Em jp cardoso:

POPLOAD RADIO – Programa CENA, hoje, traz session ao vivo e o que vem por aí em discos nacionais. Noite ainda tem o programa SOMA

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* Nesta noite de quarta, a Popload Radio leva ao ar, às 22h, o segundo programa CENA, raio-x radiofônico da incrível produção musical independente brasileira. Cheio de novidades.

O primeiro programa, na semana retrasada, teve como foco os melhores discos do ano passado e um trecho ao vivo de meia hora de show da banda gaúcha Supervão, tirado de performance do trio em Porto Alegre, em dezembro.

Hoje, e com reprises amanhã às 11h e sexta às 18h, o CENA traz, em “Parte 1”, da expectativa de alguns álbuns ou EPs novos do indie nacional que serão lançados em 2018. Em destaque, o novo Holger, o terceiro disco do Carne Doce, o álbum de estreia do Supervão, do Der Baum e do projeto de Rita Oliva, a Papisa.

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O CENA de hoje, apresentado por este que vos escreve, the one and only Lúcio Ribeiro (hum…), vem ainda com uma session exclusiva de duas músicas do músico mineiro JP Cardoso (abaixo), que prepara para este ano uma sequência de seu disco de estréia, o ótimo “Submarine Dreams”, lançado em 2016. JP ainda concede entrevista ao programa, falando de seus planos para 2018.

Para a session, bom avisar, um ukelele e um violão foram envolvidos.

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Nesta noite ainda, antes do CENA, será apresentado o programa SOMA, conduzido docemente por Isadora Almeida, cavocadora de novidades novas dentre as novas novidades da cena indie mundial, seja ela baseada em guitarras ou indo para o hip hop e tals.

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Isadora diz que no SOMA desta noite, que começa às 21h, e tem reprises às quintas 16h e sextas 11h, terá música nova do produtor inglês Tom Misch, da produtora/DJ koreana-norte americana Yaeji, tem som da Mabel, filha da Neneh Cherry que faz um neo R&B maneiro, tem as irmãs Haim (parece que a Isa gosta agora um pouco mais do novo álbum delas…). Bom, ouve o programa porque ninguém gosta de um, digamos, “spoiler completo”.

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** A Popload Radio pode ser ouvidas em aplicativos. Tem app para iPhone e para celulares do sistema Android. Pode ser ouvida por aqui mesmo, neste site, na barra principal acima ou na aba “radio”, no menu. Também é alcançada no Facebook da Popload/Popload Gig, no item “Popload Radio”, na barra à esquerda.
 E está disponível no TuneIn, a plataforma americana de streaming ao vivo, que tem milhares de rádios cadastradas.

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CENA – Bananada 6 de 7 – Liniker, Mutantes, Carne Doce, JP, Terno Rei…

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* Popload em Goiânia. Bananada 2017 teve quase 11 mil pessoas no sábado. Para ver…

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Sexto dia do Bananada geral, segundo dia do Bananada “grandão”, este realizado de novo no enorme Centro Cultural Oscar Niemeyer, cenário bonito, noite bonita, shows bonitos, só alegria.

De um lado do ringue, os indies. JP Cardoso, Luiza Lian, os meninos da balada brasiliense Criolina, Tagore, nos palcos menores, de frente para o outro. Do outro lado, os estabelecidos Mutantes, Maria Gadú e, vá lá, a bombada Liniker se revezando nos dois palcões do Bananada, recebendo a “visita” de Carne Doce, Terno Rei, Aeromoças e Tenistas Russas, entre outros.

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Do que a Popload viu, “because I was there for the opening bands”, o JP Cardoso, de Belo Horizonte, foi incrível. Energia “teen spirit” pura. Guitarras tão bagunçadas quanto boa, cozinha (baixo e bateria) correta. Uma canja maior de palco e com esse belo disco de estreia lançado, o rapaz deve subir e subir no indie nacional. O vídeo lá embaixo, de música quase-instrumental se não fosse uns berros vocais, não me deixa mentir. Acho.

Falha minha, nunca tinha visto a menina Luiza Lian ao vivo, show inteiro, bem assistido. No Bananada ela se apresentou possuída, acompanhada com um DJ e operador de botões. Possuída, mas não endemoniada. Lian parecia uma fada, principalmente cantando as músicas de seu mais recente disco, “Oyá Tempo”, recém-lançado. Disco-visual, explicando melhor. Show-visual, explicando melhor. Bem bom.

Eu sou cada vez mais fã do Terno Rei. Vi recentemente dois shows do quinteto paulistano e a percepção da leveza pesada de sua música (ou seria o contrário) só cresce, a cada apresentação. Acho engraçado o indie-MPB deles, no sentido de que a voz é bonita, as letras são em português e não parece nada MPB. A parte indie é tão bem trabalhada, tão coesa, que nem parece indie. Sei lá. Bandaça pronta.

