do cancioneiro francês, coisas de Françoise Hardy, Serge Gainsbourg e Brigitte Bardot. E, sim, esta clássica Aline está linda em “The French Dispatch”. Luxo.

7 – Helado Negro – “Wake Up Tomorrow (feat. Kacy Hill)”
Helado Negro, músico da Flórida, filho de equatorianos, lançou seu sétimo trabalho, “Far In”. Se você ainda não descobriu o som do cara, vale dar uma sacada nesta canção quase meditativa ou na sacudida “Gemini and Leo”. A voz confortável de Helado, que na real se chama Roberto Carlos, é um convite ao relaxamento. E suas músicas trazem essa boa vibe.

8 – Hand Habits – “More than Love”
Meg Duffy, a pessoa por trás do Hand Habits, emplaca aqui mais um belo trabalho. Guitarrista de estúdio de mão-cheia, sabe para onde levar suas próprias canções. “More than Love”, ou “Mais Que Amor”, em tradução livre, abre de maneira magistral e deliciosa seu álbum “Fun Home”, que deve levar seu som das playlists folk (???) para playlists mais indie com toques eletrônicos.

9 – Duran Duran – “Give It All Up (feat. Tove Lo)”
Que saudades da Tove Lo e do seu hit “Stay High”. Simbólico que o clima de sua participação nesta nova faixa da clássica banda Duran Duran em disco novo dos ingleses seja baseado em seu hit, ainda que sutilmente. Funciona que é uma beleza, mesmo que esse clima seja mais de reflexão até um refrão épico.

10 – Elton John – “One of Me (Lil Nas X)”
Feito de pedaços da produção de Elton John durante a quarentena, “The Lockdown Sessions” tem de tudo. Músicas originais, covers, remixes e a excelente participação de Elton em “MONTERO”, de Lil Nas X. Sim, ele simplesmente pegou a faixa já lançada e tascou no seu novo álbum. A gente reaproveita o reaproveitamento de Elton e volta a dar destaque para o Lil por aqui, um dos melhores do ano.

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* A imagem que ilustra este post é da banda nova-iorquina Parquet Courts.
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Top 10 Gringo – Jungle emplaca o topo e não é difícil entender por quê. Killers novo cola na segundona. A “nova” Courtney Barnett completa o pódio, para o nosso gosto…

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* Mais uma semana de grandes lançamentos lá fora. E desta vez diversos climas comtemplados. Tem a alegria do Jungle, o épico do Killers e o minimalismo de Courtney Barnett. Mas também tem climas parecidos, no caso do shade da Lizzo, shade da Billie. Ou nas loucuras sonoras de Indigo De Souza, Magdalena Bay e Monaleo. Nessa diversidade a gente segue com a melhor playlist de novidades gringas que se tem notícia. Pelo menos nesta semana :)

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1 – Jungle – “Romeo (feat. Bas)”
“Este é um álbum sobre liberdade”, declarou Josh Lloyd-Watson, metade do Jungle ao lado de Tom McFarland. E essa alegria e ar de recuperação está por toda “Romeo”, um dos melhores sons de “Loving in Stereo”, novo álbum da dupla inglesa, lançado na sexta passada. Daquelas músicas que se a letra não estiver falando sobre algo positivo, a gente finge que é, já que ela chama nosso corpo para dançar livremente.

2 – The Killers – “West Hills”
A missão do Killers de se tornar uma megabanda pique U2 teve seus bons e maus momentos. Este novo álbum, “Pressure Machine”, provavelmente entrará para o hall dos acertos. Um disco sobre o interior doz Estados Unidos, afetuoso com o local, mas sem abdicar de uma mínima exposição crítica. Musicalmente tem toque de R.E.M., Bruce Springsteen, U2 na fase apaixonados pela América do Norte. “West Hills” é um caprichado roteiro de filme de alguém que se dá mal e vai preso por porte de muitas drogas. Seu refrão é épico e grandioso. Os mesmos versos são cantados de maneiras diferentes de acordo com o clima da história. Coisa caprichada. Dá para arriscar o grandioso sem ser pretensioso e chato.

3 – Courtney Barnett – “Before You Gotta Go”
Que prazer é escutar a Courtney Barnett explorando outras pegadas para sua música. Menos Kurt Cobain, mais Velvet Underground – um toque que ela já experimentou na bela “Depreston”, mas sofistica aqui em uma engenhosa guitarra que parece simples e repetitiva, mas é tudo o que a canção pede.

