Em john peel:

POND se inspira nas históricas Peel Sessions e anuncia disco ao vivo para novembro

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A lisérgica banda australiana POND, espécie de extensão ainda mais chapada do Tame Impala, anunciou para dia 8 de novembro o lançamento de um disco gravado ao vivo em estúdio.

Chamado “Sessions”, o disco compreende canções especialmente do disco “Tasmania”, lançado no início deste ano, com produção do incrível Kevin Parker.

Diz o Jay Watson que a ideia do grupo foi a de capturar em estúdio o som que a banda vinha fazendo nos shows ao vivo durante um rolê pela Europa. “Eu sempre amei ouvir minhas bandas favoritas nas Peel Sessions e queria algo nosso parecido com aquela vibe”, disse, se referindo ao famoso e saudoso DJ John Peel, da BBC, que promovia as melhores sessions do mundo.

A primeira amostra do novo projeto, que terá 11 faixas, é “Don’t Look at the Sun (Or You’ll Go Blind)”, lançada originalmente no disco de estreia do POND, Psychedelic Mango, de 2009.

Sessions – Tracklist
01. Daisy
02. Paint Me Silver
03. Sweep Me Off My Feet
04. Don’t Look at the Sun (Or You’ll Go Blind)
05. Hand Mouth Dancer
06. Burnt Out Star
07. Tasmania
08. Fire in the Water
09. The Weather
10. Medicine Hat
11. Man It Feels Like Space Again

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Jack White bate papo com o Steve Lamacq, faz uma session, e relembra a primeira vez com John Peel

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Em meio à guerrinha que está travando com seus próprios fãs por causa do uso de smartphones em seus shows, Jack White deu um pulo na Inglaterra para gravar uma session cool para o mais que cool Steve Lamacq, na BBC 6 Music.

Jack está em pleno ritmo de divulgação de “Boarding House Reach”, seu mais novo e diferente álbum lançado semana passada. Na emissora britânica, ele mostrou ao vivo as faixas “Over and Over and Over”, “Ice Station Zebra” e “Connected By Love”.

Na entrevista, o rockstar norte-americano também comentou com grande ar de nostalgia sobre o antigo estúdio de John Peel, o vizinho ao de onde ele batia o papo com o Lamacq, e no qual ele e Meg se apresentaram por lá pela primeira vez.

Abaixo, o trecho da entrevista em que Jack relembra John Peel, a session antiga com a Meg e a nova, de ontem.

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Para o mundo! O Pavement vai lançar sua história secreta

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* Eu já vi reedições especiais lindas, mas essa do Pavement é de matar. Uma das bandas mais adoráveis da história do indie começa em agosto a botar nas lojas o primeiro volume de uma série de reedições caprichadas e lotadas de versões diferentes, sessions de rádio, faixas ao vivo, lados B, exclusividades do mercado japonês. O de sempre em se tratando de reedições de resgate de um velho e desativado nome do rock. Mas, no caso da banda californiana capitaneada por Stephen Malkmus, merece todos os suspiros.

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Em 11 de agosto chega às lojas o Volume 1 de “The Secret History”, neste caso 30 faixas em dois vinis que giram em torno do álbum de estreia do Pavement, o maravilhoso “Slanted and Enchanted”, de 1992. A coleção “secreta” contemplará todos os cinco discos que o Pavement lançou e suas faixas-satélite. De todas as variações de músicas, 25 delas vão aparecer em disco pela primeira vez. Tudo obra da Matador Records e com lançamentos programados para ser anual.

No caso deste vol. 1 da órbita do “Slanted and Enchanted”, de agosto, duas canções do disco, “Kentucky Cocktail”, “Ed Ames”, chegarão na forma de Peel Sessions, faixas feitas especialmente para o programa do saudoso John Peel, talvez o maior DJ de rádio da história (Radio One, BBC inglesa). John Peel era fanzaço do Pavement.

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A história passando diante de nossos ouvidos: mais de 400 programas de John Peel vazam na internet

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Não é exagero dizer que a internet é uma das maiores e mais abençoadas invenções da história da humanidade. Quando você acha que não será mais surpreendido, aparece alguma coisa e…

Apareceu no Soundcloud uma verdadeira reserva moral e histórica da cultura pop. Alguma alma abençoada digitalizou e postou cerca de 400 programas do lendário radialista britânico John Peel, reverenciado pelos ingleses como se fosse um beatle, responsável direto pelo sucesso de bandas grandes, médias, pequenas, independentes e tudo mais.

John Peel faleceu em 2004, com um infarto fulminante, quando passava férias com a família no Peru. A história de Peel se confunde com a da música britânica. Desde os anos 60, o radialista era uma das principais fontes de procura por música boa. Sua brilhante carreira foi marcada especialmente pelas suas Peel Sessions, nas quais bandas incríveis faziam apresentações exclusivas incríveis dentro dos seus programas na BBC. Hoje em dia ele empresta seu cultuado nome para um dos palcos principais do gigante festival Glastonbury. Tem o John Peel Day, também.

Lembro que quando morei na Inglaterra, eu gravava praticamente todos os programas dele. Ainda tenho várias fitas cassete da época e nunca sequer mencionei jogar fora.

Conheci pessoalmente o John Peel em um dia marcante, mas não essencialmente por causa (só) dele. No final dos anos 90, fui escalado para fazer uma entrevista com os irmãos-casca-grossa Reid, do Jesus And Mary Chain. A tal entrevista foi marcada para acontecer nos camarins do famoso Royal Albert Hall, onde a banda seria uma das atrações de um festival promovido pela BBC/Peel. Quando eu estava conversando com o Jim, vocalista, o William chegou dando bico em tudo que via pela frente no camarim porque tinha acabado de descobrir que uma de suas guitarras favoritas havia sumido numa viagem recente da banda para a Áustria. E ele levou todo esse descontentamento para o palco, o que fez o show ser um caos, óbvio.

Nestes mais de 400 registros históricos do John Peel no Soundcloud, tem sessions imperdíveis de Bob Marley, Joy Division, Future Sound Of London, Happy Mondays. Ouve só.