Em journey:

Lollapalooza Chicago – Maior aglomeração do mundo pós-pandemia. Maior quantidade de maconha desde o Woodstock. Ondas gigantes. Ah. E teve música também

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* As imagens mais impressionantes e comentadas da edição deste ano do Lollapalooza Chicago não foram de suas grandes atrações, tipo Foo Fighters, Tyler, The Creator, Post Malone, Megan Thee Stalion. O que mais foram propagadas nas redes sociais sobre a edição que celebra os 30 anos de um dos maiores festivais do mundo, que aconteceu desde quinta até ontem à noite, foram fotos do público aglomeradão como se estivéssemos em 2019 e não tivéssemos atravessado um ano e meio de pandemia (e todo o trauma advindo dela).

É o primeiro graaaaande evento de música nos EUA na nova era. Chicago deu autorização ao festival, que tem filial em São Paulo, para funcionar em sua capacidade máxima, o que equivale dizer que algo em torno de 100 mil pessoas se espremeram por quatro dias, todos os dias, no Grant Park, numa das regiões urbanas mais bonitas do planeta, desde que apresentassem com o ingresso uma carteirinha de vacina e/ou um teste negativo para a covid-19 de pelo menos 72 horas.

Pessoas foram admitidas sem máscara no parque gigantesco. Apenas em áreas fechadas a proteção era requerida.

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Os próximos dias vão ser de apreensão em vários níveis, para autoridades e frequentadores, quando o impacto de botar tanta gente em um mesmo espaço vai ser sentido. Em Chicago, Lollapalooza à parte, e como em boa parte dos EUA, o número de infectados voltou a subir, principalmente por causa da disseminação da variante delta.

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De quinta até domingo foram momentos de agito absurdos em Chicago ao redor do Lollapalooza, até fora do Grant Park. Dois grandes hoteis do centro da cidade, que tinham falido e fechado por causa da pandemia, arriscaram uma reabertura no fim de junho, confiando muito no povo que ia visitar Chicago por conta do festival. Chicago está lotada neste verão.

Quantidades absurdas de maconha foram estocadas nas lojas oficias de venda de canabis para atender os consumidores do Lolla. É o primeiro grande evento de música desde que a cidade liberou o uso. Disseram, não sabemos se é verdade, que teve a mesma quantidade de maconha para estes dias de Lollapalooza que para os três dias de Woodstock em 1969, quando 400 mil pessoas se juntaram para o maior festival de paz e amor de todos os tempos.

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Ali perto do Lollapalooza tem o gigantesco lago Michigan que vai de Chicago até o Canadá. Tem praias legais demais e enormes naquela região de Chicago, perto do Grant Park. De areia. Muitas quadras, pista de bike, restaurantes etc. Muitos frequentadores do Lolla costumam ficar horas ali antes de entrarem no festival. Ontem, no domingo, a praia foi evacuada por causa de uma tempestade de verão de perto do Canadá que provocou ondas gigantescas para os lados de Chicago. Nadar então foi proibidaço. Galera teve que ir ao Lollapalooza aglomerar mais cedo.

O domingo foi agitado ainda pelo cancelamento, pelo festival, do show do rapper famosão DaBaby, de Cleveland, desde 2019 frequentador dos topos da “Billboard”. O Lollapalooza brecou a participação de um dos headliners do festival no domingo por causa de declarações homofóbicas e machistas dadas pelo rapper numa apresentação num festival pequeno de Miami no domingo retrasado. O caso veio aos poucos ganhando vulto e chegou aos ouvidos do Lollapalooza por conta de frequentadores do festival, querendo DaBaby fora. O Lolla soltou um comunicado dizendo que prega “diversidade, inclusão, respeito e amor” e anunciou no domingo mesmo, ontem, que o rapper não iria se apresentar.

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E, sim, o Lollapalooza Chicago 2021 teve até musica, sim.

Foo Fighters tocando os hits surrados de sempre, começando com a apropriada “Times Like These”, mais Bee Gees e Queen, filha de Dave Grohl indo ao palco tocar cover do X, essas coisas. Tyler, The Creator mostrando as músicas de seu recentíssimo disco “Call Me If You Get Lost”, levando uma lancha para o palco, público cantando tudo mais alto que o rapper. A veteraníssima banda “de rock” Journey mostrando seus hits anos 70/80 para uma galera novinha, depois que a conhecida “Don’t Stop Believin”, de 1981, virou até hit no TikTok.

Enfim. Um balanço rápido da música no Lollapalooza em vídeos, abaixo. Com shows inteiros. Se vão derrubar?

