Em Johnny Marr:

Johnny Marr volta aos shows, enche o setlist de Smiths e toca até Electronic. Manja o Electronic?

>>

* O guitarrista inglês Johnny Marr, que um dia fez parceria de autor numa banda chamada The Smiths, retomou ontem à noite em Leeds sua vida de shows pós-pandemia. Ou nesta fase “apesar dela”.

Marr pretende lançar em meados de outubro um EP novo, “Fever Dreams Pt 1”, que dá pinta de ser um álbum novo dividido em dois, pelo nome. O último disco cheio de estúdio dele é “Call the Comet”, de 2018.

Em Leeds, na casa de shows Stylus, Marr fez tipo show do Liam, que carca Oasis no setlist. No caso do guitarrista, obviamente, The Smiths. Um pouco mais moderadamente, talvez. Num concerto de 21 músicas, ele tocou sete de sua ex-banda.

Marr ainda tocou dois hits da superbanda que Johnny Marr teve (por oito anos, três discos) nos anos 90, a Electronic. O grupo era uma parceria de Marr com Bernard Sumner, do New Order, e teve colaborações gigantes de gente como Karl Bartos (Kraftwerk) e da dupla Neil Tennant e Chris Lowe, do Pet Shop Boys.

Fizemos um apanhado do que achamos no Youtube do show do Johnny Marr ontem em Leeds.

>>

Top 10 Gringo – Em semana com novas e “novas” de Radiohead, Drake, Lady Gaga e Abba, a Little Simz brilha em primeiro

>>

* Nesta semana podemos falar (repetir!!!) que o Top 10 Gringo traz um forte competidor para melhor álbum do ano. Estamos falando da rapper inglesa Little Simz. Ela não faz o mesmo barulho de um Drake ou Kanye West, mas, senhoras e senhores, ela dá uma aula aqui. E poderia ter fácil levado nas dez colocações, porque seu álbum, “Sometimes I Might Be Introvert”, lançado sexta passada, tem música para tanto – você notou que ao longo do ano a gente foi premiando single a single dela? Seria justo. Mas a semana teve peso pesados na área de lançamento, como os colossais Drake, Radiohead e Abba. Então a gente quis dar chance para eles também, vai. Para dar mais colorido à playlist caprichada que você já conhece, a que acompanha semanalmente este ranking não menos caprichado.

littlesimztopquadrada

1 – Little Simz – “Point and Kill (feat. Obongjayar)”
Disco de rap que tem mais de uma hora e só dá ideia certa em 2021? Não é aquele que você está pensando, provavelmente. Nem esse outro aí. O mérito é de Little Simz. Que álbum, gente. Tudo funciona aqui em “Sometimes I Might Be Introvert”, das letras da “pequena” Simz, que citam até uma passagem gastronômica em São Paulo, um oferecimento (cóf.) da Popload que trouxe ela para a cidade, até as produções inventivas sonoramente – com cordas bonitas, batidas de classe e maravilhosos backing vocals. Um disco que merece repetidas audições dada o número de camadas e faixas, são 19. Já viu o vídeo desta “Point and Kill”, novíssimo?

2 – Radiohead – “If You Say the Word”
Vem aí a reedição dos clássicos “Kid A” e “Amnesiac”, irmãos-gêmeos que vão ser relançados juntos com um disco de material inédito. É Radiohead, né? A gente não sabe dizer como eles não tiveram coragem de lançar uma música tão boa por tanto tempo, como esta que a gente destaca aqui. Esses não sofrem com ansiedade mesmo.

3 – Drake – “Way 2 Sexy (feat. Future and Young Thug)”
Esperta a sacada do canadense Drake de reaproveitar o velho hit “I’m Too Sexy”, do Right Said Fred, nessa parceria com Future & Young Thug. Ficou com a melodia e atualizou a letra de um jeito esperto. A música é o hit de cara do polêmico “Certified Lover Boy”.

4 – Amyl and The Sniffers – “Hertz”
É sempre impressionante a energia que esses australianos puxados pela espoleta Amy Taylor conseguem colocar em cada som. “Hertz” é uma música para sair pulando sem nem entender muito bem o que está rolando. Tanto que essa é basicamente a energia de parte do vídeo que ilustra a canção. E, note, a música tem ainda um solo de guitarra que presta em 2021. Não é pouca coisa.

