Em hierofante púrpura:

Mini-Bananada do Sul, Festival Saravá, de Floripa, pede passagem na CENA indie brasileira com sua quarta e maior edição

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* Ah, este mundo maravilhoso de festivais indies brasileiros em que vivemos…

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No ano passado a Popload foi até o interior do Rio Grande do Sul para conferir o curioso, peculiar mesmo, festival Morrostock, que acontece à beira de um rio, perto de cachoeiras, clima de indie-bambolê, a 40 minutos de van sacolejante da cidade de Santa Maria, mato a dentro. O evento gaúcho, que já passou de uma década de realização, se estabeleceu de vez não só como grande evento do Sul do país como da CENA brasileira no geral.

Acontecendo já há quatro anos, o catarinense Festival Saravá, que mexe com Floripa por três dias neste final de semana, é outro que parece emergir de vez para a rota dos principais festivais indies do Brasil com a sua edição de 2018, a quarta ao total e a maior até agora. O evento traz para a bela capital de Santa Catarina, mais precisamente em dois lugares à beira da agitada Lagoa da Conceição, indo de sexta a domingo, nomes como Letrux (RJ), Carne Doce (GO), Bike (SP) e até um DJ set da Gabriela Deptulski, guitarrista e dona do My Magical Glowing Lens (ES), além de proporcionar uma mistura interessante entre bandas da região e esses grandes nomes da cena nacional já citados.

Segundo Adriano Saito, um dos produtores de toda junção do Saravá, o festival já está em sua quarta edição e decidiu marcar a data como uma estrutura e line up ainda maior. Também de acordo com ele, os eventos anteriores chegaram a reunir mais de 500 pessoas por edições, mas mantendo um formato bem menor do que estão trazendo para 2018.

Além do festival cheio de atrações, a produtora responsável, a Saravá Produções, já vem há algum tempo sacudindo a cena da região com shows de todos os tipos, do pernambucano Tagore até os paulistas do Black Papa. Com essa função constante, a produtora acabou abrindo caminho para fazer uma espécie de micro-Bananada (ocupando diferentes locais da cidade, com a ideia de aumentar isso na próxima edição) em uma região um pouco fora da rota comum de shows nacionais.

O Saravá não é só mais um a puxar a atenção do indie nacional para o Sul (além do já citado Morrostock e do conterrâneo Psicodalia, por exemplo, e cada qual no seu tamanho). Ele ajuda também a botar foco na cena local e, pela proximidade, na do Paraná, também. Como os Skrotes, Muñoz, Apicultores Clandestinos e a banda de garotas La Leuca, da foto que abre o post.

Veja a escalação completa mais abaixo.

Os ingressos com o primeiro lote já esgotado, estão disponíveis para venda no evento do Festival Saravá no Facebook e custam entre R$15,00 e R$100,00, incluíndo entradas para dias específicos ou passaporte completo. Junto aos shows, ainda acontece feira de vinil, bazares de arte local e exposições.

Confira a programação completa do Saravá:

► Sexta (9/3)
– PALCO LAGOA: Casa de Nocam
a partir das 22h
• Hierofante Púrpura (SP)
• Muñoz (SC)
• Cora (PR)
• La Leuca (SC)
• DJ Gabriela Deptulski (MMGL – ES)

► Sábado (10/3)
– PALCO JOACA: Àtôa na Jôa
a partir das 20h
• Tássia Reis (SP)
• Mulamba (PR)
• Trombone de Frutas (PR)
• Skrotes (SC)
• Apicultores Clandestinos (SC)
• DJ Lê Bafão (SC)

► Domingo (11/3)
– PALCO JOACA: Àtôa na Jôa
a partir das 20h
• Letrux (RJ)
• Carne Doce (GO)
• BIKE (SP)
• Orquestra Manancial da Alvorada (SC)
• The Cegus (SC)
• DJ Rafael Barros (SC)

** A foto da cantora Letrux, do Rio, que está na home da Popload chamando para este post, é de Sillas Henrique.

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CENA – Woodstock dos Pampas, Morrostock Festival convoca de Mutantes a Boogarins para propagar o indie paz-e-amor

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A Popload já carimbou seu passaporte indie em um número grande de cidades pelo Brasil em 2017 e neste final de semana desembarca no sul do país para conhecer um dos festivais mais pitorescos do circuito independente nacional: o Morrostock, que vai de hoje a domingo “perto” de Santa Maria-RS.

