Em jo whiley:

POPNOTAS: Foo Fighters fazendo cover de Bee Gees, as Haim no Tik Tok envolvendo a Taylor Swift, um R.I.P. para o grande U-Roy e o vídeo novo da banda inglesa Kill Moves, de BH

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* Abrir as notícias do dia e encontrar os Foo Fighters. A divulgação de “Medicine at Midnight”, o álbum novo, segue pesada por todos os lugares onde se escute, veja, leia. Desta vez a banda caprichou em um cover de “You Should Be Dancing”, dos Bee Gees, no programa da grande Jo Whiley na BBC Radio 2. Que pode ser ouvido aqui. Vale ouvir o áudio inteiro, pela voz delícia de Whiley, E também até porque o FF tocou “Waiting on a War”, do décimo disco, e o hit antigo “All My Life”. O papo de Whiley com Dave Grohl foi legal também. Grohl disse que quando ele foi visitar uns primos dele em Miami em 1979 a cachorra deles teve filhotes e ele pegou um para criar. O nome do cachorro, que ele criou por 16 anos, chamava Beegee. Era a atmosfera da época: final dos anos 70, Miami. Só dava Bee Gees.

* A banda californiana de irmãs Haim (foto na home) acabou com o mistério fazendo mais mistério. Elas meio que confirmaram que vão lançar um remix da faixa “Gasoline”, com participação da Taylor Swift, boato que correu a semana, principalmente por parte das fãs da Taylor. Depois de um certo silêncio, as Haims acabaram tocando um trechinho desse remix num vídeo de Tik Tok despretensioso, sem maiores avisos, a não ser um “uh oh”. No vídeo, uma delas estava em um carro num… posto de gasolina e quando aumentou o volume do som do veículo tocou a “Gasoline” tayloriana. Para chamar a atenção para o vídeo no Tik Tok, elas tuitaram “tik tok tik tok tik tok”.

* U-Roy, lenda do reggae e considerado um precursores do hip-hop, morreu aos 78 anos na Jamaica. Ele ficou famoso por seu toasting, que é basicamente falar em cima de um beat de dancehall, que inspirou, por exemplo, Kool Herc, um dos pais do hip-hop, a fazer o mesmo em suas festas. Embora U-Roy não seja o criador do toasting, que até ali era uma prática ao vivo nas apresentação dos soundsystems, ele é considerado o pioneiro do registro da técnica em uma gravação. Ano passado, um pouco antes de a pandemia acabar com as apresentações ao vivo, U-Roy tocou pelo Brasil ao lado de BNegão no lançamento do braço brasileiro da gravadora Trojan Jamaica, fundada pela cantora australiana Shhh e Zak Starkey, baterista com passagens pelo The Who e Oasis, filho de um certo Ringo Starr.

* CENA – A banda mineira de dream pop Kill Moves lançou hoje seu mais novo EP, “Colorful Noises”. O disco, que chega às plataformas digitais com a estampa da Balaclava Records, marca uma espécie de novo colorido na barulheira do grupo, que agora é um trio. E que por acaso é de Belo Horizonte, mas podia bem ser de Slough, Inglaterra, se estivéssemos nos anos 90. A banda já havia soltado, em setembro do ano passado, single/vídeo de uma música de “Colorful Noises”, a “Timeless Visions”. Agora, no dia de seu lançamento, o EP chega com um vídeo, para a faixa “Perfect Pitch”, este abaixo.

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Lá vem o Noel Gallagher, quase sempre sério, mostrando suas músicas novas na Inglaterra. E falando que detesta a internet

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Noel Gallagher está em ritmo de divulgação de “Who Built The Moon?”, seu terceiro disco em carreira solo, #1 na Inglaterra, que fez ele bater o recorde de artista com mais álbuns no topo de forma seguida, totalizando os sete da época de Oasis e os três pós-Oasis.

Na noite de ontem, foi ao ar na BBC 2 uma session de Noel para a veterana apresentadora Jo Whiley. Por lá, o irmão do Liam tocou seis canções, entre elas as novas “Holy Mountain” e “It’s A Beautiful World”, além de antigas do Oasis, tipo “Little By Little” e “Half The World Away”, b-side linda lá dos anos 90.

Noel, inclusive, apesar de dizer que não gosta muito de nostalgia, parece estar com saudade da década dourada da música britânica. Em entrevista ao jornal espanhol El País, o músico disse que acha que o mundo perdeu sua magia a partir do momento em que a internet passou a ser o que é hoje.

“Os anos 90 eram livres, abertos. Não tinha Internet, nem celulares, só você, seus pensamentos e a música. A Internet é a pior coisa que já aconteceu no mundo. Ela propaga o terrorismo, o ódio, a violência, a guerra, a pedofilia. Antes da Internet, tudo era mágico, depois tudo virou um desastre”, disse ele, que aproveitou para falar que a postura de seu irmão Liam no Twitter é um belo exemplo disso, após o repórter fazer uma analogia de que a fama é algo parecido com as drogas.

“A cocaína e o ecstasy ampliam uma parte da sua personalidade. A fama também. Por exemplo, seria justo dizer que se sabe mais sobre o Liam desde que ele abriu sua conta no Twitter. É tudo o que eu preciso dizer. O Twitter é a nova fama, né? Quando eu era pequeno, a gente não sabia o que as estrelas do rock faziam da vida. Agora qualquer imbecil sabe o que todo o mundo está fazendo. Não me interessa o Twitter porque estou satisfeito com quem sou”, disparou.

A session do Noel na BBC pode ser ouvida aqui, em diversos trechos do programa que dura 2 horas. Basta dar uma olhada na playlist para ter uma noção melhor.

Por falar em Twitter, antiga amiga de Noel, Jo Whiley aproveitou a ocasião do reencontro para postar uma foto rara, lá dos anos 90, em que estão também o próprio Noel e o apresentador Steve Lamacq.

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Damon Albarn canta Blur (sem o Blur) e evoca o espírito do Britpop na BBC

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É 1994 outra vez na BBC Radio 2. A emissora inglesa botou no ar na noite de ontem um programa especial sobre os 20 anos do Britpop, tocando músicas da época, o que significa que rolou Pulp, Oasis, Catatonia, Blur e até Sophie Ellis-Bextor.

O clima foi tão nostálgico que o programa-documentário foi apresentado pelos lendários Steve Lamacq e Jo Whiley, há anos referências na casa. A cereja do bolo foi uma session com Damon Albarn tocando músicas do Blur sem o Blur. Ao piano, ele tocou “This Is A Low” acompanhado por um quarteto de cordas só de meninas. A outra faixa escolhida, também do Blur, foi “For Tomorrow”, esta com uma banda de apoio.

Damon, que lança no fim deste mês seu primeiro álbum solo, também concedeu entrevista e falou sobre os tempos áureos da música britânica e da guerra insana do Blur com o Oasis. O programa inteiro tem duas horas deliciosas de duração e pode ser ouvido aqui. Abaixo, Albarn sendo impecável.

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