Em idles:

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhh!!! 97 minutos insanos de um show do IDLES nos Estados Unidos

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Banda mais enérgica do mundo hoje, espécie de ícone lado B da música inglesa, o IDLES esteve recentemente em Minneapolis para um show-quebradeira com transmissão pela internet.

O vídeo, registrado pelo canal de mídia The Current no último domingo, tem 97 minutos de duração e mostra a banda punk britânica fazendo o que sabe de melhor: tocar pesado, berrar e tocar o caso.

O IDLES está na estrada com o discaço “Joy as an Act of Resistance”, que o vocalista Joe Talbot costuma deixar ainda mais cru e “sentimental” no palco.

O registro pode ser conferido abaixo.

SETLIST
Colossus – 0:45
Never Fight a Man With a Perm – 7:56
Mother – 14:24
Faith in the City – 17:49
Danny Nedelko – 21:30
Umm – 26:00
Queens – 28:56
1049 Gotho – 32:30
Divide and Conquer – 36:28
Date Night – 40:12
I’m Scum – 46:54
Love Song – 53:32
Woah – 1:01:05
Benzocaine – 1:04:24
Samaritans – 1:12:56
Television – 1:19:54
Cry to Me – 1:24:17
Rottweiler – 1:29:02

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Idles sonha com guilhotina. E lança vídeo da maravilha “Mercedes Marxist”

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* OK, vamos organizar a parada. A incrível banda punk inglesa Idles, carro-chefe no novo movimento da música inglesa que representa um lado B do indie pop inglês da linhagem 1975, Blossoms (<3) e Catfish & The Bottlemen, soltou uns lançamentinhos hoje. idles2

Vivendo além do poderoso disco “Joy as an Act of Resistance”, lançado no ano passado, há alguns meses o grupo do vigorosamente sensível Joe Talbot (o cara com roupa na foto acima) revelou um single inédito, “Mercedes Marxist”, já hit ao vivo dos shows do Idles (Oi, All Points East e Glastonbury!).

Agora “Mercedes Marxist”, o vídeo, chega até nós, junto com o potente lado B do single, “I Dream Guillotine”. Eu diria que tanto a música como o vídeo, e que vídeo!!!, podem explicar o Brasil atual. Assista para entender. Mas vamos ficar apenas na ótica sonora britânica. Cada um com seus problemas políticos.

Como a gente aqui ama muito o Idles, PRECISAMOS deste vinil de 7 polegadas. Alguma pessoa linda que for para a Inglaterra, please, traga para nóis.

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Podcast Popload – A resistência ao tempo, que foi especial aqui, ganha voz e música e vai para o ar

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* No começo do mês, em post oferecido pelo TNT Energy Drink, a Popload trouxe aqui um especial sobre a resistência ao tempo de cinco grandes nomes do rock.

Foto sem data Charlie Watts, Keith Richards, Mick Jagger e Ron Wood, integrantes da banda Rollings Stones.

Esses nomes pensados, de astros que envelheceram (e bem) aos olhos do público, foram de Mick Jagger (75 anos) e seus companheiros de Stones, os da foto acima; U2 (todos os quatro integrantes estão chegando nos 60; Bono tem 59); Iggy Pop (72) anos; Debbie Harry, do Blondie (73); e nossa Patti Smith (72), grande atração do Popload Festival deste ano, em novembro.

Para ilustrar ainda mais essa ilustre amostra de ídolos que não tinham em quem se inspirar e construíram suas trajetórias percorrendo momentos revolucionários que lhe permitiram e permitem ainda, todos, resistir ao tempo, a gente organizou um podcast para uma história oral dessa resistência, outro produto também com oferecimento da TNT.

Aproveitamos também para alargar esse especial, assinalando também, com música tocada, algumas bandas novas que fazem canções com gêneros que resistiram ao tempo. Alguns dos exemplos são os punks do Idles e a já musa dance linha “pista de dança” da Georgia, dois grandes exemplares da nova música britânica. A gente explica melhor no podcast.

Esse podcast “Resistência ao Tempo na Música: vai ser colocado na Popload Radio, rádio deste blog, durante esta semana e por diversos horários.

Entra hoje às 22h e tem várias reprises programadas. Anote:
– amanhã, quarta, 16h
– quinta, 11h
– sexta, 20h
– sábado, 12h
– domingo, 18h

** A Popload Radio pode ser ouvida em aplicativos. Tem app para iPhone e para celulares do sistema Android. Pode ser ouvida por aqui mesmo, neste site, na barra principal acima. Também é alcançada no Facebook da Popload/Popload Gig, no item “Popload Radio”, na barra à esquerda.
 E está disponível no TuneIn, a plataforma americana de streaming ao vivo, que tem milhares de rádios cadastradas.

