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Noel Gallagher, IDLES, Biffy Clyro… Um pouco do que rolou no Isle Of Wight Festival neste final de semana

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Foto: Dyan Roberts

Foto: Dyan Roberts

Neste final de semana, rolou na Inglaterra o tradicional Isle Of Wight Festival, evento que fez grande sucesso no fim dos anos 60, retornou em 2002 e acontece anualmente desde então nos arredores de Newport.

Mesclando música nova e especialmente música velha, o festival reuniu nomes consagrados da música britânica “recente”, como Noel Gallagher e Richard Ashcroft, nomes “novos” como Miles Kane e Biffy Clyro e muito novos como o Idles, berrando “I fucking love you” para um público majoritariamente acima dos 30 anos. Haha.

Abaixo, alguns vídeos disponibilizados pela própria organização do IOW, entre eles o James (lembra?), a Lilly Allen e até o Rick Astley.

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Futebol é pop. Torcida do Liverpool resgata hino indie para homenagear o craque-fenômeno Salah

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* Daquelas coisas que só os ingleses sabem fazer, uma famosa canção pop britânica dos anos 90 foi revivida com força agora em 2018 e voltou às paradas por causa de uma arquibancada de futebol.

Neste sábado, se nada der errado (já explico), as TVs brasileiras sintonizadas na sensacional final do principal torneio de clubes do mundo, a Champions League europeia, devem emanar o som de um clássico indie de 1989 e relançado em 1991, a música “Sit Down”, da banda James, mas com uma letra diferente do maior hino da banda que um dia foi do tamanho do que o Oasis logo viria ser, mas o grunge do Nirvana veio e acabou com tudo.

Liverpool e Real Madrid jogam em Kiev, na Ucrânia, para ver quem é o clube soberano na Europa e que vai ganhar o direito de em dezembro disputar a final mundial contra o Palm… contra o campeão da Libertadores, que está sendo jogada.

E o Liverpool, de campanha brilhante, tem em seu time talvez hoje o jogador mais badalado do mundo, se você não contar aqui com os super-heróis da bola o fabuloso Cristiano Ronaldo (do adversário Real Madrid), o deus Messi e Neymar Júnior, aquele lá.

LIVERPOOL, ENGLAND - FEBRUARY 04:  Mohamed Salah of Liverpool celebrates after scoring his sides first goal during the Premier League match between Liverpool and Tottenham Hotspur at Anfield on February 4, 2018 in Liverpool, England.  (Photo by Clive Brunskill/Getty Images)

O craque do time inglês, no caso, é egípcio. Trata de Mohamed Salah, atacante de gols improváveis que não só levou o Liverpool à decisão mais importante do time nos últimos 11 anos como botou o Egito “milagrosamente” na Copa do Mundo deste ano, ao fazer um gol salvador, de pênalti, aos 50 minutos do segundo tempo nas eliminatórias africanas.

Este 2018 de Salah está um absurdo. Ele foi considerado o melhor jogador da Premier League, o campeonato inglês, virou o boleiro africano e do próprio Liverpool a ter o maior número de gols numa Champions League, entre outros recordes pessoais dentro do Liverpool e do futebol inglês.

Só que, para homenagear o craque Salah, a torcida do Liverpool resgatou a absurda “Sit Down”, do James.

Curiosamente “Sit Down” nunca foi primeiro lugar das paradas britânicas (chegou ao número 2), mas botou o James na condição de superbanda em 1991, quando foi relançada. No gigantesco Reading Festival de 1991, vi o James, uma das principais atrações do evento naquele ano, botar cerca de 70-80 mil pessoas para sentar e ouvir seu vocalista, Tim Both, entoar a canção.

A versão boleira em tributo ao “rei egípcio” Salah modifica o refrão de “Sit Down” para acomodar a reverência lírica “Mo Salah, Mo Salah, Mo Salah/ Running down the wing/ Salah, lah, lah, lah, lah/ Egyptian King”. “Running down the wing” é por sua exímia habilidade de atacar pelos flancos da defesa adversária.

O Youtube tem vídeo com a versão completa de “Sit Down”, com a musicalidade do James e a letra da torcida do Liverpool.

O tributo não só ganhou as arquibancadas como pubs por onde o Liverpool passa, foi ouvido bastante nesta semana nas ruas de Kiev e o próprio Salah já entoou “sua canção” em programa de entrevista na CNN.

Salah merece mesmo a honraria pop. Além dos fatos já citados, neste ano ele coleciona recordes e prêmios na Premier League, o campeonato inglês, onde se tornou o “Chuteira de Ouro” da última temporada, ao marcar 32 gols em 36 jogos.

Salah, 25 anos, começou relativamente tarde no futebol, em 2010, num time do Egito. Entre outros, jogou na Suíça, no Chelsea, no Roma, não com tanto brilho. Estourou agora em sua temporada de estreia no Liverpool.

É considerado na Inglaterra um contraponto ao brasileiro Neymar. Não dança, não usa brinco, não pinta o cabelo.

Seguidor do islamismo, deve entrar em campo hoje contra o Real Madrid em jejum, por causa do Ramadã, o mês sagrado do calendário muçulmano, em que os fieis não comem durante o dia, entre outras práticas.

