Em jesus and mary chain:

Jesus & Mary Chain, o livro. Ganhe a biografia, em português, de uma das bandas indie mais importantes da história. Temos duas para sorteio

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UPDATE


Confira quem ganhou o sorteio dos livros:
– Ubiraci Camargo
– Patrícia Del Sole

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* Chegou aquele momentinho que os leitores da Popload adoooooram: sorteio!

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Faltam pouco mais de 24 horas para que o incrível The Jesus and Mary Chain venha nos dar o ar de sua graça divina para mais uma edição do Popload Gig, que já tem ares de histórica, não só por dar a largada nas comemorações de 10 anos de nosso selo de shows, que até que já trouxe alguns nomes bons neste tempo todo, na linha Tame Impala (duas vezes), LCD Soundsystem, Nick Cave, Sigur Rós, Metronomy (duas vezes), The Kills e o escambau.

Mas muito também porque é APENAS um show do Jesus & Mary Chain em São Paulo, pequeno e aconchegante e barulhento, desta banda que fez o indie ser o indie, se é que você me entende.

E, para entrar ainda mais no clima do showzão marcante desta quinta, este espaço oferece em sorteio DOIS exemplares da biografia da banda, “Barbed Wire Kisses, A História do Jesus and Mary Chain”, que acaba de ser traduzido e lançado em português, como primeiro trabalho da editora Sapopemba.

O livro foi escrito pela escocesa Zoë Howe e mergulha nos bastidores do mundo quase restrito dos irmãos Jim e William Reid, dois dos sujeitos mais encasquetados da história do rock, junto do amigo Douglas Hart, em uma saga do trio que saiu da pequena East Kilbride para conquistar o mundo com suas guitarras distorcidas e batidas descompassadas. Perto de Jim e William, as tretas dos brothers do Oasis parecem briguinhas do maternal.

A edição em português da obra, esta que está para sorteio, conta ainda com um prefácio exclusivo do próprio Douglas Hart, o baixista original do grupo, em que ele fala até do… Bolsonaro. “O prefácio é quentíssimo, ele mandou pra gente no mês passado”, entrega Mauro Albano, sócio da editora Sapopemba.

Para concorrer, basta mandar um email para lucio@uol.com.br e botar “Quero Jesus” na linha de assunto. Ou algo do tipo. O sorteio será rapidinho. Amanhã, no meio da tarde, já informo quem faturou os livros.

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* Bom… E não se esqueça de que…

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Cursinho Popload! Aula de hoje: para gostar de The Jesus and Mary Chain

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Falta pouco (e restam poucos ingressos) para o show-festa de comemoração dos dez anos de Popload Gig com a banda cult escocesa The Jesus and Mary Chain! Os irmãos Reid desembarcam aqui em 27 de junho para um show único no Brasil. Vai ser o primeiro show solo da banda em São Paulo em quase trinta anos!

Você conhece a banda? É fã conhecedor? Ou sabe o básico? Ou não sabe nada e quer conhecer?

Seguindo nossa série de aulas sobre bandas que se apresentam por aqui (veja as outras edições com suas playlists correspondentes), apresentamos hoje este cursinho intensivo sobre o JAMC. Mas, desta vez, antes de escolher a sua playlist, faça um simulado para saber em qual nível você se encontra: iniciante, intermediário ou avançado?

Descubra o seu nível! BOA PROVA E BOA AULA:

GABARITO

** De 0 a 5: INICIANTE
** De 6 a 9: INTERMEDIÁRIO
** De 10 a 12: AVANÇADO

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Quebradeira nos primeiros shows da banda, nos anos 80 – Foto de Andrew Catlin

Talvez o caminho mais fácil para indicar o The Jesus and Mary Chain para alguém que nunca ouviu a banda é primeiro perguntar de que tipo de som a pessoa gosta e, então, ver onde esse gosto cabe. Curte um feedback? Vá de “Psychocandy”. Violões? Abrace o álbum “Stoned & Dethroned”. Rock dos anos 80? “Darklands”, por favor.

Sempre resultado dos explosivos encontros do irmãos Jim e William Reid, a banda encontrou diferentes abordagens em praticamente todos os seus álbuns em misturas muito únicas, mas nunca ficou muito longe das suas origens no quesito “canções de formato simples”.

Diferentemente de outros artistas estudados aqui, onde em alguns momentos encontramos grandes experimentalismos que ajudam a gente a separar o que é “complicado” das canções pop, o Jesus and Mary Chain quase nunca abraçou grandes tentativas de extrapolar a canção. Por conta disso, entre suas músicas mais conhecidas estão também as mais estranhas para um público que não estiver habituado a alguns ruídos e distorções. Mas ainda assim, fomos atrás de encontrar um balanço para formar uma playlist para cada ouvinte: iniciante, intermediário e avançado.

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Foto de Andrew Catlin

Iniciante

Nossa playlist é praticamente uma coletânea mais “sussa” do Jesus and Mary Chain. Alguns singles e os maiores hits de olho em equilibrar a barulheira da banda com suas passagens mais calmas. “Just Like Honey” pode assustar ouvidos mais sensíveis, mas não é a música mais com a cara deles por nada…

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Intermediário

Aqui abraçamos o peso que os irmãos Reid promoveram ao longo dos anos. Abrimos com a polêmica “Reverence” e seguimos por outras distorções, além de momentos de calmaria com dinâmicas pouco convencionais, como a breve canção “Feeling Lucky”, dona de apenas quatro versos em uma faixa praticamente instrumental.

