Em jehnny beth:

Top 10 Gringo – O topo é do casal indie Bobby & Jehnny, que se juntaram pela separação. Entende? Na cola tem Laura Mvula e She Drew the Gun. Tudo britânico

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* Em uma semana da poucos álbuns premiamos muitos singles. Sim, o primeiro lugar está dentro de um excelente álbum, mas quase todo o nosso top 10 está formado por singles de promessas, discos que logo poderão estão bombando por aí – alguns até que a gente conhece bem, porque a artista lançou tipo seis singles de 12 faixas. São os modos de se trabalhar atualmente na indústria. Então, chega na playlist que estamos adiantando a trilha sonora dos próximos meses, quando os discos todos forem lançados.

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1 – Bobby Gillespie e Jehnny Beth – “Chase It Down”
Não poderia dar errado esse encontro geracional de vozes de grandes bandas. Ele, Primal Scream, ela, Savages. Ainda mais quando a dupla resolver escrever um álbum todo sobre o término de um amor, uma história ficcional com aquelas pitadas de realidade. E nesse mar de novas canções, “Chase It Down” é daquelas que deixa Noel Gallagher puto por não ter tido a ideia antes.

2 – Laura Mvula – “Safe Passage”
A britânica Laura Mvula andava sumida, seu segundo álbum é de 2016. Mas ela resolveu voltar com tudo em “Pink Noise”, seu terceiro disco e uma bela imersão pelo melhor que os anos 80 fez pela música. Som em cima, repertório inspirado e sua voz para lá de incrível super em dia. Sabe o que a Dualipa armou com o disco dos anos 70? É um pouco o que a Laura faz pelo pop dos 80 aqui. Revisitar e atualizar.

3 – She Drew the Gun – “Cut Me Down”
Louisa Roach, líder do She Drew the Gun, é superatenta no rolê político. Cola em atividades do Greenpeace, defendeu a candidatura do Jeremy Corbyn contra o lunático do Boris Johnson e aqui escreveu uma canção inspirado em protestos feministas chilenos, onde as mulheres foram para as ruas se manifestarem contra toda a cadeia de opressão. “A polícia, o governo, os juízes, o sistema não foi projetado para zelar pelos direitos das mulheres e ainda não o fazem, então terei que lutar mais”, escreve Louisa sobre o que inspirou seus versos. Para melhorar tudo, a música é ótima, pós-punk com tudo no lugar. O vídeo desse single então…

4 – Pond – “Toast”
Nem parece, mas “Toast” é uma tiração dos australianos do Pond, quase uma filial do Tame Impala, com os ricaços negacionistas do aquecimento global que assistem ao fim do mundo. A música ser tão soft é por conta justamente de ser uma trilha sonora desses panacas. Fina ironia. Que chega a não ser tão fina no título direto, que se refere às queimadas que tostaram a Austrália no ano passado, bola cantada de pouca agilidade governamental para detê-las

5 – Frank Carter & The Rattlesnakes – “Sticky”
Lá vem o tatuadaço Frank Carter com disco novo, para dar uma daquelas chacoalhadas sonoras e visuais neste post-punk indo muito para um instrumental inteligente, lindo até, mas que também precisa de uma descarga de energia que Carter sabe dar desde que cospia punk no tempo do grande Gallows, banda sem concessões, tal qual esta sua armada atual. “Sticky”, ótima, veio com um lyric video legal, cheio de… stickies. Recomendadíssimo. Bem-vindo de volta, Frank Carter. Hora de acordarmos.

6 – Half Waif – “Horse Racing”
Single novo de Nandi Rose Plunkett, verdadeiro nome da Half Waif, é uma análise sobre se sentir presa em uma corrida de cavalos, dando voltas sem fim. E, ao mesmo tempo, tomada essa consciência, escapar disso. “Mythopoetics”, seu novo álbum, vem sendo trabalhado aos poucos antes mesmo do lançamento. Já são seis singles das 12 músicas que estarão no disco, que chega agora no dia 9.

7 – Peakes – “An Infinite Divide”
Trio de eletropop de Leeds que parecia prestes a bombar e foi contido pela pandemia, o Peakes voltar a chamar a atenção com um single justamente sobre esse período pandêmico e suas tretas em nossos relacionamentos condensados em um mundo virtual. Se a bola da banda baixou, bom, eles já estão lutando para recuperar o tempo perdido com sucesso. Retomaram bem.

