Em Jimmy Kimmel:

Popnotas – A session do Black Midi, a performance da Little Simz e o doc da Courtney Barnett. Só coisa linda!

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* A australiana Courtney Barnett, de posse de seu maravilhoso novo disco “Things Take Time, Take Time”, que a faz assídua deste espaço virtual, tem duas novidades para te contar através de nós. A primeira é que ela fez uma performance com banda para o programa da Ellen DeGeneris, que está em temporada final. A guitarrista canhota tocou a linda “Write a List of Things to Look Forward to”, carregando ao palco agora um quarteto, todo ele diferente do trio que ela comandava. A segunda novidade é que ontem Courtney Barnett anunciou ainda, agora oficialmente e com um trailer, seu novo documentário, “Anonymous Club”. O filme sai em 2022 é centrado no disco de 2018 da menina de Melbourne, o “Tell Me How You Really Feel”, intercalando momentos de euforia na estrada em turnê mundial, ao mesmo tempo que expõe a tímida guitarrista em momentos de reflexões dentro de sua depressão. Courtney no show da Ellen e o trailer de seu doc, tudo aqui embaixo.

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* Outra que às vezes pode parecer introvertida e também lançou um discaço neste sonoramente abençoado 2021 foi a rapper inglesa Little Simz, oooooooutra também frequentadora de eventos da Popload. “Sometimes I Might Be Introvert”, o quarto da britânica (com ascendência nigeriana), saiu em setembro. Ontem, ela foi mostrar uma performance da espertíssima “Speed”, seu novo single, no programa do apresentador Jimmy Kimmel, na TV americana. Olha que estilo, olha que performance absurda, olha os dançarinos que entram do meio para o fim!

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– O grupo inglês de indie quebrado Black Midi lançou neste ano, em maio, o importante “Cavalcade”, seu belo segundo álbum, que rendeu até uma entrevista à Popload do vocalista Geordie Greep. Ontem, o Black Midi anunciou um limitado e especialíssimo vinil de 12 polegadas, os melhores, com uma session ao vivo gravado no Soup Studios, em Londres, desempenhando quatro músicas de “Cavalcade”: “John Hell” (no disco é “John L”, entenda!), “Chondromalacia Patella”, “Marlene Dietrich” e “Despair”. A session está toda em vídeo, abaixo:

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Mais Idles. Grupo inglês estreia na TV americana com a baladaça “The Beachland Ballroom”, ao vivo

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* O grupo inglês Idles, em vasta temporada de agitos de shows, sessions e TVs pelos EUA, passou ontem à noite pelo Jimmy Kimmel, porgrama da late night americana. A banda pós-punk fez performance da baladona nervosa “The Beachland Ballroom”, que estará no disco novo deles, “Crawler”, que sai sexta-feira da semana que vem.

Para engrossar o caldo desse quarto álbum do Idles, ontem eles lançaram mais um single com vídeo algo “perturbador, para a faixa “Car Crash”. O nome diz tudo. A gente deu aqui.

“The Beachland Ballroom”, o primeiro single, que saiu no final de setembro, tem tido bom destaque nas apresentações do Idles pela América. E ontem o desempenho ao vivo no Jimmy Kimmel representou a primeira vez da armada inglesa pós-punk na TV americana. O de sempre: Joe Talbot intenso com sua indefectível camiseta “Hering” branca e a bandaça que o acompanha matando no clima do punk “aprisionado” para se transformar em uma canção romântica. Mais ou menos isso.

“Damage/ Damage/ DAMAGE”.

Repara, a música, quando acaba, parece que vai explodir tudo, como uma banda.

Só maravilhas a gente tem, com o Idles. Lembrando que a banda vai estar no Lollapalooza Brasil do ano que vem, tocando aqui para nós em Interlagos. “Car Crash” no Autódromo de Interlagos vai ser épica, hein?

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Billie Eilish no telhado. Veja a cantora mandando “Happier than Ever” no rooftop e socando o Jimmy Kimmel na TV

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* Um soco no estômago do apresentador Jimmy Kimmel e uma performance no rooftop de hotel em Hollywood. Foi assim a passagem da estrela Billie Eilish pela TV americana nesta semana.

