Em japanese breakfast:

Popnotas – Courtney Love cantando Britney Spears e chorando. Jeff Tweedy cantando Japanese Breakfast. Frank Carter cantando que não é vampiro em música nova

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– Nosso querido Jeff Tweedy não para. E estamos adorando. O dono do Wilco está lá casa dele em Chicago, com a família, ainda com os cuidados pandêmicos, mas não está alheio deste mundo, não. Você deve lembrar aqui que umas semanas atrás postando a live que ele faz com a mulher e o filho, o prosaico-legal “The Tweedy Show”, programinha caseiro no qual ele já fez cover de My Bloody Valentine e as Sharon Olsen (nossa forma de chamar a linda parceira da Sharon Van Etten com a Angel Olsen). O programa é postado na conta de sua mulher, Susan, a @stuffinourhouse. Acontece que sexta passada Jeff foi lá e tocou sua versão para “Kokomo, IN” da incrível Japanese Breakfast, nome da banda-projeto da Michelle Zauner. Só que ela é fã de Wilco, então praticamente enlouqueceu com a homenagem, fazendo até um textinho-textão em seu Instagram. “Fuck”, ela disse, toda “mind blowing”.

– Falando em cover, esta aqui é bafo. A segunda maior viúva do rock, a Courtney Love. Para mostrar sua solidariedade à cantora Britney Spears, dentro do movimento #FreeBritney que está pegando fogo judicialmente nos EUA, o caso do controle do pai sobre sua vida, a ex-líder da outrora maravilhosa banda Hole e também ex-senhora Cobain, postou em seu Instagram uma cover de “Lucky”, clááááássico da Britney dos anos 2000, do disco ” Oops!… I Did It Again”. Love chora perto do final, bem na parte da letra que fala das lágrimas vindo à noite. Fofa. #FreeBritney

– O esperto grupo punk inglês Frank Carter & The Rattlesnakes botou sua guitarra rápida para funcionar ontem, quando foi mostrado o novo single “Sticky”. O single vem com um lyric video legal, cheio de… stickies. Frank Carter, o cara mais tatuado da música, mais que o Post Malone, anunciou recentemente que seu quarto álbum chega no dia 15 de outubro. Também vai chamar “Sticky”. Outro single deste novo álbum foi revelado em abril com uma gritaria em dose dupla. Em “My Town” a música vem com participação de Joe Talbot, do Idles.

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Japanese Breakfast leva suas músicas novas espertas para uma session de rádio

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* E a nossa querida Japanese Breakfast segue na divulgação de seu novo álbum solo. “Jubilee”, terceiro disco da Michelle Zauner, lançado agora em junho quase ao mesmo tempo que seu livro de memórias, Crying in H Mart”, anda ganhando um super e merecido espaço – as resenhas são quase todas positivas na mídia gringa.

E após um tour pela televisão aberta dos Estados Unidos, ela colou na The Current, uma rádio de Minneapolis das nossas que capricha em seus conteúdos – vale dar uma sacada no canal de YouTube deles.

A session contou com o single “Be Sweet”, a caprichada “Kokomo, IN” e um extra de seu projeto paralelo, o Bumpuer, dupla que Michelle fez com Ryan Galloway, do Crying, durante a quarentena, com cada um pensando em música em seus apartamentos – isolados ainda que fosse quase vizinhos.

Tem duas versões da session, uma com bate-papo (com uma Michelle um tanto quanto seca nas respostas) e outra só com as músicas (na apresentação a Michelle é só alegria).

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Top 10 Gringo – Mulher 100%. King Princess, Willow e Japanese Breakfast puxam a fila feminina total do nosso Ranking

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* A gente foi listando as músicas que mais gostamos nesta última semana e logo percebeu: uma mina, duas minas, três minas, quatro minas. Ah, quer saber? Só mulheres nesta semana no ranking gringo. E lógico que não deu trabalho fazer uma pesquisa a mais em sons novos que até passaram sem nossas anotações para dar conta de completar a lista. A semana é total delas.

