Em iggy pop:

Especial Popload: A resistência ao tempo de cinco grandes nomes do rock

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* Este post é oferecido por TNT Energy Drink

Desde que discos são gravados, shows realizados ou mesmo que existe o universo pop tal como conhecemos, envelhecer aos olhos do público é um desafio para poucos. Dentro do rock, por exemplo, a questão do tempo é ainda mais complicada. Questão essa que, por razões óbvias, não era enfrentada no surgimento do gênero, mas que inevitavelmente passou a ser encarada por alguns de seus principais protagonistas…

Para ilustrar melhor essa situação, basta imaginar que o jovem Mick Jagger não tinha como se espelhar em nenhum senhor de 75 anos vocalista de uma banda de rock. Donos de momentos geniais e revolucionários, mas também alvo de muitas críticas, pensamos em cinco exemplares únicos de resistência ao tempo na história do rock. Exemplares que ainda podem ser encontrados em palcos pelo mundo este ano. E um deles bem perto de nós.

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Rolling Stones – (Mick Jagger, 75 anos, foto. Keith Richards, 75 anos. Charlie Watts, 78 anos. Ronnie Wood, 72 anos)

Começando a pesquisa para este texto, uma breve procura por “Rolling Stones” no Google para descobrir quando a banda foi formada. O primeiro link oferecido é sobre um show que a banda acabou de fazer no Canadá. Vinte músicas, duas horas de apresentação e Mick Jagger dançando pelo palco a seu modo. Alguém aí se lembra da notícia de que ele passou por uma cirurgia cardíaca há alguns meses? Ah, detalhe, também vimos quando os Rolling Stones começaram: 1962, ano também do primeiro show deles.

Onde encontrar os Rolling Stones em 2019.

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U2 – (Bono, 59 anos, foto. The Edge, 57 anos. Adam Clayton, 59 anos. Larry Mullen Jr., 57 anos)

Não é que o U2 esteja por aí há mais de 40 anos. É que eles estão por aí por todo esse tempo com a mesma formação. Sim, a banda já teve uns outros integrantes, mas foi antes de se chamar U2. E o que importa é que o quarteto que segue unido até hoje estava lá desde o começo, em 1976. Dos pequenos shows até as grandes arenas e estádios do mundo. Até o recorde de turnê mais lucrativa da história. E ainda com fôlego para visitar este ano pela primeira vez Singapura e a Coréia do Sul, com uma turnê que passou pelo Brasil no distante ano de 2017.

Onde encontrar o U2 em 2019.

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Iggy Pop – (72 anos)

Talvez nem venha ao caso falar da resistência de Iggy Pop a si mesmo por conta de alguns detalhes de sua vida pessoal. Só pela energia disposta no palco ele já deixa muita gente sem acreditar como o homem ainda segue de pé e correndo e pulando e cantando tanto a cada apresentação. Se Iggy não teve a regularidade de shows dos Rolling Stones e do U2 ao longo dos anos, pelo menos conseguiu empatar o jogo com sua disposição e entrega. Em 2015, tivemos a chance de ver sua aula magna de rock, como definiu Pedro Antunes no “Estadão”, no Popload Festival. Aula magna de rock, disposição e energia, vale ressaltar.

Onde encontrar o Iggy Pop em 2019.

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Blondie – (Debbie Harry, 73 anos, foto. Chris Stein, 69 anos. Clem Burke, 64 anos)

O Blondie é outro exemplo de resistência que tivemos o prazer de ver ao vivo em um Popload Festival. Debbie Harry, Chris Stein e Clem Burke passaram por hiato, pelos integrantes que foram embora e por um longo período com a banda parada depois de uma fase de muitas brigas e poucos ingressos vendidos. Quem viu o Blondie chegar neste estado aos anos 80 provavelmente nunca imaginaria que a eles AGORA voltariam a ter uma década tão produtiva quanto a dos anos 70 (foram exatamente três álbuns lançados entre 2011 e 2017). Mas foi o que aconteceu. E eles seguem na estrada, lógico.

Onde encontrar o Blondie em 2019.

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Patti Smith – (72 anos)

Prometemos que íamos falar de um símbolo de resistência ao tempo que ia se apresentar aqui por perto e chegou a hora de destacar a musa Patti Smith. Com tantas atividades e interesses artísticos diversos, a vida de Patti Smith no palco não é só intensa e cheia de momentos complicados (como quando caiu do palco e quebrou uma vértebra), mas também vem se mostrando mais presente com o passar do tempo, especialmente após sua retomada em 1996 depois de uns bons anos ausente dos discos e das apresentações ao vivo. A cantora, que chega a São Paulo no dia 15 de novembro para o Popload Festival, vem de um 2019 movimentado com muitos shows e festivais importantes pelo mundo, assim já tinha sido em 2018.

Onde encontrar a Patti Smith em 2019.

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* O energético TNT patrocina o Popload Festival 2019.

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Iggy Pop toca “nova” música do amigo David Bowie, que estará em mais uma coletânea do saudoso astro inglês

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No próximo dia 21, mais uma época da carreira de David Bowie será lembrada no quarto box especial de uma série que revisita o legado do gênio inglês que tanto sentimos falta.

