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Jack White solta o vídeo azul da ótima “What’s the Trick?”. Só no Facebook (?!)

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* Músico fera e prolífico num outro jeito que nem o Dave Grohl consegue ser, o guitarrista Jack White lançou ontem um vídeo quase sem lançar de sua ótima “What’s the Trick?”, que saiu há algumas semanas e é músicaça de seu último lançamento, o álbum “Fear of the Dawn”.

O disco novo veio à baila não tem nem duas semanas e é o primeiro disco dos dois que o ex-White Stripes vai soltar este ano (o “cadenciado” “Entering Heaven Alive” está chegando por aí, em julho.

A gente explica o “lançou sem lançar”. O esperto vídeo azul de “What’s the Trick?” pode ser visto apenas em sua página no Facebook. Exatamente aqui. Sem embed, sem nada. A gente até esperou um pouquinho para ver se o vídeo iria logo ao Youtube, mas não rolou. E merece ser visto logo.

Já que não podemos botar aqui o vídeo em si, só o link, a gente cropou umas fotos. Jack White merece. Ainda mais por um vídeo azul, com ele de cabelo azul e guitarra azul. E vestindo uma camiseta de Detroit.

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Top 10 Gringo – Wet Leg gruda no topo com outra música. TeeZee traz a Nigéria ao ranking. Rapper sueco Yung Lean emplaca em terceiro

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* Uma banda da Inglaterra, um artista da Nigéria e um sueco. Demos uma boa passeada pelo mundo nesta semana, porque ainda tem coisa dos Estados Unidos, Gana… Mais uma vez garantindo a melhor playlist de sons gringos, para você não sofrer querendo achar a próxima música boa lutando contra algoritmos. Deixa essa briga com a gente.

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1 – Wet Leg – “Being in Love”
E o aguardado disco da Wet Leg, banda liderada pela dupla Rhian Teasdale e Hester Chambers, que deu uma chacoalhada no mundo indie com vários singles que viraram hits, finalmente chegou em sua plenitude de 12 faixas. Na verdade, tem um tempo que a gente escutou, amou e já vinha dando por aqui as pistas desse amor. E é uma felicidade notar que nem só de “Chaise Longue” vive a banda – um super-hit delas, que talvez seja bem aquela música que você já escutou, mas não sabe o artista ainda. Os singles já entregavam essa dica, mas o álbum confirma a capacidade de criar hinos roqueiros chicletes com letras bem sacadas e cheias de ironia, como a de “Being in Love”, faixa que de cara abre o disco e que, pelo refrão, parece um elogio a se estar apaixonada, enquanto os versos descrevem uma tortura mental provacada exatamente por essa paixão. Tudo isso sob uma música de guitarras deliciosa.

2 – TeeZee – “Free Me”
TeeZee é um superartista. Daquele que joga em todas as posições. Faz música, cuida dos negócios, toca uma plataforma de mídia. Veio do grupo musical dele uma expressão que define toda uma cena alternativa da música nigeriana, “alté”. Dá uma pesquisada: tem playlist no Spotify reunindo os principais nomes. No gênero, cabe muita coisa – R&B, indie, dancehall. É difícil de definir e meio que essa é a intenção mesmo. Seu novo álbum solo, “Arrested by Love”, leva mais longe ainda essa proposta. E a ideia de TeeZee é mesmo que o álbum seja visto como um blockbuster que tem um pouco de tudo e quer contar uma história poderosa sobre amor. Experimente. Dá para dizer que TeeZee quis e fez acontecer.

3 – Yung Lean – “Bliss” (com FKA Twigs)
Yung Lean é um rapper sueco nascido em Belarus e um dos nomes mais famosos na ascensão do chamado cloud rap, um subgênero do rap conhecido pelo lo-fi de suas produções. Ainda que seja uma tendência muito norte-americana, ele meteu esta. E esse ainda é o clima em “Stardust”, sua nova mixtape lotada de participações especiais gigantes, tipo a da grande FKA Twigs nesta música. A sequência inicial da mixtape é daquelas “uma melhor que a outra”. Foi até difícil escolher qual colocar na playlist. Em outra dica, escute também “Trip”.

4 – Kae Tempest – “I Saw Light” (com Grian Chatten)
Artista sem gênero, Kae Tempest soltou o impressionante álbum “The Line Is a Curve”, título de muitos significados e uma coleção de impressionante som eletrônico moderníssimo para embalar letras declamatórias que ficam entre o rap e o “spoken word”. Poderíamos ter escolhido qualquer música, mas pegamos esta com o menino vocalista do Fontaines DC. Coisa linda essa parceria.