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1 – King Princess – “House Burn Down”
Que sonho este sonho. A King Princess, além de arrebentar como sempre faz, consegui reunir dois quintos do Strokes por aqui. Na bateria, nosso amigo Fabrizio Moretti. No baixo, o senhor Nikolai Fraiture. E lógico que a presença da dupla dá na música um caldinho de Strokes, que ajuda a gente a entender a participação do dois na banda – assim como a presença do Nick Valensi em um som da Sia já ajudou a gente a sacar o que ele fazia na banda.

2 – Willow – “t r a n s p a r e n t s o u l”
Esse single já está rolando há um tempo, mas agora com um clipe oficial que a gente descobriu que a Willow – sim, a filha do Will Smith e da Jada Pinkett – abriu seu lado de roqueira. Em entrevista a V Magazine, ela conta que por conta do racismo chegou a sofrer com bullying na infância por gostar de rock e uma pressão para se encaixar em ritmos como o R&B. Considerando que sua mãe já teve banda de rock, ela resolveu assumir seu gosto sem medo do que vão pensar. E deu muito certo. A presença do Travis Baker na bateria ainda dá um capricho de nostalgia.

3 – Japanese Breakfast – “Be Sweet”
A gente já tinha gostado do singles e não foi trabalho ficar apaixonado no novo álbum da excelente Japanese Breakfast, Michelle Zauner. Aqui em “Be Sweet” ela constrói um som tão delicioso quanto oitentista, mas sem toques exagerados de retrospectiva. Ao mesmo tempo que não é difícil imaginar o refrão “Be sweet to me, baby/I wanna believe in you/I wanna believe in something” em um rádio retrô, ela não soa como uma cópia de algo que você já ouviu antes.

4 – Billie Eilish – “Lost Cause”
Mais um som com toque direito ao ex que fazia pouco da Billie? E segue a revolução visual da Billie no clipe deste som, um passo dado em direção a liberdade (e curtição com as amigas). Sonoramente, a revolução não é tanta, ainda que soe um pouco mais iluminado que os trabalhos do primeiro álbum.

5 – Zoe Wees – “Girl Like Us”
Na linha da Billie, repare no estilo vocal, a Zoe Wees também faz um barulho. Com seus 17, 18 anos, a alemã começa a colecionar hits que tocam corações pelo mundo ao falar de ansiedade e pressões, como a da aparência. Em “Girls Likes Us” ela relata, por exemplo, seu sofrimento de não ver beleza no espelho. “Eles não sabem”, ela canta no refrão sobre a invisibilidade de algumas questões feminas. Olho nessa mina. É hit atrás de hit.

6 – Wolf Alice – “How Can I Make It Ok”
Mais uma da lista que caberia na programação da Alpha FM. Falsete delicioso combinado com um refrão apaixonado em um dos momentos mais pop do novo álbum dos ingleses da Wolf Alice.

7 – Rochelle Jordan – “Already”
R&B para lá de dançante, com uma leve pegada de house, talvez? Essa é “Already”, um dos bons sons de “Play With Changes”, álbum que a inglesa que cresceu no Canadá Rochelle lança após quase sete anos de silêncio por conta de tretas de saúde e gravadora. Esse tempo não foi capaz de tirar um energia para lá de boa que seu som carrega. É tocar e sair dançando.

8 – Dua Lipa – “Love Again”
Tem esse lugar comum de que ninguém mais pensa em álbum. Meia verdade. Só olhar para o trabalho da Dua Lipa, que chega ao sexto single de um álbum, para ver que é possível trabalhar um repertório aos poucos, quase nos moldes tradicionais – com o single saindo após o álbum e não antes, como é a moda atual, onde o disco é quase que a última coisa que importa. Movimento interessante. Detalhe que todas as músicas são hits impecáveis, né?

9 – Dawn Richard – “Bussifame”
Artista experiente com 20 anos de estrada, Dawn Richard entrega em “Second Line” um álbum maduro e conceitual que levou uma bela nota oito da Pitchfork. Precisamos escutar um pouco mais para entender a questão conceitual toda, mas só “Bussifame” já dá conta de muito balanço – além de ter uma pegada metalinguística sobre fazer um som dançante, sério.

10 – Dondria – “Let It Be”
Mais uma artista da nossa lista que tem uma carreira um pouco complicada em questões de lançamentos. Bombada no começo da década passada, Dondria não manteve o ritmo aparentemente e não lançou muito material, mass nos pegou em cheio com essa emocionante faixa onde vai de uma voz doce e radiofônica até um timbre rasgado quase rouco, sem medo. Um som que honra pegar emprestado um título clássico desses.

