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Top 10 Gringo – Little Simz lançou música nova? Difícil não estar no topo. Falando de São Paulo ainda? E mais: Tyler, the Creator, Banks, Torres e Idles… e a Lorde de novo

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* Após algumas semanas tão movimentadas, dá para dizer que tivemos poucos lançamentos surpreendentes nesta última leva. Tanto que até mantivemos algumas coisas da semana passada no ranking por falta de novidades. E porque mereciam uma vinda mais longa no nosso ranking, talvez. O que será que anda acontecendo? Ainda assim o que separamos é ouro, lógico. Pode colar na gente para renovar sua playlist de descobertas.

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1 – Little Simz – “Rollin Stone”
Acho que a gente combinou que todos os singles da Little Simz seriam número 1 por aqui, né? E anda dando muito certo, porque todos até aqui são impecáveis. E o que dizer de uma música que começa com os versos “Eu estava em São Paulo”? Essa primeira linha de “Rollin Stone” foi por nossa causa, porque ela veio para tocar no nosso festival. Logo temos já uma parte dentro da obra da nossa rapper britânica predileta. Se naturalmente daríamos o primeiro lugar para ela, imagina com essa motivação…

2 – Tyler, The Creator – “Lumberjack”
Após dois discos radiantes de tão pop, será que vamos ter novamente um Tyler, The Creator mais sombrio em seu próximo disco? É o que indica este single irritado com os haters de plantão e tirando uma onda com todo o reconhecimento e sucesso e grana que ele merecidamente conquistou neste ano. Bem Tyler, pois. Vamos ver o que vem nos próximos singles.

3 – Banks – “The Devil”
A californiana Banks retoma os trabalhos após o encerramento do ciclo do seu disco “III”, lançado em 2019, e começa dar as pistas do que pode ser seu novo trabalho em um single incendiário. Pelo título, pode ficar a impressão que o assunto envolve questões mais polêmicas, mas é Banks tratando sobre sua depressão e dores que sentiu após problemas no corpo e crises de ansiedade terríveis.

4 – Torres – “Hug from a Dinosaur”
Ainda neste mês teremos disco novo da TORRES, nome artístico em maiúsculas da Mackenzie Scott. Sim, ela lançou álbum no ano passado, mas já vem com o próximo. “Hug from a Dinosaur” saiu de um sonho dela e tem um clima de orgulhar Courtney Love. Ainda que seja bem mais leve que as coisas do Hole, tem uma onda ali que lembra um pouco – apesar de contar com um som doidinho de um instrumento não identificado por nós que corta a vibe roqueira da música sem deixar de fazer sentido.

5 – Idles – “Sodium”
Um barato ver o Idles um tanto quanto fora da zona de conforto, tendo que escrever baseado em uma obra de ficção de terceiros, no caso, um quadrinho, cuja música faz parte da trilha sonora – sim, parece que é uma tendência esse lance de trilhar quadrinhos _ não é a primeira vez que damos uma trilha de HQ aqui. A música é arrastada, climática, nem dá para imaginar eles tocando ela nos shows. Outro rolê mesmo. Mas bem interessante. Porque Idles.

6 – Tigercub – “Sleepwalker”
Caramba, Josh Homme se escutar isso aqui vai ficar enciumado ou bravo de tanto que lembra o Queens of the Stone Age. Para inglês ver, claro. E ouvir. Mas não é descarado a ponto de ser sacana, pela menos na nossa avaliação. Referências estão aí para serem usadas. E, para ser justo com Jamie Stephen Hall, a voz do Tigercub carrega mais no sentimento que o cínico Homme, um diferencial e tanto. Até porque o álbum todo ainda traz outros climas.

7 – Modest Mouse – “The Sun Hasn’t Left”
Dá para dizer que o Modest Mouse entrou na onda do indie mental health. A reflexão aqui é um daqueles chamados para todos tomarem um ar e observar as coisas ao redor. Sim, “o mundo anda tão complicado”, reflete a letra, mas o sol está por aí, o mar também e nossos amigos e amores não precisam se reduzir a uma tela – sim, tem a pandemia que eles se esqueceram de mencionar, mas eu sei que antes você já andava relapso quanto a isso, né? Ansiosos para esse novo álbum do Modest Mouse? Saí nesta semana.

