Em interior:

POPNOTAS CENA – Edgar vai aos games para causar, o dub lindo do Carne Doce e o Jair Naves dando todo seu empenho no novo disco

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* Um dos nossos artistas prediletos, na verdade um multiartista, o EDGAR, de Guarulhos, foto do hômi lá na nossa home, vai lançar o álbum “Ultraleve” em março, segundo disco da trilogia que foi iniciada em 2018 com “Ultrassom”. Desse trabalho já conhecíamos a ótima “Também Quero Diversão”, o primeiro single. Agora toma o segundo. Com um vídeo “interativo” e falando a linguagem dos games, dos anos 90, numa música que se chama “Prêmio Nobel”. Coisas de Edgar. O que significa coisa boa.

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* Em tempos sem show, a banda goiana Carne Doce se vira bem para esticar a vida útil de seu ótimo quarto álbum, “Interior”, lançado em setembro de 2020. Teve faixa que ganhou edição de rádio, um tipo workshow sobre as letras, um disco ao vivo de show antigo (que, ok, trouxe uma só faixa de “Interior”, o primeiro single “Temporal”) e agora uma versão dub para a faixa “Caçada”.
O banho electroreggae da música tem remix assinado pelo conceituado músico, produtor e engenheiro de som norte-americano Victor Rice, mundialmente conhecido por discos como “Dub Side of the Moon”. “Caçada” é a música de “Interior” inspirada em conto de Lygia Fagundes Telles. Ficou boa demais.

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* O excelentíssimo dândi indie Jair Naves, ex-Ludovic e de sólida carreira solo, lançou nesta sexta-feira um novo single acompanhado de um lyric vídeo para “Todo Meu Empenho”. A música já entrega pistas de seu quarto álbum, ainda sem nome, que vai ser lançado em 2021. O próximo disco de Jair terá influências pandemicas, porque o isolamento fez o músico calcar seu som em sintetizadores e baterias eletrônicas, se afastando da pegada orgânica que sempre marcou seus vários projetos. “Todo Meu Empenho”, cujo vídeo lyric está aqui embaixo, tem produção assinada pela artista visual Renata De Bonis. Um pequeno spoiler da letra: “Presta atenção nos sinais/ será que é mesmo tão reprovável/ que eu sinta o que eu sinto?”. Isto é bem Jair Naves.

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CENA – Carne Doce bota Piu-Piu e Frajola velhinhos para interpretarem “Hater”. E fez todo sentido…

1 - cenatopo19

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* Uma das músicas do ano de um dos discos do ano, “Hater”, faixa do quarto álbum da banda goiana Carne Doce, “Interior”, canção e álbum recém-lançados, ganha agora um vídeo perfeito para simbolizar título, letra e até o momento atual da banda, por assim dizer.

A banda de Salma Jô, que se revela cada vez mais ser a banda não só da Salma Jô, botou “Hater” para animar musicalmente a animação visual “Puss n’Booty”, desenho dos anos 40 da famosa série Looney Tunes, que viria a dar vida ao inesquecível cartoon Frajola e Piu-Piu, a eteeeeerna série do gatinho querendo comer o passarinho.

“Puss n’Booty”, de 1943, está sob domínio público. E, agora, bem apropriadamente sob os domínios do Carne Doce, para casar perfeitamente com a sonoridade de “Hater”.

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CENA – Mais banda do que nunca, Carne Doce se abre para dentro e lança o incrível “Interior”, seu quarto álbum

1 - cenatopo19

* O modo mais imediato e consequentemente fácil de você penetrar pelo delicioso mundo musical da banda goiana carne doce é pela marcante figura da cantora Salma Jô, seja em disco, vídeo ou ao vivo mesmo.

Isso está claro desde o primeiro álbum deles, de 2014, “Carne Doce” (Salma?), passando pelo impressionante “Princesa” (Salma?), pelo “maduro” “Tônus” (tônus da Salma?) e agora com o mais recente, “Interior”, quarto álbum e pelas primeiras impressões o melhor disparado do grupo de álbuns bons, lançado na última sexta-feira.

