Em john lennon:

Beatles solta mais um clip magistral do documentário “Get Back”, que estreia nesta semana

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* Chega o Natal mas não chega logo 25/11, quando o “Get Back”, documentário maravilhoso dos Beatles, estreia no Disney+ e vai ter suas três partes completadas nos dois dias seguintes. Quinta, sexta e sábado agora. O filme vai trazer imagens inéditas de interações e desempenhos da banda em 1969, durante as tumultuadas gravações do derradeiro álbum “Let It Be”, o último do grupo mais famoso que este planeta teve.

“Get Back” é um trabalho de garimpo do diretor Peter Jackson por 60 horas de filmagens e 150 horas de áudio, que estavam “perdidos”.

Nas últimas semanas, têm surgido imagens em “clip” do documentário. A gente tem dado todos, óbvio.

Hoje apareceu mais um, dois minutos de Paul, John, Ringo e George “treinando” um de seus clássicos, a música “Don’t Let Me Down”, com o músico americano Billy Preston ao piano. Mais do que ser uma canção a estar em “Let It Be”, foi praticamente uma passagem de som para a famosa performance rápida que os Beatles fariam no rooftop do prédio da gravadora Apple, em Londres, que se tornaria o último show da banda na história.

Detalhe. Yoko Ono lendo um livro dos Beatles sentada numa sala com os Beatles tocando Beatles, como apontou brilhantemente um comentário do vídeo, que está aqui abaixo.

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Popnotas – “Imagine” uma olimpíada em Tóquio, John. A música de dez (!) minutos do Coldplay (!!). Feng Suave solta o terceiro single de um disco de quatro faixas. E tem disco do grande Stone Temple Pilots fazendo 25 anos

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– Rolou uma “Imagine”, conhecidaça música de John Lennon, mas em outra versão, durante a abertura das Olímpiadas de Tóquio, hoje, no Japão. A cover, apropriada para a ocasião confusa da humanidade num de seus maiores eventos no meio de uma de suas maiores pandemias, teve participação de John Legend, Keith Urban e Angélique Kidjo. No Twitter, a viúva Yoko Ono escreveu lembrando a origem do clássico em um texto curtinho e comovente. “John e eu éramos artistas e viviamos juntos, então inspirávamos um ao outro. A música ‘Imagine’ reuniu o que acreditávamos juntos na época. John e eu nos encontramos – ele é do Ocidente e eu do Oriente – e ainda estamos juntos.” Embora quase sempre seja atribuída só a John, a música é da dupla. Vale lembrar que o próprio Lennon afirmou que muito da letra ali é da Yoko – tanto que em 2017 Yoko passou a ser co-autora.

– Qual a será a brisa atual do Coldplay, hein? Começa que “Music of the Spheres”, disco novo da banda que saí em outubro, contará com algumas faixas intituladas com emojis. Agora, um single de DEZ MINUTOS. Sim, “Coloratura” tem DEZ MINUTOS, amiga e amigo. Não sabemos nem mais o que escrever após essa informação.

– “Unweaving the Rainbow Forever” é o novo single dos holandeses do Feng Suave. Se teu lance é um indie pop suave e radiofônico, pode apostar no som da dupla formada por dois Daniéis – Daniel Schoemaker e Daniel de Jong -, ainda que este som seja uma pesada ironia, uma faixa meio infantil sobre a eminente catástrofe ambiental. Engraçado também que é o terceiro single que adianta um EP chamado “So Much for Gardening”, que tem QUATRO (!!!) faixas. Ou seja, já temos quase tudo por aqui. Esses jeitos modernos de se lançar música…

– O melhor disco da famosa banda “de outrora” Stone Temple Pilots completa 25 anos. Ou alguém discorda que é o “Tiny Music… Songs from Vatican Gift Shop” a melhor obra da banda de um certo pós-grunge, comandada então pelo saudoso Scott Weiland, morto em 2015? Na celebração, uma versão remasterizada do disco vem acompanhada de 15 inéditas – entre elas um take alternativo de “Big Bang Baby,” um mix de percussão de “Trippin’ on a Hole in a Paper Heart” e a inédita “Kretz Acoustic Song”. Ainda rola um terceiro CD com uma apresentação da banda no Panamá durante um Spring Break promovido pela MTV. Tudo já disponível nas plataformas de streaming.