8 – Lorde – “Solar Power”
Seguimos sem saber o que pensar da nova onda da Lorde. Aquela tese de que este single é mais um teaser do que está por vir. Uma semana de repetidas audições mantiveram a música bem cotada, em todo caso. Massa que ela resolveu dispensar CDs e vinis em nome do meio ambiente – seu novo álbum será totalmente digital, ainda que role adquirir uma versão com o download em uma embalagem caprichada, como se fosse um disco mesmo. Imaginação ecofriendly necessária, pode ser.

9/10 – Sleater-Kinney – “Complex Female Characters”. José González – “Head On”
E, já que é para repetir música da semana passada, vamos com duas logo, essas belezinhas da Sleater-Kinney e do José Gonzáles, né? Merecem uma vida mais longa por aqui. Você já sacou estes sons? São daquelas canções que ficam na cabeça por uns dias. As SK por tocar na questão de um machismo pouco debatido, que é aquele feminismo de conveniência que alguns homens adotam. E González e suas questões contra essas pessoas perto de você que atrapalha um andamento digno da humanidade. Você sabe de quem falamos. Contra todos esses, segundo o sueco, cabeça erguida.

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* A imagem que ilustra este post é da rapper e cantora britânica Little Simz.
* Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Top 10 Gringo – Lorde cava seu primeiro lugar no papo. Pastel chama a atenção para a neopsicodelia inglesa. E o Migos começa sua avalanche de hits. Mais ou menos isso no nosso ranking

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* Temos um primeiro lugar para lá de polêmico. A gente acha, né? Porque nem a gente concordou muito com a própria escolha. Mas tem um papo nessa opção que vale levantar. E tudo isso em uma semana de boas músicas, a maioria provocativa com homens. Merecido tamanha incompetência masculina. Da veterana dupla americana Sleater-Kinney, de olho em homens que se fazem de feministas, até a Marina, a britânica, que está cansada de viver no mundo dos homens. E, se for mesmo a fundo, até nosso 10º lugar “diferente” trata desse tema. Ficamos satisfeitos com o ranking. Mais ainda com a playlist que o acompanha e sonoriza perfeitamente nossos pensamentos imperfeitos.

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1 – Lorde – “Solar Power”
Será que a gente gostou mesmo deste som? Parece uma música um tanto aquém das coisas que Lorde fez até aqui. A pergunta segue no ar, mas vale ir além da música e dizer que “Solar Power” nos fisgou também como um movimento da Lorde. A gente acompanha ela desde o começo e é notável que a neozelandesa assuma o risco de virar até meme ao colocar novas tonalidades em sua música, nos vídeos e na capa que causou agitos nas redes na hora – e nessa hora, no caso, os brasileiros capricharam, para variar. Se daqui a pouco a gente esquecer essa música, fica o meme. Mas nõa deixamos de saudar a volta da Lorde. E, se você pensar bem, é cultura pop, não?

2 – Pastel – “Blu”
Será a volta de Madchester? Estamos de olho nessa ainda pequena banda inglesa que revive os tempos do britpop mais doidão, indie psicodélico, que seria demolido pelo grunge e na sequência, em alguma medida, pelo estouro do Oasis, que eles mesmos foram precursores. Uma cena para se acompanhar. E nossa “ajuda” para esta boa música é dar um lugar alto no nosso ranking.

3 – Migos – “Avalanche”
Por aqui, o trio americano Migos segue sua toada certeira de construir hits gigantescos. Em “Culture III”, adiado por conta da pandemia, mas que está sendo retomado agora com lançamento recente, a música não peca em ser enorme, como todo o álbum novo do Migos, cheio de hits e participações especiais, que vão de Cardi B, a Bieber e a Drake. Já vemos alguns bilhões de streams por aí. No caso desta “Avalanche”, a brincadeira começa com referências ao hino “Papa Was a Rolling Stone”. Eita!

4 – Sleater-Kinney – “Complex Female Characters”
A gente saltou direto nessa faixa do novo álbum da Sleater-Kinney pelo título curioso. E não deu outra. É uma musicão que bate em cheio nos homens que amam um discurso de que curtem mulheres complexas na ficcão, enquanto sonham com um mulher real que pegue (bem) leve com eles – sempre regulando o quanto uma mulher pode ser ou deixar de ser. E as Kinney botam as coisas em seu lugar, por meio de uma boa música.

5 – Garbage – “Starman”
A gente ainda vai dar uma atenção para o disco do Garbage, “No Gods No Masters”, que acabou de sair. Acontece que ele vem acompanhado de um segundo disco, de covers, maravilhosos, que incluí só uma das melhores músicas de todos os tempos. Sim, “Starman”, do Bowie.

