Em jay-z:

Drake bota Jay-Z e Lil Wayne, conecta com as artes plásticas e desenterra “I’m Too Sexy” em “Certified Love Boy”, disco lançado hoje

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* De cara, uma das melhores músicas do discão que o rapper canadense Drake soltou hoje, é “Way 2 Sexy”, com peso pesados na participação especial como Future e Young Thug. Ela está no já famoso “Certified Love Boy”, da capa artística polêmica para estes dias, sexto álbum do Drake, outro da linha anunciado-adiado-anunciado-adiado, que finalmente saiu.

“Way 2 Sexy (with Future & Young Thug)” é baseada e ainda traz sample no começo de “I’m Too Sexy”, sucesso pop monumental do duo de brothers ingleses Right Said Fred, do comecinho dos anos 90, com letra e vídeo musical tão bom e pop quanto divertido.

Claro que Drake leva o hit do Right Said Fred para um outro lugar, mas essa desencavada do canadense para “I’m Too Sexy” é muito oportuna para lembrarmos o tamanho de uma boa canção despojada num mundo zoado.

“I’m too sexy for my shirt/ Too sexy for my shirt/ So sexy it hurts” é uma das frases marcantes da música dos irmãos ingleses, que em 1991 foi número 1 na Inglaterra, nos EUA e no Japão. Para você sentir o tamanho da música, que andava adormecida, o Right Said Fred foi a primeira banda inglesa a botar uma canção no topo da “Billboard” americana desde os Beatles. A canção fez parte de trilha de 40 filmes e seriados de TV, como os “Simpsons” no auge.

Com Drake, “I’m Too Sexy” ganha tratamento hip hop marrento e uma daquelas batidas grave fortes típica do rapper, para virar “Way 2 Sexy”.

“I’m too sexy for this chain
Too sexy for your gang
Too sexy for this fame, yeah, yeah
I’m too sexy for the trap
Too sexy for that cap
Too sexy for that jack, yeah, yeah”

“Certified Love Boy”, este novo do “amigão” do Kanye West, tem ainda nas colaborações as presenças de Travis Scott (“Fair Trade”), Jay-Z (“Love All”) mais 21 Savage, Lil Baby, Lil Wayne, Ty Dolla $ign e Kid Cudi entre outros. Coisa muito séria.

Na quarta passada, dois dias atrás, apareceram enormes cartazes de Drake em muitas cidades dos EUA, Canadá e até na Nigéria, anunciando quem eram os convidados de “Certified Love Boy”. Em Nova York, um luminoso gigante na iluminadaça Times Square dizia “The Goat”, um dos apelidos de Jay-Z.

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A capa de “Certified Love Boy”, a dos 12 emojis de mulheres grávidas, causou muito buchicho nas redes, quando mostrada no começo desta semana. Quando apresentada, sem muitas explicações, a capa sugeria ser um desenho do polêmico artista plástico inglês e colecionador milionário Damien Hirst. A capa veio com um aviso “1 de 2 por Damien Hirst” e induz uma parceria entre os artistas cananadense e inglês, com uma outra obra vindo por aí.

drake

Entre os babados do disco novo do Drake está a música “No Friends in Industry”, que diiiiiiiiizem ser direcionada ao desafeto Kanye West.

No friends in the industry/ My brothers been my brothers, man, you n‘s ain’t no kin to me, a fact (Woah)/ … / I had to draw the line between my brothers and my enemies, a fact N‘s love to start the beef, don’t wanna keep it rap/ Yeah, he hit us up and now we owe you something back”. “Beef”, termo no hip hop popularizado pelo grande 50 Cent anos atrás para designar treta, talvez nossa “bifa”, é o apelido da guerrinha travada por Kanye West com Drake.

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Top 10 Gringo – O rock domina o Top 10: um oferecimento de Halsey (!), Indigo de Souza (!!), Rina Sawayama (!!!) e… Kanye West (!!!!)