5 – Lady Gaga – “Fun Tonight (Pabllo Vittar Remix)
A gente avisou que a Pabllo ia levar o Brasil para o mundo ao inventar algo nosso dentro do hyperpop. Não deu outra: a diva Lady Gaga quis um pouco de forró no seu álbum de remixes. Arrebentaram, todos os envolvidos.

6 – ABBA – “I Still Have Faith in You”
Muito louca a ideia de que o ABBA vai voltar a fazer shows com avatares. Parece obra de ficção científica, mas é isso. Enxergando a nova ordem mundial para uma banda deste naipe. O quarteto vai voltar, membros originais, shows presenciais, mas eles mesmo vão colar só virtualmente. Bom é que lançaram duas músicas inéditas que provam que eles ainda estão de fato na pista. Dois musicões que animaram até o mestre John Carpenter.

7 – Baby Queen – “Raw Thoughts”
Baby Queen é o nome artístico de Arabella Latham, uma menina da África do Sul que tentou a sorte com música na Inglaterra por anos e ficou a ver navios. Desempregada na pandemia, ela que trabalhava na Rough Trade começou a soltar seu novo material na boa e desta vez parece que está rolando. Single a single ela foi bombando mais e mais. Falam que agora até a Courtney Love é amiga dela. É um pop indie de qualidade que funciona bem. Ainda não sabemos como “Raw Thoughts” não estourou para valer. Mas não vai ser surpresa se ela subir de liga.

8 – Priya Ragu -“Good Love 2.0”
E da Suíça vem Priya Ragu. Filha de pais de um casal do Siri Lanka, a menina também arrepia em um pop extremamente bom. É dos melhores R&B do ano. Justin Timberlake pagaria muitos dólares para este som ser dele. E, tipo, mais uma artista recém-desempregada, já que tem poucos meses que ela largou o trabalho “normal” para se dedicar à música. E, detalhe, ela começa sua carreira já aos 30 e poucos anos. Para perseguir seu sonho. Admiramos.

9 – Johnny Marr – “Spirit Power and Soul”
Aqui o guitarrista lenda-viva do Smiths entra numa onda de fazer um electrosoul. E esta onda é muito boa, como geralmente é onde ele encosta a mão. Fãs do seu lado mais roqueiro não precisam nem ensaiar uma cara feia nesta pegada levemente mais eletrônica do homem. A guitarrinha marcante dele está ali.

10 – Suuns – “Clarity”
Mais um representante do Canadá. No caso, uma banda de art-punk, cabeçuda e que está por aí há um década fazendo seu barulhinho. É bem interessante o trampo novo do trio. Experimentação gostosinha de escutar. É estranho e superpop ao mesmo tempo, pelo menos na nossa cabeça.

*****

*****

* A imagem que ilustra este post é da rapper inglesa Little Simz.
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

>>

Notícias dos Smiths: separadamente, claro. A música nova do Johnny Marr e a turnê no Morrissey Presley em Las Vegas

>>

* O guitarrista inglês lenda-viva Johnny Marr, que tocou em 200 bandas, veio pela primeira vez ao Brasil com um grupo de reggae*, mas é mais conhecido como parceiro de Morrissey nos Smiths, lançou “Spirit Power and Soul”, seu novo single.

A música, com um vídeo simples e bem legal, subida por ele em suas redes sociais, vai fazer parte de “Fever Dreams, Pt. 1”, um EP esperado para sair no dia 15 de outubro. De contrato com gravadora nova recém-assinado, a BMG, Marr deve ainda lançar seu quarto disco solo no começo de 2022.

***

* Enquanto isso, do outro lado do Atlântico, Morrissey tem amanhã a noite final de sua residência de quatro datas tocando no hotel Caesars Palace, em Las Vegas. Morrissey enquanto Elvis e Sinatra. O sempre controverso cantor dos Smiths, em vasta carreira solo, lançou recentemente uma edição especial do disco “Bona Drag”, famosa compilação de hits solos e raridades dele lançada em 1990, que ganhou um banho novo em vinil colorido agora em julho para festejar os 100 anos da rede de lojas de discos HMV, inglesa. Esse lançamento novo fez o disco ir para no Top 40 britânico.

morrissey

Em Las Vegas, Morrissey tem se apresentado desde sábado. Trazemos do domingo ele cantando “Never Had No One Ever”, maravilhosa canção dos Smiths, do álbum “The Queen Is Dead” (1986), e de ontem a noite a performance dele para sua música “maldita” “Ouija Board”, muito criticada na época por, se é que eu me lembro, sugerir uma conversa com mortos através da famosa “sessão espírita com o copo”, sabe qual?

