Em innerspeaker:

Tame Impala anuncia para 21 de abril show do primeiro disco, da primeira à última faixa. O marcante “Innerspeaker” fez 10 anos

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* Uma de nossas bandas prediletas há dez anos, o Tame Impala anunciou hoje um show especialíssimo tocando seu disco de estreia, o “Innerspeaker”, de cabo a rabo, no dia 21 de abril.

O álbum de estreia do grupo do dono Kevin Parker, que a partir da praieira cidade de Perth enjetava cores psicodélicas no indie mundial, foi lançado em maio de 2010 e agora em março ganhou uma edição deluxe com quatro discos de vinil. Na verdade o disco especial comemorativo já estava vendendo desde o ano passado, mas por causa de entraves pandêmicos começou a ser entregue agora a quem o comprou em pré-venda.

Esse show do disco début está marcado para acontecer ao vivo na Wave House, o estúdio onde o álbum foi gravado, a quatro horas da casa de Kevin Parker cortando o país na direção do Oceano Índico. Para quem vive nas Américas, do Norte e do Sul, os ingressos para essa apresentação estão sendo vendidos aqui. Custa R$ 68,08 na moeda brasileira. Preço até que honesto para ouvir ao vivo a banda tocando coisas como “Lucidity”, “Expectation” e “Solitude Is Bliss”. Se quiser comprar ainda uma camiseta esperta desse concerto especial o valor pula para R$ 258,60.

Para quem vive no horário de Brasília, o show começa às 11h da noite, pelo que entendemos.

Com o “Innerspeaker”, o Tame Impala veio ao Brasil pela primeira vez, trazido pelo selo de shows deste site, o Popload Gig. Foram duas apresentações no Cine Joia, em São Paulo, em agosto de 2012: a primeira, fechada, para uma festa dispersa de um canal de TV a cabo; a segunda, histórica, esgotada, para o Popload Gig. De nada… hahaha. Você esteve lá?

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Cores (muitas) e formas (viajantes) . Tame Impala anuncia edição especial de dez anos do primeiro álbum

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* Em 2010, há dez anos, a música independente entrava de novo e de cabeça num colorido mundo psicodélico do qual até hoje não sairia. Essa viagem, ou “trip” para ficar mais global, era feita através do disco de estréia de uma banda de um homem só da Austrália, que nem de Sydney ou de Melbourne era.

O Tame Impala, o projeto do genial e genioso Kevin Parker, lançava o impactante álbum debut “Innerspeaker”, e o indie saiu correndo para dar google em Perth, cidade da costa oeste australiana, tipo como é Los Angeles no mapa americano, querendo saber que água era aquela que dava um disco daquele.

Com “Innerspeaker” e músicas do tipo “Lucidity”, “Expectation” e “Solitude Is Bliss”, o Tame Impala chapava de tintas psicodélicas a cena inglesa e americana e passava a criar um caminho novo (novo?) para bandas novas que aproveitaram muito bem aquela brisa, cada uma em sua geografia.

Para celebrar o aniversário de 10 anos de seu lançamento, sai em março de 2021 uma versão deluxe de “Innerspeaker”, focada em 4 discos de vinil. Era para sair agora, mas por causa da pandemia e a complicação global das entregas pelo correio, o Tame Impala já bota o álbum comemorativo para pré-venda, mas fixou a data de entrega para 26/3.

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Acompanham a edição limitada de “Innerspeaker” uns brindes artísticos tipo um livro de fotos de 40 páginas, os esboços da capa até chegar na original e novos mixes das faixas, demos e umas jams ao vivo de agora.

Com “Innerspeaker”, o Tame Impala veio ao Brasil pela primeira vez, trazido pelo selo de shows deste site, o Popload Gig. Foram duas apresentações no Cine Joia, em São Paulo: a primeira, fechada, para uma festa de uma rede de televisão; a segunda, histórica, para o Popload Gig.

Abaixo, o tracklist da edição comemorativa de vinil quádruplo do álbum de estreia do Tame Impala.

* vinil 1
lado A
1. It Is Not Meant To Be
2. Desire Be, Desire Go
3. Alter Ego
lado B
1. Lucidity
2. Why Won’t You Make Up Your Mind
3. Solitude Is Bliss

* vinil 2
lado C
1. Jeremy’s Storm
2. Expectation
3. The Bold Arrow Of Time
lado D
4. Runaway Houses City Clouds
5. I Don’t Really Mind

* vinil 1
lado E
1. Alter Ego (2020 Mix)
2. Runaway Houses City Clouds (2020 Mix)
lado F
1. Why Won’t You Make Up Your Mind (Instrumental)
2. It Is Not Meant To Be (Instrumental)

* vinil 4
lado G
1. Demos
lado H
1. Wave House Live Jam

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* Confira abaixo, também, o vídeo oficial da talvez principal faixa de “Innerspeaker”, a seminal (mesmo) “Solitude Is Bliss”, para entender direito de onde vem boa parte da música jovem de guitarras que escutamos hoje, e ainda um vídeo de “Lucidity”, do show de 2012 do Tame Impala no Cine Joia, para o Popload Gig.

