Em japanese breakfast:

Top 10 Gringo – Fizemos um feng chui no nosso ranking. E o Silk Sonic chegou tomando conta do topo. E, veja, tem até o Wallflowers e não estamos nem nos anos 90

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* Uma semaninha com muitas novidades, ainda que relativamente morna – a princípio, vá lá. Afinal a gente nunca sabe como algumas músicas vão envelhecer na nossa playlist. Ou será que estamos muito exigentes achando morno um encontro de dois gênios do pop atual e de um ex-beatle com um membro do Radiohead? Ou então o retorno de uma banda bem legal dos anos 90 e de bons singles de vários artistas que estão prontos para serem as novas sensações dos próximos dez anos? Vai saber. Ah, e resolvemos tirar do Top 10 as músicas do Dry Cleaning, porque tava meio covardia. Fizemos a limpa, tudo novo, só deixamos a St. Vincent. Porque é a St. Vincent, né?

silkquadrado

1 – Silk Sonic – “Leave the Door Open”
Anderson .Paak e Bruno Mars são dois caras talentosos, cada uma na sua função, com seus públicos e som. A união dos dois não tinha como dar errado. Ainda que talvez não esteja produzindo nada de muito novo, vale a junção pela tiração de onda, por criar música no instinto do estúdio em poucos dias, um respiro dentro da pandemia que tiraram os dois de suas rotinas. Aqui eles abusam do quanto sabem de música, da boa música. Sobram referências ao melhor da soul music clássica.

2 – Wavves – “Sinking Feeling”
A querida banda californiana Wavves está de volta. O grupo de Nathan Williams traz seu surf rock mais psicodélico para outros campos em “Sinking Feeling”, música que fala do nosso tão recorrente e importante assunto, o indie mental-health. Segundo o vocalista, a faixa é uma canção sobre uma onda de depressão que não para de voltar. Ainda que não seja um tema leve, talvez eles nunca tenham soados tão pops também – mesmo com uma sujeirinha e tortuosidade no solos no som.

3 – St. Vincent, “The Melting of the Sun”
Segunda semana de St. Vincent por aqui e repetimos uma ideia: ela é dona de uma das guitarras mais espertas do mundo hoje. Nesta balada, segundo single de seu álbum “Daddy’s Home”, que sai no próximo 14 de maio, ganhamos de presente um senhor solo de guitarra, que nem parece com solo de guitarra, mas é sim. É uma coisa tão fora da curva que até fica difícil reparar no que veio antes ou depois desse evento nesta música.

4 – Sinead O’Brien, “Kid Stuff”
Irlandesa, de Dublin, a cantora-poetisa Sinead O’Brien solta sua primeira novidade de 2021. Mais um som envolvente na letra – quase quilométrica – e no seu jeito de cantar, quase falado, como se recitasse seus escritos, interpretasse suas emoções. Sempre além de apenas a música. Está aí uma aposta nova, uma artista que quando resolver escrever um álbum completo vai produzir algo que vai ficar para a história. Conheça antes.

5 – Sorry – “Don’t Be Scared”
E os ingleses do Sorry, que ainda colhem os elogios de seu álbum de estreia bem-sucedido do ano passado, seguem com “fluidez de gênero”, digamos assim, já que seu som transita entre o indie, eletrônico, jazz e pop. Segundo o quinteto, o EP novo, “Twixtustwain”, reflete a sua sensação de “claustrofobia” vivida durante a pandemia. Sabemos bem o que é isso. Ouça qualquer música do disquinho. Mas ouça principalmente esta “Don’t Be Scared”.

6 – Japanese Breakfast – “Posing in Bondage”
O projeto synth-pop da coreana Michelle Zauner traz mais um single do seu próximo álbum, “Jubilee”. A música, “Posing in Bondage”, fala sobre solidão e saudade. Nele a artista comenta: “Nenhum lugar parece mais solitário do que uma mercearia vazia à 1h da manhã”. Pensa em um sonzinho melancólico gostoso de escutar, uma música que se desenvolve bem devagar sem nunca soar desinteressante.

7 – The Wallflowers – “Roots and Wings”
É algo especial a volta do Wallflowers, a banda do Jakob Dylan, filho do velho Dylan. Sonoramente na mesma toada de roots rock de antes, meio do pai, meio viajante na linha War on Drugs, para citar uma banda “mais atualizada”, mas não faz mal. Ainda que talvez seja mais chocante para os brasileiros saberem que eles planejam uma turnê assim que “Exit Wounds”, seu novo álbum, for lançado, em julho. Não aqui obviamente. Para nós, resta só a música.