Lollapalooza americano anuncia line-up gigante para a volta, com capacidade total de público. Com Foo Fighters, Post Malone, os teens, os hip hop tudo. E o Journey!!

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* Do boato à confirmação oficial à divulgação oficial foi muito rápido. Foo Fighters, Post Malone, Tyler the Creator, a roqueira Miley Cyrus encabeçam os quatro dias que marcam a volta à vida do megafestival Lollapalooza, em Chicago, o pai do Lollapalooza Brasil. Os ingressos já estão a venda. O festival vai acontecer de 29 de julho a 1º de agosto, no tradicional e gigantesco Grant Park.

Mais do que as mais de 170 bandas escaladas, a grande atração deste ano serão as 100 mil pessoas esperadas a retomar a vida de aglomerações em um festival desse porte. As regras são claras e possíveis num país, e principalmente numa cidade, com bom controle da pandemia. Ou o atestado de vacina ou um teste negativo para Covid terá que ser apresentado na entrada do evento, além do ticket. No caso do teste, tem que ter data de até 24 horas antes de cada dia do Lolla EUA.

Alem dos headliners citados, galera forte do hip hop, tipo Megan Thee Stallion, DaBaby, Playboi Carti ocupam altos postos no cartaz do festival. Bandas antigas como Limp Bizkit, Modest Mouse, Jimmy Eat World, entre outros, também acabaram em bons espaços no line-up.

Até o enorme Journey, banda de hard rock de San Francisco dos anos 70 e cujo maior hit é de 1981, a internacionalmente famosa “Don’t Stop Believin'”, está como chamariz neste Lolla 2021, na segunda linha do pôster, só abaixo dos headliners.

Na parte “indie”, vamos dizer assim, ainda que dentro de um melê de gêneros, o Lolla não está lá tão convidadivo: Brittany Howard, Band of Horses, Lauv, Dominic Fike, Whitney, Porches, Princess Nokia e Slowthai são os nomes mais frequentadores de posts por aqui.

O brasileiro Lukas Ruiz Hespanhol, que atende pelo seu famoso nome de Vintage CultureDJ e produtor de música eletrônica, vai animar pista dance no Lolla Chicago.

Abaixo, a escalação completa, no pôster oficial do evento.

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Lana Del Rey mais odiada que Phil Collins e New Kids on the Block

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* Maaaaaais Lana hoje.

* Lana Del Rey está triste…

* Mas nem liga.

A revista “Spin”, revista americana que atualmente busca forte sua reputação passada para ainda ser referência, é famosa especialmente por suas listas de melhores e piores de qualquer coisa, durante qualquer época do ano.

A mais nova é sobre os “30 artistas mais odiados de todos os tempos”. Tem de tudo nessa lista. Até o Kenny G, óbvio. Nela, a publicação levou em consideração não apenas a qualidade musical (ou falta dela), mas também escândalos e polêmicas envolvendo os nomes selecionados.

Em meio à vencedora dupla de reggae Milli Vanilli – escândalo pop dos anos 90 quando eles foram acusados de ser uma banda fake, que só fazia playback em cima de vozes que não eram deles – ao Limp Biskit, ao Phil Collins, ao Black Eyed Peas, está a… Lana Del Rey.

Ela, tadinha, na música há “um ano” só, sucesso na internet, capa de revistas no mundo todo, álbum com boas vendas, assunto por onde passa, está lá na 25ª posição, sob a acusação de ser “uma bonequinha pré-fabricada que finge ser indie”, que mudou de nome e mudou os lábios.

Como contraponto, a revista defende que o grande mistério de LDR é que – produto do mercado ou não – nós não estamos dispostos a acreditar que ela é movida por suas próprias paixões e ambições, o que a torna pouco atrativa, mesmo se tratando de uma “hot girl”. “Mas o álbum nem é tão ruim assim”, ressalta a Spin.

E, vamos dizer, ela não é mais odiada que o Black Eyed Peas. Pelo menos, haha.

A lista completa da “Spin”:
1. Milli Vanilli
2. Limp Bizkit
3. Kenny G
4.Creed
5. Insane Clown Posse
6. Vanilla Ice
7. Emerson, Lake & Palmer
8. Matchbox Twenty
9. Pat Boone
10. Yoko Ono
11. Nickelback
12. Michael Bolton
13. Journey
14. Billy Ray Cyrus
15. Puff Daddy
16. Winger
17. Barry Manilow
18. KC And The Sunshine Band
19. Lawrence Welk
20. The Osmonds
21. Duran Duran
22. Christopher Cross
23. Smash Mouth
24. The Black Eyed Peas
25. Lana Del Rey
26. Candlebox
27. John Mayer
28. New Kids On The Block
29. Phil Collins
30. The Monkees