Em is this it:

Agora Alex Turner careca foi longe demais. Fez cover de “Is This It”, dos Strokes, em show do Arctic Monkeys em NYC

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* Affe. O Julian fazendo show ruim sem parar par aí. E então o Arctic Monkeys vai e apresenta, em concerto ontem à noite em Nova York, uma cover bem digna de “Is This It”, clássico do primeiro disco dos Strokes.

O show, no estádio Forest Hills, no Queens, foi a primeira apresentação ao vivo do Alex Turner careca, depois de mostrar no programa do Stephen Colbert, na noite anterior, que raspou a cabeça.

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“A gente não conseguiu pensar numa música sobre tênis, então vamos tentar esta aqui”, disse Alex Turner antes de mandar “Is This It”, da banda nova-iorquina, em um dos mais históricos clubes de tênis do mundo, o Forest Hills. Depois que abriu para shows também, nos anos 60, o lugar já teve apresentações de algumas bandas e artistas “médios”, tipo Beatles, Jimi Hendrix e Rolling Stones.

O Arctic Monkeys tem uma “coisa” assumida com a banda de Julian Casablancas. Primeiro que sempre disse em entrevistas que os Strokes foram influências fortes no início da carreira e que emular as músicas do grupo de Nova York serviram para ele aprender a tocar guitarra. Depois, já “crescidinho”, fez cover públicas de “Take It or Leave It” e “Reptilia”. Agora, “Is This It”.

Fora que o último álbum, o aclamaaaaaaado “Tranquility Base Hotel & Casino”, tem na primeira frase da primeira música ele canta “I just wanted to be one of The Strokes // Now look at the mess you made me make”.

Bom, vamos então. “Is This It” com o Arctic Monkeys.
Como bônus, além da cover de Strokes, a gente coloca uns clássicos do Arctic Monkeys itself.

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Aquele disco lá: 15 anos de “Is This It”, dos Strokes

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* Quando em 30 de julho de 2001, 15 anos no ültimo sábado, saía primeiro na Austrália o disco “Is This It”, dos Strokes, o quinteto nova-iorquino de amigos já era a maior banda nova de rock do mundo e estava puxando uma onda firme de “salvadores da música independente”, que tinha junto o duo “diferente” White Stripes e bandas pequeninas e conceituais sem concessões e sem rádio e MTV tocando, chamadas Queens of the Stone Age (Califórnia) e At the Drive in (Texas).

Os Strokes, graças a um EP de três músicas lançado alguns meses antes, o estilo “bonitos mas sujinhos” e uma música sintetizadora do momento que dava título ao compacto, “The Modern Age”, já ganhavam capas e capas de revistas e jornais do mundo todo. Tive a oportunidade de escrever uma para a Ilustrada, da Folha de S.Paulo, em abril, apenas à custa de um compacto para convencer o editor, que teve o título “Quase Famosos” e trazia o seguinte subtítulo “de convencimento”, que o chefe à época “comprou”: “Conheça a banda nova-iorquina que é considerada a mais nova “grande esperança do rock’; saiba sobre a trajetória do grupo dos bares até a disputa de dez gravadoras e leia entrevista com o baterista, que é… brasileiro”.

Quando menos de três meses depois chegou o primeiro álbum, gravado às pressas para aproveitar a pequena revolução que estava acontecendo (e que a banda estava causando), a “Febre Strokes” já ardia forte nos clubes enormes de Londres e em buracos indies de São Paulo.

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Com o lançamento de “Is This It” ficou tudo muito claro. Mas bem bagunçado. O impacto na cena roqueira, ou da nova música em geral, era em um grau menor do que a porrada que o Nirvana causou em jovens do planeta 10 anos antes, com “Nevermind”. Porém mais globalizada, graças à mais bem orquestrada manipulação dos meios virtuais pela galera, digamos, alternativa, questão de sobrevivência para escapar das coisas, músicas, bandas e nomes mainstream que eram empurrados goela abaixo desde o “andar de cima” da música.

O efeito foi mesmo global. Logo a cena nova de bandas cool aproveitava a porta aberta pelos Strokes seja em Nova York mesmo (Rapture, Yeah Yeah Yeahs, LCD Soundsystem) até Suécia (The Hives), incluindo Austrália, Japão, qualquer lugar, e devolvia graça à música independente, aos festivais independentes e às rádios e imprensa independentes, às pistas de clubes.

Era uma época confusa mais eufórica. Um hedonismo com nihilismo tudo ao mesmo tempo. E “Is This It” virou a trilha sonora dessa era.

