Em holger:

Popload Live: hoje, 17h, no Stories da @poploadmusic, papo e música com Marcelo Pata, do Holger

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* O convidado de hoje da live da Popload, daqui a pouquinho, 17h, é o doutor Marcelo Altenfelder, mais conhecido como Pata, um dos guitarristas e um dos vocalistas da banda indie paulistana Holger.

O Holger, banda de brothers, tem história na CENA brasileira. Experimentou várias fases, do Pavement ao indie-axé, se apresentaram em alguns dos principais festivais do planeta (estiveram cóf cóf no primeiro Popload Gig, que era um Festival, em 2009), todos os seus integrantes se revezam nos instrumentos e nos vocais e intercalam lançamento de discos com seus afazeres principais, digamos: o Pata é psiquiatra e entre os demais integrantes temos um chef de cozinha, um editor de filmes, um diretor de filmes e até um músico, que tem três bandas para tocar.

Isso vai permear a conversa da Popload Live de hoje. Com música, claro.

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A live da Popload foi criada para proporcionar, em tempos de clausura, papo e performance com pessoas legais da nossa música. Inclusive… tocando música.

Já rolou por aqui conversa e som com Flavio FingerFingerrr, André Aldo, Eduardo Apeles, Vivian Kuczynski, Lucas Fresno, Rita Papisa Oliva e Ale Sater, do Terno Rei, Bianca e Rodrigo do Leela, Lucas da Glue Trip, Fefel do Boogarins, Duda Brack, Clarice Falcão, Gabriela Deptuski, do My Magical Glowing Lens, Jay Horsth, do Young Lights, Salma & Macloys, do Carne Doce, a trinca Naíra, Érica e Caro, do sexteto Mulamba, e João Erbetta, do Los Pirata, o Popoto, da banda Raça, a Sara Não Tem Nome e o produtor paulistano CESRV, o internacional Sessa, o cheio-de-histórias-incríveis Supla, a multimídia Lia Paris, o rapper afrojaponês-andróide Yannick Hara e a guitarrista e cantora Brvnks, o professor Frank Jorge, o brit-paulistano Charly Coombes, Tim Bernardes de O Terno, Mario Bross, do Wry, a diva Ava Rocha, o produtor mashapeiro Raphael Bertazzi, com o engenheiro de som e beatmaker Master San, com o músico mineiro André MOONs, com o enigmático cantor Gevard DuLove, com o músico, agora escritor e eterno VJ Luiz Thunderbird e com o cantor e compositor Tatá Aeroplano. Tudo regado a som ao vivo, adaptado, rearranjado, diferente, tecnicamente perdoadíssimo.

Já teve DJ set, do ótimo Willian Mexicano, com a digníssima diva pop Pabllo Vittar participando animada. E a do Lúcio Morais, do Database. Do Trepanado, da Selvagem. Do Lúcio Caramori. Do Paulão, do Garagem.

Já teve conversa sobre a história da CENA brasileira com um dos personagens principais dela desde sempre, o agitador Fabrício Nobre. Já teve papo de jornalismo musical com Pedro Antunes, editor da “Rolling Stone”, também conhecido como o inventor do programa “Tem um Gato na Minha Vitrola”. Já conversamos com Bruno Natal, do podcast Resumido, e Thiago Ney, da newsletter MargeM, dois instrumentos ~modernos~ vitais para entender o mundo hoje.

A ideia da live é que ela, diária, de segunda a sexta no período de quarentena, não necessariamente tenha um horário padrão para rolar, mas até que tem acontecido bastante às 17h. A gente avisa aqui e nas redes o horário certo do dia.

Então, hoje, às 5 da tarde, no Stories do @poploadmusic, conversa e música com o doutor guitarrista Marcelo Altenfelder, o Pata, do Holger.

E lembrando que as Lives passaram a ficar disponíveis no igtv da conta do Popload Music, para outras revisitações ou mesmo para ver pela primeira vez. Escolha sua opção, mas veja.

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CENA – Holger “tira folga” para lançar ao vivo, hoje, o discão do ano passado. Inclui música nova

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* Nesta noite, sexta 29, a banda paulistana Holger finalmente faz o “show oficial” de lançamento do disco “Relações Premiadas” (um dos cinco melhores discos nacionais segundo este escrevente. Talvez o melhor. Talvez). “Relações Premiadas”, quarto álbum do quinteto paulistano, saiu lá em novembro do ano passado.