5 – Vince Staples – “AYE! (FREE THE HOMIES)”
O rapper americano Vince Staples lançou no ano passado seu quarto disco, “Vince Staples”, e já chega com o quinto álbum, assim, superrápido. Chama “RAMONA PARK BROKE MY HEART”, numa pegada assim, tudo em maiúsculas, título do disco e das músicas, meio que gritando. Em suas próprias palavras, é o seu disco mais completo até aqui e que vai até profundas emoções, em especial algumas mais antigas – afinal, Ramona Park é um bairro de Long Beach, na Califórnia, onde ele cresceu.

6 – The Linda Lindas – “Fine”
A banda de jovens garotas pounks mais famosa do mundo, The Linda Lindas arrepia na sua estreia. O quarteto formado por Bela Salazar, Eloise Wong, Lucia de la Garza e Mila de la Garza mostra que sua média de idade (14 anos) é um detalhe para uma capacidade artística monstruosa já. São elas que vão colocar no horizonte de muita gente novinha uma pergunta que pode mexer com o mundo: “E se a gente fizer uma banda também?”.

7 – Black Sherif – “Kwaku the Traveller”
E as nossas pesquisas sobre música nigeriana nos fizeram chegar em um artista de Gana que anda bombando na Nigéria. De acordo com “nosso estudo” (Wikipedia), aliás, ele é o primeiro artista ganense a chegar no topo das paradas nigerianas. O seu nome é Black Sherif, adotado por Mohammed Ismail Sherif Kweku Frimpong. Ele ainda não tem álbum, apenas singles, mas é sucesso do tipo que toca em final da Copa de Gana, um torneio do país que lembra um pouco a nossa Copa do Brasil no formato, saca? Sucesso.

8 – Syd – “Right Track” (com Smino)
Syd, supervocalista da super banda The Internet, que conta com o guitarrista Steve Lacy (talvez você já o tenha visto dando rolê com o Vampire Weekend), soltou seu segundo álbum solo, “Broken Hearts Club”. Mas não se engane com o nome, o clima tá longe de ser deprê – “Fast Car” pode ter até um climinha leve em termos musicais, mas é um papo quente, para ficar em termos amenos.

9 – Jack White – “THe White Raven”
Uau. Sempre dedicado ao analógico, Jack White lidou até aqui com todas as maravilhas e limitações tecnológicas impostas por ele mesmo. Nesse novo álbum, “Fear of the Dawn”, ele se permite ir para o digital. E o resultado, agora sem qualquer limitação em tese, é bem bom. “The White Raven” impressiona pelo número de camadas que dificilmente se alcançaria em algo feito em fita, por exemplo. Repara na textura da guitarra, cuidadosa e fresca – não é o tipo de som em você esbarra todo dia, porque tem que ter alguém que saiba fazer nessa qualidade. White tem muito a explorar nesse novo território.

10 – Shame – “One Rizla”
A notícia de um show do Shame em São Paulo, ainda que no distante novembro – até lá já teve até eleições, pensa… – animou a gente e rendeu um play no maravilhoso “Songs of Praise”, o disco de estreia, lá de 2018, numa outra vida, quase. Se quiser escutar um álbum impecável hoje, e com uma energia transbordante em todas as faixas, recomendamos esse, de onde pinçamos esta zoeirinha nossa.

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* As imagens que ilustra as vinhetas do ranking internacional são das meninas inglesas da banda Wet Leg.
** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Jack White lança disco novo, se casa, inicia turnê, toca o hino americano na guitarra. Tudo no mesmo dia

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* Monstro da guitarra do nosso tempo, o multi-agitado músico e empreendedor americano Jack White começou seu plano de dominação de 2022 com o lançamento, nesta sexta, de um de seus dois álbuns programados para este ano.

“Fear of the Dawn”, o “disco de garage rock”, marca a volta de White ao estúdio depois de quatro longos anos. Daqui três meses, sai o “Entering Heaven Alive”, o “disco maneiro”, mais composto de baladas acústicas ou quase isso.

Sexta passada não foi apenas um disco que Jack White lançou. Ele se lançou, também, a mais um casamento, com Olivia Jean. Ele aproveitou que estava iniciando sua tour “Supply Chain Issues Tour” no Masonic Temple Theatre, em Detroit, pediu a mão dela e casou, tudo na mesma noite de show.

Sendo que horas antes ele foi ao estádio de basebol do Detroit Tigers tocar o hino americano na guitarra, antes de uma partida do time local.

