Em iggy pop:

Fotógrafo Mick Rock, o olho privilegiado do rock, morre aos 72 anos

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* A música perdeu hoje o olhar de um de seus maiores fotógrafos. Morreu de causa ainda desconhecida, e aos 72 anos, Mick Rock, mundialmente conhecido como “O Homem Que Fotografou os Anos 70”.

Famoso entre outras coisas por ser o cara que mais capturou o astro David Bowie em muitos de seus momentos camaleônicos, Mick Rock traz em seu currículo poses famosas de gente como Iggy Pop, Syd Barett (Pink Floyd), os caras dos Ramones, Blondie, Madonna e Snoop Dogg, além de capas de disco famosas, como a do “Queen II” e “Transformer”, de Lou Reed.

Em 2014, Mick Rock veio ao Brasil para a exposição It’s Rock, de imagens suas, realizada no MIS, em São Paulo, parte dos eventos do Music Video Festival (m-v-f). A mostra contou com 20 fotos, livros e algumas capas de disco clicadas por ele.

Confira algumas de suas imagens famosas.

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Do alto aé embaixo, David Bowie no espelho, foto de 1972; Mick Rock e Lou Reed, em 1975; “Debbie Harry Orange Smile”, o sorriso laranja da “mina do Blondie”, de 1978; Madonna, em 1980; a capa do álbum “Queen II”, capa de Mick Rock, lançado em 1974; e “Freddie Mercury Purple London”, também de 1974.

R.I.P, Mick Rock!

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Maneskin chega à TV americana com seu glam italiano. Banda tocou “Beggin'”no programa do Jimmy Fallon

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* A banda-fenômeno italiana de glam rock Maneskin, com toda a força que essa descrição tem de bizarra, fez sua estreia ontem na TV americana com duas explosivas performances no programa do apresentador Jimmy Fallon.

O quarteto de Roma, que ganhou neste ano o popularíssimo evento-programa “Eurovision”, uma espécie de Copa do Mundo da música na Europa, tocou seu mais novo single, “Mammamia”, e sua versão italianada para a clássica “Beggin'”, da famosa banda americana The Four Seasons.

“Beggin'” foi lançada como single pelo Maneskin em 2017 com certo barulho, mas depois da vitória do grupo no “Eurovision” e uma viralizada esperta no TikTok neste ano ajudou a banda a aparecer com destaque nas paradas britânicas e na “Billboard” americana.

Banda que canta em inglês e se diz inspirada em Arctic Monkeys e Sonic Youth, a Maneskin, que tem na figura principal o performático Damiano David nos vocais, lançou seu segundo álbum, “Teatro d’ira: Vol. I”, em março deste ano, que por causa de todo auê já citado em torno da banda fica indo e voltando ao número 1 das paradas de vários países da Europa, obviamente a italiana com mais frequência.

Dizem até que a banda pode aparecer no Rock in Rio brasileiro do ano que vem.

O disco “Teatro d’ira: Vol. I”, entre outros furiosos rocks legais de tão básicos, ainda mais com esse molho italiano, tem a ótima “I Wanna Be Your Slave”, que foi lançada em single em julho agora e ganhou um dueto oficial em agosto trazendo como convidado ninguém menos que o ídolo punk Iggy Pop, pelas conexões diretas com a lendária “I Wanna Be Your Dog”, feita para a protopunk banda The Stooges no final dos anos 60.

“I Wanna Be Your Slave” com Iggy Pop apareceu como bônus na versão japonesa do segundo disco do Maneskin, mas já foi incorporada à, digamos, “nova prensagem” de “Teatro d’ira: Vol. I”.

Enfim, vamos ao Maneskin invadindo os lares americanos via Jimmy Fallon, com o novo hit “Mammamia” e, no prato principal do programa, a cover de “Beggin'”.

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Saiu o lindo tributo em disco do Velvet Underground. Confira as versões de Fontaines DC e King Princess

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* Uma pausa na programação especial Nevermind 30 Anos para registrar aqui o lançamento, nesta sexta, de outra homenagem. Foi lançado “I’ll Be Your Mirror: A Tribute to the Velvet Underground & Nico”, que traz muita gente boa interpretando famosas canções da seminal banda vanguarda de Nova York, de Lou Reed e John Cale.