8 – Jeff Tweedy – “For You (I’d Do Anything)”
Roky Erickson, do lendário grupo 13th Floor Elevators, ícone da música psicodélica, vai ganhar um disco tributo e Jeff Tweedy, nosso brother do Wilco, é um dos primeiros que deu uma amostra do vem por aí. Ele escolheu uma pequena joia do repertório solo de Roky, uma curta e bonita canção de levada folk. Uma música que na versão original já poderia ser uma obra do Jeff, mesmo.

9 – Malia J – “Smells Like Teen Spirit”
Seguindo nas covers classe, pensa na sorte da Mallia J. Ela já tinha feito uma versão dark/piano do clássico do Nirvana uns anos atrás. A tal versão, pesaaaada, leeeeenta, ficou de canto na internet por tempos até alguém da Marvel sacar ela e resolver colocar em um filme da editora/estúdio de cinema, no caso, o próximo hit da firma, “Viúva Negra”, que está chegando agora aos cinemas. “Alô, Malia, tudo bem? Tem planos para aquela cover de Nirvana lá?”, ela ouviu num telefonema inesperado, dia destes.

10 – Tyler, The Creator – “Wusyaname”
Seguimos brisando com “Call Me If You Get Lost” e seu poderoso hit. A gente falou que o disco tinha vários candidatos a sucesso, mas está difícil escolher o próximo. Pelo que seguimos olhando no Spotify, essa segue a favorita da turma.

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* A imagem que ilustra este post é do duo Jehnny Beth e Bobby Gillespie.
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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O disco de amor do Bobby Gillespie e da Jehnny Beth. Are you ready to be heartbroken?

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* O disco possível de uma parceria improvável saiu hoje, olha lá no seu streaming. O lançamento do dia é “Utopian Ashes”, álbum conjunto entre o líder da incrível e lendária banda escocesa Primal Scream, Bobby Gillespie, veterano da música britânica que já foi herói indie, roqueiro retrô e doidão dance psicodélico, com a poderosa vocalista da inglesa Savages, Jehnny Beth, ativista, front-líder de banda pós-punk superatual e experimentalista sonora de muitas vertentes quando está trabalhando sozinha.

Essa dupla, veja bem, rendeu um disco de amor. Ou de um fim de amor. O mais bizarro de tudo: lançado pela Third Man Records, a gravadora de Nashville pertencente ao Jack White.

A história do álbum, cheio de baladas boas e uns spoken words tipo “confessionário da madrugada solitária” em alguns momentos, é sobre um casal que está terminando seu relacionamento. Uma brisa ficcional, mas que de acordo com os dois ressoa na história pessoal e em situações vívidas por todos.

Fazendo uma análise bem rápida, esse bonito “Utopian Ashes” traz embutido em seus sulcos um monte da história da música britânica passada e atual. Tudo travestido de “love songs”. Mas de um jeito Bobby e Jehnny de ser, o que só melhora a coisa.

“Utopian Ashes” está todo “por aí”. Vamos deixar duas de suas lindas músicas e um faixa-a-faixa em “escocês”, para você brincar de tentar entender as palavras todas que o Gillespie pronuncia. Não botamos o single, a lindona “Chase It Down”, porque essa você conhece por aqui.

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Top 10 Gringo – Little Simz no topo, de novo e de novo. O Squid cola nela. E o “casal” Bobby Gillespie e Jehnny Beth chega bonito no alto. Mais: Iceage, Tony Allen, Modest Mouse e a playlist mais legal da semana

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* Segundo primeiro lugar da rapper/cantora inglesa Little Simz neste ano. Até agora ela emplacou no nosso topo seus dois singles de seu novo álbum, que será lançado em setembro. Inevitável. Em uma semana que deixamos talvez alguns grandes nomes de fora, rolara muitas surpresas – banda jovens, bandas que nem são tão jovens mas são descobertas recentes, veterano que se reinventa e até um astro pop que talvez vocês torçam o nariz agora, mas se um dia ficar mais legal vamos levantar a plaquinha do “Nós avisamos”.

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1 – Little Simz – “Woman”
Vamos combinar agora. É bem provável que todas as músicas novas da Little Simz alcancem o primeiro lugar deste nosso cantinho de destaque das preferidas da semana. Em seu segundo single do vindouro disco “Sometimes I Might Be Introvert”, a britânica chega em “Woman”, que não só consegue ser melhor que o single anterior, “Introvert”, como é uma homenagem forte às mulheres de todos os cantos e de vários tempos. Não é por acaso que a gente chamou ela lá em 2019 para tocar em um Popload Festival. Quando é o próximo mesmo?

