Em iggor cavalera:

Você está a fim de problemas? O rolê em Londres do Soulwax, em show e session

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* Em seu momento de discaço lançado/ shows bombados/ sessions incríveis etc., a banda belga Soulwax, lado (?)orgânico(?) dos irmãos Dewaele, chegou no último final de semana a Londres, onde se apresentou sábado num esgotadão (1.700 ingressos) Electric Brixton.

O Soulwax passeia pela Europa com seu novo álbum, “From Deewee”, lançado no último dia 24, e carrega ao palco a formação cavalar de três bateristas, dois sintetizadores e toda a parafernália sonora dos brothers Stephen e David, que quando não estão à frente da banda estão atrás de picapes nas melhores pistas do mundo, com o projeto 2ManyDJs.

Os brasileiros Iggor Cavalera e Laima Leyton, o casal Mixhell, estão integrados ao Soulwax no disco e nas apresentações ao vivo.

Hoje de manhã, em Londres ainda, o Soulwax levou todo seu setup de palco para os estúdios mais que famosos da BBC, em Maida Vale, para session especial e entrevista para a extraordinária rádio inglesa BBC 6Music.

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Acima, o palco montado nos estúdios da BBC para a session do Soulwax para o 6Music. Abaixo, foto zoeira de Laima e Iggor em Maida Vale

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A gente produz o programa abaixo. O Soulwax tocou “Missing Wires”, “Do You Want to Get into Trouble?” e “Is It Always Binary”, todas do disco novo, todas ótimas, todas mostrando porque a configuração da banda agora tem três baterias.

Do show de Londres, no sábado, temos a performance para a clássica “NY Excuse”, hino de pista de 2004, do álbum “Any Minute Now”. E também outra maravilha do mesmo disco: “Krack”. Confira como essas famosas antigas funcionam na nova configuração “live” do Soulwax.

O Soulwax tocou ontem à noite no Ritz, em Manchester. Amanhã e quarta, o grupo encerra essa primeira leva de apresentações com dois shows em Bruxelas, na Bélgica deles. Depois, retornam para os festivais de verão.

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O Soulwax fazendo show do “From Deewee” todo dia na Europa. E nós aqui…

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* Um dos grandes discos do ano, fácil, “From Deewee”, o oitavo álbum dos magos belgas da indie-eletrônica Soulwax, saiu faz dez dias e já botou o grupo, engrossado pelos brasileiros Iggor Cavalera (bateria) e Laima Leyton (synth), o casal Mixhell, a fazer uma movimentada turnê européia, várias datas esgotadas, e escalações em festivais de responsa na linha Sónar, Best Kept Secret, Rock Werchter, Electric Picnic.

O grupo, que já passou por Milão, Colônia, Berlin e Paris, toca nesta noite de terça no famoso Paradiso, em Amsterdã. A gente caçou vídeos para ver como está o novo show do Soulwax com essa galera brasileira e encontrou alguns momentos da performance no famoso Huxley, clube de Berlin, acrescidos de cenas em Colônia, também alemanha, e da apresentação no Elysée Montmartre, de Paris, de ontem.

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Metal para as pistas. A nova do Soulwax, “Missing Wires”, pode te quebrar

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* Nunca me esqueço que em 1991, em Londres, um segundo antes de o “Nevermind” do Nirvana sair e bagunçar tudo, um dos hits de pista de dança dos melhores clubes indies da capital inglesa era “Negative Creep”, do primeiro álbum da banda de Kurt Cobain. Pista de dança. Pessoas dançando. Você sabe qual é “Negative Creep”, né?

Pois bem, hoje em Londres foi lançada “Missing Wires”, espetacular dance music que é o primeiro single da banda belga Soulwax, a versão banda dos irmãos Dewaele, do 2ManyDJs. A música faz parte do primeiro disco de estúdio do Soulwax desde 2005, que vai se chamar “From Deewee” e será lançado no dia 24 de março.

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Essa absurda “Missing Wires” sai em duas versões, uma “edit” e outra na íntegra do disco, ambas começando com uma bateria destruidora, “harocore disco”, heavy metal for the dancefloor. A culpa disso é do baterista Iggor Cavalera, ex-Sepultura, que está fixo como integrante do Soulwax, em uma das TRÊS baterias da nova formação, para este disco de estúdio e para a tour mundial, que começa agora no fim de março, dias depois do álbum lançado, em Milão, na Itália. É 100% Soulwax. Iggor comanda uma das baterias e Layma Leyton é dona dos synths da banda dos Dewaele.

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“Hardcore disco” está em aspas porque é definição do próprio Iggor Cavalera, em conversa sobre a nova do Soulwax. “From Deewee”, o álbum, da capa acima, foi gravado no estúdio dos irmãos Deewee, em Ghent, na Bélgica, em um take só. Armaram o set como se fosse para um show, saíram tocando e gravaram tudo. Eis o disco novo do Soulwax.

E, melhor por ora, eis o primeiro single, a ótima “Missing Wires”.

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Quero ser Iggor Cavalera: músico segue a turnê metal do ano, lança a música dance do ano (em parceria com um Hot Chip), cria selo próprio em Londres e entra para o Soulwax

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* Um dos principais nomes brasileiros no exterior há muitos anos, desde que encantou o mundo metal segurando na violência bruta a bateria do almighty Sepultura dos tempos áureos, o músico brasileiro Iggor Cavalera até que vem mantendo uma vida agitadinha desde que decidiu morar em Londres, em 2013, para cuidar mais de seu projeto Mixhell, de música eletrônica, que mantém com sua mulher, Laima Leyton. Mas agora está demais.