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* Já que tem textão ali no nosso décimo lugar, vamos direto ao ponto. Semana cheia de bons lançamentos, incluindo o polêmico “Donda”, do Kanye West, que a gente discute mais lá embaixo. Será que ele merece estar no topo da lista semana que vem? As músicas prestam? As participações especiais danificam seu trabalho? A conversa está aberta.

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1 – Halsey – “Easier than Lying”
É o ano do rock. E talvez um discos mais interessantes de rock do ano seja essa investida da californiana Halsey. Com produção de Trent NIN Reznor and Atticus Ross, ela escreve um disco todo sobre, em suas palavras, “as alegrias e horrores da gravidez e do parto”. E que momento é “Easier than Lying”, um som provavelmente sobre um homem bem péssimo. Que baixo é esse?

2 – Baby Keem, Kendrick Lamar – “Family Ties”
Daqui a pouco a gente fala do Kanye West, mas outro que gosta de mistério é o Kendrick Lamar, que faz suspense sobre seus próximos passos, talvez esteja até criando um altergo, mas aparece bem nesta faixa do seu primo Baby Keem, que por acaso, também está presente no polêmico Donda.

3 – Gorillaz – “Jimmy Jimmy”
Em um EP surpresa, “Meanwhile EP”, o Gorillaz oficializa três bons sons que já andavam rolando ao vivo. Nossa predileta é a dançante “Jimmy Jimmy”. Este pequeno álbum é uma homenagem ao carnaval cancelado de Nothing Hill por conta da pandemia. No Spotify, a banda fez até uma “mixtape” com outros sons dançantes, procurem por Gorillaz Carnival.

4 – Indigo de Souza – “Way Out”
E por falar em volta do rock… Atenção nessa garota da Carolina do Norte que também fez um superdisco inventivo dentro do gênero, bem escrito, bem tocado e barulhento e meio lo-fi – do jeito que gostamos.

5 – Big Red Machine – “Hoping Then”
A parceria de Aaron Dessner (National) e Justin Vernon (Bon Iver) é brilhante. Além das participações especiais que estrelam este segundo álbum da dupla, entre elas Taylor Swift e Sharon van Etten, eles também brilham sozinhos, como nesta bela “Hoping Then”.

6 – Turnstile – “Alien Love Call”
Semana passada a gente já tinha falado do caso da banda de metal que vai se lançar pelo shoegaze. Dessa vez a história é o grupo de hardcore que se arrisca por gêneros mais delicados – ainda que pese a mão quando ache necessário. Essa com participação do Blood Orange é uma daquelas que quem nunca escutou o Turnstile vai pensar: banda de hardcore?

7 – Feng Suave – “Tomb for Rockets”
A leve psicodelia minimalista dos holandeses do Feng Suave é daquelas de passar boas tardes curtindo uma brisa. É um Tame Impala bem menos (bem menos mesmo) aditivado, saca, e que escutou mais soul music.

8 – Chvrches – “How Not to Drown (feat. Robert Smith)”
Uau. Robert Smith colou no rolê dos escoceses do Chvrches. E a gente teve a moral de escutar a vocalista Lauren Mayberry sobre isso. Se liga que história incrível. “Acho que para o meu eu adolescente ainda não caiu a ficha, porque todos nós sempre fomos grandes fãs, nossa música é muito inspirada no Cure, sempre tivemos camisetas e tal… Meu manager soube que ele estaria gravando um novo album e decidiu entrar em contato com seu representante, para que, sei lá, de repente, se ele fosse estar em turnê, poder abrir algum show do Cure, ou algo assim. Mas acontece que Robert não tem um manager e aí um dia ele simplesmente apareceu e disse ‘Hey, vi que vocês estavam me procurando’”. Ouve o resultado.

9 – Rina Sawayama – “Enter Sandman”
Uau de novo. Segue a leva de covers do álbum preto do Metallica. E Rina chega com talvez a mais inventiva versão até aqui. Um misto de rock modernoso com direito a samples e um toque dance que respeita o clássico original. E a risada malvada do James vira um riso bem-humorado da Rina.

