Em iii:

CENA – Giovanna Moraes resgata o sentido de single legal com a boa “Rosalia”, seu novo… single

1 - cenatopo19

* Outra das espertas músicas de seu terceiro álbum, o “III”, lançado em março, “Rosalia”, esse quase-reggae, quase-pop, quase-MPB que triunfa em todas essas vertentes quando somadas, acaba de ser lançada em single rechonchudo.

Aqui cabe um adendo. Giovanna Moraes, a dona da música e do vídeo e da produção de tudo está com a excelente mania de resgatar o incrível conceito de single que era comum até os anos 2000 e foi se perdendo até virar um “mero” lançamento de single-vídeo em plataforma de streaming. Não que ela não faça uso dessa prática. Mas acredita que, quando destaca uma das músicas de seu álbum, inédita ou não, tem mais a oferecer. Como o velho “lado B”, um outtake, uma versão ao vivo, uma transformação qualquer. Além do single em si e do vídeo em si (este uma inspirada versão pandêmica para algo na linha “dancing with myself”).

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Mas então temos “Rosalia”, o s-i-n-g-l-e, que traz a versão do álbum mexidinha, com o selo “remasterizada”; temos “Rosalia” demo, rascunhada ao piano, tipo um manking-of da música; e temos “Rrrosalia”, uma faixa-extra que aprofunda escancarando a vocação da canção, que como referido lá em cima é um quase-reggae gostoso. Mas levada ao reggaeton, trazendo uma explicação de quem é a Rosalia, que não é a cantora (“Mas poderia ser. Eu gosto dela”).

Sem falar numa piada interna que é a intro oferecida antes das versões toda de “Rosalia”, que revela sua rotina, a de parar um pouco de criar suas canções para levar a cachorra para passear.

Isto é um single. Tem até capa artsy (imagem acima) trabalhada para além do quadradinho do Spotify. Só faltaram o CDzinho e o vinil de 12 polegadas. Mas calma.

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CENA – Giovanna Moraes volta a seu álbum com um single múltiplo à moda antiga. Ouça e principalmente veja “Baile de Máscaras”

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* “Tá tudo bem, só não estou legal.”

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“Baile de Máscaras” é uma das ótimas músicas do disco “III”, algo entre um EP e um álbum (miniálbum?) que a cantora e multiinstrumentista e atriz de vídeo e editora de vídeo Giovanna Moraes lançou em março. Na dança dos números que explica um pouco a cabeça de Giovanna, “III” remete ao que seria, veja bem, o terceiro disco dela, mas é seu segundo em português, enquanto “Baile de Máscaras” é na real o primeiro single, lançado dois meses depois de seu miniálbum.

A espera/demora se justifica. Entre o disco e o single Giovanna Moraes pausou “III” e foi se aventurar numa frutífera parceria com Gustavo Bertoni, que rendeu uma das músicas mais legais deste ano de parcerias, a “Como Queria Te Deixar Entrar”.

A retomada a sua própria órbita, com o single “Baile de Máscaras”, veio robusta. Em vez de lançar apenas a música de trabalho, Giovanna entrega um single “à moda antiga” ou “dos bons tempos”. Algo entre um single mesmo e um EP. Giovanna não é exatamente uma artista retilínea, digamos.

Tem a música em si, ok; mas tem ainda uma versão dela instrumental, em que portanto a cantora de voz ímpar tira exatamente o que lhe é mais caro para dar um highlight na ótima banda que a acompanha; e tem também uma faixa inédita que caminha para os lados do hip hop, dueto dela com o rapper Piritubano, um experimento dela para outros rumos musicais.

E, claro, um belo vídeo em que a cantora espicha visualmente “Baile de Máscaras”, na abertura e no final, com respiração e suor, que no “pacote Giovanna Moraes” é mais um dos componentes que inspiram o disco “III” inteiro e sua proposta de olhar para dentro e principalmente se autocuidar. Essa coisa de “entender a cabeça” dela, que falamos mais para cima.

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CENA – Giovanna Moraes se supera no terceiro disco. Conheça “III”, um álbum cheio de camadas e que talvez você precise dele

1 - cenatopo19

* A cantora e multiinstrumentista Giovanna Moraes subverte a ordem musical ao lançar, hoje, “III”, seu terceiro trabalho, menor que um álbum, maior que um EP. Um disco, enfim. Ou melhor, o “Disco III”, com seis músicas.

É famoso no mundo da música o segundo álbum de um artista ou banda, o “second coming”, o desafio de fogo depois do álbum début, a “segunda gozada” mal (bem) traduzindo. Ou, biblicamente se me permite, a esperada segunda vinda à Terra de Cristo, talvez agora para presidir o juízo final.
Para Giovanna, seu “second coming” é o terceiro, o álbum “III”. Outra subversão.
Depois da estreia em 2018 com o gringo “Àchromatics”, todo em inglês, e o brasileiro “Direto da Gringa”, todo em português, do ano passado, ela condensa neste terceiro disco toda a simbologia do número três.