6 – Marina – “Man’s World”
Em uma estrofe, Marina (ex-with the Diamonds) dá o recado mais direto sobre o que a luta feminista busca, neste single de maio que puxa seu disco novo, lançado sexta passada. Coisa do tipo “Se você não entender agora, não entende mais”. Assim:
“Se você tem uma mãe, filha ou amiga
Talvez seja a hora, hora de compreender
Que o mundo em que você vive não é o mesmo que o delas
Então não me puna por não ser um homem.”
Precisa de mais?

7 – Pom Pom Squad – “Crying”
“Crying” traz a espertíssima Mia Berrin, vocalista e guitarrista do Pom Pom Squad, enfrentando sua própria escuridão em um banho de distorção guitarrística. Em contraste com o vídeo, que lembra filmes do anos 40 e 50, a coisa fica ainda mais divertida. Talvez “divertida”, para alguém que está chorando, não seja a palavra certa. Mas você entendeu.

9 – José González – “Head On”
Nosso sueco favorito fez uma das músicas mais antidepressivas do ano. “Head On” é um chamada para encararmos qualquer questão de frente, com a cabeça erguida, como diz o título. É até engraçado que a música começa quase bobinha, listando coisas tranquilas, até que de repente o grande sueco de nome latino nos chama a encarar de cabeça erguida desde um inquilino abusivo, corruptos e o nepotismo. É sensacional. E que violão hipnotizante. Grande volta, señior González.

9 – Manic Street Preachers – “Orwellian”
Tem um verso polêmico aqui nesta música do velho Manics. “We live in Orwellian times/ It feels impossible to pick a side”. Em tradução livre, “Vivemos em tempos orwellianos/ Parece impossível escolher um lado”. Se não for um papo do tipo “tomar ou não vacina e outras dúvidas que não deveriam existir”, esse tema universal atual, a gente entende que a música é um belo recado para a confusão geral que virou este mundo hiperconectado, onde nada parece ter validade. Mas pareceu um pouco dúbio. Será mesmo impossível decidir bem algumas coisas? Vamos acompanhar. Ao som do Manic Street Preachers.

10 – Bo Burnham – “How the World Works”
Em seu especial de comédia do Netflix, o americano Bo Burnham tira sarro de si e de muitos privilégios brancos em forma de música, em diversas canções. Nesta aqui, direcionada às crianças, ele tenta contar a história do mundo, que é impecável até que um personagem criado por ele resolve dar a real sobre genocídio, exploração do homem pelo homem e outros abusos. Vale escutar para ver como a história termina. Uma música diferente no ranking, ok. Mas ainda assim uma música.

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* A imagem que ilustra este post é da cantora neozelandesa Lorde.
* Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Popnotas – José Gonzalez, show e vídeo novo seis anos depois. Ride entra para o Primavera Sound. Hoje tem show em game do BaianaSystem. Coquetel Molotov anuncia edição mineira. E Van Etten & Olsen levam o hit lindo à TV

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– Parece que vamos ter inclusões a conta-gotas no line-up do gigantesco festival indie Primavera Sound Festival, para sua edição 2022 em Barcelona, Espanha. Aquele evento do pôster que nos deixou com os olhos doendo com tanta banda e, melhor, tanta banda boa mesmo nas linhas fininhas em letras pequenas do fim de escalação. Ontem eles anunciaram que o grupo francês Phoenix estava dentro para o segundo final de semana. Hoje, a revelação é que o veterano grupo Ride se apresenta tanto na programação grande do Parc del Forum dos dois finais de semana quanto na programação de shows que vão acontecer na cidade entre eles. O Primavera Festival acontece de 2 a 12 de junho do ano que vem.

CENA – A elétrica banda BaianaSystem faz show hoje às 18 horas nas plataformas Youtube e Twitch, como atração do game Valorant. A live, inédita, acontecerá dentro do jogo. O famoso game do futuro, gratuito e para PC, está completando 1 ano de seu lançamento. É a segunda vez faz uma ação para o game. Mas a primeira em live-action dentro do jogo. O grupo baiano, em nova experiência, lançou em etapas seu mais recente álbum, “OXEAXEEXU”, completado em abril pela faixa “Brasiliana”. Não foi divulgado qual o setlist do show do game mais tarde.