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Popnotas – O filminho do Shame, as 87 músicas do Lennon, No Rome+Charli XCX+1975, Sharon van Épica e ele… sim… o Foo Fighters

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* A banda punk inglesa Shame, famosa por suas poderosas apresentações ao vivo, soltou ontem à noite no Youtube um filme chamado “Live in the Flesh”, cheio de chinfras de bastidores, para mostrar “por dentro” como um show do Shame funciona, desde a chegada da banda ao lugar da performance. Claro, tem um quê teatral engraçado, a cara do Shame (foto na home). Na parte do vamos-ver, mesmo, a banda tocando, são sete faixas de seu mais recente disco, “Drunk Tank Pink”, o segundo deles, lançado em janeiro. O filme foi gravado no Brixton Electric, no sul de Londres, área deles. E, como todo show do Shame, é intenso e vale o livestreaming.

* Featuring de peso. O músico Guendoline Rome Viray Gomez, mais conhecido pelo seu nome artístico No Rome, conseguiu reunir Charli XCX e The 1975 na mesma faixa. É o single “Spinning”. Charli chegou a escrever um tweet que mencionava estar ansiosa em formar um supergrupo com No Rome e o 1975. Se o trio ainda vai ter mais músicas em parceria é quaaaase um mistério. Mas, pelo que entregou Charli…

* “Plastic Ono Band”, primeiro álbum solo de John Lennon, lançado após o rompimento dos Beatles, vai ganhar uma edição de luxo caprichada em abril. Esta “Ultimate Collection Box Set” lembra os moldes do que rolou com “Imagine” em 2018, ou seja seis CDs, blu-ray, livro e tudo o mais – são nada menos que 87 gravações inéditas entre outtakes, demos, jam sessions e a gravação ao vivo completa de Yoko Ono/Plastic Ono Band, seu álbum-irmão – ou irmã, talvez caiba melhor no caso.

* Sharon Van Etten anunciou um disco chamado “epic Ten”, um álbum duplo que vai celebrar os 10 anos de “epic”, seu segundo trabalho. Terá uma reedição do original acompanhando de um disco onde artistas como Fiona Apple, Lucinda Williams, Big Red Machine, Courtney Barnett e Idles fazem uma releitura da obra decana. Já temos um gostinho do primeiro cover, a versão do Big Red Machine para “A Crime”, faixa que abre o álbum. Quando chega tudo? Abril.

* O Foo Fighters participou ontem do “Late Late Show” do figura James Corden. Mais uma das milhares de divulgações de seu novo álbum, “Medicine at Midnight”, lançado tem um mês. Tocaram a mesma “Waiting on a War” que já tinha rolado no programa do Jimmy Fallon e em outros cem lugares, seja TV, rádio, internet. Sempre com o Foo Fighters gravando sua performance e a enviando aos veículos. Quem aguenta tanto do mesmo? Sendo talvez a única banda de rock que ainda consegue chamar a atenção de todos os programas de entretenimento do mundo, fica evidente também alguns efeitos da pandemia no mundo da música. Pouca gente trabalhando, falta de assunto, clima e eventos extremamente iguais. Quando a banda não inova no repertório ou é um pouco mais radical na filmagem, tudo soa meio cansado. Bom, Dave. Desculpa o trato. Só estamos ficando cada vez mais mau-humorados com tudo… De todo modo, o vídeo está aqui abaixo. Pelo menos foi gravado de um outro ângulo, com o Dave Grohl olhando para a esquerda.

