Em jockey club:

The Cure e a área Vip. Lolla Brasil x Lolla Chile. E umas perguntas sobre como você vê os shows e festivais no Brasil

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* The Cure no Anhembi
Eu até entendo a existência da área VIP como modelo de negócios, fonte de renda importante para o produtor que briga com 1 milhão de fatores, tipo impostos, a “questão” da meia entrada etc. para fazer um show acontecer num país arenoso como o Brasil. Mas ela realmente precisa ser do tamanho do que tem sido na maioria dos eventos e tomar toda a frente do palco, jogando o fã “comum” da banda, muitas vezes o “verdadeiro fã”, láááá para trás, longe do artista? Não pode ser de lado, ou montada sob uma plataforma, ainda em um lugar “privilegiado” para quem se dispõe a pagar mais e ter acessos mais tranquilos a banheiros, bebidas e a entrada/saída do lugar?

Pois bem, vi o show do Cure de uma dessas áreas vip, sábado passado. Era enorme. Logo que cheguei, fiquei lá atrás, perto da “divisa”, da “fronteira”. Galera na parte “normal” fazia maior festa, cantava, batia palmas, esperando a entrada da banda ao palco. Ali, o show já tinha começado.

A contrapartida disso, a “maligna” área VIP, também virou notícia. Muita gente ontem e hoje nas redes sociais reclamavam do falatório, das conversas paralelas do povo “VIP” enquanto o Cure tocava lá em cima do palco. Nada contra ninguém conversar em um ambiente assim, mas pera lá. Mudei de lugar umas três vezes por causa do blablablá incessante de gente a minha frente, ao lado… O assunto “conversas vip” ganharam destaque hoje até na “Veja” na internet.

Daí hoje de manhã, procurando vídeos para um post neste blog, achei um de “A Forest”, a música que eu procurava. O primeiro que eu encontrei, esse abaixo, era de alguém na pista “normal” (adoro essas aspas). Olha a distância de onde o “fã comum” do Cure enxergava o palco. E ouça os berros que vinham ao redor de quem filmava a música. A energia “banda-seu público” tinha um obstáculo, um “vazio” grande no meio. Esse vazio, essa vala, era a área VIP.

PS: uma outra coisa engraçada que eu sempre noto nessas ocasiões e que no Anhembi sábado estava particularmente irritante, porque passei a prestar muita atenção nisso: eu sei que não é novidade, mas onde eu estava tinha muita gente desinteressada, ou pouco interessada, no show em si. Tinha dois caras na minha frente que quase todo começo de música soltavam um “U-hu. Adoro esta”, começando a dançar e tal. No SEGUNDO SEGUINTE, já estavam no papo solto nem olhando direito para o palco, nem aí mais com a música que diziam adorar. Se eu quisesse abdicar do show, ficaria filmando toda essa movimentação. Ia dar um interessante material de estudo.

Veja o vídeo de “A Forest”, captada da “pista comum”. Precisa ser assim?


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* Lollapalooza Brasil x Lollapalooza Chile
Ainda no tema acima, mas voltando ao assunto Lollapalooza, acompanhamos o movimento dos brasileiros que foram a Santiago no fim de semana, para a versão chilena do festival. Desde sexta-feira os comentários eram todos elogiosos. Primeiramente em relação à cidade, claro, que como qualquer grande cidade em época de festivais fica mais alegre e tem mais atrações para os milhares de turistas que estão lá de bobeira enquanto a festa mesmo não começa.

No início, parecia só deslumbramento de viagem, aquele oba-oba de quem está na curtição e nada ou pouco vai ser capaz de te aborrecer. Mas, quando o festival começou e depois, já na madrugada de segunda, quando o último show havia acabado, a discussão foi ficando mais séria. Vários fãs colocaram em suas páginas de Twitter e Facebook comparações entre a versão brasileira e chilena do Lolla. Em todas elas, a do Chile, mesmo que através das experiências de poucos brasileiros por lá, “saiu ganhando” no “trato ao público”.
(Sempre levando em conta que lá o público total divulgado foi de 138 mil pessoas. E, aqui, 164 mil. No montante, a diferença de “manobra” nem foi tanto assim.)