4 – Lizzo – “Rumors” (feat. Cardi B)
É um estouro o novo single da Lizzo em parceria com a Cardi B. Não dava para esperar menos, na real. A letra é uma daquelas clássicas respostas aos haters que rolam após um estreia bem-sucedida, sabe? Kurt Cobain, para citar ele de novo, abre “In Utero” com uma dessas. E a música tem uma bateria roqueira escondida que lembra “Smells Like Teen Spirit”, repara.

5 – Billie Eilish – “Oxytocin”
A gente segue elogiando semanalmente o “Happier than Ever” da Billie por aqui. Se o disco fala um tanto sobre a separação dela do ex abusivo, “Oxytocin” faz mais sentido como a música onde a cantora conta a história a partir do ponto de vista dele – daí as menções a sexo serem tão agressivas. É uma interpretação apenas e a letra pode ser lida de outras formas. Em fóruns há longos debates sobre isso. O que você acha?

6 – Magdalena Bay – “Secrets (Your Fire)”
Potente este duo norte-americano formado por Mica Tenenbaum e Matthew Lewin. A dupla faz um pop torto na linha da Charlie XCX, mas não tão exagerado – esse tal hyperpop que força nas texturas e nas referências a si mesmo. Tente escutar este som sem ficar pensando que já escutou antes algo dali.

7 – Monaleo – “Suck It Up”
Rapper texana da melhor qualidade, Monaleo tem um flow original e que sabe passear de maneira amalucada por uma batida completamente alucinada que vai se alterando sem medo por toda a música. É daqueles sons que a gente não sabe onde vai dar. Mas quer ir junto.

8 – Indigo De Souza – “Real Pain”
E, por falar em música piradinha, esta é um outro exemplo. A faixa escolhida dessa bela banda da Carolina do Norte vai se desintegrando lentamente a partir da metade em ruídos e gritos. E volta a ser uma canção convencional após alguns minutos. É uma maluquice deliciosa. Experimente.

9 – Helado Negro – “Gemini and Leo”
Parece que a música do americano-equatoriano Helado Negro é feita para ser acompanhada por drink de verão na mão, num horário cedo de festival, tipo no final de tarde. Pegada latina, funkeada, guitarrinhas espertas. Why not?

10 – Gorillaz – “De Ja Vu”
Essa é só uma das três músicas inéditas que o Gorillaz mostrou recentemente em shows pela Inglaterra. Pequenas amostras de um álbum que Damon Albarn prometeu para logo mais. Sendo que logo mais ele também solta o solo dele, vai entender. Gente produtiva é assim. Não está oficial nos streamings ainda. Tem que ir no Youtube.

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* A imagem que ilustra este post é da dupla inglesa Jungle.
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Helado Negro toca seu single legal “Gemini and Leo” ao vivo. E chama para um papo de zodíaco-musical

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* Não sei você, mas a gente aqui curte o músico-banda americano-equatoriano Helado Negro para além do jeitão, hummm, exótico de ser. E esquecendo que seu nome, na real, é Roberto Carlos, para não ficar mais exótico ainda.

É quase como quando o Future Islands apareceu, mas aqui a pegada é mais… latina. Latina, funkeada, guitarrinhas espertas fazendo a música do Helado Negro ser uma delícia de ouvir com um drink de verão na mão, num horário cedo de festival, tipo no final de tarde.

Pois o Roberto Carlos, ou o Helado Negro, lança em outubro seu novo álbum, “Far In”, seu sétimo disco, ele que deixa feliz o lado bem underground de sons americanos inqualificáveis desde que começou a lançar álbuns, em 2009.

Hoje, o Helado Negro liberou em sua conta no Youtube uma versão ao vivo de “Gemini and Leo”, o primeiro single do próximo álbum, que dizem ser a música dele mais tocada nas rádios indies americanas desde o primeiro disco.

Esta performance live da música foi gravada no estúdio cool nova-iorquino Sear Sound. E deve significar algo que “Far In”, o álbum, será o primeiro disco lançado pelo selo 4AD.

Hoje ainda o Helado Negro lança também um divertido gerador de playlist baseado em astrologia. Você reparou no nome da música tema dest post, né?. Acessando aqui, o Helado Negro convida os fãs a inserir sua data de nascimento e chegar numa playlist especial com curadoria a partir de seu signo pelo próprio Roberto Carlos Lange.

Esse cara…

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