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Viva Bowie: Covers inéditos do inglês para músicas de John Lennon e Bob Dylan são lançados hoje

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Captura de Tela 2021-01-08 às 4.43.25 PM

Já conversamos um pouco sobre o aniversário de Bowie hoje, mas estamos aqui para falar mais novidades à cerca de um dos seres humanos mais ilustres que já viveram neste plan(o)eta. No caso, dois covers inéditos para canções de Bob Dylan e John Lennon lançadas nesta sexta-feira nos streamings.

A cover de Bob Dylan é da faixa “Trying to Get Heaven”, um som do (excelente) álbum “Time Out of Mind”, de 1997. A gravação de Bowie data de 1998, na época em que mixava seu disco ao vivo “LiveAndWell.com”. Já o Lennon selecionado é das mais sentidas do músico: “Mother” da estreia solo do ex-beatle, “John Lennon/Plastic Ono Band”, de 1970. A versão de Bowie também é de 1998 e foi pensada para um coletânea que não deu certo.

As faixas estão em todas as plataformas de streaming e saíram também em vinil. Os compactos numerados e limitados já estão esgotados, lógico. Raridades.

Parecem escolhas aleatórias, mas é Bowie gravando seus ídolos. Quando a gente considera que a estreia dele saiu em 1967, perto de grandes lançamentos dos Beatles e Bob Dylan, é comum associá-lo a esse período – mesmo que sua carreira tenha virado mais nos anos 70 e dado mil voltas nos anos seguintes.

Acontece que aquele garoto nascido em 8 de janeiro de 1947 tinha só 15 anos quando esses seus ídolos se tornaram fenômenos pop. Acho que isso dá um significado especial em ver Bowie interpretando canções de Dylan e Lennon.

Ainda que neste olhar daqui de 2021. Pensa: David Bowie interpretando Bob Dylan e John Lennon. Olha a dimensão disso.

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Cinco minutos que valem mil filmes. Veja uma prévia de “Get Back”, dos Beatles, com um clipe de… “Get Back”

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Captura de Tela 2020-12-21 às 9.18.59 AM

* Aguardadíssimo documentário dos Beatles que devia ter estreado em setembro deste ano ruim e por conta de toda a ruindade da Covid-19 foi adiado por um ano, “The Beatles: Get Back” agora só chega em agosto de 2021 trazendo um gigantesco material inédito da maior banda de todos os tempos em seu último anos juntos.

O diretor neozelandês Peter Jackson, responsável pela trilogia de “O Senhor dos Aneis”, está há mais de um ano chafurdado em quase 60 horas de filmagens e o dobro disso de áudios que verteram no famoso documentário “Let It Be”, de 1970, sobre o making of 12º e último álbum dos Beatles antes de seu fim.

Captura de Tela 2020-12-21 às 9.19.15 AM

A ideia inicial, antes até de lançar o “Get Back” em setembro de 2020, era ter apresentado o filme no ano anterior, fim de 2019, quando se completaram os 50 anos do “Rooftop Concert”, um dos shows mais falados da história, em que os Beatles se apresentaram de surpresa no topo do prédio da gravadora deles, a Apple, no burburinho do centro de Londres na hora do almoço. Foram 42 minutos de concerto, naquele 30 de janeiro, até a polícia chegar para acabar a festa e dispersar a multidão de pessoas que ganharam de repente a chance de ver o que seria o último show público dos Beatles na história. Nesta menos de uma hora, tinha se juntado gente parando o trânsito, nas janelas e no topo dos prédios vizinhos para ver John, Paul, George e Ringo.

A última música tocada antes de a polícia chegar? “Get Back”.

“Get Back”, o filme, tem o OK de Paul McCartney, Ringo Starr e das viúvas de John Lennon (Yoko Ono, que aparece bastante nas filmagens) e de George Harrison (Olivia).

Por conta dos atrasos no lançamento do documantário e de sua infeliz adiada até o segundo semestre de 2021, o cineasta Peter Jackson, lá de sua casa na Nova Zelândia, liberou um “sneak preview” de cinco minutos do filme. Em meio a cenas rápidas maravilhosas dos boys em estúdio, foi montado um clipezinho deles tocando “Get Back”, recheado de trechos do filme. Maravilhoso.

Veja.

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