“David Bowie Loving the Alien (1983-1988)” relembrará uma das fases de maior sucesso comercial do britânico e contará com algumas faixas que ganharam trato especial. Uma delas é “Bang Bang”, que tem uma nova releitura, apresentada por ninguém menos que Iggy Pop, em seu programa na BBC Radio 6 neste final de semana.

Antes deste projeto que engloba o período de 1983 a 1988, foram lançadas as coletâneas “David Bowie Five Years (1969-1973)”, “David Bowie Who Can I Be Now? (1974-1976)”, e “David Bowie A New Career in a New Town (1977-1982)”, uma em cada ano, desde 2015.

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Underpop Iggyworld: vem aí um dos melhores lançamentos do ano. Ou o melhor, talvez. Com Underwold, Iggy Pop, e o espírito de Trainspotting

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Boooooooooooom. Parceria que estremeceu o indie e o pop no fim do mês passado, os deliciosos Underworld e o Deus Iggy Pop anunciaram para 27 de julho um EP em conjunto. A dobradinha não parou em “Bells & Circles”, som divulgado em maio passado, potencial melhor música de 2018.

O Underworld, você sabe, é uma armada eletroindie que assolou a música eletrônica alternativa europeia nos anos 90, embalados especialmente pela edição 1 do icônico “Trainspotting”, que teve também Iggy Pop como uma de suas vozes. Não o bastante, e coincidentemente, duas décadas depois a dupla formada por Karl Hyde e Rick Smith reencontra o roqueiro. Que mundo maravilhoso.

O EP se chama “Teatime Dub Encounters” e terá quatro canções no total, incluindo a já conhecida “Bells & Circles”, e agora a também divulgada “I’ll See Big”, na qual Iggy reflete sobre a dificuldade de se manter as amizades hoje em dia. Diz o Underworld que a inspiração da letra surgiu de um papo entre o Iggy e o Danny Boyle, falando do termo “amizade” na sequência “T2: Trainsportting”. Viu só como tudo está ligado?

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London calling: E o fascinante Underworld virou de novo a “banda do momento”

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* Popload em Londres.

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* Uma das bandas mais cool do Universo desde aquele filme daquela fase dos anos 90 que envolvia aquelas músicas, aquelas “chemicals” e aquele mantra “choose life, choose a job, choose a career”, a veterana armada indie-eletrônica Underworld mais uma vez virou “nome quente” da cena inglesa agora, mexendo com velhos fãs e ídolos e atingindo até milênios numa tacada só. Explico.

Música nova e música velha trouxeram o maravilhoso Underworld ao assunto, causando EUFORIA. Vi essa palavra sendo usada em três resenhas e não tem nada melhor para descrever.

Primeiro que o Underworld lançou uma de suas novas músicas eletroinidies estupendas, sonzeira retromoderna absurda com sua marca e ninguém menos que mister Iggy Pop cantando a melhor letra dos últimos anos, lembrando as dores e as delícias de se fumar em avião antigamente. Essa parceria Iggy+Underworld se chama “Bells & Circles” e é uma delícia por onde quer que se olhe e escute: vídeo, som, letra, performance.

Iggy Pop e Underworld foram as duas grandes estrelas nos meados dos anos 90 da famoooooooooooosa trilha sonora do famooooooooso filme escocês “Trainspotting”, à época uma obra importantíssima para o cinema, as relações sociais de galera, a moda e, claro, a grande explosão da música eletrônica de pista e rádio e shows.

Engraçado estarem de certa forma juntos hoje em dia, neste momento.

Mas eis que, daquela era, falamos de 1995/1996, o grande hit de pistas, da Radio One, de “Trainspotting” e da vida da moçada indie-eletrônica “eufórica” da época como um todo era “Born Slippy”. Bom…

Neste final de semana o conglomerado de mídia BBC, que tem duas das mais legais rádios “jovens” do planeta, promoveu um de seus famosos festivais, o “The Biggest Weekend”, quando eles reúnem um monte de bandas velhas e novas maravilhosas numa cidade do Reino Unido para um graaaaaaande final de semana. No caso deste Biggest Weekend especial 2018, foram em quatro cidades britânicas: Belfast (Irlanda do Norte), Perth (Escócia), Coventry (Inglaterra) e Swansea (País de Gales).

Já falamos desse evento ontem aqui na Popload, mas guardei o Underworld para um post isolado e especial, este aqui.

Pois uma das mais badaladas apresentações de toooooodo o BBC Biggest Weekend foi exatamente do Underworld, em Belfast, por causa da comoção que foi a performance deles exatamente para a novíssima “Bells & Circles” e para a antigaça “Born Slippy”.

Olha que emoção. Olha o Karl Hyde, 61 anos, dançando. Olha o povo com as mãos para cima. Sério.

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Muitas lendas envolvidas. Iggy Pop e Jarvis Cocker se unem para reeditar canção de Nick Cave

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Duas lendas da música se reuniram para reeditar uma canção de outra lenda. A mistureba toda envolve a dupla Iggy Pop e Jarvis Cocker, que se reuniram para regravar “Red Right Hand”, do Nick Cave. Apenas.

A canção é trilha da série Peaky Blinders, que vai ao ar na BBC 2 desde 2013 e é baseada no dia a dia da gangue de mesmo nome, que vive em Birmingham.

A cada temporada, a trilha da série, esta do Nick Cave, ganha uma releitura. A versão dessa nova é de total responsa, então, e pode ser ouvida abaixo.

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