10 – Kanye West – “Jail”
Que treta resenhar esse cara. Seja lá o que pense politicamente em termos de Trump/Biden ou ele mesmo para presidente, dá para dizer fácil que Kayne construiu até aqui uma obra que celebra a criatividade e liberdade. Ele talvez seja um dos grandes compositores e produtores de sua geração. Só que a arte do polemista pode dar ruim às vezes. Em uma primeira escutada, no longo “Donda”, a coisa soa confusa pela primeira vez em sua discografia. Aliás, seria esse mesmo a versão aprovada por West? Ou é a gente que não está alcançando sua genialidade? Ele escreveu que a gravadora soltou o álbum sem sua autorização. Ainda que várias músicas soem incríveis, avançadas, com seu tino musical em alta, algo parece fora de compasso. Especialmente a participação especial sem qualquer contexto de Marilyn Manson. Qual sua razão? Não fica explicado e só soa ofensivo com as mulheres que denunciaram seus abusos. Mesmo DaBaby, que pediu desculpas pelas bobagens que disse e alega ter aprendido a lição, também pode ser contestado. Ao mesmo tempo, é um disco que termina com um pedido de liberdade para alguém em prisão perpétua. Algo que não se vê todo dia. Uma ideia nada conversadora. Confuso? Complexo? Temos um disco para ser discutido por meses. Eu disse que era um treta. E nem conseguimos elogiar a ótima “Jail”, que tem Jay Z arrebentando e tudo mais. Fora que também é um… rock!

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* A imagem que ilustra este post é da Halsey.
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Um “sunday service” absurdo. Saiu oficialmente, enfiiiiim, “Donda”, o poderoso novo disco do Kanye West, de capa preta

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* Um dos artistas mais geniosos e geniais desta era, o rapper polêmico Kanye West, em processo legal para mudar seu nome para Ye, lançou neste domingo de manhã, finalmente, o encantado álbum “Donda”. O disco era para ter saído em julho do ano passado e veio sendo postergado, postergado, postergado, ganhou audições de estádio, elevou o sarrafo de lançamentos da história pop, tem uma coleção de participantes notáveis, traz signifcados enormes e, ufa, saiu de surpresa-nada-surpreendente hoje. Um verdadeiro “sunday service”.

“Donda”, que bota no título da mãe de Kanye e tem na faixa de abertura mais ou menos homônima (“Donda Chant”) a simulação da “criança Kanye” repetindo sem parar o nome da progenitora já morta, como um chamamento, é o décimo disco do rapper.

Jay-Z, The Weeknd, Travis Scott, Ariana Grande, Young Thug, Marilyn Manson, Lil Baby, Ty Dolla Sign, DaBaby, Playboi Carti, Kid Cudi, Chris Brown são alguns dos nomes elencados nas colaborações do disco, mas NÃO SAÍRAM CREDITADOS nas plataformas.

“Donda” saiu na totalidade de todas as músicas especuladas em torno dele: 27 faixas. Quer dizer, 26, porque uma está “apagada” no tracklist (tem ela no Youtube). Não dá para tocá-la nos streamings de áudio. É a parte 2 de “Jail”, que tem o cancelado rapper DaBaby na participação. DaBaby, que recentemente fez pronunciamentos homofóbicos numa apresentação em festival de Miami e por causa disso acabou cortado da escalação do Lollapalooza de Chicago no comecinho do mês, não teve sua collab liberada pelo empresário dele ainda, que nem responde as mensagens ou a ligação do time de Kanye West. Então rolou uma conversa entre Kanye e seu manager sobre isso.

O empresário de Kanye West teria cogitado para ele arrancar fora a collab do DaBaby de “Jail pt. 2” do disco, senão a faixa não poderia estar no upload de “Donda”. O rapper rechaçou a ideia: “Não vou tirar meu brother do disco. Ele foi a única pessoa que disse publicamente que iria votar em mim em público [para a presidência dos EUA, nas eleições do ano passado que tirou o Trump e botou o Biden na Casa Branca].