8 – London Grammar – “America”
Este lançamento fresquinho do trio britânico de indie pop é uma das mais bem acabadas reflexões sobre a inexistência do sonho americano, que embora seja americano está impregnado em milhões de cabeças de ingleses, brasileiros e do resto do mundo. Na canção, o personagem reflete sobre abandonar de vez aquele sonho que nunca existiu para ele, que era algo ilusório. Um reflexão carregada de melancolia talvez pelo tempo e pelo custo que ela demorou em acontecer.

9 – Years & Years – “StarStruck”
Sabe uma canção para dançar bem resolvida e só – que já é bastante coisa? É isso que o ótimo Olly Alexander, que agora assume sozinho a responsa do Years & Years, produz aqui. Tanto que o vídeo da música é uma supercoreografia da renomada Sherrie Silver, responsável por “This Is America”, vídeo obra-prima do Childish Gambino. Olha o naipe.

10 – Paul McCartney – “Slidin (EOB Remix)”
Um encontro de um ex-beatle com um atual Radiohead não é pouca coisa. Ainda que o toque de Ed O’Brien seja sútil, ele transforma bem a canção original, dando velocidade e destaque a voz gritada do Paul, que é algo sempre impressionante. Dá para dizer que é melhor que a versão original sem medo.

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* A imagem que ilustra este post é da dupla Anderson .Paak e Bruno Mars, o Silk Sonic.
** Repare na playlist. A gente inclui as 10 mais da semana, ou quase isso, mas sempre deixa todas as músicas das semanas anteriores. Pensa no panorama que isso vai dar conforme o ano for seguindo…
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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POPLOAD NOW – Mais 5 coisas importantes que aconteceram na música, na nossa ausência, a PARTE DOIS

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* Dando sequência ao apanhado de assuntos musicais relevantes que aconteceram nestes três dias em que ficamos “interditados”, sem postagens, temos o seguinte:

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* JAPANESE BREAKFAST
O projeto synth-pop da coreana Michelle Zauner traz mais um single do seu próximo álbum, “Jubilee”, disponível a partir de 4 de junho. A música, “Posing in Bondage”, fala sobre solidão e saudade. Nele a artista comenta: “Nenhum lugar parece mais solitário do que uma mercearia vazia à 1h da manhã”. Mercearia essa que é cenário do vídeo, autodirigido. Além disso, a banda está lançando seu tão esperado livro baseado em seu ensaio de 2018 na revista “New Yorker”, “Crying in H Mart”, neste mês. Um livro de memórias sobre crescer como coreana-americana, perder sua mãe e ter que forjar sua própria identidade.

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* SORRY
O grupo londrino que teve seu álbum de estreia lançado no ano passado, com ótimas críticas não só para inglês ver, está de volta com novo EP. “Twixtustwain” saiu nesta semana, praticamente um ano depois de “925”, o disco debut, e continua com sua “fluidez de gênero”, digamos assim, já que seu som transita entre o indie, eletrônico, jazz e pop. Segundo o quinteto, o EP novo reflete a sua sensação de “claustrofobia” vivida durante a pandemia. Sabemos bem o que é isso…

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* LONDON GRAMMAR
Lançamento fresquinho do trio britânico de indie pop, que está de volta com o single “America”.
A música, um tanto “dramática”, faz parte do lançamento do seu terceiro disco, chamado “Californian Soil”, que sai na próxima sexta feira, dia 16, e reflete sobre o “american dream”. E ainda sobre dizer adeus a coisas que precisam ser deixadas para trás.

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* FONTAINES DC
No meio de 2020, a nooooossa banda irlandesa Fontaines DC fez uma transmissão de live num famoso museu de Dublin, na Irlanda, para a igualmente famosa série de TV irlandesa Other Voices. O concerto, ocupou uma das áreas do enorme Kilmainham Gaol, que foi uma marcante prisão até o fim do século passado, onde foram presos e executados muitos irlandeses revolucionários. Duas coisas: essa live foi retransmitida ontem à noite na RTÉ, a TV nacional inglesa, adicionando entrevista e making of. Está tudo aqui. Outra: em 12 de junho, no Record Store Day 2021, eles lançam em vinil de 180g uma edição limitada deste “Live at Kilmainham Gaol”, com pôster e encarte especial, no dia de dar uma força para as lojas de disco independentes. Life ain’t always empty.

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* JULIEN BAKER
Outra que apareceu nesta semana no programa do James Corden, na TV americana, foi a cantora e instrumentista indie Julien Baker (foto na home), ainda por conta de divulgar seu bombado terceiro disco, “Little Oblivions”, que levou uma honrosa nota 7.6 do site “Pitchfork”, vale pontuar. Bem recebidíssima por Corden, que a chamou de “brilhante”. Dois minutos de papinho e uma performance do novo single, “Favor”, é o que temos para mostrar da… brilhante… Julien Baker.