Bem, como o negócio aqui é música, a gente volta a falar de “Fear of the Dawn”, o primeiro disco lançado em 2022, que saiu nesta sexta. E, para esmiuçar o que esse novo álbum representa, chamamos o poploader Fernando Scoczynski Filho, especialista em Jack White. Que disse o seguinte…

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Nem parece que se passaram quatro anos desde a última vez que falamos de um lançamento solo de Jack White. Em 2018, saiu o ótimo “Boarding House Reach”, e comentamos que era um alívio ouvir um trabalho que, finalmente, representava toda a excentricidade característica da persona pública do guitarrista/cantor/baterista/etc. Agora, quatro anos depois, temos “Fear of the Dawn”, quarto trabalho solo de White, e apenas o primeiro de dois que ele deve lançar em 2022. Será que ele manteve o nível tão alto quanto esperávamos?

Além dos seis discos de estúdio dos White Stripes, Jack White já tinha completado três “trilogias” com seus outros trabalhos principais (3 LPs do Dead Weather, 3 dos Raconteurs e 3 solo). Em 2018, atingiu um ápice criativo com “Boarding House Reach”; em 2019, teve seu momento mais chato e previsível com “Help Us Stranger”, terceiro LP dos Raconteurs. Agora, após essa eternidade de tempo distorcido da pandemia, um quarto trabalho solo traz consigo expectativa e apreensão. É o 16º disco onde White aparece como um dos principais compositores. Quem consegue manter um nível alto por tanto tempo?

Já adiantamos: “Fear of the Dawn” tem um som autêntico, e foge do rock padrão. Não é a melhor coisa que ele já fez, mas também passa longe de ser a pior.

Como já falamos, “Fear of the Dawn” é o primeiro de dois discos de Jack White em 2022 – o outro, “Entering Heaven Alive”, está marcado para julho. Após uma audição, já podemos presumir como é a organização sonora dos dois trabalhos: este primeiro ficou com todas as músicas pesadas e elétricas; o segundo vai ficar com as baladas acústicas. Isso leva a uma das características mais marcantes de “Fear of the Dawn”: são 40 minutos barulhentos, agitados e algo cansativo. Felizmente, as canções escapam da monotonia graças às constantes trocas de ritmo e andamento, herança bem-vinda das quebradas quase jazzísticas de “Boarding House Reach”.

Essa ausência de pausas não significa que não há variedade de sons no disco – cada uma das 12 faixas traz um estilo de rock singular. A abertura “Taking Me Back” é o clássico pesado quase-Led-Zeppelin, e logo é seguida pela acelerada faixa-título, que alguns ouvintes terão que fazer força para não associar a “Woman”, do (infinitamente inferior na hierarquia do rock) Wolfmother. Em “Hi-De-Ho”, temos o desvio para o hip-hop mais marcante e bem-sucedido da carreira de White, graças aos versos do venerado rapper Q-Tip (A Tribe Called Quest). “Into the Twilight” empresta a batida e o riff de “Robot Rock”, do Daft Punk, que originalmente nem é do Daft Punk (procure “Release the Beast” em seu serviço de streaming aí, agora!!). “What’s the Trick?” traz White fazendo sua melhor imitação de Captain Beefheart, e é maravilhosa. Nada aqui parece totalmente original, e é exatamente por isso que é legal.

Gostamos quando Jack White faz rock, e ele continua sendo muito bom nisso. Infelizmente, a audição deste disco não é tão variada quanto qualquer de seus três lançamentos solo anteriores, nem de perto. Enquanto “Boarding House Reach” tinha cara de “álbum” mesmo, redondinho, para ser apreciado do começo ao fim, este aqui parece que vai alimentar playlists, com fãs escolhendo suas favoritas e esquecendo o resto. Não que isso seja ruim, claro, mas ficamos imaginando: se este trabalho foi gravado simultaneamente ao (presumivelmente) acústico “Entering Heaven Alive”, não poderiam ser lançados como um disco duplo, mesclando as músicas? Um tracklist mais longo, porém mais equilibrado? Saberemos melhor em julho.

“Fear of the Dawn” é um disco que deve receber a atenção de qualquer fã de Jack White. Aliás, quem acompanhou a carreira dele até aqui já deve ter terminado sua terceira audição muito antes de este texto ser publicado. Não é o trabalho mais essencial que ele já criou, mas merece crédito por evitar cair na mesmice protocolar de fazer um rock “basicão”, como aconteceu com o último dos Raconteurs. No mínimo, algumas dessas músicas tornarão os setlists de White ainda mais fantásticos.

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* A foto de Jack White que ilustra a chamada para este post ali na home da Popload é de Paige Sara.