Michael Stipe, Iggy Pop, King Princess, Fontaines DC e Courtney Barnett são alguns dos nomes que releram clássicos do VU. A lista completa das faixas é esta:

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1. Sunday Morning – Michael Stipe (3:50)
2. I’m Waiting For The Man – Matt Berninger (3:44)
3. Femme Fatale – Sharon Van Etten (w/ Angel Olsen on backing vocals) (4:43)
4. Venus In Furs – Andrew Bird & Lucius (6:55)
5. Run Run Run – Kurt Vile & The Violators (6:59)
6. All Tomorrow’s Parties – St. Vincent & Thomas Bartlett (4:52)
7. Heroin – Thurston Moore feat. Bobby Gillespie (7:24)
8. There She Goes Again – King Princess (3:29)
9. I’ll Be Your Mirror – Courtney Barnett (2:27)
10. The Black Angel’s Death Song – Fontaines D.C. (3:12)
11. European Son – Iggy Pop & Matt Sweeney (7:45)

Nada a ver mas tudo a ver, o disco-tributo que sai hoje chega uns 20 dias antes de um grande filme chamado “The Velvet Underground”, dirigido pelo premiado Todd Haynes, que entra em cartaz na plataforma Apple TV+ e nos cinemas (não está claro se em salas brasileiras também) no dia 15 de outubro.

Do álbum “I’ll Be Your Mirror”, a gente destaca, abaixo, as versões dos “novos” Fontaines DC e King Princess, para obras-primas musicais do Velvet Underground.

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Popnotas: O niver australiano do Iggy. A teoria da evolução do The Knife em vinil. O look do MGMT. E as sessions do Osees

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– Parabéns, Iggy! Ok, ainda é cedo, mas para comemorar seu aniversário neste ano, dia 21 de abril, o veterano do punk Iggy Pop planeja um streaming de um dos seus garbosos shows do começo da turnê de 2019, na icônica Sydney Opera House. Na época, ele fez duas apresentações esgotadíssimas, e a segunda delas foi gravada e será disponibilizada em seu aniversário de 74 anos. O streaming será em diferentes horários, para agradar os fãs ao redor do mundo. Se você tiver interesse, pode encontrar os ingressos por aqui.
(Foto na home da Popload)

– A famosa e excêntrica ex-banda dinamarquesa The Knife vai ter lançado em vinil pela primeira vez o seu disco de 2010, o “Tomorrow, In a Year”. Sai dia 20 de agosto, como uma das ações de aniversário de 20 anos da banda dos irmãos Karin e Olof Dreijer. “Tomorrow, In a Year” é um trabalho insólito dentro da discografia do duo, uma vez que foi encomendado ao Knife por um grupo de dança que queria musicar uma comemoração aos 150 anos de “A Origem das Espécies”, obra literária de teoria científica de Charles Darwin. O disco é bem louco. Pensa!

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– De novo o lindo Metronomy. A banda inglesa, estamos falando por aqui há alguns posts, vai lançar a edição comemorativa do maravilhoso “The English Riviera”, seu terceiro disco, que completa no mês que vem seus 10 anos de idade. O lançamento é dia 30 de abril. O álbum, remasterizado, vai vir om seis canções inéditas, que ficaram de fora da montagem final das músicas do disco. Como parte dessa merecida comemoração, ainda, temos que o duo nova-iorquino MGMT fez um remix de “The Look”, uma das mais marcantes músicas não só do “English Riviera” como da carreira do Metronomy. Se a gente gostou?

– A banda indie californiana que já teve várias formações e vários nomes, capitaneada por John Dwyer e que no momento atende por Osees, vai fazer agora, em 10 de abril, um streaming de suas “Levitation Sessions II”, que foi armada numa fábrica abandonada em Los Angeles. A performance foi gravada com câmera 360º e tudo. Eles prometem coisas inéditas e “surpresas” no setlist. O selo “Levitation” de apresentações do Osees nasceu no ano passado, quando a banda fez essa live, em setembro. Agora vem a segunda da série, paga, e que depois vai render um álbum duplo ao vivo. Para ver a “Levitation Sessions II, o ingresso, que pode ser achado aqui, custa nem 4 dólares.