A apresentação acontecerá no Sesc Pompeia, às 21h, e serve também para a banda mostrar ao vivo o single “Glossário”, música recém-lançada que ficou de fora do álbum lançado pela Balaclava Records, apenas porque não coube. É um complemento do disco, diz o informe sobre a música.

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A demora para o show de lançamento do disco lançado em setembro talvez seja porque o Holger cresceu e, segundo dizem, já não tratam mais na música de ir ou não à praia, mas coisa de adultos como relações pessoais e incertezas.

O Holger, veja bem, é formado por um psiquiatra, um chef de cozinha, um editor de filmes, um diretor de filmes e, veja só, um músico, que tem três bandas para tocar.

Ouça a faixa “Glossário” e vá ao show, hoje no Sesc. Adultos ou não, ocupados ou não, ao vivo o Holger entrega. Até porque o show é cedo. Dá para acordar bem e na boa, no dia seguinte, para trabalhar. Melhora porque amanhã é sábado. Mas talvez isso não alivie para psiquiatras e chefes de cozinha.

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* A foto da banda usada neste post é de Henrique Tarricone.

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Melhores do Ano da Popload. Qual o SHOW NACIONAL de 2018? Vote

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* Estou para dizer que nunca tivemos, no Brasil, para a seara independente, um ano como 2018. Numa época bem difícil nossa como nação, com economia zoada e forte tendência ao desmantelamento de projetos legais, a CENA caminhou linda, mesmo que aos trancos e barrancos. As bandas crescem e aparecem, os festivais indies se consolidam e se conectam e se ajudam cada vez mais e o público, ah o público, tem ido atrás.

Seja em São Paulo, na Barra da Tijuca, em BH, Caxias do Sul, Floripa, Natal, Recife, Brasília, Uberaba, Uberlândia, Goiânia, Salvador, o coração indie pulsa que é uma beleza.

E o que é mais incrível, como tem sido de uns anos para cá, todo mundo acaba reunido em dezembro na SIM SP, misturado até com gringos, num centro cultural que tem uns 30 clubes como tentáculos.

Daí surgem coisas como eu ter visto uma carioca tocando num festival em Florianópolis e decidido botá-la num festival em São Paulo. Ou um festival do Recife vir acontecer em São Paulo, consagrando um rapper baiano, dentro de um ex-clube eletrônico gay que estava praticamente desativado para eventos indies. Ou um produtor goiano arquitetar a melhor programação da noite paulistana numa revampirizada casa da fervente Potato Valley. O indie brazuca tá foda.

No meio dessa movimentação toda, ora pois, tem os shows em si. Todo dia, toda hora, em todo lugar. Todo tipo de banda, todo tipo de pegada, todos os ritmos, toda formação possível e impossível. A cena brasileira independente enriqueceu.

Como resultado de tudo isso, a gente quer saber seu voto. Venha quem vier. Jaloo no Balaclava Fest, Edgar no Festival DoSol em Natal, Letrux no sol escaldante no Popload Festival, Boogarins no Coquetel Molotov em Recife, Baiana System sacudindo o Bananada em Goiânia, Maurício Pereira na Casa de Francisca no Centrão, O Terno na semana que vem no Cine Joia (faça sua projeção, ué), Carne Doce no Agulha em Porto Alegre, LETO no CRIA Festival dentro da Casa das Caldeiras enquanto fora tinha 20 mil pessoas na festa do título do Palmeiras, Liniker & O Terno no Popload Festival, Supervão na Casa da Luz, no chão da pista, durante a SIM SP, Luedji Luna no Coala, Black Pantera no Centro Cultural, Raça no Locomotiva em Piracicaba, Rakta no Locomotiva em Piracicaba, Elza Soares no Cine Joia, Holger no Meca Fabriketa, Luiza Lian no Teatro Oficina, Heavy Baile (RJ) na festa do Bananada (GO) na SIM SP dentro do Z.

Entende o rolê que tá?

Vota aí, então. VOTA AQUI, então.

Semana que vem sai a lista da Popload e a da galera, em post de resultados. No meio dessa diversidade louca, quem vai ganhar, será?

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** As fotos deste post: A primeira é da banda Holger em performance num dos Balaclava Fest no ano, em imagem de Fabrício Vianna. A segunda é do rapper baiano Baco Exu do Blues no Coquetel Molotov SP, foto de Youtube. A terceira é O Terno em ação no Locomotiva Festival, em Piracicaba. A quarta, de Luiza Lian (feita por Thais Mallon), no clube Z, no Largo da Batata, durante a SIM SP, em foto de Fabricio Vianna, que também é responsável pela da home da Popload, um “vu-pá” da Letrux no Popload Festival.

