Em Her:

CENA – Circadélica “sextou” em noite não-normal no Asteroid, com Boss in Drama, FingerFingerrr, The Shorts e mais

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* Popload em Sorocaba. Já vi o Palmeiras ganhar uma e empatar outra com o São Bento, aqui. Tô invicto na cidade!

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Ontem, no clube Asteroid, foi a última noitada pré-festival no picadeiro. Dos que o #MQN20 me deixou ver, a banda paulistana fez um show truncado mas efetivo, trabalhando os silêncios e paradinhas (e falta de luz) com punk rock desgraceira, fazendo a molecada bater cabeça no clube do Wry. Antes, The Shorts, de Curitiba, fez um show estranho no melhor dos sentidos. A banda às vezes não combina: a vocalista parece a Debbie Harry testando o alcance da voz o tempo todo. A dança (o balanço) dela não combina com a música que está sendo tocada e isso vira charme. A baterista parece que está tocando no Nirvana, enquanto as guitarras e o baixo estão levando o som para um indie mais Pavement, trabalhadinho, menos grunge. Nada combina, tudo combina. Depois de tudo, o charmoso Boss in Drama fez a pista dançar com o bum bum tam tam até o chão eletrizando MC Fioti. Isso numa noite que começou com a poesia punk experimental sorocabana do Her (o termo não é meu) e seguiu com o Herod (SP) kraftwerkizando o Asteroid. Não foi uma noite simples. Os manos da versão pista do Trabalho Sujo fecharam a bagaça.

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Her

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Herod

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The Shorts

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Boss in Drama

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Noites Trabalho Sujo

* As fotos deste post e a do FingerFingerrr na home são de Fabrício Vianna.

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CENA – Sorocaba urgente!! Teve Circadélica Festival ontem. Vai ter hoje. Mas começa amanhã

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* Popload em Sorocaba.

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Erramos. O Circadélica 2017 não começa amanhã, como afirma o post anterior, haha. ELE JÁ COMEÇOU ONTEM. E tem hoje ainda.

Em caráter de pré-festival, ou de festas de lançamento do festival, Sorocaba assiste no bacaníssimo clube Asteroid, um dos principais palcos indies fora de São Paulo, as noitadas de abertura do Circadélica.

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Ontem, no Asteroid, a ótima banda local The Name abriu a noite, a Popload DJ set continuou a festa com sons instigantes (rá!) e a carioca Mahmundi suingou linda no final. A prova está aqui embaixo.

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* Hoje o heavy-opening do Circadélica segue intenso no Asteroid. A balada forte tem shows dos curitibanos Boss in Drama e The Shorts, o punk sujo-imundo hip hópico do paulistano FingerFingerrr, o local Her (Henrique Ravelli) e o pós-rock do Herod (SP). O parça Noites Trabalho Sujo (Alexandre Matias) mete um som na night.

Vamos estar lá para ver o que vai acontecer.

** As fotos da minha pessoa linda e da linda Marcela Mahmundi são de autoria do circadélico, poploader e local Fabrício Vianna.

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Popload na França. Longe de Paris, festival Printemps de Bourges bomba a cena francesa com 500 shows

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* Popload em Paris.

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Acima, vista do monumental Panthéon, lugar de heróis em Paris, não por acaso perto da minha “sede” na capital francesa. Hehe. Abaixo, a “Les Inrockuptibles” da semana, destacando a banda que neste ano vai…

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Em busca do “festival perfeito”, enquanto o Popload Festival 2017 (cóf.) não dá suas caras, a gente chega à França numa semaninha “tumultuada” de eventos que joga luzes principalmente na nova música francesa, que dizem estar bombando mais que, digamos, o som australiano. Mas, talvez pela língua, ninguém fora da França dá a devida atenção.

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O principal deles começa hoje em Bourges, cidade medieval e universitária do meio da França, que fica em torno de duas horas de trem de Paris. Desde segunda, mas pegando forte em sua programação de hoje a domingo, acontece o gigante Le Printemps de Bourges, que nesta sua 41ª edição faz circular em volta de sua renomada catedral do séc. 12 cerca de 500 shows nesses seis dias de evento.

