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POPNOTAS 2 – Notorious B.I.G., Billie Eilish, Jeff Buckley e Future Islands: três filmes e um vídeo

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* É chapante o documentário “Biggie: I Got a Story to Tell”, sobre o rapper, nova-iorquino Notorious B.I.G., com bastante detalhe da construção de seu mito. Estreou nesta meia-noite no Netflix. A gente já falou sobre o filme aqui. Saiu também, hoje, às plataformas, um álbum digital de 14 músicas chamado “Music Inspired by Biggie: I Got A Story To Tell”, um greatest hits do rapper, como “Hypnotize” e “Mo Money Mo Problems”. O disco digital tem ainda faixas de sucessos póstumos de Biggie, lançados depois de seu assassinato, em 1997.

* Falando em documentário, o da Billie Eilish na Apple TV+ continua bombando, inclusive nos cinemas. “Billie Eilish: The World’s a Little Blurry” estreou sexta-feira passada e ganhou uma vaaaaaasta análise aqui na Popload. Só porque merece e tal. Mas, se você arranha no inglês, a gente queria trazer aqui um papo que Eilish, 19 anos, teve com o entrevistador Stephen Colbert, semana passada, no “A Late Show”. Foi exclusivaço, a única entrevista que a menina fenômeno do pop mundial dada a esses grandes programas de entrevistas noturnas na TV americana. Durou 20 minutos e Billie foi intensa a responder sobre viver com uma câmera em sua casa por três anos, invasão de privacidade, estranho e divertido ao mesmo tempo, como foi a primeira vez que sentou para ver o documentário, essas coisas. Falou sobre o encontro com Justin Bieber, um dos momentos mais engraçados e dramáticos do filme, e até um pouco sobre seu próximo álbum, que está gravando. Billie assistiu também o novo James Bond, para o qual fez a música-tema. E disse se gostou ou não. Tudo aqui.

* O grande músico Jeff Buckley, que não está mais entre nós desde que, diiiiiiizem, se afogou aos 30 anos de idade num rio no Tennessee, vai ganhar um filme oficial sobre sua vida, a ser co-produzido por sua mãe, Mary Guibert. O cultuado cantor, compositor e guitarrista será dramatizado em “Everybody Here Wants You”. De acordo com a galera que cuida do espólio do músico, será a única vez que alguma biografia ou cinebiografia oficial vai ter acesso a detalhes da vida de Buckley. “Greetings from Tim Buckley” (2012) e “Amazin Grace” (2009) são outros filmes sobre Jeff Buckley, mas feitos de modo independente.

* O Future Islands, a banda de Baltimore liderada pelo “dançarino” Sam Herring, lançou vídeo novo. É para a música “Glada”, do disco “As Long qs You Are”, o sexto álbum do Future Islands, lançado no final do ano passado, em outubro. O vídeo, filmado na Suécia, onde Herring foi morar, tem uma levada poética, romântica, ligada às mudanças das estações. É dirigido pela mulher escandinava de Herring, Julia Ragnarsson. “O tratamento principal para o vídeo foi um retrato do interior da Suécia com os pais de Julia como protagonistas. Eles filmaram na primavera, verão e, mais recentemente, no início do outono do ano passado. Para mim, o mais importante, captura o lugar sobre o qual esta música se trata, que é tudo que eu queria compartilhar em primeiro lugar”, define o vocalista.

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Coleção de vinis do saudoso Jeff Buckley é disponibilizada online

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Artista dos mais talentosos das últimas décadas, o prolífico guitarrista e cantor norte-americano Jeff Buckley teve sua carreira interrompida em 1997, quando morreu prematuramente aos 30 anos de idade, após se afogar em um afluente do Rio Mississipi. Mesmo quase 20 anos depois, Buckley ainda é aclamado e celebrado por milhares de fãs mundo afora.

No início do ano, foi lançada uma coletânea com 10 canções de Buckley interpretando bandas e artistas como The Smiths, Bob Dylan e Led Zeppelin. Agora, apareceu outra popice cool relacionada ao norte-americano.

Famoso pela sua paixão e interesse por música, Jeff também era conhecido pela sua vasta coleção de vinis. Agora, sua extensa lista está disponível online, para conhecimento geral dos fãs, que podem escolher as obras em ordem alfabética.

Foi criado um site com uma estante virtual contendo todos os álbuns que Buckley conservou em sua casa, incluindo discos de rock, punk e até jazz, do Leonard Cohen ao Cocteau Twins, passando por Iggy Pop e Patti Smith.