I just want to turn you down
I just want to turn you around
You ain’t never had nothin’ I wanted but
I want it all, I just can’t figure out
Nothin’

(“Barely Legal”)

Por causa do disco de estreia dos Strokes e seus derivados, muitas bandas outras surgiram, festivais de todos os cantos se renovaram, rádios “pegaram”, sites como a Popload ganharam vida, jornais caretas começaram a abrir nobre espaço a bandas indies.

“Is This It”, alguns anos depois, quando a década dos 2000 estava sendo revisionada, foi considerado o melhor disco do período pela bíblia indie inglesa “New Musical Express”, poderosa na época. A “Rolling Stone” americana elegeu como o segundo melhor álbum dos 2000, atrás só de “Kid A”, do Radiohead. A respeitável revista “adulta” britânica “Uncut” botou “Is This It” como número 5 entre os 150 Grandes Álbums do Século 21. A também britânica revista “Q”, em 2007, já com o impacto do disco assimilado, enfiou o primeiro álbum dos Strokes na listas dos 21 Discos Que Mudaram a Música.

O lançamento de “Is This IT”, eu lembro, foi tumultuado, de tanta expectativa que se criou em torno do disco. A BMG, que ganhou o leilão entre as majors para assinar com a joia indie e gravar o disco, programou sua chegada às lojas primeiro na Austrália, para aproveitar uma bombada tour dos Strokes por lá (lembre-se, era ainda uma banda com apenas um single de três músicas). Os Estados Unidos só queriam lançar o álbum em setembro, de acordo com a agenda da indústria da música. A Inglaterra programou para agosto, época dos festivais de Reading e Leeds que mexe muito com a cena local. O próximo país depois da Austrália a ter o disco em loja seria o Japão, no dia 22 de agosto. E tudo bem com esses espaços de tempo, porque músicas e discos não vazavam assim facilmente. Até os Strokes chegarem. E a versão do disco australiano começou a aparecer em computadores indies do Brasil rapidamente, para dar um exemplo.

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“Is This It” só iria chegar ao Brasil em setembro de 2001, acompanhando o lançamento americano. O disco era para chegar às lojas no começo do mês, mas os eventos terroristas do 11 de Setembro jogou o lançamento para 9 de outubro.

Essa bagunça de datas fez a “Folha de S.Paulo” se adiantar ao lançamento nacional e publicar a crítica do tal primeiro disco dos Strokes em algumas semanas, para não perder o bonde do assunto obrigatório nas rodas culturais.

E quem fez questão de escrever o texto foi o jornalista Sérgio Dávila, hoje diretor executivo do jornal, à época o “chefe convencido por mim a dar uma capa da Ilustrada para uma banda com apenas um single de três músicas”.

Sérgio escreveu para começar, na “crítica adiantada”, que saiu no final de agosto: “Oficialmente, o aguardado CD da banda nova-iorquina The Strokes só sai nos EUA e no Brasil no dia 25 de setembro. Mas algumas lojas de Nova York já têm a versão importada, que foi lançada na segunda no Reino Unido. The Strokes é para a música pop o que “A Bruxa de Blair” foi para o cinema. O tititi em torno da banda, em grande parte estimulado pela internet, fez com que o quinteto fosse considerado a salvação da lavoura rocker antes mesmo de lançar disco…””

Os Strokes, em agosto de 2001, iriam tocar no palco da BBC Radio One no Reading Festival, o espaço para bandas alternativas emergentes. Escalado ali no meio da lista do palco 2, a princípio. Uma verdadeira campanha na Inglaterra obrigou a produção do festival, na semana do evento, a colocá-los no palco principal, embaixo de Travis, Green Day, PJ Harvey e Iggy Pop, os três primeiros nomes gigantescos à época. E Iggy Pop sendo Iggy Pop.

Tudo isso ainda com um EP lançado apenas e um primeiro disco editado somente em outro continente. O “Is This It” inglês só sairia na segunda-feira após o fim de semana do Reading.

Em 2002, já com “Is This It” rodando há tempos nas lojas inglesas, os Strokes foram uma das atrações principais do Reading Festival daquele ano, sendo headliner em um dos palcos.

See people they don’t understand
No girlfriends they can’t understand
Your grandsons they won’t understand
On top of this ain’t ever gonna understand

(“Last Nite”)

Resta a nós da Popload parabenizar os 15 anos deste primeiro disco dos Strokes. E agradecer por tudo o que ele causou, principalmente.