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Quebradeira nos primeiros shows da banda, nos anos 80 – Foto de Steve Gullick

Avançado

As canções aqui são difíceis? Eu não acho, mas temos mais guitarras apitando aqui do que nas playlists anteriores. O que se repete é a obsessão em fazer melodias simples na barulheira toda. A mágica do Jesus and Mary Chain em essência.

*** Uma colaboração do jornalista Vinicius Felix* para a Popload. Vale lembrar que ele está lá no Twitter (@ViniciusFeIix) para ouvir sugestões e reclamações, seja dos iniciantes que encontrarem dificuldades ou dos alunos mais experientes! Vai lá. ***

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Jesus in the Sky… The Jesus and Mary Chain invade os Estados Unidos com a ajuda da Sky Ferreira

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No fim de março, o especialíssimo The Jesus and Mary Chain lançou “Damage and Joy”, seu primeiro disco em 19 anos. Assim, é plausível que os irmãos Reid caiam numa looooonga estrada (Oi, Brasil!) para divulgar a boa nova em shows.

Mais imediatamente, os irmãos do barulho vão mostrar o disco ao vivo na América do Norte, onde inicia uma turnê neste próximo final de semana. Um preview disso foi a performance de ontem, mas para a TV, no programa do Stephen Colbert, onde eles tocaram o single “The Two of Us”, com a participação luxuosa de Sky Ferreira, que andou aparecendo no disco, também.

O último álbum lançado pelo Jesus & Mary Chain até então era “Munki”, de 1998, quando gente como Sky Ferreira tinha uns 4 anos de idade. O novo álbum tem 14 músicas inéditas e é puxado pelos bons singles “Amputation” e “Always Sad”. “Damage and Joy” conta com produção de Youth, que também tocou baixo nas gravações. Além dele, o baterista Brian Young, que já toca com a banda ao vivo, e Phil King, do Lush, estão entre os músicos convidados.

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O velho e o novo Jesus and Mary Chain se encontram em show na cidade de Glasgow. Veja a íntegra em vídeo

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Há alguns dias, o incrível Jesus and Mary Chain foi uma das atrações de um festival da estilosa BBC 6 Music. Ao lado de nomes como Depeche Mode (não no mesmo dia), Ride e outros, a banda escocesa tocou “em casa”, na famosa Barrowlands, reduto de shows de Glasgow, onde mostrou algumas canções de seu novo disco.

A apresentação de quase uma hora e meia teve a tradicional mescla de sons antigos com novas músicas. No meio das clássicas, algumas faixas para novos fãs se acostumarem. Ou velhos fãs se acostumarem com as novas. Enfim.

O show foi realizado no dia 24 de março, mesma data do lançamento de “Damage and Joy”, primeiro disco deles desde “Munki”, de 1998. É neste novo álbum que está “Simian Split”, faixa 12, em que basicamente os irmãos Reid cantam que mataram Kurt Cobain”.

“I killed Kurt Cobain / I put the shot right through his brain / And his wife gave me the drug / ‘Cause I’m a big, fat, lying slob”. Siiiick.

Noves fora o Cobain, “kurta” (!) o showzão para do Jesus and Mary Chain para a BBC, abaixo.

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Jesus and Mary Chain mata Kurt Cobain em novo disco. Com ajuda da Courtney Love.

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Demos aqui, logo cedo, o disco novo de estúdio do The Jesus and Mary Chain, o primeiro em quase duas décadas!

“Damage and Joy” foi lançado hoje mas vem na cola de dois singles que já rodavam bastante aqui no QG da Popload, “Amputation” e “Always Sad”. Tudo bem JMC e bem mais pop que de costume (em um nível “cantarolável”, acredite).

E daí que você chega na faixa 12, “Simian Split”, e ouve, de cara, um Kurt Cobain. A faixa começa com a frase “I Killed Kurt Cobain”. E, para rimar com Cobain, botam logo um “brain” e você deve imaginar o contexto. Para piorar, envolvem a Courtney Love e o resto é melhor colocar direto aqui:

I killed Kurt Cobain
I put the shot right through his brain
And his wife gave me the drug
‘Cause I’m a big, fat, lying slob
And the kid just let me in
With a big, wide, goofy grin
And we shared some heat
And then that kid was meat

Vamos arriscar uma tradução bem livre aqui. Na música, o “assassino” confesso do Kurt diz “Eu matei Kurt Cobaaain. Dei um tiro bem no cérebro dele. E a mulher dele me deu a droga porque eu sou um babaca gordo e mentiroso. E o cara me deixou entrar com um sorrisão bobo. Dividimos a seringa. E daí o cara já era”. E depois a letra parte para um paz-e-amor viajandão como se nada disso tivesse acontecido.

Eita, JMC. Claaaro que este trecho vai causar polêmica (lá vem textão no Face!) e já achamos duas declarações a respeito. Ao jornal inglês “The Guardian”, William Reid diz que escreveu a letra logo depois de ter visto o documentário Kurt and Courtney, de 1998, no qual um punk ‘obeso’ garante ter recebido um pedido de Courtney Love para que ele matasse Cobain. “É polêmico, mas… não sei… Não gosto de ficar discutindo minhas letras”, ele completa. O site “Pitchfork” foi mais fundo e perguntou ao Reid se o trecho seria uma referência à música “Reverence”, de 1992, na qual ele canta “Quero morrer como JFK”. Hã? “Pode parecer bobo, mas é divertido. É ficção! É total ficção! Não é para ser levado a sério. É só uma coisa que eu inventei e ninguém precisa ficar bravo com isso”, explicou. Tá bom, então.

Você pode tirar as suas conclusões abaixo. “Simian Split”, The Jesus and Mary Chain:

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