Em James Brown:

Tenso! Programa da CNN abre discussão sobre a morte de James Brown. Parentes e amigos próximos não descartam assassinato

>>

050219_jamesbrown2

Mais de uma década depois, a morte de um dos grandes ícones da cultura pop em todos os tempos ganhou ares de polêmica graças a um programa de investigação criminal exibido pelo canal norte-americano CNN.

Mr. James Brown, que nos deixou em 25/12/2006 aparentemente por causas naturais, é o centro da produção do programa, uma vez que ao menos 13 pessoas chegaram ao ponto de pedir a exumação de seu corpo, incluindo o médico Marvin Crawford, que assinou o atestado de óbito do popstar. A desconfiança é que Brown tenha sido… assassinado.

“Ele mudou muito rápido. Era um paciente que eu nunca teria previsto esse tipo de diagnóstico. Mas ele morreu naquela noite, e eu levanto a questão: o que aconteceu de errado naquele quarto de hospital?”, disse o médico, que também confessou ter estranhado na época o veto por parte de Yamma Brown, filha do cantor, que recusou o pedido do profissional para que fosse feita uma autópsia.

Procurada pela CNN, que recolheu mais de 140 depoimentos, Yamma não conseguiu explicar quais foram os motivos de sua decisão naquele dia.

A matéria do canal norte-americano ainda levanta a hipótese de que o túmulo de Brown estaria vazio. Todo o papo serviu para retomar um antigo boato de que Adrienne Brown, terceira esposa do cantor, também teria tido uma morte estranha, no ano de 1996, outra por “causas naturais”, na Califórnia, enquanto se recuperava de uma cirurgia plástica.

Amigos da ex-esposa do cantor garantem que ela teria sido assassinada. Em 2017, um detetive aposentado da polícia divulgou documentos em que uma fonte revela que um médico da clínica onde ela morreu confessa ter aplicado uma droga em Adrienne, causando uma overdose.

Vejamos os próximos capítulos.

>>

Popload Cinema Club: I feeeeeeeeeeel good. Vem aí o filme do James Brown

>>

* Mais uma das colunas especiais de fim de semana da Popload, publicada excepcionalmente nesta segunda-feira por motivos de loucura paulistana de shows, festas e clubes. Agora é a vez também de falar de cinema, com texto do jornalista e blogueiro Tom Leão, um dos caras mais importantes na informação da cultura indie do Rio desde os tempos do importantíssimo e hoje saudoso Rio Fanzine, do jornal O Globo. Tom responde pela Popload Cinema Club. Que aí embaixo trata de…

Popload Cinema Club — por Tom Leão

getonup3

Lá vamos nós com mais uma cinebiografia. Desta vez é “Get on Up”, filme sobre a vida do padrinho do soul e rei do funk, James Brown, prevista para ser lançada no Brasil no dia 5 de fevereiro. Assim como as de Johnny Cash e Ray Charles, esta só não é melhor porque releva muita coisa mais “punk” da vida do artista funk (principalmente a fase final, com as drogas pesadas e a loucura com armas, embora isso seja mostrado, de leve, num dos cortes narrativos do filme) e de sexo, por ter censura PG-13, o que restringe certas temáticas.

Mas “Get on Up” ganha levemente das cinebios de Ray e Cash pela narrativa. E pelo ator principal. O filme tem uma levada não-linear. Começa com Brown entrando em um tunel que o levará ao palco de mais um big show. E, no trajeto, ele começa a relembrar fatos de sua (dura e sofrida) vida, que tem muito em comum com a de Ray: negro pobre, nascido no sul dos EUA, filho de pais separados e que enveredou, por necessidade, para a vida do crime. O que, no caso, foi bom. Pelo menos para nós, os fãs.

Foi na cadeia que Brown teve contato com a música e viu que aquilo o levaria adiante. Já o ator que faz o godfather, Chadwick Boseman (egresso dos teatros da Broadway), realmente canta e dança todas as partes, e tem o suingue, o soul, a negritude (algo que falta um pouco, por exemplo, nos atores que fazem o nacional Tim Maia, que se garantem apenas no tipo fisico).

Nos primeiros 20 minutos a gente demora a se acostumar com Chadwick, porque a imagem de Brown ainda é muito forte. Mas, logo, ele nos conquista, fazendo JB jovem, na fama, na lama, mais velho, bacana, maluco, e, sobretudo, dançando como ninguém jamais dançou igual antes (e que influenciou de Mick Jagger a Michael Jackson nos passos, fora o legado musical em si).

Get-On-Up-4

Não por acaso, o rollingstone Jagger é o principal produtor do filme (e aparece rapidamente representado nele, numa passagem em que Brown abriu para os Stones, na primeira ida da banda aos EUA, e que, positivamente, marcou Mick, que pirou na dança do negão), que, apesar de suas qualidades, não teve indicações ao Oscar, como aconteceu com as cinebios de Ray (que deu melhor ator a Jamie Foxx) e “Johnny & June” (a de Cash, que levou Joaquin Phoenix a cantar todas as partes para soar verossimil, e premiou a June de Reese Whiterspoon). Injusto com Chadwick Boseman, que encarna JB de forma espetacular.