– O especialíssimo músico sueco de nome latino José González lançou hoje o vídeo de “Head On”, novo belo single que vai estar em seu próximo álbum, “Local Valley”, que sai em 17 de setembro. Vai ser o primeiro disco de González em seis anos. “Head On” é a faixa que encerra bem o álbum, por ter um pique e uma letra que estimula estar sempre com a cabeça erguida e olhar para frente. A música vai ser desempenhada ao vivo em um show online interativo que José Gonzáles fará desde o Jardim Botânico de Gotemburgo, seguido por uma sessão de perguntas e respostas para os fãs. Além de ter várias possibilidades de acompanhar o concerto do músico, mudando os ângulos das câmeras e até podendo escolher as canções a serem tocadas por ele. O show é pago, 19 dólares, e inclui ingresso ainda para a apresentação que José González fara no dia 12 de setembro, tocando o disco novo cinco dias antes de seu lançamento. Para comprar o ticket para os dois shows, é por aqui.

– Ainda que virtual, o festival pernambucano No Ar Coquetel Molotov anuncia para os dias 29 e 30 de junho sua edição mineira, feita em parceria com o Instituto Inhotim, o maior museu a céu aberto do mundo. Desde 2016, o evento recifense criado em 2004 tem mantido relações íntimas com a CENA mineira, em busca de novos talentos na cena local. O Coquetel mineiro terão dez nomes mineiros, dois selecionados por uma convocatória online: as cantoras Jhê (foto abaixo) e Paige. O rapper Joca e a já conhecida de bandas Marina Sena (A Outra Banda da Lua e Rosa Neon) estão na programação, entre outros destaques. Para informações e acesso aos shows, visite o site oficial do Coquetel. O No Ar – Etapa Minas Gerais acontecerá no canal de Youtube do Coquetel Molotov.

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– Elas se juntaram para lançar em maio uma das grandes músicas deste 2021. Ontem, as duas foram mostrar a canção pela primeira vez na TV. As cantoras e instrumentistas indie-folk americanas Sharon Van Etten e Angel Olsen se uniram recentemente para fazer a lindaça (com vídeo) “Like I Used to”, que de tão bonita não para de tocar nas rádios mais legais do planeta, Popload Radio inclusa obviamente. Na noite passada, elas levaram o pequeno e emotivo hit ao programa do Jimmy Fallon para tocarem ao vivo a música. Olha que coisa mais bonita.

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Ontem no RJ, hoje em SP. José González dedilha folk versátil nesta noite calorenta na Barra Funda

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* Um dos artistas mais globais tanto no som quanto na origem, o músico meio sueco, meio argentino José González faz nesta noite um de seus bons shows novamente em São Paulo, novamente no Audio Club, na Barra Funda. Na linha intimista desta vez.

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Versátil em sua releitura latino-escandinava a partir do folk americano, González apresentou-se apenas com seu violão ontem à noite no Circo Voador, no Rio de Janeiro, diante de cerca de 800 pessoas (acima). Tanto em SP quanto no Rio, a produção é do Queremos.

O sueco mostra ao vivo músicas de seus três discos, “Veneer” (2003) e “In Our Nature” (2007) e “Vestiges and Claws” (2015). Obviamente não vão faltar “Heartbeats” e “Teardrop”, seus principais hits, essa última sua famosa cover de Massive Attack.

O horário previsto de entrada no palco de José González, hoje, è de 23h. Antes, a partir das 22h, se apresenta como atração de abertura a bela banda indie mineira Moons.

Confira alguns vídeos da performance carioca de ontem de José González (e um do Moons).

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José González vai dar um toque indie ao Dia das Mães em SP. E também tocará no Rio

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Um dos artistas mais versáteis do indie, o cantor, compositor e instrumentista José González engrossa a lista de shows internacionais no Brasil, apesar do dólar.

González, sueco de nascença, mas com origens argentinas, vem ao país para dois shows com a turnê do bom álbum “Vestiges & Claws”, lançado no início do ano passado, o primeiro dele em oito anos. As apresentações estão marcadas para o Rio de Janeiro, dia 6 de maio no Circo Voador, e em São Paulo, no Audio Club, dia 8 de maio (domingo do Dia das Mães).

Influenciado pelo folk norte-americano com uma pitada de música latina, González disse em comunicado na época do lançamento do disco que resolveu produzir a obra sozinho para não ser “polido”. Todo o processo de gravação foi feito em Gotemburgo, na Suécia. Entre as inspirações de “Vestiges & Claws” estão a música brasileira dos anos 70, o folk americano e o blues do deserto africano.

A venda de ingressos para o show de SP, com preços variando entre R$ 40 e R$ 80, começou hoje no site do Audio.

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