No ano passado, chegamos a falar sobre o perrengue que foi para aqueles que gostariam de ver os shows até o final e do quanto era difícil ser um “festival goer” no Brasil. Também fizemos um post, em novembro, sobre a zica dos shows no Brasil (e olha que o Planeta Terra nem havia entrado nessa onda “vai rolar/não vai rolar” e o Sonar ia muito bem, obrigado) e também colhemos a opinião do público no próprio Lolla 2012.

Sentimos menos esses problemas na edicão 2013 do Lolla Brasil, mas algumas questões continuaram mal resolvidas, como as filas na entrada e para os banheiros, os táxis escolhendo corridas no final e o metrô lotado, dando apenas 15 minutos a mais de seu horário normal para quem saia correndo do Jockey para pegá-lo, depois do show final.

Segundo o site Scream & Yell, do brother Marcelo Costa, que fez o favor de compilar esses relatos todos, o Lolla-Chile levou a melhor por estes motivos abaixo:

– filas controladas para banheiros, comida e principalmente entrada. Galera chegava e saía muito rápido, fosse a hora que fosse. Pegar bebida e comida não apresentava grandes problemas.
– Vários pontos de retirada de ingressos pela cidade. No Brasil, quem comprou ingressos online (e deixou para retirar na última hora) levou 2h para conseguir entrar no Jockey.
– Metrôs e ônibus rodaram por 1h a mais depois do término do festival.

Tirando a logística mais “caprichada” na hora de cuidar do público, lá em Santiago o clima de festival estava propício para:
– Eddie Vedder, do Pearl Jam, aparecer para dar uma forcinha no show do Queens of the Stone Age. Não que eles precisassem, porque quis mesmo.
– Perry Farrell estar mais “presente” lá do que cá. Aparecia nos palcos, fez participações especiais, transitava geral. Talvez porque depois da polêmica do ano passado (quando ele foi mal interpretado em uma entrevista dizendo que “o país não tinha cultura” — querendo dizer cultura de música nas escolas), e após ter sido metralhado pelos fãs brasileiros, tenha decidido ficar mais “na dele”.
– A apresentação surpresa da banda Chevy Metal, do baterista do Foo Fighters, no palco do… Kidspalooza! Com participação dele, sim, Perry Farrell.
– Para deixar a gente com ainda mais inveja, Josh Homme imitou o Eddie Vedder e apareceu no palco do amigo, acompanhado de Perry Farrell. *HUMPFT* (vale lembrar que as duas bandas tocaram no mesmo dia, ao contrário do que aconteceu no Brasil)
– Sem contar que, já falamos aqui tambem, Homme e Vedder deram ingressos para a galera em frente ao hotel.

O Lollapalooza virou o grande festival brasileiro anual (o doido Rock in Rio não conta) e o Jockey é um lugar bem posicionado e bacana para eventos, embora os cavalos reclamem do cheiro de hipsters no lugar. Melhorando essas questões que nos fizeram “perder” para os chilenos, vai ficar lindo.


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* Enquete Popload: Qual o seu relacionamento com festivais no Brasil?

Fiz essa convocação ontem à noite, para uma pesquisa rápida e indolor através de um questionário básico, e foi uma avalanche de cooperação. Então, para quem ainda não respondeu, perca esse tempinho falando como você vê os festivais e os shows no Brasil, o que faz você NÃO ir a um evento de música, quantos shows você vê mensalmente, essas coisas.

O questionário está aqui: https://www.surveymonkey.com/s/festivaisnobrasil

Não deixa de ser uma instrumentação útil para você. E, da parte que nos toca, o Popload Gig agradece. ♥

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Planeta Terra com Azealia Banks, Madrid, Kasabian, Banda Uó, Gossip, Drums, Garbage, KoL… VAMOS?

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Falta pouco mais de um mês para acontecer a edição 2012 do Planeta Terra, festival que caiu para valer no gosto da galerinha do indie e apresenta como uma de suas maiores novidades a mudança de local: saiu o Playcenter (em reformas), entrou o Jockey Club, recém descoberto para shows depois da boa recepção do Lollapalooza.

O Planeta Terra acontece dia 20 de outubro e terá 13 shows distribuídos em dois palcos. Estão no line up – que a gente adorou – nomes como Kings Of Leon, Garbage, Kasabian, Gossip, The Drums, Azealia Banks, Madrid, Banda Uó, Suede e Best Coast.

Como a Popload é sempre camarada com seus prezados leitores, vão para sorteio 3 PARES DE INGRESSOS para o festival. Seu “esforço” tem que ser aquele de sempre: coloque nome completo, cidade e email nos comentários deste post. E, óbvio, torça.

