Em janelle monae:

Jools Holland mostrando algumas coisas legais da música

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Um dos programas mais legais da TV britânica mantém sua tradição e continua relevante graças ao seu formato redondinho. O “Later… With Jools Holland”, que vai ao ar na BBC e reúne em um estúdio gigante, em média, quatro atrações musicais por semana, cada uma mandando seu som e passando sua mensagem, sempre tem algum nome relevante em sua programação, seja da nova música, seja da velha guarda.

O mais recente episódio da série reuniu três nomes bem badalados da música, cada um no seu canto e em seu “momento”. O Pixies, por exemplo, foi ao programa divulgar “EP-1”, recente projeto lançado de surpresa por eles, o primeiro registro sem a Kim Deal, mas que ficou bom.

Quem também esteve por lá foram dois representantes da música pop atual moderna. A ótima cantora Janelle Monáe, que mistura muito de R&B e Soul com pegada bem pop, e o trio indie escocês de electropop delicado Chvrches também figuraram entre as atrações. Música boa do início ao fim, não tem como o Jools Holland não ganhar nossa atenção.

Indie-drama. Vá ao vídeo novo do Fun. mas não me convide

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* Não sei se você reparou, mas está uma onda de indie-teatro ultimamente. Tipo o dessa banda nova-iorquina Fun., assim com ponto final no nome, que só cresce e cresce. Conheci o Fun. no South by Southwest, em março, de tanto que se falava e escrevia e propagandeava a banda no Texas, durante o festival. Eles tinha acabado de lançar o segundo álbum, “Some Nights”, na verdade o primeiro “para valer”. Não dei muita bola até ver que o hit deles, o “We Are Young”, uma espécie de “Pumped Up Kicks” de 2012, estava tocando a sério na Sirius XMU, a melhor rádio do planeta.

A música do Fun. é dramática e ótima para ser cantada pela galera do “Glee”, entende? Isso, aqui nesse caso, ainda não é demérito, veja bem. “We Are Young” é boa. Mas o segundo single deles, “Some Nights” é meio chatinho, música e vídeo.

As referências são muitas para o Fun. Existe bastante de Killers da última fase no som da banda. Essa é a parte “boa”. Tem algo de Panic! at the Disco também, haha. Tem algo ainda de Mumford & Sons também, sem o sotaque britânico. A ótima Kimbra e o Gotye, mais a primeira, estão nessa de indie-teatro, repare. O Fun. está desembocando num indie pop americano frequentado por bandas como Foster the People, Friends e Grouplove. Faz sentido. E tem um flerte engraçado com o hip hop. O Kanye West adora a banda e já apadrinhou. A Janelle Monáe canta no primeiro single e se apresentou com os caras no MTV Awards de cinema, no último final de semana. O Fun. é total uma “banda dos novos tempos”.

E, ontem, lançaram o vídeo “guerra de secessão” de “Some Nights”, a faixa-título e segundo protótipo de hit. Isso depois de, fevereiro para cá, a banda entrar em trilha de mil seriados, desbancar recorde do Coldplay em parada de downloads da Billboard e cravar número um em singles na Inglaterra por causa de “We Are Young”, que tem quase 70 milhões de views no Youtube. Essa banda vai nos encher bem mais, hahaha. Dá uma sacada nas últimas do Fun. O vídeo no Movie Awards é de galera, olha só.

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Rock in Rio 2011 – cobertura COMPLETA da quinta-feira

* Vamos lá, Brasil.

* O Rock in Rio recomeçou ontem todo soul, para a alegria do Twitter e para a tristeza da música. Com suas (poucas) exceções, claro. Tipo assim: tirando o show do Stevie Wonder (isn’t he lovely?), alguns lampejos raros na apresentação da Joss Stone e o show do Marcelo Jeneci com o Curumim (me contaram, não vi), talvez tenha sido o dia mais chato da história dos festivais mundiais nos últimos 20 anos.
Quando o Toni Platão é o melhor em uma homenagem orquestral (!) ao Legião Urbana… E depois ainda teve Janelle Monae, Ke$ha e Jamiroquai, o suprassumo da soul sem alma.
Enfim, como não somos de xoxar (muito) aqui na Popload, apenas ignorar quando a coisa não nos interessa, vamos falar então do que interessa no quarto dia (dos sete) do Rock in Rio 2011: as fotos legais do Fabrício Vianna. E uns videozinhos do Stevie Wonder, lógico.


A animação tomou conta no dia do soul (+ Ke$ha), ontem, no Rock in Rio 2011. Note que a grama sobreviveu ao vendaval do metal de domingo passado



“Levanta, vai. Vamos lá ver a Janelle Monae que ela é bacana SIM”. Show da “nova Prince”, que inclusive matou o Prince numa cover de “Take Me With You”, foi visualmente bonito, mas sonoramente fraco, apesar de toda a cobertura que eu li nos jornais hoje tacharem de “eletrizante”. Devo não ter entendido o show



Eu até gosto da Ke$ha de estúdio, mas ela ao vivo não dá. Embora tenha achado que a dance fuleira dela foi a atração mais “rock’n’roll” do dia. Até guitarra ela tocou e, depois, quebrou



Galera do LP1 compareceu em peso para o inesquecível (believe me) show orquestral do Legião Urbana, depois de ver a Joss Stone. O que seria LP1, mesmo?



A babe inglesa Joss Stone, amiga do Mick Jagger, não fez um show tão ruim como eu esperava, ontem. Fora que, pensa um pouco nisso, a moça botou 30 mil pessoas diante dela no palco secundário do festival em uma quinta fim de tarde no Rio e superou o público do Sepultura. Comente



No dia “mais calmo” de público no festival, com apenas 99 mil pessoas (estou zoando), dava até para comprar milkshake de ovomaltine sossegado para ir curtir o Jamiroquai, ontem na Cidade do Rock