Eilish mostrou sua lindaça e intensa canção agridoce “Happier than Ever”, que começa calminha, acaba em clímax e dá nome ao seu recém-lançado segundo álbum, que apareceu em final de julho e trouxe muitas camadas à música da garota do que pode inicar esse título de Cinderela.

Billie Eilish levou seu baterista e o irmão band-leader Finneas para o alto do Hollywood Roosevelt Hotel, do começo do século passado, quase centenário e o mais antigo hotel ainda em funcionamento na Califórnia.

O letreiro vermelho em neon e os vidros do rooftop do Roosevelt funcionou lindão para um cenário de “Happy than Ever”, a música.

Billie Eilish estava nessas participando como atração musical do programa do entrevistador Jimmy Kimmel, que a botou em conversa e ainda a fez participar de uns sketches. E, no quadro da “Lista dos Desejos”, ela cortou o cabelo de uma menina da plateia, ganhou um ratinho e meteu o soco no Kimmel… Ok?

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Metallica leva a festinha do “Black Album” para o rádio e na TV. Veja as performances, inclusive uma delas com a Miley Cyrus no vocal

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* Sexta passada saiu, você está careca de saber, a superedição comemorativa do “The Black Album” (nome fictício, haha) do Metallica, o discaço homônimo com o disco todo remasterizado e carregado ainda de uma chinfra de 53 músicas covers dos clássicos do álbum de 30 anos que levou o nome de “The Metallica Blacklist”.

No final de semana subiram as imagens do programa de rádio que o famoso apresentador Howard Stern tem na rádio por satélite Sirius XM e que na quarta-feira recebeu para entrevistas e sons exatamente o Metallica, ainda mais com a convidada Miley Cyrus, inclusive para dar testemunhos sobre o disco 16 vezes platinado do grupo californiano, o impacto que ele teve em sua vida e a cover que ela fez de “Nothing Else Matters” no festival de Glastonbury, alguns anos atrás.

Miley, na hora da session no “The Howard Stern Show”, cantou a música tendo o Metallica como banda de apoio. Pensa. Ainda para o programa, o Metallica mandou ao vivo a performance de “Sad but True”.

Muito papo e as duas músicas ao vivo aqui citadas você vê agora em vídeo, aqui embaixo. Com um bônus legal. O Metallica tocando, no programa de TV do Jimmy Kimmel, as bombas “Wherever I May Roam” e “Holier Than Thou”, tudo também do “The Black Album”, em session feita do lado de fora do Observatorio de Angeles. Classe demais.

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As Linda Lindas estreiam na TV americana lembrando o garoto sexista/racista

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Captura de Tela 2021-06-07 às 5.03.07 PM

* A gente já relatou por aqui o fenômeno das meninas da banda The Linda Lindas, de Los Angeles. Primeiro em algumas notas quando elas estrelaram o filme “Moxie!” e em um post sobre o viral de uma apresentação delas em uma livraria de Los Angeles.

O grupo punk latino-asiático formado por Lucia (14 anos), Eloise (13), Mila (10) e Bela (16), que agora assinou com a Epitaph e deu entrevistas extensas para publicações como a super indie Pitchfork e o jornalão inglês Guardian, chegou à televisão norte-americana.

Foi a estreia delas na TV, mais especificamente via late show do Jimmy Kimmel, um dos maiores do gênero “programa de entrevistas de fim de noite” por lá. Como você já deve saber, um ótimo trampolim para um estouro real. Logo mais elas vão estar no “Saturday Night Live”. Talvez não porque é ao vivo muito tarde, então não pela idade deve ser proibido.

Enfim, de olho no sucesso viral das meninas, Jimmy pediu que elas contassem mais uma vez a história de racismo que a baterista da banda, a Mila, sofreu e que foi a inspiração para o petardo “Racist, Sexist Boy”, a música da apresentação da livraria que correu mundo.

A ascensão das meninas já gera até polêmicas vazias, por conta do pai de Mila e Lucia ser Carlos de la Garza, um engenheiro de som de diversas bandas, como Paramore, Best Coast e Bad Religion. Qual seria o problema? Até parece que as pessoas se criam e fazem música em ambientes isolados do resto do mundo. Se elas apressaram o reconhecimento por conta do pai, massa. Já o talento delas nada tem a ver com isso. Esse tipo de desconfiança com certeza não seria problema em um grupo de meninos. Acho que dá até assunto para mais uma música nervosa delas essa conversa.

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