Em jack white:

Jack White chega forte com anúncio de dois discos e o vídeo da braba “Taking Me Back”

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* Jack White tem estratégia. Sumido dos holofotes por algum tempo, o músico recentemente ressurgiu, tocando uns “pocket shows” aqui e ali, como foi o caso da abertura de sua loja Third Man Records em Londres. De cara, o que chamou a atenção foi seu novo look: um cabelo azul. Cabelo novo, já dá para esperar disco novo, né? Além disso teve a música nova, “Taking Me Back”, que apareceu na promoção do jogo “Call of Duty: Vanguard”. Jack White não iria aparecer do nada só para promover um videogame…

Eis que, hoje, de surpresa, foi anunciado um álbum novo seu. Aliás, DOIS álbuns: “Fear of the Dawn” e “Entering Heaven Alive”, seu quarto e quinto trabalhos solo, respectivamente, já estão em pré-venda no site de sua gravadora, Third Man Records. O primeiro sai 8 de abril de 2022, enquanto o segundo vem um pouco mais tarde, 22 de julho. São os primeiros álbuns solo do guitarrista desde 2018.

Como de costume, podemos esperar edições especiais de todo tipo para os colecionadores abrirem um rombo na conta bancária. Enquanto isso, nesse pacote de novidades de Jack White, temos o vídeo oficial da ótima “Taking Me Back”.

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* As músicas de “Fear of the Dawn”

01. Taking Me Back
02. Fear of the Dawn
03. The White Raven
04. Hi-De-Ho (feat. Q-Tip)
05. Eosophobia
06. Into the Twilight
07. Dusk
08. What’s the Trick?
09. That Was Then (This Is Now)
10. Eosophobia (Reprise)
11. Morning, Noon and Night
12. Shedding My Velvet

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* As músicas de “Entering Heaven Alive”
01. A Tip from You to Me
02. All Along the Way
03. Help Me Along
04. Love Is Selfish
05. I’ve Got You Surrounded (With My Love)
06. Queen of the Bees
07. A Tree on Fire from Within
08. If I Die Tomorrow
09. Please God, Don’t Tell Anyone
10. A Madman from Manhattan
11. Taking Me Back (Gently)

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Top 10 Gringo – Guitarra de Jack White vai direta ao topo. Self Esteem volta ao destaque. The Horrors apavora o pódio

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* Uma turma que estava com saudade de músicas novas resolveu aparecer esta semana. Jack White voltou. Adele voltou. Band of Horses também. Até os Beatles andavam lançando mais músicas que esses caras. E, sim, tem Beatles no ranking porque a reedição de “Let It Be” é uma novidade, como não?

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1 – Jack White – “Taking Me Back”
Saudade do Jack White? Tinha um tempo em que ele não lançava nada, mas “Taking Me Back” é um senhor retorno com altas e deliciosas guitarras (muitas guitarras, aliás) recortadas e ultradistorcidas – ele chega até ter um momento quase Van Halen no solo. A faixa é trilha de uma game e vê-la em um trailer entre tiros e explosões pode cortar toda a vibe. Escuta ela sozinha que rende mais. E ainda tem uma versão suave dela no “lado B” – e não é só uma versão violão e voz, não. Se liga.

2 – Self Esteem – “Moody”
A gente já contou por aqui que “Self Esteem”, a persona solo de Rebecca Lucy Taylor, tem na afiada letra ácida de “Moody” versos como: “Mandar nudes para você no meio de uns papos de saúde mental parece contraproducente/ Beber uma garrafa toda em vez de uma taça é um clássico meu”. Esse texto sem medo ganha novo sentido agora no vídeo da música que nos lembrou “Cenas de um Casamento”, a versão da HBO Max para a série clássica do Bergman, ainda que a própria Rebecca alegue que sua referência é “We Found Love”, da Rihanna. Tudo certo nas refs. E tudo certo botar essa música num lugar mais alto agora do nosso Top top.

3 – The Horrors – “Against The Blade”
Outro dos sumidos que voltaram. Mais no começo do ano, a banda inglesa soltou um EP de três músicas e agora vem com mais um EP nos mesmos moldes. A onda é aquela de uma psicodelia para lá de bizarra e pesadona. No Twitter, a banda pediu que os fãs dissequem, devore e destrua o novo single. Combinado.

4 – Remi Wolf – “Street You Live on”
Saiu o tão esperado “Juno”, da super Remi Wolf. A gente fala, na verdade, nossa amiga Dora Guerra fala, desde março que a Remi ia bombar com seu caos colorido e na contramão do pop melancólico que domina as paradas. Até aqui a missão segue firme. Agora é esperar os hits serem reconhecidos pela multidão. Questão de tempo.