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A parte 1 de “Jail”, a primeira faixa real do disco, logo na sequência da vinheta do canto para a Donda, já começa explosiva, com uma linha de baixo estourada marcando toda a música (junto com uma guitarra chorosa e-bow) e as participações do tutor e “frenemy” (friend + enemy) Jay-Z e de outro polêmico entre os polêmicos: o roqueiro Marilyn Manson, também canceladaço.

Há um trecho nessa “Jail” em que Jay-Z diz, na letra, “This might be the return of the Throne”, se referindo ao famoso disco colaborativo “Watch the Throne”, de Jay-Z e Kanye West, lançado em agosto de 2011, há exatos dez anos.

Kanye West escreveu nova página na música pop no geral ao fazer três “listening parties” em estádio, reunindo a galera para ouvir seu disco pagando ingresso, chamando os participantes para, enfim, participar do show (show?), transmitindo tudo ao vivo na Apple Music e vendendo merchandising a rodo. Foram três dessas audições-show, duas no gigantesco Mercedes-Benz Stadium, Atlanta, e a última nesta semana, em Chicago, onde perto de 40 mil pessoas compareceram para ouvir “Donda”, ver Kanye de máscara preta o tempo todo na cara, numa listening party que não só não exigiu vacina ou teste negativado para a covid-19 como teve ainda, como convidados, os réus dos tribunais de cancelamento das redes sociais Marilyn Manson e DaBaby. No estádio de Atlanta, Kanye chegou a MORAR um tempo num dos camarins e transformar outras salas em área de produção, para dar os toques finais de “Donda”, depois de recolher impressões do disco nas primeiras audições. Tudo isso, claro, transmitido na Apple Music.

“Donda” é sobre a cor preta, que vai da pele de Kanye e da mãe, a causa anti-racista (tem um merchan supervendido já, nas audições de estádio”, que é um colete a prova de balas preto, com “Donda” escrito na frente e atrás, ainda com uma sigla MBF “My Body Different”; custava 20 dólares), a capa inteira preta sem nada escrito, a máscara enorme que não tirou um segundo em seus “shows” de agora.

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Donda West, a mãe de Kanye homenageada no título do disco novo, sucessor de “Jesus Is King”, de 2019, morreu aos 58 anos, em 2007, de problemas no coração, alegadamente ocorridos por causa de uma lipoaspiração e cirurgia plástica nos seios, para diminuí-los, que ela fez anos antes, em 2001. Na época, o cirurgião responsável foi processado pela família de Kanye. Então o governador da Califórnia, ninguém menos que Arnold Schwarzenegger, lançou a “Lei Donda West”, em vigor até hoje, que obriga todo paciente a ter uma autorização assinada baseada em exames médicos antes de fazer uma cirurgia plástica estética.

** KANYE E O BRASIL – O rapper é considerado o responsável por falir um dos maiores festivais que o país já teve. Grande e caríssima atração da edição derradeira do Tim Festival 2008, que antes era o Free Jazz Festival mas teve que tirar o cigarro de seu nome, Kanye West não traduziu sua fama já estratosférica em venda de ingressos naquela vez. Para o show de SP, na etapa paulistana do Tim, cerca de 300 pessoas foram vê-lo sair de dentro de sua nave espacial para sua maravilhosa porém perdulária ópera-hip hop espacial, que ainda tinha uma orquestra trazida por ele, tocando nos bastidores. Não houve mais Tim Festival depois de Kanye.

Muitos anos depois, e na real nunca saberemos se ia mesmo acontecer, mas no final de 2019 um colossal concerto de Kanye West foi negociado entre empresários gringos, a prefeitura de SP e a… Popload, para acontecer na Avenida Paulista. Kanye iria trazer seu coro religioso Sunday Service para tocar no aniversário de São Paulo, 25 de janeiro de 2020. Com um Sunday Service especial extra num domingo de manhã no Unimed Hall. Por questões logísticas para um show desse vulto (as conversas começaram pouco antes do Natal), a apresentação do Kanye West foi postergada para abril, no feriado de Páscoa. Mas aí a covid…

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Popnotas – O disco de inéditas do Jupiter Apple. O Lolla EUA e as vacinas. O Made in America e o Jay-Z. E a cerveja do Hot Chip