Quem viu Mr. Funky Man ao vivo (como eu tive a oportunidade, em sua ultima passagem pelo Brasil, em 1988), percebe. Aliás, quando James Brown passou por aqui nessa vez, fui à coletiva de imprensa e presenciei uma cena inusitada: ao tentar traduzir “negro” para o inglês (que, na epoca, antes do politicamente correto “afro-american”, se dizia “black man”), a tradutora se embananou e disse “nigger”. Pra quê? Mr. Brown levantou-se puto dentro das calças e abandonou a coletiva. Até que os ânimos fossem acalmados e explicassem para ele que foi uma gafe, não-intencional. Mais tarde, no show do Maracanazinho, ele mostrou que foi o inspirador dos passos de Tony Tornado, e o rastilho de pólvora que ajudou a incendiar o movimento Black Rio, origem do funk carioca. Mas JB foi muito mais. Tanto, que nem cabe tudo no filme. Não perca.

>>

Miami Bitch News: Tarantino, Tupac Shakur, "Girls" e Phosphorescent

>>

* Popload em Miami, bem ao norte. Hoje, aqui, tem show do Leftöver Crack, que eu nem sabia que ainda estavam “vivos”. Manja Leftöver Crack? Será que eu me arrisco? Tipo último show de 2012?

* Uma das personalidades do ano, certamente, foi o rapper americano Tupac Shakur, mesmo o cara tendo morrido em 1996. Não só apareceu como atração em holograma no Coachella deste ano, como é uma das estrelas da trilha sonora do filme novo do Tarantino, “Django Unchained”, que eu vi ontem. Tarantino meteu em seu soundtrack um mashup de Tupac Shakur com James Brown, outro ressurgido do além. É a faixa “Unchained”, que é o rap de Tupac em “Untouchable” em cima do funk “The Payback”, de Brown. Uma coisa é ouvir a música no soundcloud, como divulgado no começo de dezembro. Outra é ver a música bombando enquanto o pau está quebrando em “Django”. Tarantino kicks all asses.

* Dia 13 próximo estreia nos EUA e na sua internet a segunda temporada da deliciosa série “Girls”, da geniazinha Lena Dunhan, líder de um bando de minas gatas perdidas e uns amigos doidos que orbitam em volta delas. Disseram uma vez ser o “Sex And the City” feito no Brooklyn e não em Manhattan, com dialogos menos “mulherzinha style” e recheado de música boa. O conceito ainda cabe, porque o ser humano (feminino) continua o mesmo, seja em Paris, Nova York ou Itapeva. Acho.

A série, devido ao agrado geral da temporada que acabou faz tempo, está sendo muito aguardada e seu reinício. De matérias em todas as revistas descolês até painel gigante na Times Square, em Nova York. Tirei uma foto dele dias atrás mas não sei onde enfiei, então reproduzo os pôsters oficiais espalhados por aí.
Spoiler: Hannah vai vir com um novo namorado. Mas o que não quer dizer que o Adam vai sair de cena…

* Um ano de grandes músicas, 2012 não foi embora sem deixar para nós a mais nova canção do figuraça Matthew Houck, o algo veterano cara por trás do interessantíssimo projeto bizarro Phosphorescent. A banda, ou Matthew, não bobo nem nada, saiu da Georgia para morar no Brooklyn, New York City. E depois, não bobo nem nada, foi morar numa praia no México. A música bem fofa chama-se “Song for Zula” e vai estar no disco “Muchacho”. “Song for Zula”, tipo um early Elvis Costello climático, já toca bonita nas rádios indies cool americanas, pude ouvir por estes dias.

>>

Numa tacada só, Tarantino "ressuscita" Tupac e James Brown em trilha de seu faroeste

>>

* Popload em Nova York.

O papo agora é sobre gênios. No próximo dia 25 de dezembro, também conhecido como Natal, estreia nos cinemas “The Django Unchained”, nova produção do dândi Quentin Tarantino, descrita como “faroeste brutalmente divertido”. O longa é protagonizado por Jamie Foxx e tem ainda no elenco nomes como Christopher Waltz, Leonardo di Caprio, Kerry Washington, Samuel L. Jackson e Franco Nero, que estrelou o filme original em 1966, com direção de Sérgio Corbucci. Basicamente, o filme conta a história de um escravo libertado em busca de vingança nos Estados Unidos pós-Guerra Civil. Faz um tempo, Tarantino sempre mencionava em entrevistas que ainda queria fazer uma obra voltada para o período da escravidão na América.

A trilha sonora imperdível, que chega às lojas dia 18 de dezembro, uma semana antes da premiere do filme, tem nomes como Ennio Morricone, John Legend e Samuel L. Jackson. Frank Ocean chegou a escreveu uma música para a trilha, mas foi recusada por Tarantino, que disse ser uma “balada fantástica e adorável”, mas alegou não ter conseguido encaixá-la em nenhuma cena. Uma das faixas carro chefe da trilha é um mash up intitulado “Unchained” e mistura as canções “Untouchable” e “The Payback”, das lendas Tupac e James Brown, respectivamente.

* Django Unchained, o trailer.