Em “III” Giovanna atingiu o equilíbrio e a união musical, como um triângulo. Que a olhos vistos equalizou perfeitamente as pontas de melodia, letra e voz.

O “III” também pode ser entendido como um grito por ajuda, porque por suas seis músicas ela fala de solidão, tristeza, angústia, rejeição. E três é o número de fogueiras necessárias para se pedir socorro no deserto, segundo o código universal.

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O disco começa perguntando se está “Tudo Bem?”, com uma música entre o desespero e uma certa esperança, duelinho gostoso da sonoridade dramática que entra um indie-jazz que logo derruba a interrogação da pergunta do título. Posso estar me enganando, mas à medida que a canção cresce Giovanna vai cantando mais entorpecida, um pouco bêbada. São as coisas fazendo um efeito. Gênia.

((Dá uma olhada na capa do disco, abaixo. É Giovanna se abração, se dando um carinho, mas a capa é a representação que hoje, na situação em que vivemos, a gente precisa se abraçar, precisa se dar um carinho. Por isso a capa não tem um rosto. A gente sabe que é a cantora e multiinstrumentista. Mas poderia ser eu ou você))

Grudada vem o “hit” do disco, “Baile de Máscaras”, dessas para tocar em rádio de MPB, mas se ao vivo a guitarra for aumentada e ficar mais mal-comportada, vira ótima para uma pista de indie.
III, o álbum que parece um EP e vice-versa (número de música em um disco não faz muita diferença mais, né?), tem seis canções. Uma chamada “Rosalía”, um quase reggae abrasileirado que remete à Espanha, mas a uma outra Rosalía, não aquela.

Outra das músicas é “Boogarins’ Are You Crazy?”, uma cover de um Boogarins instrumental, que Giovanna botou vocal e tomou para ela. A original é a ótima “Are You Crazy, Julian?”, que a banda de Goiânia botou no primeiro volume de seu disco “Manchaca”. Qual teria ficado melhor? Não interessa. Virou outra música tão boa quanto.

“Gente Grande” e a gringa “Betray” mantém o nível de “III” e encerra o disco na medida. Não precisa de mais. Menos seria um pecado.

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* Giovanna Moraes lançou, junto com o álbum em streaming, seis lyric vídeos criativos e caleidoscópicos, como são os altos e baixos de quem encontrou a música para tratar de seu mental health. A gente deixa aqui embaixo.

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O trio Miike Snow se transformou em duo para uma session linda e acústica

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A trupe sueca Miike Snow, batizada momentaneamente de MIIIKE SN!!!W para trabalhar seu novo álbum com o espirituoso título “iii”, escolheu os Estados Unidos como ponto de partida para a divulgação do disco. O rolê por lá começou mês passado e vai durar até junho, entre shows, entrevistas e sessions.

E é uma session que ganha destaque por aqui. Gravada mês passado em Nova York, uma apresentação para a Paste Magazine foi divulgada nesta semana. A banda electro-pop, que tem seu nome marcado na história do Popload Gig como o show mais quente de todas as edições até hoje, tocou as canções “Genghis Khan”, “Animal” e “Heart Is Full”, que podem ser vistas no fim deste post.

“iii”, no caso, se refere basicamente ao fato de ser o terceiro (!) álbum de estúdio do trio (!!) sueco. Como cereja do bolo, o registro tem ainda a luxuosa participação da cantora Charli XCX.



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Miike Snow, ao vivo na TV, dá a largada para o novo disco

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* Você sabe que o Popload Gig só faz shows “quentes”, mas nem a apresentação do Rapture no Cine Joia superou em temperatura alta o que foi o concerto do grupo sueco Miike Snow no Estúdio Emme, em Pinheiros, 2010, quando os aparelhos de ar-condicionado não funcionaram. Era o Popload Gig número 4, estamos no 44 agora, pensa.

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O hit “Animal” já passou há muito tempo e o Miike Snow chega agora ao terceiro álbum, espirituosamente chamado de “iii”, que será lançado nesta semana, sexta.

A banda escolheu a América do Norte para bombar o lançamento e, além dos shows todos marcados até junho, começou ontem à noite a aparecer no escoadouro de bandas novas ou de novidades de bandas médio-novas que são os programas de fim de noite da TV dos EUA.

O Miike Snow então foi ontem ao Jimmy Kimmel Live e tocou, ao vivo pois, seu single já revelado no ano passado, “Heart Is Full”, e uma outra boa, “Genghis Khan”, o segundo exemplar do álbum, que também a gente já conheceu e também gosta.

Segura o Miiike!

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