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* Esta seção da Popload é pensada e editada por Lúcio Ribeiro e Daniela Swidrak.

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Japanese Breakfast ficou “big” e se apresentou no Jimmy Fallon. Entenda!

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* Adoro “entenda”…

A fofura Michelle Zauner, a Japanese Breakfast, ainda que meio-coreana, meio americana, foi ao Jimmy Fallon ontem à noite mostrar para a família americana noturna seu balançado mais recente single, “Be Sweet”, primeiro single de “Jubilee”, seu novo álbum, que saí no dia 4 de junho.

A música, já tratamos dela aqui, é uma parceria de Michelle com Jack Tatum, da banda Wild Nothing. Dissemos à época, vale repetir, que ela prepara ainda um livro de memórias, que vai explorar sua experiências como única coreana-americana em sua escola e a forma como lidou com as expectativas de sua mãe, que não exatamente tinha pensado num futuro musical para a filha. Enfim.

Gravado em um clube vazio no Brooklyn, o vídeo de “Be Sweet” não foi o único enviado pela Japanese Breakfast ao Fallon. Como uma performance exclusiva para a internet, ela mandou ainda uma performance para “Jimmy Fallon Big”, veja só, uma música de um disco de 2017 do Japanese Breakfast chamado “Soft Sounds From Another Planet”

A história da música é ótima e cativou Jimmy Fallon, que no programa explicou de onde veio essa “Jimmy Fallon Big”. Michelle escreveu a canção depois que o baixista dela, que tocava em outra banda, disse que ia sair do Japanese Breakfast porque eles tinham uma proposta de turnê melhor e que eles iam acabar ficando grandes a ponto de serem convidados para tocar no programa do Jimmy Fallon. Michelle ficou arrasada na época. Agora o baixista voltou ao JB e foi tocar com Michelle no Jimmy Fallon.

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POPNOTAS – St. Vincent em cartaz, o vídeo da Japanese Breakfast, R.I.P. Bunny Wailer e R.I.P. Primavera Sound 2021

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* Há alguns dias começaram a rolar cartazes da St. Vincent por aí com a mensagem: “St. Vincent está de volta com um disco de canções totalmente novas”. No cartaz, a data de lançamento divulgada é 14 de maio. O novo álbum vai se chamar “Daddy’s Home”. Alimentando as expectativas, a própria St. Vincent fez um tweet com uma espécie de trailer do álbum.

* Japanese Breakfast, projeto musical da meio-americana, meio-coreana Michelle Zauner (foto na home), soltou o primeiro single de “Jubilee”, seu novo álbum, que saí no dia 4 de junho. “Be Sweet” é uma parceria de Michelle com Jack Tatum, da banda Wild Nothing. Nas palavras da própria compositora, uma música alegre após tantas músicas sobre luto. Realmente, vale sacar o balanço de “Be Sweet”, o primeiro single, que vem com este simpático vídeo, abaixo. Além disso, ela prepara um livro de memórias que vai explorar sua experiências como única coreana-americana em sua escola, a forma como lidou com as expectativas de sua mãe, histórias de sua adolescência e a vida na música.

* Ano difícil para os fãs de reggae. Após a perda de U-Roy, o músico Bunny Wailer, um dos fundadores dos Wailers, ao lado de Bob Marley e Peter Tosh, morreu aos 73 anos. A causa da morte não foi informada. Wailer sofreu um derrame em 2018. Próximo de Marley de maneira familiar, já que seu pai teve uma filha com a mãe de Marley, Wailer saiu da banda ainda em 1973, quando o grupo começava a ganhar o mundo com os álbums “Catch a Fire” e “Burnin'”, por divergências de princípios. O auge foi quando ele não quis participar de uma turnê da banda por “freak clubs” dos Estados Unidos alegando que aquilo ia contra os princípios Rastafári. Longe do Wailers, Bunny continuou com uma sólida carreira solo e ganhou três vezes o prêmio Grammy de Melhor Álbum de Reggae. R.I.P. pesado esse do Bunny.

* Não teve jeito. O Primavera Sound, que estava remarcado para acontecer em 2 de junho em Barcelona, Espanha, está novamente adiado. A edição de 2020, que seria em 2021, agora só rola em 2022. Isso se tudo correr bem. As razões são a pandemia e a manutenção da incerteza quanto ao cenário da crise sanitária até o momento do evento, na Europa. Com atrações como Pavement, Strokes, Bad Bunny, Tyler The Creator, Tame Impala, Charli XCX, entre outros, o festival vai usar a data de 2 de junho como a de apresentação das atrações que estarão na edição de 2022.

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