Em if i could make it go quiet:

Girl in Red segura a fase rock e mostra ao vivo, tocando piano, a baladona “Midnight Love”. E lança vídeo para “Body and Mind”

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* Não tem um mês, mas quase, que a norueguesinha Marie Ulven, a Girl in Red, lançou seu tão-aguardado disco de estreia, o “If I Could Make It Go Quiet”, revelado aos streamings todos no último dia 30 de abril.

Disco que carrega, por “n” motivos o inevitável “efeito Billie Eilish de comparação, a garota de vermelho de Oslo foi esperta ao abrir a porta do seu quarto para gritar uns rock pelo álbum “debut” e espantar alguns paralelos.

Mas Girl in Red não deixa de ser Girl in Red neste seu single futuro, “Midnight Love”, balada bedroom-pop que ela botou em performance para a emissora underground do conglomerado de rádios por satélite Sirius XM, a XMU, que eles acabaram de subir.

De boné e fones de ouvido, ela bota mais uma sementinha de sua música girlie para americano ver. Em março de 2022 Girl in Red começa uma rotina longa de shows exatamente pelos EUA. Faz algumas semanas, a norueguesa fez sua estreia na TV americana mostrando ao vivo a indie “You Stupid Beach”, gravada de longe para o superpopular “Tonight Show”, do Jimmy Fallon.

Gritaria à parte, agora, em “Midnight Love”, ela mostra cantando e tocando que sabe baixar a bola no clima e que não abandonou as menininhas perdidas nas madrugadas insones, base forte da fan-base que construiu lá atrás.

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* Um pouco mais agitadinha, mas não tanto, é “Body and Mind”, que estreou como vídeo oficial nesta quinta-feira. Outra faixa do disco novo, esta música é de uma vulnerabilidade só, na letra. Quanto ao vídeo, me ajuda a entender se eu percebi tudo direito. Ela está fazendo uma feijoada numa penumbra lascada numa cabana meio creepy, no meio de uma floresta na Noruega. Parece à noite, mas na Noruega às vezes é noite tipo meio-dia, né?

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Falando em amor (mais ou menos), a Girl in Red fez uma música para aquela “stupid bitch”

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* Enquanto a Celeste, 26, proclama que o amor está de volta, a mais novinha ainda Girl in Red vai ao confronto mesmo, porque anda pistola com “relacionamentos complicados”. Nessa, ela libera seu mais novo single sobre isso: a deliciosa “You Stupid Bitch”.

A música vai estar em seu aguardaaaado disco de estreia, que sai no próximo dia 30, “if i could make it go quiet”, tudo nas minúsculas, como reza a cartilha da norueguesa Marie Ulven, a garota de vermelho, que na órbita de sua construção musical giram principalmente meninas que curtem meninas e galera que busca paralelos, ainda que na música, para aliviar problemas de mental health.

“You Stupid Beach”, assim como o último single, a ótima “Serotonin”, vêm no embalo indie-rock que parece até som inglês. Longe de ser melosa, lamuriosa. Traz o gás que parece ser a real de Girl in Red, para além do que projetam em sua música “de menininha”, principalmente pelo séquito especial de fãs que a perseguem. Jogando isso tudo para o alto, “You Stupid Bitch” vai ao rock “puro” mais do que costuma ir Lorde e Billie Eilish, a quem costumam associar sua existência.

“É um recado direto mesmo, uma faixa bem direcionada”, diz Marie, sem revelar o “alvo” desta “You Stupid Beach”. “A essência dessa música é que eu sempre estive por você, queria estar com você, mas você só queria zoar por aí com outras pessoas. E sempre acabava mal.”

Isso traduzido em música deu nisto aqui:

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Girl in Red, tal qual Billie Eilish, já tem seu documentário. Do seu tamanho

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* Uma das coisas que os fãs mais reclamam no bedroom pop é que os protagonistas dificilmente saem do quarto e não tem histórias boas para contar. Ou qualquer história para contar.