O foco, de novo, é a nova música francesa, em suas diversas formas. O indie-rock é grande destaque, até porque os franceses seguem querendo dismistificar ao mundo que o que de mais significante no país é a música eletrônica, isso faz anos. Mas grupos estrangeiros também estão presentes. O velho Placebo, instituição indie inglesa mas de uma adoração absurda na França, traz a Bourges, para o festival, sua turnê comemorativa de 20 anos.

Criado em 1977, o Printemps (primavera, em francês), que não é só de música (teatro, comédia, artes) teve 20 shows em sua primeira edição. De lá para cá, o festival de Bourges já abrigou performances de Serge Gainsbourg, Jane Birkin, U2, o jazzista Chet Baker, o electro Chet Faker, Echo & The Bunnymen, The Cure, os brasileiros Baden Powel e João Bosco, o romancista beat William Burroughs (fazendo spoken word), Gérard Depardieu, Iggy Pop, Iron Maiden, entre muitos outros.

A edição de 1988, escolho para dar como exemplo, teve Barry White, Boy George, Charles Aznavour, Deacon Blue, Def Leppard, Frank Zappa, Jimmy Cliff, Mano Negra, Lloyd Cole, Midnight Oil, Noir Désir, Gainsbourg, Wet Wet Wet, The Wild Ones e Marillion, citando os principais. No ano passado, teve Mika, Editors, Bloc Party e um exército de bandas francesas, entre elas a maluca LA Femme, algo entre krautrock-punk-psicodélica.

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Galera durante show no Printemps de Bourges no ano passado

Esta edição de 2017, além do forasteiro Placebo e de Cameron Avery (Tame Impala, Pond), o Le Printemps de Bourges bota em seus palcos os bombados locais Her (foto abaixo), Camille, Renaud, o rapper Soprano junto com o grupo de rock Boulevard des Airs, o duo eletropop Paradis e o indie François and the Atlas Mountains.

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A Popload foi convidada a ver o Printemps de Bourges a partir desta quarta. No paralelo à programação normal do site, traremos novidades francesas deste festival que visitamos pela primeira vez.

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** DO DISTURB – O festival de música, dança e teatro, com nome bacanudo, toma as dependências do incrível Palais de Tokyo, em Paris, de sexta a domingo, também destacando a nova arte francesa. A intensa DJ e produtora Calling Marian, de Lyon, toca no Do Disturb. Também a DJ americana, apresentadora de rádio e empresária da música Veronica Vasicka, mostra sua “eletrônica obscura” no festival parisiense.

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** DISQUAIRE DAY – O Record Store Day francês é giga e espalhado pelo país. Acontece no sábado, 22, e inclui numa programação vasta de discos especiais de shows, boas lojas de discos da Bélgica, Suíça e Luxemburgo. A linda banda britânica Temples é a atração musical do Disquaire Day francês, tocando em Lyon no sábado (o grupo neo-psicodélico
se apresenta na segunda-feira em Paris). Mais de 80 shows acontecerão na França no sábado, pelo e para o dia especial das lojas de discos.

** A Popload está na França a convite da Embaixada da França e do Bureau Export (french-music.org).

Feliz Dia dos Namorados solitário, com "Her"

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* Estreia hoje nos cinemas brasileiros o filme de terror “Her”, de Spike Jonze, estrelando Joaquin Phoenix, sua cara de coitado, Scarlett Johansson e sua voz gostosa.

Na verdade uma comédia dramática com forte carga de ficção científica cujo futuro é “logo ali”, adicionei o gênero “terror” porque esse esperto filme do sempre esperto Spike Jonze fez da questão do “mundo conectado” um passo para a solidão com uma realidade assustadoramente próxima. Ou exatamente o contrário: a solidão urbana e moderna sendo aplacada por nossos gadjets. O que também é muito assustador.

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Nesta semana jantei em um restaurante cool de São Paulo e sentei perto de uma mesa redonda com seis mulheres bonitas e cara de bem-nascidas, algumas novas, outras nem tanto. Pareciam bem felizes de encontrar umas as outras, num clima “girls night out”. Mas, em muitos momentos da noite, notei que pelo menos quatro delas, quando não as cinco ou até as seis, gastavam minutos e minutos no celular, digitando, como que conversando virtualmente com alguém.