Olha os últimos meses e o que tem desenhado pela frente, no futuro bem próximo, na trajetória do Iggor.

1. Em dezembro passado, perto do Natal, Iggor parou de rodar o mundo com o irmão Max Cavalera, uma espécie de núcleo-duro do Sepultura da principal fase, com o show de 20 anos do histórico álbum “Roots”, o sexto e o mais internacionalmente bem-sucedido álbum do grupo que comandavam. Foram uns 40 shows superlotados em lugares como Moscou e São Paulo, Madrid e Bogotá.

E agora, dia 9 de fevereiro, a duo de irmãos retomam em Las Vegas a tour, para mais 21 shows em um mês, acabando na Califórnia, em Santa Ana, no começo de março.

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2. Iggor e Laima, o lado Mixhell da dupla, montou um label chamada Delayed))), para trabalhar “coisas que curtimos”, segundo Iggor. O primeiro lançamento, já quando o ano estava acabando e o Cavalera estava envolto com o metal, foi o hit dance “Crocodile Boots”, nome de música e do EP que envolve o Mixhell com o ótimo DJ e produtor Joe Goddard, do Hot Chip, e o figuraça Mutado Pintado, considerado um dos mais proeminentes nomes da cena indie/eletrônica britânica hoje (a foto que abre este post junta essa turma). Aposte, “Crocodile Boots”, que já está sendo tocado em altas pistas (o bamba DJ americano Tim Sweeney mostrou a música em seu set agora em janeiro, em seu Beats in Space, considerado um dos maiores programas de rádio do mundo hoje), vai ser o hit de pista do verão.

Já está sendo até neste inverno (do lado norte do planeta), com o lançamento nesta semana no vídeo oficial, que mostra a música em remix do Soulwax, a instituição formada pelos irmãos Dewaele, os 2ManyDJs. A música, uma viagem com vocal em inglês do doido Mutado Pintado em mistura com o “hypnotic portuguese” de Laima, pode ser ouvida e vista em suas duas versões, abaixo.

+ + a música original

+ + o vídeo oficial, em remix do Soulwax

No site do Beatport dá para comprar tanto “Crocodile Boots”, no original e nas versões remix do Soulwax, do Party Nails e de Joe Goddard himself.

O EP “Crocodile Boots” tem ainda as músicas “Hard Work Pays Off” e “Familiar Faces”, muito boas também.

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3. Em janeiro agora, Iggor e Laima está entrando em estúdio junto com o Soulwax, a versão show do 2ManyDJs. Iggor na bateria e Laima no synth. Quando o álbum sair, provavelmente no meio do ano, verão europeu, os Mixhell vão estão estar presente no palco do Soulwax, como integrantes da turnê. Confira a foto abaixo do Soulwax, já com Iggor e Laima na formação.

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Rooooooooooooooooots. Deuses do metal brasileiro, Max e Iggor abalaram São Paulo com show do maior disco do Sepultura

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* Uns amigos da dance music, outros do indie rock, muitos foram sexta passada ao novo espaço de shows paulistano Tropical Butantã para pagar um tributo a dois dos artistas brasileiros mais famosos de todos os tempos, os irmãos Max e Iggor Cavalera. A dupla está terminando um giro pelo mundo de concertos lotados e de alta carga de energia com a turnê “Return to Roots”, tocando na íntegra o extraimportante “Roots”, de sua ex-banda Sepultura, de 1996, álbum que sublimou o thrash metal, e que deu fama ao grupo por misturar heavy, punk, batuques, berimbaus, tribalismos vários e… bem… Carlinhos Brown. O disco marcou também a última vez em que Max foi vocalista da banda, sendo substituído depois por Derrick Green. Iggor abandonaria o Sepultura em 2006.

E, na sexta à noite, foi a vez de São Paulo rever os Cavalera, que estavam bem acompanhados pelos carecas coadjuvantes Marc Rizzo (guitarrista) e Tony Campos (baixista), os dois conhecidos do rolê metal, pois tocam no Soulfly e no Cavalera Conspiracy.

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A apresentação no Butantã foi espetacular, uma verdadeira celebração metal dos 20 anos do disco que vendeu quase 3 milhões de cópias no planeta, marco para o gênero numa época em que vender discos ainda era vital para uma banda. Faz tempo que eu não via uma platéia tão ansiosa para ver a atração principal. Max comandando os pogos, as rodas, os jumps, as paredes (“Isso é um how de metal, porra”) ao mesmo tempo que fazia sua guitarra “sujar” o ambiente e sua garganta urrante aproximar o show de um ritual satânico, enquanto Iggor espancava sem dó sua bateria, que é diferente de todas as baterias, tipo um guitarrista líder com baquetas na mão. O mais engraçado: tudo soando muito pop.

Show que começa e acaba com “Roots, Bloody Roots” tem nosso respeito eterno. E ainda teve uma sensacional farofada metal de covers no final, entre elas Motorhead e Black Sabbath.

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E, de bônus, 1 minuto e meio que define o show dos Cavalera em trecho de apresentação em Santiago, no Chile.

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Bônus 2, uma foto de Iggor Cavalera em traje de gala tocando bateria no show do Return to Roots, em São Paulo.

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