5 – Adele – “Easy on Me”
Adele é Adele. Quando faz aquilo que a gente já conhece dela é nota dez. E esse é o caso de “Easy on Me”, que não apresenta grandes inovações enquanto som, mas é uma baita letra de uma Adele mais madura, lidando com sofrimentos do passado e do presente, mas numa boa, pegando leve consigo e sabendo seu lugar. Especialmente no pedido dela de que as pessoas ao seu redor entendam isso.

6 – Band of Horses – “Crutch”
E, na turma do retorno, mais de cinco anos sem nada do Band of Horses foram recompensados com uma belíssima novidade. Tem algo do Shins nessa canção que é difícil explicar – ou mesmo uma vibe do indie do começo da década passada. Podemos estar viajando nessa sensação, mas é isso. Será que teremos um novo álbum do Band of Horses mergulhado em nostalgia? “Things Are Great”, nome do disco, indica algo alegre. Não?

7 – Jeff Tweedy – “C’mon America”
A coleção Sub Pop Singles Club, clube de assinatura da gravadora, é um marco histórico. É nela que temos o primeiro single do Nirvana pela gravadora, um pouco antes da estreia em álbum – atualmente raríssimo já que só mil cópias foram prensadas. Entre idas e vindas, o clube voltou para uma sexta etapa de lançamentos e nada mais nada menos que Jeff Tweedy, líder do Wilco, resolveu contribuir com duas musiquinhas. Seria digno de nota até se elas fossem ruins, mas não é o caso.

8 – Hinds – “De la Monarquía a la Criptocracia”
“De la Monarquía a la Criptocracia” é um som da banda galega Triángulo de Amor Bizarro – reconhece de onde eles pegaram o nome? As meninas do Hinds releram a música de maneira brilhante para uma coletânea que celebra os 20 anos da gravadora espanholha Mushroom Pillow.

9 – Snail Mail – “Ben Franklin”
Seguem interessantes as amostras que Lindsey Jordan, a Snail Mail, dá de seu próximo álbum. Em “Ben Franklin” ela demonstra que o novo disco, seu segundo, terá muito mais que as guitarras do primeiro. Será um trabalho encarando o desafio de não se repetir e de mostrar quem ela é. As letras seguem sinceras, o papo de rehab é real. Ela encarou essa no ano passado.

10 – The Beatles – “Gimme Some Truth”/”All Things Must Pass”
“Gimme Some Truth”, um petardado lançado em “Imagine”, poderia ter sido do Beatles. Ela foi testada nas sessões de “Let It Be”. “All Things Must Pass”, de George Harrison, também foi encarada nessas sessões. Pensa. Se a banda não acaba, o próximo álbum seria uma mistura provavelmente acertada dos melhores pedaços de “Imagine”/”All Thing Must Pass”/”McCartney I”. Na real, eles poderiam abandonar tudo que funciona meio torto em “Let It Be” e ter feito esse disco superespecial ali. Não rolou. Mas beleza, também.

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* A imagem que ilustra este post é do superinquieto Jack White.
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Jack White volta às inéditas depois de três anos. Com a espetacular “Taking Me Back”

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* Opa, opa. Olha só quem voltou a fazer barulho, desta vez com música inédita. Depois de três anos sem um singlezinho, mister Jack White, com loja nova em Londres, reapareceu com a nova “Taking Me Back”, deliciosa, com aquelas coisas que a gente gosta no cara que um dia liderou o seminal White Stripes: voz demente, guitarra alta e única e um acompanhamento de bateria espetacular, também gravada por Jack ele mesmo.

“Taking Me Back” faz parte da nova série do famoso game violento (ou “violento”) “Call of Duty”, que será lançado mundialmente no dia 5 de novembro com o nome “Call of Duty: Vanguard”. No vídeo de “Taking Me Back”, Jack White dá uma adiantada como vai ser o game de tiros, fazendo do assunto seu video-lyric.

Jack White não lançava nada com seu nome desde 2018, quando nos deu “Boarding House Reach”, seu terceiro disco. “Taking Me Back” foi gravada em seu estúdio em Nashville, dentro de seu complexo Third Man Records.

Lembrando que White, agora de cabelo azul, apareceu em setembro em Londres inaugurando uma filial inglesa da TMR, com um show no alto de um prédio, para a galera da rua, no Soho.

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Jack White inaugura loja no centro de Londres com um show em prédio, tipo Beatles

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* O grande acontecimento musical dos últimos dias na Inglaterra não foi um festival, e sim a inauguração em Londres da famosa loja de Jack White, a Third Man Records, misto de estúdio de gravação, lugar de performances e sessions pequenas e record store.

