Em jeremaia:

CENA – Jeremaia fez o disco que o indie nacional precisava. E ele sai amanhã

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1 - cenatopo19

* Dois discos de abalar estruturas e melhorar muito a trilha sonora deste 2019 zoado vão ser lançados amanhã, um internacional e um brasileiro. Sobre o gringo, falamos na própria sexta. Sobre o brazuca, é preciso falar já!

Sai amanhã nas melhores plataformas o disco de estreia do projeto JEREMAIA, obra em português do inquieto André Faria (o da direita, na foto abaixo, veja bem), vocalista, guitarrista e produtor da banda paulistana disco-punk Aldo The Band, hoje uma banda cada vez mais internacional.

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A gente já apresentou o Jeremaia aqui, por conta do lançamento do primeiro single deste álbum homônimo, que chega aos ouvidos nesta sexta.

O single (mais vídeo estilozaço) era “No Que Vai Dar”, e aqui foi dito sobre ela, sobre o André e sobre o Jeremaia que “você pode ouvir uma música, e tem muitas delas por aí para você simplesmente ouvir. E, em alguns casos bem especiais, você pode SENTIR a música. E essas não aparecem a toda hora”.

A hora é agora. Um outro single e(m) vídeo saiu, da espetacular “Tanto Faz”, mais tameimpálica que uma música do Tame Impala com o visual psicodélico idem, e agora toma nas fuças o disco cheio, oito músicas que contam um pouco de uma história pessoal, mas história essa que pode ser apropriada por quem ouvir o álbum. Porque aqui, como foi dito no primeiro post da Popload sobre o Jeremaia, o importante não só são as músicas contidas nele. Mas sim as frequências onde elas são colocadas.

De novo a auto-referência poploadica já dita, porque vale para todas as faixas do disco: O Jeremaia, de André Faria, que também tem os dedos produtores de seu familiar parceiro Murilo Faria, irmão e o “gênio da mesa sonora” do Aldo, é adepto das frequências sonoras cognitivas, ou simplesmente música de sensações, um passo além da canção que entra pelo ouvido e sai pela boca. E pode ser ouvido por imagens, por mais esquisito que isso possa soar. Porque é, sim, esquisito. É para ser. “What’s the frequency, Kenneth?”, já perguntava o excepcional grupo REM.

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“Jeremaia”, o álbum, é uma coleção de músicas favoritas de cara. Ele começa estranho, ríspido, difícil, enigmático, com um falsete incômodo, em “Trabalho da Rua Matogrosso”. É um convite para um troço cabuloso que talvez você não queira aceitar, mas aceita de curioso. Então vem uma outra da mesma estirpe, mas sem falsete, para embalar esse caminho sem volta, que é o single “No Que Vai Dar”.

Quando você percebe, já embarcou nas viagens de André, que viram suas. E depois não tem para onde correr, como prova a fantástica “Tem Que Correr”, art-noise que parece que foi composta por Trent Reznor (Nine Inch Nails) para um filme, mas antes o Wayne Coyne (Flaming Lips) falou: “Deixa eu dar um tapa nela”. Coisa de doido, como a própria “Tanto Faz” ou a que fecha tudo, a “Maníaco da Linha do Trem”.

Não são músicas comuns. Não são músicas fáceis. Não são músicas que você encontra em outros discos. Não são músicas que você ouve em português.

“Jeremaia”, pode ouvir aí, é um disco único.

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PS: E, sobre o Aldo, espera só um pouquinho mais para ver.

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CENA – Qual é a frequência, André?!? Jeremaia entra na cena indie BR para mexer com suas sensações. Ouça e veja “No Que Vai Dar”

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1 - cenatopo19

*Você pode ouvir uma música, e tem muitas delas por aí para você simplesmente ouvir. E, em alguns casos bem especiais, você pode SENTIR a música. E essas não aparecem a toda hora.

André Faria, vocalista, guitarrista e produtor da espetacular banda paulistana disco-punk Aldo The Band, botou um pé fora da zona de conforto de seu cada vez mais internacional grupo para se arriscar na pegada nacional e criar o interessantíssimo projeto JEREMAIA, sua incursão no mundo das músicas em português.

Prepare-se para se sentir mexido. Por dentro. Se a Popload acha que a maturidade híbrida do indie nacional acabou de se dar com o recente disco novo do grupo paulistano Terno Rei, com o Jeremaia a intensa cena brasileira agora pode ser pensada além da música.

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O Jeremaia, de André Faria (foto acima), que também tem os dedos produtores de seu familiar parceiro Murilo Faria, irmão e o “gênio da mesa sonora” do Aldo, é adepto das frequências sonoras cognitivas, ou simplesmente música de sensações, um passo além da canção que entra pelo ouvido e sai pela boca. E pode ser ouvido por imagens, por mais esquisito que isso possa soar. Porque é, sim, esquisito. É para ser. “What’s the frequency, Kenneth?”, já perguntava o excepcional grupo REM.

No caso de alguns grupos ou artistas de alta-cultura da eletrônica ou de bandas “diferentes” como o Flaming Lips, de Wayne Coyne, isso tem uma importância para além da simples melodia. O cérebro e os nervos são convidados a participar da festa. O Jeremaia prima por querer atingir esse estágio sonoro, quase um budismo musical e barulhento. Ou uma macumba literária, dado a aproximação que André arrisca com temas urbanos esquisitos e livros de Rubem Fonseca e Dalton Trevisan, por exemplo. Jeremaia, o batismo, vem da piração de criar um personagem fictício que mistura tais nobres páginas com um pouco da vida pessoal de André.

O projeto solo em português de André Faria nasce agora, aqui, com um single chamado “No Que Vai Dar”, algo chamando o profético para o músico em si, para sua ousada jornada fora do Aldo e para o álbum que já sai no máximo daqui a dois meses, talvez com o nome de “Jeremaia” mesmo. Depois de um outro single e exatamente antes do terceiro álbum do Aldo the Band.

“No Que Vai Dar”, a canção, vai poder ser encontrada para experimentações streamicas amanhã, no Spotify, Apple Music e Deezer, entre outras vias virtuais. Mas o sensacional vídeo da música, gravado entre água, montanhas, matos e parabólicas, pode ser conferido com exclusividade aqui na Popload. Cheio de gestos, cheio de vibes. Se fosse só a música, ela valeria a pena, de tão boa. Mas não é só.

Um convite às sensações, ouça e veja “No Que Vai Dar”. E espere o segundo single. E o álbum. Levante sua antena para captar o Jeremaia por inteiro.

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PS: Vale a curiosidade, o single e o disco do Jeremaia busca fincar o pé na cena nacional, mas nasce com uma interferência londrina. Diz o informe sobre o projeto que, em busca de um som mais denso e texturas diferentes, André fez uma imersão no @123Studios, em Londres (mesmo estúdio em que Florence + The Machine e Foals já gravaram), na companhia de seu irmão e co-produtor do álbum Murilo Faria, do baterista e amigo de infância Daniel Setti (ex-Jumbo Elektro e Tchucbandionis) e do engenheiro inglês Rob Squarehead. Parte do equipamento utilizado nas gravações, que estavam lá no estúdio, era do próprio FOALS, o que incluia um amplificador SELMER mofado de 1963.

PS2: Até o lançamento de “Jeremaia”, o álbum em nome provisório, será anunciada uma turnê ainda para este primeiro semestre.

*** As fotos de divulgação de André Faria, ou do Jeremaia ele-mesmo, tanto a que está neste post como a da chamada da home da Popload, é de autoria de Gabriela Schmidt.

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