*** A Popload Radio está sendo carregada com músicas novas e as nem tão novas, mas básicas para as nossas vidas. Tanto gringas quanto as da nossa CENA. Uma nova programação está em curso, para ir entrando aos poucos. Aguarde novidades contínuas.

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Cabeças arrancadas e uns “beijos de luta”. Apenas o vídeo novo do Idles

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* A banda mais animada do atual punk politizadão inglês, o Idles, soltou um vídeo novo animado (ok…) para a acachapante “Never Fight a Man With a Perm”, pérola do discaço “Joy As an Act of Resistance”, lançado no ano passado. O single é uma das mais gritadas, acompanhadas, cantadas e puladas pela galera nos shows do Idles.

O esquema do vídeo são lutinhas do vocalista Joe Talbot como personagem em desenho em fights daquelas de jogo de fliperama antigo. Tem a ver com “masculinidade tóxica”, segundo eu li. A letra de “Never Fight a Man With a Perm” fala de uma “sacola de Charlie Sheen” e uma “sacola de Michael Keaton”. O vídeo é desses de ver uma vez só e está bom. Vale tudo, até beijar na boca. Mas, como oportunidade de ouvir a música em si, é genial.

Um dos destaques emocionantes do Glastonbury deste ano, o Idles não para. A banda agora se enfia em uma continuação de vários festivais do verão europeu, toca no Lollapalooza de Chicago, encara outra importante turnê nos EUA e volta para algumas poucas apresentações em Londres no final do ano. O grupo do roucaço Joe Talbot vai segurar um show de headliner na sala principal do suntuoso teatrão Alexandra Palace, em Londres, em dezembro. O lugar comporta 12 mil pessoas. Acho que já está esgotado (a turnê foi anunciada em final de junho).

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Um momento marcante do Glasto 2019 (parte 2): o dia em que Joe Talbot, o vocalista punk do Idles, desabou em choro

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Captura de Tela 2019-07-01 às 6.45.22 PM

* Joe Talbot é um dos vocalistas mais sui generes do rock atual. Voz das mais roucas, parece que nunca vai sair de sua boca. Mas não só sai bem potente como manda um recado fortíssimo direto para os governantes ingleses, europeus e mundial, por que não?

Talbot é o cantor do Idles, uma das bandas mais legais da cena inglesa nova (estão no segundo disco, o incrível “Joy as an Act of Resistance”, lançado no final do ano passado) e um dos principais representantes dessa chamada cena punk “post-brexit”, que marca com sua música uma posição firme contra o avanço de ideias perigosamente conservadoras que assolam politicamente e socialmente a Inglaterra, para ficar só nesse exemplo.

Eles têm aquela “Danny Nedelko”, que já ganhou post robusto aqui quando foi lançado em single em janeiro, e trata de uma musiquinha protesto maravilhosa sobre a situações dos imigrantes na Europa. Danny Nedelko é um amigo deles, ucraniano, que inclusive tem uma banda punk também, e corre o risco de extradição se essa ideia de Brexit for aprovada hora destas.

Pois bem. Lá estava o Idles fazendo seu grande show no Glastonbury deste ano quando “Danny Nedelko” foi entoada, com total feedback energético da galera, que cantou muito alto, punhos para cima, fez rodinha punk etc.

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Foi lindo demais. Galera enlouquecendo, distorções de guitarra, o mais doido do Idles indo “andar” na plateia e de repente, perto do fim, Joe Talbot para de cantar. Seus amigos seguem seu vocal, mas ele, o vocalista, parou. Ajoelhou, depois se levantou e viu público e companheiros de banda seguindo a música até o final. Quando “Danny Nedelko” acabou e a audiência urrou de êxtase em saudação ao Idles, Talbot desabou. Durante seu choro, até sua mulher invadiu o palco para falar algumas coisas em seu ouvido e beijá-lo.

Obviamente, o choro de Talbot naquele momento mágico do Glastonbury representa um monte de coisas, para ele como banda, com tudo o que ele sofreu recentemente (não foi pouco, morte difícil da mãe e da filha etc.) e por fazer suas palavras soarem fortes num momento mundial tão delicado na política e afins.

Joy as an Act of Resistance, realmente. Que homem esse Talbot!

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