Outra bandaça pronta, toda linda, vocalista estonteante no gingado, na dança, banda boa em cada instrumento, porque com eles todos os instrumentos são ouvidos, o Carne Doce, no Bananada, jogou para a torcida. Tinha gente se esgoelando na minha frente, ao meu lado, fãs locais vendo banda local em festival local. Going global but acting local. Os fãs entusiasmados estavam tentando fazer um vocal mais alto do que o da Salma Jô. Falharam. Não dá para competir com ela.

Por fim, que delícia o show do Aeromoças e Tenistas Russas, ATR para os íntimos, rapaziada de São Carlos, “nova banda” que já tem oito anos de estrada. Synthpop-electroindie instrumental gostoso, quando acerta nas músicas é uma beleza. E acerta em várias. Em certos momentos, só um recorte algo exagerado, parecia New Order/Depeche Mode no começo de carreira. A Certain Ratio, manja?

Bom, abaixo alguns dos momentos do sabadão do 2017 lotadão, em vídeos feitos por mim e fotos “de categoria” do Ariel Martini, do I Hate Flash.

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Frente e verso do showzão da cantora Liniker, uma das grandes atrações do sábado no Bananada, em Goiânia

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Salma Jô (Carne Doce), acima, e Luiza Lian: mulheres em ação durante o Bananada

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Show da veterana banda Os Mutantes, ou o que restou dela, um dos grandes nomes da 19ª edição do festival goiano

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O vocalista e baixista do Terno Rei, Alê Sater, durante show da banda no festival goiano

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POPLOAD SESSION e CENA apresentam… JP

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A gente na vida comete falhas, e no ano passado eu cometi duas. Duas bem feias. Por causa da memória corroída deixei fora da lista dos dez melhores de 2016 os álbuns que talvez foram dois dos cinco melhores discos de 2016, o que diria entre os dez. Dois do Top 3, até, pensando bem, agora com esse olha de meio de 2017. São os discos “Boca”, da veterana dupla indiedance-gostosa NoPorn, e “Submarine Dreams”, álbum de estréia do novinho músico mineiro JP Cardoso, ou apenas JP, que fez tudo sozinho, com a little help from his friends. Inclusive ele fez até os pedais das guitarras que usou para compor seu primeiro disco. Enfim, quando lembrei num recap já era tarde demais. E eu esperei bastante uma oportunidade para fazer esse mea-culpa. Ei-lo.

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Vida que segue, JP (acima) agora retorna a este espaço para uma triunfal Popload Session, gravada em São Paulo, mais especificamente “fora de” São Paulo, em Cotia, no estúdio Casa do Bóris, que pertence ao grande Sérgio Ugeda. Bóris é seu cachorro branco, que faz participação especialíssima nos vídeos da session de JP. O rapaz de Belo Horizonte, diferentemente da gravação de seu disco, que saiu pelo selo mineiro-belga La Femme Qui Roule, não está sozinho na performance especial ao vivo para a Popload, de duas faixas de seu belo “Submarine Dreams”.

Ajudam o JP nesta Popload Session, no desempenho ao vivo das incríveis “We Can’t Forget” e “Jackie Chan”, a seguinte trupe das boas: na bateria, o Mancha Leonel, da Casa do Mancha. Na guitarra e no backing vocal, Cido, parceiro de JP, que inclusive bota umas guitarras em “Submarine Dreams”. E no baixo Diogo Valentino, do grupo carioca Supercordas. Em “Jackie Chan”, aliás, o próprio Sérgio Ugeda participa da percussão.

A banda acima, inclusive e a propósito, vai dar suporte à tour que JP arma a partir deste domingo, na Casa do Mancha, em São Paulo, às 17 horas. Retorna a Minas Gerais para três apresentações, passa por Brasília e termina no grande festival Bananada, em Goiânia. Depois dos vídeos, o cartaz da turnê do JP.

Agora, ele em ação. Senhoras e senhores, com vocês… o talentosíssimo JP.


** As fotos de JP que ilustram este post e a home da Popload são de Mancha Leonel. Você pode conferir o músico ao vivo na turnê destacada abaixo, em seu cartaz:

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CENA – JP construiu seu disco de estreia em BH, praticamente sozinho. E mostra ele hoje ao vivo na Casa do Mancha

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Minas Gerais não tem praia, mas JP Cardoso conheceu seu melhor amigo pulando ondas. É o que ele conta logo na faixa de abertura de “Submarine Dreams”, digníssimo disco de estreia do rapaz mineiro, todo composto, gravado e bancado por ele mesmo com o dinheiro que arrecadou depois de passar uma temporada vendendo pedais de guitarra. É sério.

“Submarine Dreams”, como o próprio define, é um resgate a uma sonoridade psicodélica guiada por letras em inglês, com referências no indie rock dos anos 2000 e a surf music dos anos 60, destiladas em 10 canções com um clima nostálgico. O resultado é, para falar o mínimo, viajante e bonito.

O álbum está sendo lançado hoje pelo selo belga-mineiro La Femme Qui Roule. Haverá um show de lançamento também hoje, na Casa do Mancha, em São Paulo, junto com a banda Teach Me Tiger, que faz sua estreia em solo paulistano.

A Popload coloca abaixo, para audição, o bem bom “Submarine Dreams” na íntegra.

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