O absurdo de onde o jogador chegou em tão pouco tempo pode ser medido pelo fato de o tradicionalíssimo e gigantesco British Museum fazer uma ação ousada para os padrões britânicos que é botar um par de chuteiras de Salah expostos na ala egípcia do museu, à frente de uma esfinge e perto de múmias e estátuas do Egito ancião. O novo “rei” representa o Egito moderno.

Fora a recente versão de “Sit Down”, a torcida do Liverpool já possui, desde os anos 60, talvez a música de estádio mais famosa do mundo. É “You’ll Never Walk Alone”, que nasceu em um musical de teatro inglês, foi para um filme americano e acabou nas paradas de sucesso da Inglaterra na versão da bastante conhecida banda Gerry and the Pacemakers, companheira de cena dos Beatles.

“Sit Down” vem ajudando a manter a carreira do James viva. Depois de aparecer ao longo dos anos em coletâneas e versões remixadas, o clássico indie foi usado em 2017 na peça promocional da sétima temporada da série “Game of Thrones”.

O James, muito por causa de “Sit Down” e graças um pouco ao “momento Salah”, está em plena turnê inglesa e se apresenta no final de junho no Rock in Rio Lisboa.

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Popload Radio transmite festa ao vivo de Curitiba

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* É como se fosse um Boiler Room para rádio. Só que com DJs mais gabaritados haha.
Zoeira à parte, a Popload Radio hoje faz uma festa no tradicionalíssimo clube curitibano James, que já foi um templo indie brasileiro e hoje é para estilos variados, mas ainda se mantém relevante na cena da cidade que sediou a grande final da Copa do Brasil de 2012.

Serão quatro horas seguidas de som tirado das picapes da casa, que está indo direto para a pista do James mas também para as ondas do rádio. No caso, da Popload Radio.

Das 23h à 0h, a música que rola é a da apresentação do DJ local Alexandre Dantas, longevo agitador das pistas de Curitiba e um dos que melhor traduz em música o mood da cidade. Na sequência, entra o DJ set da Popload, que vai até às 2h. Na Popload Radio, das 2h até 3h, quem encara o som é a Claudinha Bukowski, ex-Copacabana Club.

Para quem for de Curitiba, vem aí. Para os que eu não for, vá à Popload Radio, em app, aqui no site, no Facebook, no TuneIn.

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James of Thrones. Teaser da nova temporada de “Game of Thrones” desencava o maravilhoso James e sua “Sit Down”

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* Incrível como os caras conseguem. A HBO liberou há algumas horas um trailer oficial da aguardadíssima nova temporada da série “Game of Thrones”, a sétima. Não bastasse ser de arrepiar, eles editaram o teaser com uma trilha sonora que eclipsa, do nada, um velho sucesso pop britânico, a música “Sit Down”, da saudosa banda James.

“Sit Down” foi um sucesso absurdo na Inglaterra em 1991, dessas de tocar por todo lugar que se ia. Isso em 1991, repito o ano, para você lembrar que é a época da avalanche americana do rock indie metal sujo do Nirvana e do grunge. Mas a música tem uma história engraçada.

O James é na real do começo dos anos 80, banda de Manchester. Lançou o single “Sit Down”, uma homenagem a Patti Smith, em 1988/89 e nem coceira fez em vendagens, paradas, cena etc. Eis que a música inglesa em geral, mas principalmente a de Manchester, tempos depois e graças a grupos como Stone Roses, Inspiral Carpets e Happy Mondays, começou a bombar. Inclusive nas college radios americanas. Era o que seria um pré-britpop.

E o James, com sua coleção de músicas boas da época, foi na mesma onda. Então resolveram relançar “Sit Down”, mais radiofônica e com a letra um pouco mudada. Booooom!!!!

O começo da letra, antes do refrão pegajoso e repetitivo que pede para alguém sentar perto de Tim Booth, o vocalista figura do James (foto lá em cima), é triste assim:

“I sing myself to sleep
A song from the darkest hour
Secrets I can’t keep
In sight of the day
Swing from high to deep
Extremes of sweet and sour
Hope that God exists
I hope, I pray”

A música, uma canção de desespero que é um dos hinos de época mais alto astral do pop perfeito britânico, virou um inferno na onipresença. O radialista John Peel adotou “Sit Down”, a Radio One, a rádio GLR (fortíssima no indie na época), o “Melody Maker”, o “New Musical Express”, o programa de TV “Top of the Pops”, os pubs.

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Na magistral edição do Reading Festival de 1991, “the year that punk broke”, uma das maiores escalações de um festival, pelas bandas da hora e os movimentos da hora, a mesma edição que o Nirvana estava aparecendo com sua turma grunge e tocou de dia no primeiro dia no palco principal, para umas 3 mil pessoas, e voltaria no ano seguinte como grande headliner do festival tocando para 100 mil, o James foi a grande atração do segundo dia do evento, provavelmente tocando para umas 60 mil pessoas.