Nascido no interior do Rio Grande do Sul, mais precisamente na cidade de Sapiranga, o Morro (como é carinhosamente chamado pelos conhecidos de longa data), traz uma mistura de características que o faz um dos principais festivais rurais do Brasil. Bandas de todos os lugares do país e até de fora dele. Gente para todo lado e de todos os lados aproveitando as belezas naturais disponíveis no lugar (do banho de rio, cachoeira até a sombra das árvores, com todo mundo pintado na cara com “motivos indígenas”). Um line-up que mistura grandes nomes com novas apostas da cena indie.

Toda essa movimentação fora do centro do estado não é história que começou faz pouco. Ela já existe há um bom tempo ao comando da figura local Paulo Zé e a parceira de produção Marquise 51. De hoje a domingo o festival, que tem 11 anos de realização, traz uma escalação de bandas que começa com os medalhões Mutantes e vai até Francisco, el Hombre, Boogarins, Dingo Bells e a atração do último Popload Festival, o Ventre.

Essa mistura de nostalgia com novos ares ainda traz uma porção de bandas da inquieta cena gaúcha atual, junta de gringos e apostas de outros estados, como é o caso da americana Colleen Green, direto de LA, My Magical Glowing Lens, do Espírito Santo, e os locais Alpargatos, Akeem, Musa Híbrida, Cuscobayo e outros mais que povoam os dois palcos distribuídos pelo Balneário Ouro Verde.

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Como nem só de música vive a cena, junto à programação musical o festival ainda promete uma série de oficinas que vão de aulas de Yoga até práticas ecológicas. Quem se interessar pela experiência completa que o Morrostock oferece pode garantir seu ingresso no site oficial do evento e preparar sua barraca, já que a tradição entre os participantes é acampar no próprio festival e aproveitar 100% do contato que o festival pode oferecer com a natureza.

A festa começa hoje a partir das 21 horas e promete se estender durante todo o final de semana, com seu último show programado para perto das 18 horas do domingo.

** A convite da Marquise 51, o Popload acompanha a escalação completa do festival e te conta por aqui tudo sobre o o final de semana mais agitado do ano no Rio Grande do Sul.

*** Line up completo e venda de ingressos no site oficia do evento. Tem o pôster aqui embaixo, anyway.

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**** As fotos p&b que ilustram esta página + a chamada da home da Popload são de Tuany Areze.

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CENA – Bananada 5 de 7 – Baiana System, Céu, Ventre, Hierofante Púrpura…

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* Popload em Goiânia. Dando continuidade à…

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Vamos encerrar, então, a cobertura do Bananada 2017, evento capilar da cena indie nacional que se encerrou no último domingo na destemida Goiânia, no setor dos indies. Tudo devia estar aqui na sexta passada, mas o mundo ficou meio louco neste último final de semana, então capitulamos. E agora retomamos o especial.

A sexta-feira do Bananada (falamos de 12 de maio) deu início ao festival “de verdade”, grande, cheio de palcos, tudo concentrado no lindo Centro Cultural Oscar Niemeyer. Parou a fase South by Southwest, entrou a fase Primavera Sound. Dois palcões responsa intercalava as atrações principais do dia, apresentados pelo “compere” Carlos Eduardo Miranda. Neles tocaram Baiana System, Céu (foto abaixo), Ventre, Fióti, Barro e mais uma galera.

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Do outro lado do festival, outros dois palcos representavam o “verdadeiro Bananada”, mais indie, menos gigantesco. O palco Slap, que perto da meia-noite virava o El Club, com DJs e performers para botar o povo para dançar (Jaloo, Selvagem). E, em frente, tinha o palco que reproduzia a Casa do Mancha (casa-clube de São Paulo), com shows do bom Raça, do meio-boogarins Luziluzia, o deslocador de tempo e espaço E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante e o Hierofante Púrpura, que, olha, perdi algumas coisas, vi parte de outras, mas o grupo de Mogi das Cruzes periga ter feito o show mais legal da sexta-feira. Talvez. Esses dois palcos “alternativos” tinham as atrações apresentadas pela incrível radialista Roberta Martinelli.