2 – Squid – “G.S.K”
Segue firme a renovação pós-punk britânica pós-Brexit. Este quinteto inglês é uma mistura absurda de The Fall e Talking Heads com a ousadia conceitual de um Pink Floyd, digamos. No som doidinho, recados sobre o estado das coisas. Nesta música em específico, por exemplo, a letra nem entrega tanto por que seu personagem está tão isolado ou perdido. Mas rola um momento “uau” quando vemos que é baseada em um livro do J. G. Ballard, chamado “Concrete Jungle”, onde um cara fica preso naquele espaço do meio entre duas estradas vivendo de restos de comidas deixados pelos motoristas, que não resgatam ele. Pegou a metáfora? Pois é.

3 – Bobby Gillespie e Jehnny Beth – “Chase It Down”
A parceria entre um Primal Scream e uma Savages parece boa demais para ser verdade. E não só é verdade como rendeu já uma música com ares de clássica. Quando o álbum completo sair, pela gravadora do senhor Jack White, teremos um disco conceitual sobre um casal em ruínas. Já dá para esperar um belo trabalho.

4 – Iceage – “Gold City”
A gente já falou de pós-punk na segunda posição e voltamos a ele mais uma vez. No caso, os dinamarqueses do Iceage, em uma pegada menos amalucada que o Squid, na segurança também de chegarem ao quinto álbum. Como de para notar, os caras espicharam seu som para tudo quanto é lado, abraçando uma variedade de sons enorme. “Gold City”, por exemplo, tem gaita, violões, caberia em um disco do REM talvez? Potencial de furar a bolha e se tornarem uma banda mais popular.

5 – Tony Allen ft. Sampa The Great – “Stumbling Down”
Em um disco com material que o mago do afrobeat deixou depois de nos deixar, para que vozes mais jovens completassem sua missão, “There Is No End” mostra quão ampla era a conversa de Tony. Aqui com o flow criativo da Sampa The Great ele parece um baterista nativo do hip hop. Gênio.

6 – Modest Mouse – “We Are Between”
É engraçado o funcionamento do Modest Mouse. Eles trabalham com uma calma que parece que de tempos em tempos toda geração tem a chance de descobrir ou redescobrir a banda. Sejam os fãs do rock alternativo que pegaram seu surgimento nos anos 90, quem aprendeu a gostar deles nos anos 00 com o hit “Float On” ou quem chegou agora e embarca nesta retomada da banda, que lançou só um disco na década passada toda, pensa. Pelo primeiro single de agora, eles não perderam a mão, não.

7 – Feng Suave – “Tomb for Rockets”
O duo holandês Feng Suave, de Amsterdam, pode ser jogado em uma categoria de psicodelia soul ou um soul psicodélico, dependendo para qual vertente sonora essa dupla de zero álbuns, alguns EPs decide pender. A pandemia ajudou a frear um pouco a ascensão deles, que entre sons legais são muito bem relacionados, de Tame Impala a Iggy Pop, que tocou música deles na 6Music, da BBC, rasgando elogios. Imagine o Iggy Pop tocando uma música sua numa das rádios mais legais do mundo.

8 – HEALTH & Nine Inch Nails – “Isn’t Everyone”
Health, um trio de noise de Los Angeles, se une aqui talvez com sua maior referência, o grande Nine Inch Nails, de Trent Reznor. “Isn’t Everyone” é o primeiro single de “Disco4: Part II”, uma continuidade do álbum que o Health lançou no ano passado todo formado por parceria com outros artistas. Pensa em algo pesado.

9 – Black Midi – “John L”
A gente não deu destaque por aqui quando este single saiu, mas estamos tão de cara com a session que o Black Midi fez na KEXP que vale destacar essa sonzeira. A gente discorda demais dessa tese que circula por aí de que banda está ficando mais careta e melodiosa. Dá até para enxergar um Parece mesmo cada vez mais doidos e experimentais.