Juro por Deus, porque eu estava lá. Na hora de “Sit Down”, o Reading Festival inteiro SENTOU!!!!! Pensa nisso.

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O cartaz cortado do Reading de 1991. O Nirvana tocou abaixo, no primeiro dia. O James foi o headliner do segundo

Vamos ver o quanto vai durar essa sobrevida de “Sit Down” e se de alguma forma o James e suas belas canções pop indie-dance inglesas sejam revividos.

Eis o lindo trailer do novo “Game of Thrones” e o vídeo original de “Sit Down”, de 1991.

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São Paulo enquanto Londres. James + Ting Tings + Tune-Yards + Noel Gallagher + Band of Horses + Wild Beasts + Franz + Horrors bombam a cidade em maio

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* Na verdade já começa hoje, no último dia de abril. O inverno está chegando forte em São Paulo, mas a cidade vai responder com shows quentes. Acompanhe:

– Hoje – A veterana banda inglesa James mostra seu emotivo show pré-britpop nesta noite no Cine Joia, na Liberdade. Se formos nos basear pelos dois shows que o grupo fez no Coachella Festival, há poucas semanas, o hit “Sit Down” é logo a primeira música. Não chegue com o show começado.

– Amanhã – A dupla inglesa The Ting Tings sacode o Joia de hits e novas músicas, em show com a casa bem cheia, ao que tudo indica. Se “That’s Not My Name” ainda bomba qualquer pista hoje, em versão original ou nos 300 remixes, imagina ver a Katie White mandando a música ao vivo? Não se engane: o novo disco, “Sounds from Nowheresville”, lançado há dois meses, é mais ou menos. Mas o show costuma ser bem bom.

O duo inglês Ting Tings amanhã no Joia. Lá vêm os hits

– Quarta – show 1. Mr. Noel Gallagher, ex-Oasis, mostra seu lindo disco solo em show para paulistanos agora no dia 2, no Espaço das Américas. Noel Gallagher é o cara. Ele recheia sem dó a tour do álbum novo, cheio de canções ótimas, com várias canções perfect-pop dos tempos do Oasis. O concerto dele no final de tarde do Coachella, na Califórnia, há alguns dias, foi quase perfeito. Não tô dizendo que o Espaço das Américas vai mostrar o mesmo pôr-do-sol que o deserto da Califórnia, mas ainda assim… show 2. Também na quarta, em show fechado pelo canal Multishow, no Cine Joia (portanto você vai ter que rebolar nas promoções da internet para tentar entrar), a “tribal” Merrill Garbus bota para tocar para os paulistanos sua banda-projeto Tune-Yards. É um indie cabeça que encontra o lo-fi com colagens experimentais e afrobeats, como se ela fosse do Brooklyn. É quase. Boa opção indie ao popismo do Noel.

– Dia 3 – O espertíssimo grupo americano White Denim engrossa a semana de shows tocando no Beco 203 na quinta. O White Denim executa ao vivo um som de garagem psicodélica (alguma coisa perto disso, se dá para definir assim) com o dobro de energia que tem em seus discos. Bom, dizendo de onde eles são já entrega o que esperar dos caras: Austin, Texas.

– Dia 10 – Coisa de doido, a surf-music interestelar de pegada punk baixa a toda velocidade no Cine Joia no show dos “violentos” Man or Astro-Man?, veterano grupo do Alabama que agora tem uma Astro-Woman na banda. Personagens de históricos shows no Brasil, já, confesso que não sei como anda a banda hoje em dia. Mas é difícil um show do Man or Astro-Man? ser ruim, viu.

O Band of Horses, de Seattle, toca no Beco agora em maio

– Dia 21 – Novo integrante do “maio bombator paulistano”, o distinto quarteto de indie-country Band of Horses, de Seattle, atraca no Beco SP perto do final do mês, na primeira tour dos caras pela América do Sul. O Dave Grohl adora os caras e quando dá mete eles para abrir os shows do Foo Fighters. Toque para os meninos: a bermuda é opcional, mas a barba e a camisa de flanela são itens obrigatórios.

– Dia 24 – POPLOAD GIG edição extra, no Beco SP. Enquanto o Of Montreal, o Theophilus London, o A$AP Rocky e outra galera que ainda é segredo não vêm, este blog bota para você se divertir um showzinho cool da banda inglesa Wild Beasts, que traz a tour do excelente disco “Smother” e tem um dos vocais mais bacanas do indie, de Hayden Thorpe. Banda da Domino Records, pois não? A abertura do show do Wild Beasts vai ficar por conta da “rodada” banda indie paulistana Some Community, uma das atrações do South by Southwest deste ano.

O Franz Ferdinand em foto “paulistana”. Banda escocesa toca em SP neste mês

– Dia 27 – Primeiro que é de graça. Segundo, num parque. Terceiro, que é show novo e único na América do Sul do Franz Ferdinand. Quarto que vai ter o incrível The Horrors. Quinto que o We Have Band também. Sexto: a Banda Uó vai fazer cover brega dos Smiths. Chega? Festival da Cultura Inglesa. No Parque da Independência.

* Tenho impressão de estar esquecendo algo. Qualquer coisa me avise, que eu completo.

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