Na época, em plena forma em sua tradicional acidez bem colocada, ele respondeu: “O único contato que eu jamais tive com mortos foi quando eu dei entrevista a um jornalista do ‘The Sun'”, zoando o popularíssimo tablóide inglês.

Com time de estrelas que vai de Jamie xx ao Perry Farrell, The Avalanches anuncia novo álbum absurdo com 25 faixas

>>

theavalanches_122421950_825487914879090_4263369048439376240_n

O incrível coletivo australiano The Avalanches, velho de guerra numa certa “alta-cultura musical”, vai lançar no mês que vem um novo disco recheado de participações especialíssimas, naquele que desponta como o projeto mais eclético da carreira dos caras, que são marcados especialmente pela eletrônica de vanguarda.

“We Will Always Love You” terá nada menos que 25 canções e reunirá, talvez, o maior time de estrelas em um disco indie em todos os tempos.

theavalanches_123357894_840170886730348_3793806242873652967_n

Estão no projeto estrelas como Mick Jones (The Clash), Johnny Marr (The Smiths), Karen O (Yeah Yeah Yeahs), Perry Farrell (Mr. Lollapalooza / Jane’s Addiction), Rivers Cuomo (Weezer), Leon Bridges, MGMT, Kurt Vile, Jamie xx, Blood Orange… E nem citamos todo mundo.

Junto com o anúncio, o Avalanches soltou um teaser de um minuto ao som de “Always Black”, canção que tem a participação de Pink Siifu. Este será o primeiro disco dos australianos em quatro anos e estará nas lojas dia 11 de dezembro.

TRACKLIST
01. Ghost Story (feat. Orono)
02. Song For Barbara Payton
03. We Will Always Love You (feat. Blood Orange)
04. The Divine Chord (feat. MGMT & Johnny Marr)
05. Solitary Ceremonies
06. Interstellar Love (feat. Leon Bridges)
07. Ghost Story Pt. 2 (feat. Orono & Leon Bridges)
08. Reflecting Light (feat. Sananda Maitreya & Vashti Bunyan)
09. Carrier Waves
10. Oh The Sunn! (feat. Perry Farrell)
11. We Go On (feat. Cola Boyy & Mick Jones)
12. Star Song.IMG
13. Until Daylight Comes (feat. Tricky)
14. Wherever You Go (feat. Jamie xx, Neneh Cherry & CLYPSO)
15. Music Makes Me High
16. Pink Champagne
17. Take Care In Your Dreaming (feat. Denzel Curry, Tricky & Sampa The Great)
18. Overcome
19. Gold Sky (feat. Kurt Vile)
20. Always Black (feat. Pink Siifu)
21. Dial D For Devotion (feat. Karen O)
22. Running Red Lights (feat. Rivers Cuomo & Pink Siifu)
23. Born To Lose
24. Music Is The Light (feat. Cornelius & Kelly Moran)
25. Weightless

>>

Em Manchester, Primal Scream faz seu show explosivo de sempre e ainda bota o Johnny Marr para tocar junto

>>

271119_primalscream2

Ontem, a cidade de Manchester viveu mais uma noite de glória com a apresentação do inoxidável Primal Scream no Manchester Albert Hall.

Não bastasse a apresentação explosiva de sempre do grupo liderado por Bobby Gillespie, que botou de todo tamanho uma cortina com os dizeres “MAXIMUM ROCK’N’ROLL”, o gênio Johnny Marr, filho da terra, apareceu para dar o ar de sua graça e de sua guitarra inconfundível.

O ex-Smiths “invadiu” o palco do Primal Scream e tocou as canções “Jailbird” e “Rocks”, para o delírio da inglesada toda.

O registro fala por si.

>>