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* As imagens da banda em 2010, usadas neste post e na chamada dele na home da Popload, são de Matt Sav (@mattsavmattsav), praticamente o fotógrafo oficial do Tame Impala.

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A inadequação do Tame Impala ao mundo. E outra faixa do álbum do ano, que ainda não saiu

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* Então é assim. Dia 5 de outubro agora em alguns lugares, dia 6 em outros, chega às lojas o disco do ano: “Lonerism”, da jovem banda australiana Tame Impala, que já vazou à internet, mas que, dizem, não é a cópia final. Seja como for, vamos “brincar” que de “lonerism” só se conheçam duas músicas oficiais-oficiais. Três, com a deste post.

Por que se fala aqui, então, do “disco do ano”, num ano de muitos discos bons? Ou um dos dois melhores? Ou um dos três mais importantes?
Porque o Tame Impala, vamos dizer, é uma banda diferente. Primeiro porque não é banda: é coisa da cabeça de um cara só, o ainda moleque Kevin Parker, talentosíssimo e bem esquisito. Esquisito de tão normal. Porque o resto da banda, um tecladista bom, um baterista incrível e tal, é meramente acessórios de Parker e não apitam em nada. Porque as músicas do Tame Impala, ou de Kevin Parker, uma música psicodélica indie sonhadora, é diferente. Porque o primeiro disco dele, “Innerspeaker” (2010), é uma conjuntura de ideias velhas com uma impressionante cara de nova, atualiza uma geração “do agora” com passagens fundamentais do rock, tem uns três singles incríveis, as letras são boas, a capa do disco é bonita, o show é espetacular (ainda estou em 2010/2011 e a banda tem um disco só). De novo, Kevin Parker é um moleque com uma casa na praia de Perth, na Austrália. Nem da agitadinha Sydney ele é.

Daí que Kevin Parker, que se tranca sozinho nessa casa de praia, grava todos os instrumentos, escreve, canta, produz o disco sozinho (cria a arte, monitora o site) e sai com ele pronto, como foi com o primeiro e é agora com este segundo, “Lonerism”, tem 25 anos. E, de “Lonerism”, pelo pouco que a gente ouviu agora, três canções (com esta “Endors Toi”, abaixo) e sem escutar as outras, já está facilmente credenciado a ser um dos melhores do ano, sangue velho-novo, diferente.

Mas estou fissurado nessa paranoia da solidão de Parker. As histórias são tantas, e desembocam em suas últimas entrevistas e no título do álbum a ser lançado: “Lonerism”.
“Lonerism”, em inglês, é exatamente isso. O estado de ser um solitário, seja você um cara esquisito, outsider, um monge do Tibet, um que odeia ter gente na cola, um geek, sei lá. E o que Kevin Parker anda fazendo é muito isso.

Mas, pelo que a gente viu no pouco de convivência com a banda quando tocaram no Brasil, no Popload Gig, é que Parker é super na boa, se relaciona bem com a banda, atende todo mundo bem, tem tocado nos principais festivais do mundo (cof! cof!), conhecido gente de todo tipo, sendo até, num nível indie, adorado, ele se considera um “Total Loser”, como disse em várias entrevistas recentes. Veja, é um cara na flor da idade, num aparente auge criativo, explodindo na cena. Mas é um solitário. E parece estar bem assim. Achei impressionante uma entrevista que ele deu para o semanário inglês “New Musical Express”, nas bancas desta semana, dizendo que “os solitários rejeitam o mundo, porque o mundo rejeita os solitários”. Mas talvez não tenham muitos caras na música independente hoje tão NADA rejeitados como Parker. A entrevista foi em Paris, onde Parker está, obviamente sozinho (mandou a banda de volta para a Austrália). Pelo que entendi na reportagem, ele escolheu Paris porque pode “desligar”, já que é uma terra onde ele mal sabe o que significa “Oui”. O menino é difícil.

Enfim, a gente vai acompanhar Kevin Parker e seu lonerism em “Lonerism” direto. A gente tem certeza que essa banda é especial. Talvez como Strokes e Arctic Monkeys foram um dia. O tempo vai dizer.

Por ora, deixamos o “corte final”, então, de “Endors Toi” aqui embaixo. E o grupo tocando “Elephant” no Popload Gig, que rolou no Cine Joia em agosto. Ambas de “Lonerism”.