Combinado?

* O line up completo do Terra:

Corra, Lolla, Corra! Festival deve anunciar Two Door Cinema Club e Hot Chip para edição 2013

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* O Lollapalooza 2013 brasileiro está ficando nervoso. O festival que redescobriu o Jockey Club para São Paulo e expandiu para três dias de evento sua segunda edição aqui no país deve anunciar em seu rol de bandas imperdíveis os nomes dos britânicos Two Door Cinema Club e Hot Chip, dois dos melhores shows da música independente atual e ambos com discos novos. O grupo americano Passion Pit, parece, também está na lista.

O trio de novidades se juntam aos dois headliners que também devem estar na escalação oficial: os grupos Black Keys e o veterano Pearl Jam. O astro Jack White e suas duas bandas segue sendo namorado pelo Lolla Brasil, mas deste lado de cá ainda não temos notícia de algum acerto. A sempre incrível banda escocesa Franz Ferdinand também deve fazer muita gente rumar ao Jockey na Páscoa. O Lollapalooza vai acontecer nos dias 29, 30 e 31 de março do ano que vem. O Lolla corre para anunciar todo o line-up agora em setembro. Junto, vai dar a largada na venda de ingressos. Calcula-se que entre 60 e 70 bandas vão formar o Lolla BR 2013. Então muito mais vai ser revelado em breve.


Acima, Alex Trimble, da banda irlandesa (do Norte) Two Door Cinema Club, em ação no Reading Festival do último final de semana. Abaixo, o Hot Chip em performance no festival espanhol Sonar. As duas bandas devem ser anunciadas para o Brasil, pelo Lolla 2013

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Planeta Terra Festival: é hoje? Sem brinquedos desta vez, mas com grama, Kings of Leon, Garbage, M83 e…

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* Parece que hoje, ou no mais tardar até esta próxima sexta-feira, o Planeta Terra Festival anuncia sua escalação total e já bota para vender os ingressos para a edição 2012 do maior evento indie brasileiro.

Uma nova data vai ser anunciada. O Planeta Terra está mesmo confirmado para o dia 20 de outubro. O local, também a ser revelado oficialmente pela primeira vez, deve ser o Jockey Club, lugar resgatado para shows grandes pelo Lollapalooza no começo do ano. O PT vai perder os brinquedos do Playcenter desta vez. Mas vai ganhar o visual urbano, o gramado e será feito para um público maior. Parece que 30 mil pessoas serão esperadas para a edição deste ano, diferentemente dos 18 mil no máximo que cabiam no Playcenter.

Anthony Gonzalez, o cara multinacional por trás do bombado projeto M83. Vem para o Planeta Terra?

Sobre o que interessa, as atrações. Nomes que sambam em um bastidor fechadíssimo que inclui Peru e Colômbia, revelam as seguintes bandas que podem aparecer na escalação, numa ordem aproximada das mais fortes em “falação” para as mais fracas.

KINGS OF LEON, GOSSIP, M83, GOTYE, GARBAGE, THE HIVES, KASABIAN.

Vamos acompanhar para ver o que vira. Solta a história toda aí, Planeta Terra.

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Planeta Terra is a Go-Go. Gossip e Gotye. E parece que o Kings Of Leon está dentro

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* Popload em Barcelona, de olho em outro grande festival.

O Planeta Terra deve anunciar em breve sua data, o Jockey Club como seu local e o esquema de venda de ingressos, além de algumas bandas que devem encabeçar a escalação de sua edição 2012.

Como a Popload já adiantou, a tendência é que a data seja no final de outubro, ali pelo dia 27, para combinar com a edição peruana do festival.

Papo forte que corre no mercado de shows é que Gossip e Gotye podem estar entre estes nomes. Mês passado, este espaço antecipou que o grupo da Beth Ditto, furão com o Brasil por mais de uma vez, negocia sua vinda para a América do Sul nesta época.

Outro nome que ganhou força nos últimos dias é o Kings Of Leon. O grupo (outrora?) indie-rock-country dos irmãos Followill prepara seu retorno aos palcos e o Brasil pode ser uma de suas primeiras paradas.

Atração do Terra em 2007, o grupo inglês Kasabian também não pode ser descartado no campo de opções. Vamos acompanhar.

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