Em horaz martin:

Popload Sonidos e o lado “latino” do Iggy Pop

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Horácio Martin, ou Horaz, jornalista e videomaker argentino que assina este espaço, escreve hoje sobre o punk rocker Iggy Pop e suas conexões latinas.

SONIDOS IGGY POP

A coluna Sonidos fala esta semana sobre o Iggy Pop, pai (avô?) do punk que visita a cidade de São Paulo na sexta-feira, dentro do Popload Festival. E por que falar dele em uma coluna de música latina? Porque a relação dele com América do Sul é grande: para começar, o músico mora há muitos anos em Miami, capital Latina dos EUA, onde tem vizinhos cubanos, haitianos e jamaicanos. Já viajou pela Colômbia ficando um tempo em Bogotá nos anos 80. Em 93, depois de um show em Buenos Aires, uma groupie Argentina se deu bem e namorou com ele por um ano, até que ela se cansou da vida louca do rockstar. Ele, apaixonado, dedicou uma música pra ela: “Miss Argentina”, do disco Avenue B. Seus versos dizem: “Ela gosta dos militares e dos Rolling Stones, seu irmãozinho tem uma camiseta dos Ramones; é tímida e sensível e não conhece os jogos rudes, mas ela sabe amar”. Nada mais portenho do que essa letra! 😉

Ele também cantou Bossa Nova quando lançou o disco Préliminaires, onde cantou a clássica “Insensatez” (que virou “How Insensitive”), de Vinícius de Moraes. Mas, hoje falamos dele também porque o cantor participa do novo disco do trio mexicano Le Butcherettes, da qual já falamos anteriormente aqui na coluna:

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A banda, liderada por Teri Gender Bender, vocalista e guitarrista, fez amizade com o Iggy Pop depois de que ele convidou o grupo para abrir seus shows com os Stooges na capital Mexicana. Daí que o produtor da banda, Omar Rodriguez-Lopez (Mars Volta / At the drive in), que já tinha produzido os dois discos anteriores do grupo mexicano, teve a ideia de convidar Iggy para cantar a única faixa em espanhol do disco. Sim! Mr. Iggy Pop pela primeira vez grava uma música em espanhol!

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A pérola, chamada “La Uva”, faz parte do novo disco do Le Butcherettes “A Raw Youth”, lançado recentemente. O clipe foi gravado e dirigido pelo próprio Omar no estúdio do próprio Iggy em Miami, apenas:

Terceiro disco da banda, foi lançado pelo selo Ipeac Recordings, importante selo que hoje tem Melvins e Faith No More no catálogo, entre outros. As letras focam “no conflito permanente entre as minorias e a sociedade”, como eles mesmos definiram recentemente em uma entrevista. Além do Iggy, quem também colaborou em uma música do disco foi John Frusciante, na faixa “My Half”.

Deixo a apresentação acústica da banda na loja Amoeba de L.A., no dia do lançamento do disco no mês passado:

Por último, queria deixar uma frase do Iggy tirada da entrevista que ele deu para a Rolling Stone Brasil há pouco tempo, falando da América Latina:

“Para os latinos, o lado humano é mais importante, algo que nem sempre ocorre com os norte-americanos. Meu sonho é arranjar alguns guarda-costas e sumir no meio do Paraguai! Mas, já que não é possível, viver em Miami é o mais perto disso que consigo.”

Gênio! Hasta La próxima!

Popload Sonidos: a invasão latina em Vegas e em SP

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* Sábado é o dia das colunas especiais na Popload. Hoje é a vez dos pitacos latinos do “local” Horácio Martin, o Horaz, jornalista e videomaker argentino, que assina a coluna “Sonidos”. Hoje, Horaz fala sobre os vencedores do Grammy Latino e sobre as festas latinas, cada vez mais comuns em São Paulo! \o/

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A banda de Porto Rico Calle 13

SONIDOS, por Horaz Martin

Aconteceu na última semana de novembro a 15ª edição do Grammy Latino na cidade de Las Vegas, nos EUA. O clima foi de festa, já que poucos dias antes o presidente americano Barack Obama havia aprovado a polêmica reforma de imigração, muito celebrada pelas comunidades latinas. Entre as várias apresentações da noite, a que teve mais destaque foi a abertura da banda porto-riquenha Calle 13 (atração do Popload Gig em 2012).