Eu não sei dizer se isso chegava a estragar a confraternização das moças ou tornava a coisa ainda mais especial, porque cada uma tinha a companhia das amigas da mesa e da(o)(as)(os) amiga(o)(as)(os) virtual(is), ampliando o alcance e a variedade das conversas.

O tema é contemporaneamente confuso e o filme de Jonze é lindo. Phoenix é um cara solitário amargando o fim do casamento feliz com o emprego de “escritor de cartas de amor” para pessoas com dificuldades em expressar seus sentimentos. Cartas falsas para amores reais.

E, como vive num futuro menos distante de nós do que era “Blade Runner” para os cinéfilos de 1982, quando foi lançado, o Joaquin Phoenix escritor de cartas falsas para amores reais acaba apaixonado por um sistema operacional moderno que organiza sua vida digital como um computador vivo, que o avisa de seus emails e mensagens por meio de voz. No caso a voz de Scarlett Johansson. Que organiza sua vida e vai mais além: o faz companhia. Dá boa-noite ao dormir e bom-dia ao acordar. Bate papos, acha receitas para o jantar, ouve suas lamúrias, dá conselhos. Inclusive amorosos.

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Tirando todo o encantamento que “Her” (“Ela” no Brasil) carrega _ ganhou o Golden Globe de melhor roteiro e é indicado a cinco Oscars, incluindo melhor filme _, o filme vem recheado de boa música. A canção tema foi composta pelo Arcade Fire e pelo especialíssimo jovem compositor Owen Pallett, também canadense. Tem na trilha músicas de Breeders, Aphex Twin, N.A.S.A. E uma canção composta especialmente por Karen O, do Yeah Yeah Yeahs em parceria com o diretor Spike Jonze, a bonita “Moon Song”. A música está indicada também ao Oscar, para o prêmio de Melhor Canção Original. Karen O vai cantar “Moon Song” na noite de cerimônia do Oscar, no dia 2 de março.

“Moon Song” chegou a ser lançada em single com três versões. Uma cantada por Karen O, tendo o “complemento masculino” na voz de Ezra Koenig, o vocalista do Vampire Weekend. A segunda só com Karen O cantando, do jeito que aparece nos créditos finais de “Her”. E uma cantada pelos atores Scarlett Johansson e Joaquin Phoenix, que é a versão do meio do filme.

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E ontem a rádio KCRW, de Los Angeles, emissora para indies cultos haha, postou o vídeo de uma session recente em que Karen O desempenhou “Moon Song” acompanhada do diretor Spike Jonze fazendo a voz masculina. Cool. O produtor e diretor de design de “Her”, KK Barrett, dá uma força no violão.

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Todos querem a Karen O

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A inconfundível e cool vocalista do Yeah Yeah Yeahs, Karen O, vem se misturando com algumas outras personalidades do indie e soltando sua voz rasgada – às vezes doce – em novas viagens sonoras por aí. Ela canta uma das faixas da trilha sonora de “Her”, o filme ficção-científica romântica ou alguma coisa perto disso, fruto da mente criativa e fértil do Spike Jonze, em que basicamente um escritor de cartas de amor, ele próprio um desgraçado no amor, se apaixona pela voz de um sistema operacional de um telefone celular. Joaquim Phoenix é o tal cara, Scarlett Johansson empresta sua doce voz à “secretária eletrônica do futuro”, numa Los Angeles não muito distante assim. Rooney Mara, Amy Adams e Olivia Wilde também estão na trama. O filme estreia no Brasil sexta agora, 14 de fevereiro.

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Karen O canta “The Moon Song” e concorre ao Oscar de Melhor Canção Original. A gente até já conhece a música faz tempo. Mas, agora, saiu uma nova versão em que a Karen O faz um dueto com o Ezra Koenig, do Vampire Weekend. Ficou assim.

* A cantora sul-coreana também está em outra frente. Ela faz parte de um time de convidados responsa que participam do novo disco solo do Walter Martin, ex-Walkmen. Karen O canta na faixa “Sing to Me”. Além dela, seu parceiro de YYY’s Nick Zinner, o Matt Berninger do National, o Alec Ounsworth do Clap Your Hands Say Yeah e outros parceiros de Walkmen tipo o Hamilton Leithauser também marcaram presença nas gravações de “We’re All Young Together”, o disco do Martin, que será lançado dia 13 de maio.

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