Mas a talentosa Marie Ulven, a garota por trás do fenômeno Girl in Red, sem querer comparar mas já comparando uma espécie de “Billie Eilish europeia”, resolveu facilitar a vida de seus adoradores, principalmente adoradoras. Por tudo o que ela representa. Inclusive com sua música.

A despeito de ainda ter 22 anos e portanto e naturalmente não ter uma vida cinematográfica cheia, Ulven fez um documentário de 11 minutos bem simpático explicando o gelo onde nasceu e vive e pode ter influenciado na música que faz. Aproveitou para mostrar a mãe, o amiguinho alma-gêmea, o cachorro. Falou da carreira, tour, da questão forte de mental health, de sua homossexualidade. Sempre com bastante consciência do que quer ou escolheu ou foi levada a ser. Tem uma alma firme ali dentro da Girl in Red.

O doc., uma ação em conjunta com o Spotify, é uma tentativa de ampliar a empatia geral sobre ela, porque além da música boa a garota tem uma personalidade muito forte que deve pautar o assunto pop nos próximos meses, principalmente porque agora no fim de abril sai seu álbum de estreia, “If I Could Make It Go Quiet”. Ulven, que já saiu do armário e tem muito a falar/apoia/espelhar para menininhas sobre isso, também saiu do quarto, agora. Girl in Red definitivamente está de saída para o estrelato.

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girl in red lança música nova, “Serotonin”, para entender que porra que está acontecendo com ela. Álbum de estreia chega em abril

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* Billie Eilish europeia ainda por explodir, a norueguesa Girl in Red (ou girl in red, tudo em minúsculos, um jeito significativo da nova geração de se expressar…) anunciou agora há pouco, FINALMENTE, que seu álbum de estreia vai se chamar “if i could make it go quiet” (as minúsculas…) e sai no dia 30 de abril.

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Esse anúncio tem uma dimensão gigante na música pop, pendendo ao lado independente. A gente não cansa de dizer aqui que Marie Ulven, 21 anos, a garota de vermelho, é porta-voz de um exército de meninas que gostam de meninas e um dos pilares musicais muito importante para superação ou alívio de depressão de fãs, a partir dos problemas de saúde mental dela mesmo. O tal indie-mental health, você sabe.

Na barca da notícia do aguardadíssimo primeiro álbum ela lançou mais um single do disco, a canção “Serotonin”, título sintomático para quem trata dos assuntos que trata através de sua música. Adivinha: o single é produzido por Finneas, o irmão-condutor da Billie Eilish.

A pegada de “Serotonin”, na reaaaaaaal, aproxima mais girl in red de Lorde do que de Billie Eilish, é só ouvir para entender de imediato. A americana parece agradar com seus hits construídos de e para um mundo particular próprio, interno. Lorde, e pelo jeito girl in red (é reparar neste e nos singles anteriores “two queens in a king sized bed”, “rue”, “midnight love) querem extravazar seus mundos, aparentemente.

“Serotonin”, que começa super indie nas guitarras e entra num quase hip hop pop (hip pop) e recebe a volta das guitarras às vezes, tem “A LETRA” para o movimento indie-mental health que assola a música hoje, no Brasil e fora dele: “I’m burnin’ up on serotonin/ Chemical unbalance got me twisting things/ Stay blessed with medicine”. O que mais ou menos seria “Minha serotonina está bombando. O desequilíbrio químico me atrapalha toda. Fico plena com remédios”.

Sobre o álbum, que sai em abril, Ulven comenta que ele “é uma tentativa de entender o que é ser humano; lidar com as partes mais assustadoras de mim mesma; viver com a dor de saber que sou apenas carne e osso; ter raiva, se sentir despedaçada e implacável e mesmo assim mostrar vulnerabilidade; estou botando um holofote sobre as partes mais obscuras de minha mente e deixando todo mundo entrar para ver; ‘if i could make it go quiet’ e minhas músicas são simplesmente eu tentando entender que porra que está acontecendo.”

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* As fotos de girl in red usadas para este post são de Jonathan Kise.

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