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Há 12 anos, era lançado o "Is This It", dos Strokes. E daí…

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* Pegando carona em boa lembrança da “Rolling Stone” americana, hoje faz 12 anos que saiu o primeiro disco dos Strokes, o “Is This It”, álbum que mudou bem nossas vidas, de alguma forma. Os predicados de “Is This It”, como catalisador de transformações na juventude roqueira (ouso dizer que o disco mudou quase que imediatamente a noite de São Paulo, veja você), são vários e a essa altura desnecessários de relembrar. Mas acontece que, coincidentemente, por outros motivos eu conversei recentemente com Gordon Rafael, o cara que aconteceu de produzir o primeiro disco daquela bandinha nova-iorquina de rock de garagem de sujeitos bem nascidos com cara de sujinhos que frequentavam/moravam no LES. A banda iniciante e o disco em si caíram na sua mão. E aconteceu o que aconteceu. Com os Strokes principalmente, com a nova música em geral e, claro, com Rafael. Entre várias questões sobre 2001 e os Strokes e o novo rock, perguntei se, à medida que ele gravava o “Is This It”, ele imaginava o barulho que aquele trabalho iria causar. Veja, Rafael já tinha gravado o EP de três músicas “The Modern Age”, uma “demo tape” de apresentação dos Strokes, que já tinha causado uma pequena comoção indie. O álbum veio rápido graças ao buchicho desse EP.

Os Strokes e as Brahmas em um boteco sujo de Nova York, que encafifou os brasileiros lá por 2001, quando a banda apareceu. Depois, descobriu-se, era coisa do baterista Fabrizio Moretti, que tinha nascido no Rio

E o que Gordon Rafael respondeu é o seguinte: “Eu não tinha se alguém fora daquela sala de gravação iria ouvir uma música dos Strokes. Na verdade, na época eu achava que ninguém ligava para guitarras, porque em Nova York só se falava de DJs e técnico e pop music estúpida (na minha opinião). Então eu fiquei completamente surpreso que os Strokes se tornaram “A Coisa” e logo depois “A Grande Coisa” também para a cultura rock e a música moderna”.

Para “enfeitar” o post, Strokes em 2001 na MTV europeia, mandando ao vivo as fantásticas “The Modern Age”, “Is This It” e “Last Nite”.

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Um minuto de silêncio. Mas é para ouvir o Killers fazendo The Strokes

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Famoso por fazer de seus shows pop uma verdadeira experiência animada e cheia de pompas, o The Killers botou um pouco de rock (tô brincaaando) em sua apresentação no último sábado, no gigante Barclays Center, região do Brooklyn.

Em certo momento, após mandar o hit “Mr. Brightside”, Brandon Flowers emendou a clássica “Is This It”, faixa de abertura do disco de estreia dos Strokes, banda que nasceu ali pela “região”.

É só um minutinho, mas até que ficou legal e comoveu a galera.

Strokes será recebido no país pelo “Is This It” brasileiro

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* Esquece “Nevermind”, “Screamadelica” e todos os álbuns incríveis que saíram em 1991. O disco-efeméride a ser lembrado agora é o importantíssimo “Is This It”, do grupo nova-iorquino The Strokes, que “devolveu a graça ao rock”, “botou sangue novo no indie”, “salvou a lavoura pop” e está completando 10 anos neste ano.

Para comemorar o aniversário do grande disco e a vinda dos Strokes ao Brasil em novembro, para ser um dos headliners do esgotadíssimo festival paulistano Planeta Terra, o site pop Rock’n’Beats prepara uma coletânea de indies nacionais interpretando as músicas do “Is This It”. A recriação “brazilian way” do álbum do Julian, a ser lançada em algum dia de outubro, terá nomes como Vivendo do Ócio, Jennifer Lo-Fi, Pública, Banda Uó, Sabonetes, Volantes, R. Sigma, cada um em sua releitura pessoal de clássicos como “Barely Legal”, “Last Nite” e “The Modern Age”, entre outros hits. Uns fazem a cover fiel à original. Outros reinventam.

A impagável Banda Uó, tecnobrega paraense de Goiânia inspirada no Bonde do Rolê, que é funk carioca de Curitiba, transformou “Last Night” em “Rosa”, uma prostituta. Ficou incrível.

Confira um teaser da “Last Nite” uótizada, mais outros de Sabonetes, João e os Poetas e Cícero.

Banda UÓ – Rosa (Teaser) by Izadora Pimenta

Cícero – Barely Legal (Teaser) by Izadora Pimenta

Sabonetes – Someday (Teaser) by Izadora Pimenta

Quando o “Is This It” brasileiro aparecer “in full” no Rock’n’Beats, a gente dá um toque aqui.