GALA ANUAL DE LOS GRAMMY LATINO

O vocalista do grupo, René Pérez “Residente”, apareceu usando uma camiseta na qual podia se ler “Ayotzinapa, faltan 43″ em apoio ao povo mexicano pelos jovens desaparecidos recentemente. Gritou “Ayotzinapa, somos todos”, ação que colocou o público de pé. Eles interpretaram a música “Aguante”, que ganhou o Grammy como “Melhor Música Alternativa”. Dá uma olhada como foi o clima :

A banda mexicana Molotov, que foi confirmada para a próxima edição do Lollapalloza Brasil, levou o prêmio de “Álbum de Rock” pelo recente disco deles, “Água Maldita”. No vídeo da música “Lagunas Metales”, primeiro single do disco, eles zoam com várias bandas clássicas de rock latino:

Outro artista bem conhecido do público brasileiro, o uruguaio Jorge Drexler, levou a estatueta de “Melhor Álbum Compositor” por “Bailando Bajo La Cueva” e de “Gravação do Ano” com Universos Paralelos, na qual ele canta com Ana Tijoux. O divertido clipe foi dirigido pelo diretor espanhol David Trueba, mais conhecido aqui no Brasil por ser roteirista do filme Perdita Durango, dirigido pelo também espanhol Alex de la Iglesia. Veja trailer e vídeo abaixo:

O argentino Andrés Calamaro, sucesso nos anos 90 com a banda Los Rodríguez e um dos ícones do rock argentino, ganhou o Grammy de “Melhor Música Rock” por “Cuando no Estas”:

Os Babasonicos, também argentinos, levaram o prêmio de “Melhor Álbum de Música Alternativa” com o disco “Romantisísmico”. Nesta apresentação, dentro do Corona Music Live Session, eles tocam “El Baile de Odín”, segundo single do álbum.

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FESTAS LATINAS EM SÃO PAULO

Em 2007, junto a gaúcha Ale Marder e o colombiano Juan Fernando Lopez, produzimos uma das primeiras festas de música Latina de São Paulo, chamada CHACHACHA. Sempre numa terça por mês, muitos curiosos e amigos se reuniam para ouvir cumbia, reggaeton e as novidades latinas que sempre pesquisávamos especialmente para a ocasião. Fomos os primeiros a tocar em festas bandas como o Calle 13, Bomba Estéreo e Instituto Mexicano de Sonido, que logo depois seriam bem conhecidas pelo público. Começamos no Astronete e depois fomos para a FunHouse, sempre convidando amigos e DJs que se aventuravam em tocar somente sons latinos. Fizemos algumas edições especiais no saudoso Vegas, onde trouxemos expoentes da nova Cumbia digital Argentina, como o DJ Villa Diamante, El Remolon e a banda Fauna. Em 2011, em uma festa final no Caos, decidimos terminar a Chachacha, mas ficamos felizes em saber que a semente colocada lá atrás está dando frutos até hoje, e cada dia mais festas latinas surgem para o público.

Uma delas é a Altos Cocos Discoteque, que rola no Sarajevo Club em SP todos os sábados de dezembro. Criada pela cantora e compositora Catarina Dee Jah em Olinda, ela convocou para fazer parte do coletivo em São Paulo o DJ e músico Mauricio Fleury (Bixiga 70) e a DJ e jornalista Flávia Durante. Neste sábado, dia 13, a festa contou com a apresentação de seus DJs residentes e do convidado Peba Tropikal. O Sarajevo Club agora fica na Rua Bela Cintra, 483, no Baixo Augusta. A festa acontece a partir das 23 horas e a entrada é grátis!

Altos Cocos Discoteque
DJs: Maurício Fleury, Flávia Durante, Peba Tropikal
Quando: 13/12/2014, sábado, a partir das 23h
Onde Sarajevo Club – Rua Bela Cintra, 483, Consolação – São Paulo/SP
Quanto: entrada grátis
Fanpage: facebook.com/altoscocosdiscoteque
Evento: facebook.com/events/1530716950508872

E, no próximo final de semana, rola a 1ª edição de “La Feria Latina” que mostra ao público de São Paulo as delicias gastronômicas, o artesanato e o melhor da música latina. Mais informações aqui.

Hasta La Próxima!

Popload Sonidos: exclusiva com a Bomba Estéreo

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* Sábado é o dia das colunas especiais na Popload. Hoje é a vez dos pitacos latinos do “local” Horácio Martin, o Horaz, jornalista e videomaker argentino, que assina a coluna “Sonidos”. Horaz se junta ao time que tem Tom Leão falando de cinema e Felipe Evangelista tratando de hip hop.

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*Foto: Renata Martin

SONIDOS, por Horaz Martin

BOMBA SONORA

O Bomba Estéreo esteve no Brasil para o festival El Mapa de Todos, em Porto Alegre (RS), e aproveitou a passagem para dar um pulo em São Paulo. A banda já tinha tocado em maio passado na Virada Cultural, mas o show teve que se adequar ao evento. levando o grupo a não tocar tudo o que gostaria, do jeito que gostaria. Desta vez, veio a “correção”. A apresentação da semana passada foi de quase duas horas e o quarteto contagiou o público que lotou o Sesc Belenzinho com sua fusão de ritmos latinos com música eletrônica e rock psicodélico. Desta vez mostrando o show que vem fazendo parte da turnê mundial do disco “Elegância Tropical”, terceiro álbum da formação, lançado em 2012.