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Popnotas – Rosalía troca a moto por um touro mecânico no novo single. Jack White pede ajuda para os discos de vinil. Father John Misty lança novo vídeo tipo cinema para música nova. A “outra banda” do Thom Yorke lança canção “meio nova”

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* O esperaaaaado novo álbum da cantora Rosalía, “Motomami”, o terceiro da espalhola da Catalunha, chega aos streamings nesta meia-noite, mas desde ontem já está disponível, com vídeo, o mais novo single-esquenta dela, o da faixa “Hentai”. É a quarta amostra a sair do disco que é o sucessor de “El Mal Querer”, de 2018. O single/vídeo, que no caso visual é dirigido por Mitch Ryan, traz uma melodia mais “tranquilinha”, depois das superdançantes “SAOKO” e “Chicken Teriaki”. E Rosalía (foto na home) desta vez aparece montada apenas num touro mecânico. Desta vez não tem as motos famosas dela. Semana passada a catalã esteve nos EUA fazendo a divulgação de “Motomami” nos programas “Saturday Night Live” e no do Jimmy Fallon, como te contamos aqui. Confira “Hentai” abaixo:

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* Gênio multiartista, músico, designer, de vez em quando tapeceiro e vai saber o que mais, Jack White também é empresário. Dono do selo Third Man Records, White abriu sua própria fábrica de vinis, a Third Man Records Pressing, em 2017 e desde então, além de prensar seus próprios discos, viu sua demanda aumentar radicalmente com discos de outras gravadoras por causa da forte volta do vinil. Em vídeo postado nesta semana em todas as suas redes, Jack White faz um apelo às grandes gravadoras para seguirem seu caminho e também investirem em novas fábricas. “É 2022 agora e não é mais uma moda – os discos de vinil explodiram na última década e a demanda é incrivelmente alta”, diz ele no vídeo. “Uma pequena banda punk não consegue prensar seu disco por 8 a 10 meses.” E encerra: “Como o MC5 disse uma vez: ‘Você é parte do problema ou parte da solução'”, chamando “na chincha” marcas grandonas como Sony, Universal e Warner.
“A questão não é grandes gravadoras versus pequenas gravadoras, não é independente versus mainstream, nem é punk versus pop”, seguiu White. “A questão é, simplesmente, que TODOS criamos um ambiente onde a demanda sem precedentes por discos de vinil não consegue acompanhar a oferta rudimentar deles.” Confira abaixo o recado de Jack:

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* Sempre muito chic, o cantor americano Father John Misty continua divulgando o lançamento do próximo álbum, “Chloë and the Next 20th Century”, com vídeos estilosos dignos de cinema. O mais recente é “Goodbye Mr. Blue”. Dirigido por Noel Paul, que anteriormente esteve à frente de outra produção visual de Mr. Tillman, a marcante “Hollywood Forever Cemetery Sings”, lá do começo de sua trajetória solo pós-Fleet Foxes. Este “Goodbye Mr. Blue” é quase um curta e foi filmado na Bulgária. Para os amantes de pets e bichinhos como nós, tem gatinho, passarinho <3 e paisagens lindas do leste europeu de fundo de uma história entre pai e filha. Josh Tillman esteve na última semana no programa do Stephen Colbert, na TV americana, apresentando a nova música.

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* O novo projeto de Thom Yorke e Jonny Greenwood, a banda The Smile, está lançando uma música mais ou menos nova nesta semana. “Skirting on the Surface”, que deve entrar nas plataformas musicais nesta madruga de sexta, já foi tocada algumas vezes pela dupla no Radiohead, durante a turnê de “The King of Limbs” e pelo próprio Smile naquela live do Glastonbury que rolou no ano passado e marcou a estreia dos dois com o novo projeto. Você pode conferir a música “nova” ao vivo do Smile aqui embaixo:

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Jack White versão porrada lança single e vídeo para “Fear of the Dawn”

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* Com dois discos na agenda de 2022, o workaholic Jack White prepara para lançar um álbum porrada, “Fear of the Dawn”, no começo de abril, e um acústico em julho, “Entering Heaven Alive”. Ele tem ora lançado single de um, ora de outro, como estamos mostrando por aqui.

O da vez, lançado na última sexta-feira, é para o primeiro deles, o que ele desce a mão em sua guitarra. É a música que dá título ao álbum, “Fear of the Dawn”, tão garageira quanto o clima do vídeo lançado junto, dirigido pelo próprio guitarrista na “temática do azul”.

A gravadora de Jack White, a curatória Third Man Records, de Nashville, passou a vender nos EUA e apenas na sua loja, desde o último sábado um vinil de 7 polegadas com essa “Fear of the Dawn” de lado B para a calminha “Love Is Selfish”, do trabalho acústico. Na TMR de Londres, recém-inaugurada, o disco aparece à venda no sábado que vem.

Mostra para nós o vídeo que você dirigiu, Jack!

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