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CENA – Você não quis escutar. Você vai querer escutar. Holger lança seu melhor álbum

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* Álbum novo do quinteto paulistano Holger sempre é um evento indie. Desde que eles começaram com um EP-Pavement, a fase Álbum-Chiclete com Banana, o amadurecimento resvalando a MPB com pitadas eletrônicas, o afro-indie, os hiatos mais longos do que o esperado, a mudança de formação, pouca mas significativa, porque Holger antes de ser uma banda é um coletivo de brothers. Agora chegamos neste “Relações Premiadas”, o quarto álbum, um disco que tem todas as fases acima e mais um pouco. É tipo um trabalho sonoro de revisão de carreira. E, acho, o melhor deles.

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“‘Relações Premiadas’ é o retrato do Holger de hoje. De uma banda que nunca se limitou a fazer o que se esperava dela, que deu a cara à tapa, que errou, que acertou. Não é nada igual ao que já fizeram mas, ainda assim, é Holger pra caramba”, alguém escreveu para nos ilustrar o novo disco em palavras. Acertou pra caramba.

O novo álbum deve deixar o Holger ao vivo mais rico e intenso do que é, naquela coisa muito da banda de um monte deles tocarem várias coisas e ter várias vozes. Agora com vários sons. Holger é várias bandas em uma. “Relações Premiadas” é vários discos em um.

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O álbum também tem, talvez, as melhores letras da banda. Porque letra boa de música não precisa ter filosofia e literatura inspiradas, mas sim casar palavras bem faladas com a sonoridade da canção e seu clima. Para funcionar como recado, revolta, acalento, auto-ajuda, o que for.

“Não posso aceitar, não posso aceitar, não posso aceitar” ser um mantra repetido na música “Não Posso Aceitar”, que abre o disco de nove canções, pode soar uma citação boba, mas não é. Porque às vezes para se chegar a um resultado às vezes é complicado. Ou muito às vezes muito simples.

Uma das faixas mais bonitas do disco novo, “Preciso Dormir”, diz algo na linha “é preciso acordar, mas preciso sonhar, a vida é assim”, com um jogo de “só” e “mas” entre as frases. Muitos significados dizendo o mínimo. Semiótica indie, haha.

Alguns sinais captados, no restante das faixas o Holger volta a parecer Pavement, lembra At the Drive In, Chic (Daft Punk?), Strokes e Wilco em algumas instâncias alcançadas. E até Holger mesmo, tem horas. Continua com posicionamentos geográficos, fala da Chapada da Diamantina, do bairro de Perdizes. Bem Holger.

Frases pontuadas como “E este tempo que não passa o que é que eu passo pra fazer” e “Você não estava lá, você não quis me escutar”, fora alguns títulos na linha “Se Não Der Mais”, “Tudo Vai Mudar”, “Difícil Pra Você” não necessariamente explicita o quanto o Holger foi feliz neste disco novo.

Ouça abaixo, então, este “Relações Premiadas”, um lançamento bravo da brava Balaclava Records. E desenhe você mesmo seu mapa do Holger, porque a banda erra, acerta, nada é igual ao que fizeram. Mas ainda assim é Holger pra caramba”

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** As fotos do Holger usadas neste post são de Henrique Tarricone.

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CENA – Holger lança o tema das eleições no Brasil e em São Paulo. Ouça a música nova “Coragem”

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* Aproveitando o fuzuê fantasmagórico das eleições no Brasil no geral e em São Paulo em particular, a veterana banda paulistana Holger lança uma música nova nesta segunda-feira com um tema sugestivo: “Coragem”.

“Coragem, meu amigo. E o que temos de ter para enfrentar tudo isso” soa como um mantra em ótima música que começa minimalista até “explodir” em guitarras e bateria forte, no fim.

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A música estará no próximo disco do Holger, o quarto da banda, que já vai para seu ano 12 de existência. O novo álbum, a ser lançado ainda neste ano, deve marcar um definitivo distanciamento da “fase tropical” do Holger e representar uma “volta às origens”, das guitarras indies e de uma postura superpolitizada. Urbano, enfim.

“Coragem. Precisamos. Nunca vamos TEMER”.

Ouça “Coragem”, a nova do Holger.

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