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* A imagem que ilustra este post é da rapper Willow Smith.
* Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Japanese Breakfast, seu disco novo, sua session na TV aberta americana e sua paixão por Karen O, do Yeah Yeah Yeahs

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* Na sexta-feira foi lançado o novo álbum solo da coreana da Filadélfia cujo projeto indie rock se chama Japanese Breakfast. O bem bonito “Jubilee”, terceiro disco de Michelle Zauner, que acontece ser também uma autora de livro de sucesso contando sua própria vida, tem aparecido por aqui na Popload há um tempinho. Seja com ela lançando singles legais como “Be Sweet” ou tendo tocado música nova do álbum em programas de TV como o do Jimmy Fallon, por exemplo.

Um dia depois de ver seu “Jubilee” chegando às lojas reais e virtuais, Japanese Breakfast foi tomar breakfast na TV aberta americana, como destaque do programa de audiência gigantesca “This Morning”, da CBS. Gastaram um tempo com Michelle no ar, até a entrevistando, em meio a uma session de três músicas dela ao vivo. No papo, ela conta como era maluca pela Karen O, do Yeah Yeah Yeahs, sua musa inspiradora na coragem de aparecer cantando num palco, superando seu trauma de ser uma imigrante nos EUA.

No “This Morning”, da CBS, neste sábado, Japanese Breakfast apresentou três sons do disco novo: o single “Be Sweet”, a delicinha “Kokomo, IN” e a climática “Tactics”.

Tudo aqui embaixo.

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Popnotas – A questão básica da música nova do Garbage. Lucy Dacus tentando salvar o namo. A invisibilidade do Duran Duran. E a Japanese Breakfast caçando vilões

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– Amiguinha da Phoebe Bridgers e da Lucien Baker, a cantora e guitarrista Lucy Dacus acabou de lançar mais um single do seu aguardado novo álbum solo, “Home Video”, que sai no dia 25 de junho pela Matador. Na nova música, “VBS”, que já acompanha de um belíssimo vídeo em animação, Lucy reflete um pouco sobre suas experiências adolescentes em acampamentos para jovens cristãos, viagens que renderam para ela seu primeiro namorado, um metaleiro maconheiro que Lucy quis, em sua inocência da época em suas palavras, tirar das drogas. A música tem um trecho lindo sobre um certo amargo de nossas descobertas nesse período: “Você disse que eu te mostrei a luz/ Mas tudo o que fiz no final/ Foi fazer o escuro parecer mais escuro do que antes”.

– Quem chega de vídeo novo também é o veteraníssimo grupo americano Garbage. No caso, é o trabalho visual de seu novo single, “Wolves”, que fará parte do álbum “No Gods No Masters”, o primeiro em cinco anos, que saí no dia 11 de junho. Sobre a música, a vocalista Shirley Manson deu alguns detalhes que traduzimos de maneira bem livre, vale dizer. “Esta música é uma ode à ideia de quem você vai ser? Você vai ser um arrombado ou uma boa força no mundo?”. Basicamente isso.

– Outro retorno após um longo hiato de inéditas é o da lenda new romantic inglesa Duran Duran. A banda lança “Future Past”, seu décimo quinto álbum, em outubro. Entre as participações especiais prometidas para o disco estão nomes como Graham Coxon (Blur), Lykke Li, Mark Ronson e Giorgio Moroder. O primeiro single, “Invisible”, ganhou um vídeo todo feito por uma inteligência artificial, que absorveu a ideia da banda e produziu o material sem qualquer outra intervenção humana. Dá uma sacada como ficou:

– Mais vídeos? Tem o novo da cantora indie americana Japanese Breakfast para o terceiro single de “Jubilee”, seu novo álbum, que será lançado em junho. “Savage Good Boy”, o single do novo projeto, tem participação de Michael Imperioli (o Christopher Moltisanti de “The Sopranos”). A brisa de Michelle Zauner, nome real por trás do nome artístico, é a partir dessas histórias de bilionários comprando bunkers. “Eu estava interessada em examinar esse tipo específico de vilania”, explica.

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