Captura de Tela 2021-09-27 às 12.15.00 AM

A Third Man Records foi criada pelo inquieto Jack White em 2001 em Detroit, tempos do White Stripes, e ganhou sua principal loja em 2009 em Nashville, Tennessee, quando White foi morar por lá para pesquisar a magia dos sons americanos dos primórdios. Sem contar que em algumas edições do festival novidadeiro South by Southwest, em Austin, Texas, sempre era montada na cidade uma loja pop-up por tipo um mês, para ajudar na movimentação local. Há uns três anos, Jack White abriu ainda, lá em Detroit, uma filial em sua cidade de uma fábrica para produzir os discos que criava para ele e para os outros.

Sábado passado foi a vez de Londres, que sempre recebeu Jack White e seus projetos vários, ganhar sua loja própria, a terceira TMR. No badalado bairro do Soho ainda por cima, perto até da loja dos Rolling Stones, recém-lançada.

Parece que tiveram SEIS camadas de filas naquelas ruas-calçadões (algumas estreitas) do Soho, de gente querendo entrar na TMR London de Jack White. Até porque começou a rolar o boato de que o Jack White estava lá para inaugurar a loja e poderia rolar um showzinho.

E ele estava. De cabelo azul. E fez DOIS showzinhos, não um. O primeiro foi dentro da loja, para 30 felizardos, a maioria convidados, em que tocou sete músicas (três do White Stripes, três de seu trabalho solo e uma do Dead Weather, sua “superbanda” com a Alison Mosshart (The Kills) e o Dean Fertita (Queens of the Stone Age). Veja a lista de música, abaixo.

A melhor, ou o mais impactante, foi a segunda apresentação guerilla gig que Jack White fez, fora da loja, na verdade numa varanda do alto do prédio do famooooooso artista britânico Damien Hirst, no lado oposto da TRM London, em trio: ele, um baixista e um baterista. Na qual tocou cinco músicas, incluindo Racounteurs, e finalizando com a hoje atemporal (olha o peso dessa frase) “Seven Nation Army”, com o público fazendo o famoso “Ô-ooooô-oooo” de arquibancada em que foi transformado o hino do White Stripes.


((“Seven Nation Army”, agora de domínio infanto-juvenil, está na trilha do simpático “Cinderela”, musical recém-lançado pela Camila Cabello))

Temos imagens do show “à la Beatles” de Jack White na rua, em Londres. E temos também os dois setlists, o do porão de sua loja e o do “aberto”, da varanda do prédio-galeria do Damien Hirst.

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Show da loja:
* Hello Operator (The White Stripes)
* Why Can’t You Be Nicer to Me? (The White Stripes)
* Sixteen Saltines
* What’s Done Is Done
* I Cut Like a Buffalo (The Dead Weather)
* Love Interruption
* Icky Thump (The White Stripes)

Show da varanda do Damien Hirst

* Dead Leaves and the Dirty Ground (The White Stripes)
* Lazaretto
* Steady, as She Goes (The Raconteurs)
* We’re Going to Be Friends (The White Stripes)
* Seven Nation Army (The White Stripes)

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Quarta de cinzas feliz. Um show “de hoje” do White Stripes na série From the Basement

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* Faz tempo que a gente não postava aqui um showzinho DAQUELES do From the Basement, espetacular série musical para a internet criada pelo engenheiro de som Nigel Godrich. Não sei muito bem explicar essa ausência de From the Basement na Popload. Se foram eles que pararam de postar ou a gente que andou comendo bola.

De todo modo, nada mais lindo do que retomar essa “parceria” com uma performance do White Stripes, uma das melhores bandas da nossa história. O “nossa” no caso é importante.

Captura de Tela 2021-02-17 às 2.39.07 PM

Pois o From the Basement acaba de subir essa apresentação braba de 21 minutos de Jack e Meg White, o histórico casal de irmãos rubronegro (!) do rock independente americano. A session é de novembro de 2005, realizada nos famosos estúdios de Maida Vale, em Londres, bastante usado pela Radio One e 6Music, rádios da BBC.

O White Stripes tinha lançado, uns meses antes da performance, seu quinto álbum, o “Get Behind Me Satan”. O From the Basement com eles tem cinco canções deste disco e a cover de “Party of Special Things to Do”, do grande músico americano Captain Beefheart, que virou vinil de 7 polegadas do White Stripes.

Eis o setlist, com o tempo das músicas no vídeo.

00:30​ – Blue Orchid
03:06​ – Party of Special Things to Do
05:27​ – Forever for Her (Is Over for Me)
09:22​ – As Ugly as I Seem
14:11​ – Little Ghost
16:31​ – Red Rain

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