10 – The Kid Laroi – “Without You”
Ao invés da critica fácil, vamos apostar que se este garoto australiano sair da sombra do Justin Bieber pode se tornar um hitmaker bem interessante. A voz de um Liam Gallagher adolescente nos anima. Seu primeiro hit já está por aqui, “Without You”, que já tem versão em dueto especial com Miley Cyrus, alcançou um nível de sucesso que pelo menos garante a fama de one-hit wonder caso naaaaaada dê certo. Mas parece que vai dar.

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* A imagem que ilustra este post é da inglesa Little Simz.
* Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Popnotas – Coldplay, a música nova e os ETs. Beth & Bobby e uma das músicas do ano. Rashid e o ferrão da abelha. E o Health, o Nine Inch Nails e o barulho duplicado

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– A gente comentou aqui ontem que o Coldplay ia lançar seu novo single em uma transmissão para a Estação Espacial Internacional. O vídeo da transmissão virou o material oficial de divulgação de “High Power”, um som da banda com produção do superprodutor sueco Max Martin, homem por trás de um bilhão de hits – pense em Britney, Backstreet Boys, Adele, a lista é enorme. Ele já tinha trabalhando em uma música do álbum anterior da banda, “Everyday Life” de 2019. Se “High Power”, a primeira música do grupo de Chris Martin indica o começo de um novo trabalho, ainda não está claro. A canção em si é aquela água que o Coldplay vem produzindo nos últimos anos, mas deve funcionar bem ao vivo, talvez. É alegre. O vídeo tem a pira de ETs em que a banda anda envolvida recentemente (manja a Alien Radio FM?). Combina bem com o lance de o single ter sido lançado no espaço.

– A união de Jehnny Beth (Savages) com Bobby Gillespie (Primal Scream) promete demais – daquelas duplas que ninguém imaginava e já faz todo o sentido. Os dois vão soltar um disco conceitual chamado “Utopian Ashes” pela Third Man Records, do Jack White. Orquestrado e grandioso, a história do disco é sobre um casal que está no fim do relacionamento. Uma brisa ficcional, mas que de acordo com os dois ressoa na história pessoal e em situações vívidas por todos. O álbum sai no dia 2 de julho e o primeiro single já está disponível: “Chase It Down”, que já tem cara de clássico. Se liga.

– O rapper Rashid de tempos em tempos soltava um som chamado “Diário de Bordo”, músicas longas e sem refrão onde se situava para os fãs. Quando soltou o quinto número da série – que rolou entre 2010 e 2015 -, achou que estava encerrada a missão. Mas a pandemia e o atual governo que toca o Brasil para o ralo o motivaram a arriscar uma sexta edição, que conta com a participação do músico paraibano Chico César. Um trechinho da música já dá ideia do recado: “Porque esse governo de morte foi o atalho pra bandeira ficar vermelha/ Do sangue do povo que espelha a raiva que hoje transbordo/ Escrevo com ferrão de abelha, em busca de dias melhores”.

Health, um trio de noise de Los Angeles, maravilhoso em sua doideira sonora e que já experimentou tempos mais inspiradores, acabou de soltar uma parceria com talvez uma de suas grandes referências, o grande Nine Inch Nails, de Trent Reznor. “Isn’t Everyone” é o primeiro single de “Disco4: Part II”, uma continuidade do álbum que o Health lançou ano passado todo formado por parceria com outros artistas.

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Liberaram o vídeo do Fontaines DC em Paris. É tudo o que você precisa ver agora

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* Você não me lembrou, mas estou aqui para avisar. Já está no ar a apresentação que o grupo irlandês Fontaines DC fez para o “Echoes”, o programa da Jehnny Beth (Savages) no canal parisiense ARTE, onde Beth é também apresentadora.

O programa em si tem uns números musicais e entrevistas, e o que o “Echoes” nos serve é uma apresentação de sete músicas, meia hora, da banda de Dublin, gravada em outubro do ano passado num dos muitos ambientes da sensacional área cultural “La Cite du Cinema”, em Paris.

Esse mini-show à francesa do Fontaines DC misturou música de seus lindos dois discos, o debut “Dogrel” e o mais novo, “A Hero’s Death”. De um modo cru, guitarras fazendo jogral no talo, no melhor jeito Fontaines DC.

É o que temos para hoje. Mas precisamos de mais qualquer coisa?

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00:00​ A Hero’s Death
04:27​ Big
06:31​ Televised Mind
10:36​ Hurrican Laughter
15:44​ A lucid dream
20:17​ Too real
25:04​ I Don’t Belong

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