O legal é que além de conhecer a lista, os visitantes do site podem ouvir 30 segundos de cada faixa. Tudo aconteceu graças ao auxílio de Mary Guibert, mãe de Jeff. Imagina o trabalho para reunir isso tudo. A coleção está no jeffbuckleycollection.com.

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Sobre as canções mais tristes do mundo. Jeff Buckley cantando Smiths

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* Uma das listas que eu mais gosto no mundo das listas é a das canções mais tristes da história da música. Uma vez fiz um post, não o achei agora, que falava da desgraceira sonora provocada por uma canção húngara chamada “Gloomy Sunday”, também conhecida como “Suicide Song”, que já literalmente matou gente desde que foi composta em 1933 até o ano passado, segundo registros. E já foi vertida e interpretada em língua inglesa por gente notável como Billie Holiday, Elvis Costello, Marc Almond, Diamanda Galas, Sinéad O’Connor, Mariane Faithfull e Bjork, para ficar em “poucos” exemplos.

Seguindo nesta toada triste, dá para citar aqui quase tudo produzido na curta vida do Joy Division, uma das bandas com histórias mais sorumbáticas da música pop e chegar no impressionante Glasvegas, banda escocesa cool mas amarga que, pelo que eu me lembro, ali por 2007, 2008, nem dez anos faz, trouxe uma nuvem escuríssima para cima do pop britânico com músicas bonitas e letras de gelar a alma. Lembro que uma das músicas chamava “Pain Pain, Never Again” e tinha um “spoken word”, hã, falado pela MÃE do vocalista, o perturbado James Allan. No disco seguinte, vieram com uma pior, cujo título já se encarregava de dar o recado: “I’d Rather Be Dead (Than Be With You)”.

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E, talvez, para mim, a música mais triste da minha existência musical ativa, por ter chegado aonde chegou e tocado o que tocou, seja “Everybody Hurts”, do REM. Mas, enfim, quero ir mais além para chegar a 2016.

Nessas tais e tantas listas de canções tristes que sempre me atraíram, sempre vi três coisas em particular:
* “Jolene”, da Dolly Parton, famosa para o meu gosto por causa da versão do White Stripes, que mesmo não parecendo a música mais feliz do mundo nunca achei que carregava essa áurea de morte que dizem carregar.
* músicas dos Smiths, várias, cheias de “solidão da alma”, que mesmo com um Morrissey felizão dizendo que a luz da esperança nunca iria se apagar dava a impressão de que ele queria mesmo era dizer o contrário. E Morrissey é um dos sujeitos mais geniais e irônicos que já compôs uma letra e segurou um microfone.
* músicas do grande Jeff Buckley, guitarrista moderno de blues. E blues é blues. Mas o gênero associado a Buckley, morto “misteriosamente” afogado em 1997, aos 30 anos, com apenas tempo de deixar-nos um único e absurdo disco de estúdio, nunca deixou de carregar um peso de vida de doer. Pelo menos essa sempre foi minha sensação ao escutá-lo.

Pois bem…

Eis que agora, quase 20 anos depois da morte de Buckley, vai ser lançado um disco de inéditas de estúdio e covers chamado “You and I”, com previsão de chegada às lojas em março. E, no meio dele, uma releitura de Buckley para “I Know It’s Over”, dos Smiths.

Bom, Buckley + Smiths é foda. “I Know It’s Over”, justo essa, em particular, sua letra, mostra um Morrissey miserável sob música linda pedindo socorro para a mãe, tanta era a solidão dilacerante e desgraçada. O primeiro verso já mostrava de cara:

“Oh Mother, I can feel the soil falling over my head
And as I climb into an empty bed
Oh well. Enough said.
I know it’s over – still I cling
I don’t know where else I can go
Oh…”

Daí que essa versão foi revelada nas últimas horas. E tem até vídeo. Esteja avisado. E sinta o drama.

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De gênio para gênio: ouça Jeff Buckley cantando Bob Dylan

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Em março, será lançada uma coletânea de Jeff Buckley, repleta de materiais inéditos gravados em estúdio. “You and I” terá no total 10 canções, incluindo covers de Led Zeppelin, Smiths e Bob Dylan.

E é a versão feita para Just Like a Woman, de Dylan, que foi publicada hoje como cartão de visitas para a obra. Prolífico guitarrista e cantor norte-americano, Buckley morreu prematuramente em 1997, aos 30 anos de idade, após se afogar em um afluente do Rio Mississipi.

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