Enquanto toma uma caipirinha para relaxar antes do show, Simón Mejía, baixista da banda e fã dos Mutantes, conta para a Sonidos: “Este foi um disco que demorou para ser feito, mas que está dando muitos frutos, já que esta turnê mundial nos levou a países que nunca imaginaríamos conhecer”.

O país que mais marcou o grupo foi a África do Sul: “Foi incrível tocar lá porque temos muita influência afro no nosso som”. Essa influência é o que ele atribui o gosto do público brasileiro pela banda. “Acho que a música da Colômbia e do Brasil têm estado muito distantes ultimamente, mas acho que essa vertente afro, indígena de selva amazônica que nos une vai fazer essa barreira cair. Dividimos além da Amazônia, que é um território imenso, a cultura afro. Somos os países com mais raízes africanas da América Latina e isso influencia muito nas canções. Por isso temos musicalmente muitas coisas em comum. E, independentemente de que aqui a língua é a portuguesa e na Colômbia o espanhol, nossa música tem muito dessa cultura. Isso faz uma conexão maior com o público, muito maior do que poderia ter feito o chamado ‘Rock em Espanhol'”.

Aproveitei e perguntei pelo rock espanhol dos anos 80. Bandas tão importantes como Soda Stéreo e várias outras tão influentes para eles nunca conseguiram tocar no Brasil. E eles sim têm o privilégio de já terem se apresentado quatro vezes por aqui. Lili Saumet, cantora, artista plástica e principal motor da banda, me diz : “É que nós começamos num ótimo momento, comparado à época do Soda Stereo, onde não existia internet. Ou seja, não existia a globalização. Não tinha essa abertura, todas essas possibilidades de informação. A primeira vez que saímos da Colômbia para tocar fora do país foi para se apresentar aqui no Brasil, num festival em Recife. Realmente tudo começou com a internet, com blogs e DJs, porque, como era música alternativa independente, foi a melhor forma de divulgação. Nisso se transformou a nova música e a nova indústria da música. O que nos levou a virar uma banda internacional tão rápido e de uma forma tão grande em nível mundial.”

No show a Lili Saumet é realmente poderosa, não para um minuto quieta no palco. Abrindo o show com a dobradinha “Pure Love” e “Sintiendo”, faz com que o público comece a se mexer e a dançar com a mistura eletrônica caribenha que a banda propõe. “Nosso show tem mudado muito, mas continua com a mesma energia de sempre para dançar, para pular e também com momentos mais tranquilos”. Esse “momento tranquilo” foi realmente diferente porque ela mandou o público se sentar, e junto ao guitarrista Julián Salazar, cantou segurando as rosas recebidas. Um momento mais romântico para logo depois tocar o maior hit da banda, “Fuego”, fechando a noite.

FOTO raquel cost 3*foto por Raquel Cost

“Temos evoluído, tanto a nossa música como nós mesmos por dentro. Tomamos consciência do que estamos fazendo e fazemos de um jeito mais direto”, completa Lili.

Sobre a cena musical atual na Colômbia, eles estão felizes: “Está rolando uma cultura de festivais que antigamente não existia. Claro que temos o Rock al Parque, que é o maior festival gratuito da Colômbia, mas antigamente as bandas internacionais tinham medo de ir para lá pelo estigma de ser um país perigoso e tal. Agora isso está mudando. Se está gerando um mercado ao redor da música, mais bandas independentes colombianas estão surgindo e têm um público cativo que assiste aos shows”.

FOTO william parra*Foto: William Parra

Por último, pergunto sobre o futuro da banda. “Vamos entrar em estúdio ano que vem e nosso próximo disco vai ter de tudo. Será nosso quarto álbum, totalmente diferente, mas sempre psicodélico e, claro, sempre afro, muito afro”, finaliza Lili, que promete vir para o Brasil assim que começar a próxima turnê.

Bomba Estéreo em entrevista para a SONIDOS POPLOAD:

Hasta la proxima!

Horaz Martin é portenho /paulista, diretor/video maker, apaixonado por futebol e por música em geral. Sempre tentando aproximar o Brasil de outras culturas latinas.

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Sonidos Popload – Uma certa banda chamada Soda Stereo

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* Dentro das colunas especiais que a Popload traz aos fins de semana, chamamos o “local” Horácio Martin, o Horaz, jornalista e videomaker argentino, para contribuir com pitacos latinos, assinando sua coluna que nasce aqui agora, a “Sonidos”. Horaz se junta ao time que tem Tom Leão falando de cinema e Felipe Evangelista tratando de hip hop.