Salma é mesmo magnética. Tem uma voz carnuda e doce, raivosa e suave, é visualmente bonita e hipnotizante em ação e consegue botar, com essa voz, a banda em qualquer espectro musical a que o Carne Doce se propõe: seja na nova-MPB, seja no indie, seja na seara das “músicas para tocar no rádio”, seja para aquelas pessoas que têm saudade da “velha MPB”.

E tudo isso (tirando a parte visual porque ainda não) “Interior” tem obviamente. Mas o novo disco faz um convite especial para descolar Salma das músicas e prestar atenção na cama sonora que a banda liderada pelo marido, o guitarrista MacLoys Aquino, promove para a cantora deitar.

Está mais latente como nunca esteve a combinação de Macloys com a bateria precisa de Fred Valle, o baixo suavemente pulsante de Aderson Maia e a outra guitarra, de João Victor, que casa bonito e caminha paralela a suas programações que “enchem” o som do Carne Doce.

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Para todos os lados, várias vertentes, pluralidade estética linda sem perder a essência que faz o Carne Doce ser o Carne Doce. Sem atropelar Salma e sem deixar ela atropelar essa musicalidade toda, que dá para enxergar elementos da mais pura MPB tradicional, da localidade atual e psicodélica do Booogarins, do requinte indie de bandas americanas classe como Grizzly Bear e Dirty Projectors, de experimentações na linha britânica de James Blake, do reggaezinho do Nordeste e até de trap.

Nisso vale ressaltar que este incrível quarto disco do Carne Doce tem a produção assinada por João Victor Santana Campos, a mixagem por Braz Torres Neme e a masterização por Mauricio Gargel.
Que padrão gringo de recursos de quem tem uma longa estrada de possibilidades. O que pode ser bom sinal para as bandas brasileiras, que precisam fazer suas músicas viajarem em busca da excelência produtiva.

“Interior” tem conceito forte também. A capa do disco é uma fotografia do interior de um pequi, fruto de polpa amarelo-ouro com perigosos espinhos por dentro, nativo do Cerrado brasileiro e muito difundido na culinária goiana.

O Carne Doce carrega seus espinhos por dentro também e tem procurado resolvê-los. Na música e fora dela. Em letras e títulos das canções.

Ao mesmo tempo que revela-se um disco bem goiano, “Interior” tem abertura para si mesmo, para um Brasil mais geral e principalmente o mundo, por todas as referências já citadas, que dão uma universalidade confortável à banda até para seguir uma trilha internacional como os conterrâneos do Boogarins, mesmo cantando em português.

Ou até para ganhar o Brasil de forma mais efetiva. Está cheio de músicas no disco para tocar em rádio (!), ir a programas de TV, envolver Salma em parcerias “maiores”, se a música brasileira “do andar de cima” não fosse tão esfacelada e sem rumo.

Ou até para se assumir mais como uma banda que é quinteto, mais do que a banda “que toca para a Salma”, mais do que a banda do casal Salma e Macloys, pelas fotos novas para o lançamento, pelo release de divulgação que apresenta o grupo em uma ordem alfabética. Não mais “de cima para baixo”.

Tudo isso que faz “Interior” um disco gigante nem é surpresa. O grupo já tinha revelado quatro singles bem belos neste delicado 2020, tipo “Temporal”, “Saudade”, “Passarin” e “A Caçada”. Daí juntam-se a eles canções como “Garoto”, “Sonho” e “Fake” e temos um dos discos mais completos feito no país e para os anos que virão.

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CENA – Carne Doce prepara disco novo com single sobre o “covarde predileto”

1 - cenatopo19

* Na meia-noite que passou o grupo goiano Carne Doce lançou outra bela música que vai compor seu disco novo, “Interior”, o quarto álbum, que finalmente sai na próxima sexta-feira.

“Hater”, a canção nova, é o quinto single do disco novo que a banda mostra neste 2020 turbulento, seguindo “A Caçada”, “Temporal”, “Passarin” e “Saudade”, todas de nomes curtos e diretos que dão o tom bonito do sucessor do álbum “Tônus”, o aclamado disco de 2018.

“É só falando de mim que você se sente bem, que você faz seu melhor, que você é um sucesso”, canta Salma, sobre o excelente e econômico instrumental do Carne Doce, a marca da banda. “Mas se eu passo por perto, baixa a cabeça e paralisa. Esquece como se respira. Já não parece tão esperto. É meu covarde predileto”, continua a letra.

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