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POPNOTAS – O documentário do metal, Foo Fighters no Hall of Fame 2021, Iggy Pop no festival do Dalai Lama e ela: Rebecca Black. Lembra?

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– Filme para se assistir com a mão fazendo o símbolo do metal o tempo todo de duração é “Long Live Rock… Celebrate the Chaos”, documentário “da pesada” que vai trazer imagens de shows de hard rock, depoimentos de integrantes de Metallica, Slipknot, Robbie Zombie, Guns N’Roses, Rage Against the Machine, entre outros, e vai se debruçar pela milésia nona vez sobre o tema “O Rock Está Morto?”. A direção é de Jonathan McHugh e aparenta ser feito por um fã de metal para os fãs do metal verem. Who Cares. “Long Live Rock… Celebrate the Chaos” vai ter estreia mundial em cinemas selecionados no dia 11 de março e seu animado trailer pode ser visto aqui.

– O Rock and Roll Hall of Fame anunciou quem são os indicados a serem contemplados neste ano na cerimônia que vai rolar em Cleveland, Ohio, no outuno americano, tipo outubro. Mary J. Blige, Kate Bush, Devo, Foo Fighters, The Go-Go’s, Iron Maiden, Jay-Z, Chaka Khan, Carole King, Fela Kuti, LL Cool J, New York Dolls, Rage Against the Machine, Todd Rundgren, Tina Turner e Dionne Warwick agora concorrem por seis vagas. A eleição é realizada por mais de mil nomes influentes do rock. O voto popular, que pode ser feito pelo RockHall.com, garante que os cinco mais mencionados pelo público ganhem um voto com um peso de um dos jurados. Pouco, mas vai saber. Em maio, os principais concorrentes serão anunciados. Se a premiação significa algo, a gente deixa para você pensar. Ainda assim, ela conta algumas histórias. Jay-Z e Foo Fighters, por exemplo, estão na lista pela primeira vez porque adquiriram só agora esse direito. Para ser considerado ao Hall of Fame é preciso ter 25 anos de seu primeiro lançamento. Dave Grohl, Carole King e Tina Turner, se nomeados, terão seu segundo posto no hall, por já terem sido contemplados por suas participações em grupos anteriores. Aquele impacto de ver artistas que você pegou no colo se tornarem clássicos…

– Eddie Vedder, Iggy Pop, Patti Smith, Flaming Lips, Phoebe Bridgers, Brittany Howard e Laurie Anderson são as principais atrações do Tibet House USA 2021, 34ª edição do famoso festival beneficente anual. O evento, que sempre acontece no pomposo Carnegie Hall, em NYC, mas neste ano será virtual, rola na semana que vem, dia 17, a partir das 18h (horário de Brasília). Todo o material foi pré-gravado e os ingressos são pagos, com preços que variam entre U$ 25 e US$ 250. A exibição em streaming será feita pela plataforma Mandolin. A direção musical deste ano é do renomado compositor e pianista Phillip Glass. A abertura terá um discurso, veja bem, do Dalai Lama. Pensa. Os ingressos podem ser comprados aqui. Tem até uma cybermesa para você ver virtualmente com seus amigos. Custa US$ 5000.

– Lembra a “Friday”, música improvável da Rebecca Black? A música, que correu por 2011 em milhões de memes e foi eleita “a pior canção da história, completou dez anos. Para quem não lembra, vale um retrospecto rápido. Rebecca é aquela adolescente californiana que sonhava em ser cantora e cuja mãe pagou 4 mil dólares para comprar uma música e um vídeo de uma produtora. A intenção? Que ela entendesse que música é trabalho e que Rebecca precisaria estudar enquanto sonha com uma carreira artística. A experiência de ser popstar virou realidade quando o vídeo e a música tão pegajosa quanto tosca viralizaram pelo mundo, rendendo participações em programas de TV, uma versão em “Glee” e até em uma participação dela em vídeo da Katy Perry. Com apenas 13 anos, Rebecca teve que lidar com a fama e seguiu na carreira artística pelos dez anos seguintes com diversos singles. E exatamente por agora estar completando 10 anos, “Friday” acabou de ganhar um remix-celebração tão perturbador quanto a versão original. Desculpe-nos por isso.

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