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Sonidos, por Horaz Martin

Para minha estreia nesta coluna, quero voltar um pouco no tempo e nos fatos para contar a história de uma banda que é muito importante para o Rock Latino, mas aqui no Brasil a maioria parece não conhecer. Era 1980, em Buenos Aires, Argentina, quando três adolescentes assistem atônitos ao show do Police no Estádio Monumental. Fãs da banda e do novo estilo new wave, que surgia naquela época, dois anos depois decidem formar eles mesmos um grupo. O nome escolhido é Soda Stereo. Em 84, lançam seu primeiro disco homônimo, que, com músicas pop dançantes, fazem muito sucesso num momento de alegria generalizada pela volta da democracia no pais.

Entre 85 e 86 a música deles começa a amadurecer e, influenciados por bandas como The Cure e Talking Heads, lançam discos de rock mais experimentais e de alcance mais amplo, começando a fazer sucesso comercial. Não só na Argentina como no resto da América Latina. Isso os leva a fazer turnês em países como México, EUA (parte Latina), Venezuela , Colômbia e Chile. E assim começam a popularizar o Rock Latino em todo o continente. No final dos anos 80, eram a banda de rock mais popular dos países de língua hispânica desta região. E a Soda Mania estava instalada por todos os cantos.

Na década de 90 continuaram fazendo bons discos de rock com pegadas de música eletrônica e britpop, criando hits atrás de hits rapidamente. Em 1997 decidem se separar e fazem o show de despedida chamado “El Ultimo Concierto”, no estádio do River Plate, 17 anos após terem visto o Police no mesmo lugar.

Dez anos depois, em 2007, retornam para fazer uma turnê pela América Latina onde quebram recordes de público em várias cidades e tem uma assistência de mais de 1 milhão de pessoas, se tornando a maior banda de rock latina de todos os tempos, por causa desses números.

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Agora o Soda Stereo não volta mais. Pelo menos não como surgiu e conquistou milhares de fãs. Infelizmente, há poucas semanas, dia 4 de setembro, morreu em Buenos Aires Gustavo Cerati, ex-vocalista e guitarrista da banda, aos 55 anos. Cerati faleceu depois de estar mais de quatro anos em coma, devido a um AVC que sofreu na Venezuela durante a turnê da sua carreira solo.

Foi realmente uma grande perda para os sons latinos. Sempre experimental e vanguardista, sua música abriu a cabeça de muitos jovens. E a maioria das bandas novas que surgiram no final dos anos 80 e começo dos 90 foram influenciadas pelo estilo e o som deles. Para nomes fortes do cenário alternativo latino como Babasonicos da Argentina, Café Tacuva do México e Los Três do Chile, o Soda Stereo foi uma referência musical.

Aqui, a banda ficou conhecida porque o Capital Inicial fez uma releitura da canção “De Música Ligera” (aqui, “A Sua Maneira”), que tocou bastante no rádio. Ainda assim, o Soda Stereo nunca conseguiu fazer shows no Brasil. O mesmo aconteceu com várias outras bandas latinas de rock dos anos 80 e 90 que jamais conseguiram emplacar algo no país por causa do idioma.

Trinta anos depois da Soda Mania, o cenário mudou e essa barreira musical está sendo derrubada graças à internet. Cada vez mais pessoas no Brasil estão se interessando pela nova música latina. O Lollapalooza Brasil incluiu no line-up deste ano as bandas Café Tacuva e Illya Kuryaki, que fizeram shows bem concorridos e animados mostrando essa atenção aos sons latinos por parte do público e por parte dos organizadores.

Essa abertura pode ser conferida sábado que vem, dia 8 de novembro, no SESC Belenzinho. Lá irá se apresentar a banda colombiana Bomba Estéreo, de Bogotá, que vem pela terceira vez ao Brasil. Eles fazem um show com bastante energia, misturando rock com música eletrônica, reggae, cumbia e vallenatos. Estes dois últimos são sons típicos colombianos. Não perca, porque não tem como não pular quando, por exemplo, eles tocam um dos hits deles, ou talvez o maior, “Fuego”.

Na próxima edição da coluna, se tudo der certo, traremos um papo com a banda contando como está a cena musical colombiana.

Deixo agora um vídeo de Soda Stereo chamado “En La Ciudad de La Fúria”, de 1989. Quase um curta-metragem, foi um dos primeiros clipes com uma grande produção feito na Argentina.

Soda Stereo – La ciudad de la furia (EDICION ORIGINAL) from bluedeep on Vimeo.

E também um do Bomba Estéreo junto ao Quiero Club fazendo um acústico juntos, onde no final relembram Gustavo Cerati e a Soda Stereo com o refrão de “De Musica Ligera”:

Hasta la próxima!