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– Em duas semanas chega por aí um novo EP póstumo do gaúcho Jupiter Apple (foto na home). No disquinho, estão duas músicas “compostas e gravadas numa noite chuvosa no distante e efervescente ano de 2007″. Ambas são parceria de Jupiter com Lucas Hanker, produtor dele à época, e Jivago Willrich, roadie do cantor. O EP leva o nome de “Ano XXI – Nº 4 – Incredible News!!!”, uma espécie de segundo ato do “EP de Ano XII – Nº 3 – Incredible News!!!”, de 2006. É mais um material do eterno Flávio Basso que estava perdido por aí e foi reencontrado. Dessa leva do Apple/Maçã já resgataram um single perdido, “Cerebral Sex”, e um disco experimental, “The Apartment Jazz”.

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– A gente aqui louco por vacinas e uns festivais, mas é lá em Chicago que nosso sonho vai rolar (para outras pessoas). No dia 26 de junho, qualquer fã de música e shows com hora marcada em determinados locais de vacinação da cidade vai ganhar um ingresso para o Loolapalooza americano. Sim, tudo na faixa. Vacina no braço, aglomerar no Lolla estará autorizado. Vale lembrar, por exemplo, que os Strokes recentemente fizeram um show onde além do ingresso, lógico, era preciso estar vacinado para entrar. Coisas que gostaríamos de importar. O Lollapalooza Chicago acontecerá de 29 de julho (mês que vem!!!) a 1º de agosto e terá Foo Fighters, Post Malone, Tyler the Creator e Miley Cyrus em sua primeira linha de atrações.

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– Por falar em festival, quem está de volta também é o Made in America, evento de propriedade do mega-rapper Jay-Z. Foi anunciado que o evento, que voltou a acontecer na Filadélfia e neste ano preenche as datas de 4 e 5 de setembro do lindo e histórico boulevard Benjamin Franklin Parkway, em frente à escadaria do Rocky. Entre as principais atrações estão nomes gigantes como Justin Bieber, Lil Baby (foto abaixo), Doja Cat, Megan Thee Stallion, Roddy Ricch, Freddie Gibbs e Tinashe. Um dos lances legais do festival é que uma parte do dinheiro arrecado vai para a REFORM Alliance, uma organização sem fins lucrativos que busca reduzir um números de pessoas presas nos Estados Unidos.

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– A onda das cervejas de banda chegou no indie. Quem ganhou sua própria cervejinha foi o grupo electroindie inglês Hot Chip, frequentador de shows da Popload. Se eles quiserem trazer para vender por aqui numas baladas…

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Espécie de pedido de desculpas para alguém, Kanye West lança nova música em série de TV. Foi para o Jay-Z?

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O treteiro master Kanye West está com música nova e boa na praça. “Brothers” foi ao ar na noite de ontem dentro da série Tales, exibida pelo canal norte-americano BET. A faixa, dizem, seria uma espécie de pedido de desculpas de West para Jay-Z, a quem ele já chamou de “irmão” diversas vezes, mas que ainda assim não evitou qualquer tipo de tensão entre os dois.

Em alguns versos, West faz alusão a algum tipo de arrependimento que guarda com ele. “Deveríamos ter fumado um charuto quando o seu filho nasceu / Devia ter sido o seu nome, dedicado uma música / Posso dizer que eu estava errado; posso ficar com a culpa / Porque irmãos nem sempre dividem o mesmo nome”, diz um trecho.

Em outra parte, fãs acreditam que Kanye faz referência ao hit “N*ggas In Paris”, quando West versa: “Então eu não estou envergonhado ou acima, voando para Paris para um abraço”.

Fundador da Murder Inc. Records e criador da série Tales, que cria historinhas a partir de letras de hip hop, Irv Gotti foi quem postou a versão completa de “Brothers”. Na mensagem, ele disse que há muita especulação sobre a inspiração da letra e deu a entender que ela também pode ser sobre Virgil Abloh, estilista com quem Kanye também se desentendeu.

A versão pode ser ouvida abaixo.

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