Abaixo, alguns dos momentos da sexta no Bananada 2017, em vídeos feitos por mim e fotos incrí do Ariel Martini, do I Hate Flashzaço.

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O show ao vivo mais explosivo da cena brasileira, um “Asian Dub Foundation meets Major Lazer meets Carnaval baiano”, o Baiana System agitou o Bananada

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Público do Bananada 2017 no Centro Cultural Oscar Niemeyer, durante show do Baiana System

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A MPB do gueto de Evandro Fióti foi um dos destaques do primeiro dia “grande” do festival goiano

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O trio carioca Ventre e seu show politizado em ação na 19ª edição do maior evento indie do Centro Oeste

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Mais público do Bananada, mais Oscar Niemeyer, mais Baiana System

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* A foto que ilustra a chamada deste post, na home da Popload, traz a baterista Larissa Conforto, do Ventre.

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CENA – E atenção, o Bananada “começa” hoje

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* Popload desbravando Goiânia.

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Vista do Palco Chilli Beans, o segundo maior do Bananada, em show de Orquestra Sinfônica de Goiás, no dia gratuito do festival. Foto de Ariel Martini, do I Hate Flash

Depois de muito shows bons em casas legais, desde segunda à noite, mais o “teste” ontem com orquestra e o internacional Boogarins no enorme Centro Cultural Oscar Niemeyer, a sede oficial do evento, o festival Bananada 2017 realmente começa hoje à noite numa área com cinco palcos e quase 30 atrações.

O bombadão Baianasystem é a grande atração do primeiro dia, que ainda vai ter Céu, Ventre, Plutão Já Foi Planeta, Jaloo, Luziluzia e a bagunça disco dance da dupla Selvagem.

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O lugar, cheio de edifícios geométricos, tem num canto dele uma deliciosa área com dois espaços de shows, longe dos dois palcos enormes. Um que reproduz a Casa do Mancha, de São Paulo, lugar para bandas indies do indie (Raça, Luziluzia, E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante e Hierofante Púrpura tomam conta do palco, e um outro com uma que tem bandas até 23h (The Baggios toca ali), depois vira palco dance com performance e DJs (Jaloo, Selvagem). Uma parede gigante branca, toda mapeada, dá o tom de qual hora é hora por ali.

Esse bonito parque de diversões indie projetado pelo Niemeyer, que tem até pista de skate no meio, recebe o público a partir das 18h. Os shows começam 19h e só terminam 5h. Ainda tem ingressos, disponíveis para a compra no site do festival.

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CENA – Balaclava faz a ponte aérea indie funcionar no final de semana com festival em SP

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* Por três dias, de amanhã a domingo, o selo Balaclava Records, que é novo na idade mas já tem uma extensa lista de serviços prestados à música independente, apronta mais umas das suas ao realizar, no Centro Cultural São Paulo, o festival Conexão Rio-SP. A idéia é botar em ação, na sexta, no sábado e no domingo, duas bandas ótimas por noite, uma de SP, outra do Rio, duas das cenas mais vibrantes em nomes novos do indie brasileiro. E, claro, vai acabar rolando alguma jam em cada noite.

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A programação consiste nas seguintes combinações:

* Amanhã, sexta, 19h
– Hierofante Púrpura (SP)
– Ventre (RJ, o da foto na home da Popload)

* Sábado, 19h
– Terno Rei (SP)
– Bilhão (RJ)

* Domingo, 18h
– Holger (SP)
– Do Amor (RJ)

Todas as bandas são da Balaclava Records. O festival marca também a entrada do grupo Do Amor (foto acima) no selo.

Os ingressos custam R$ 20 (um dia), R$ 30 (dois dias) e R$ 40 (todos os dias), em preços de inteira. Eles podem ser comprados ou na bilheteria do CCSP ou via internet, aqui.

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