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TOP 50 DA CENA – O ranking cai na armadilha do trap e o Matuê chega chegando… com Charlie Brown Jr. envolvido. Mais: o entardecer de JP e a volta linda do Carne Doce

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* E o nosso Top 50 chegou ao dia de ter um trap em primeiro lugar. Cabuloso. Mas é o que é. E não estamos aguentando a fase axé do indie JP, guitarrista mineiro agora um Father John Misty tupi que talvez tenha escrito a frase mais romântica da CENA nacional neste ano: “Eu quero perder o vôo de volta”. O top 3 ainda tem o retorno da banda goiana Carne Doce, que aponta o futuro. E o futuro é bom bonito, já conferido por aqui e que chega agora nesta sexta-feira, 18, em forma de disco novo. Quanta beleza no encontro da voz da Salma com o instrumental mais delicadamente viajante da música brasileira.
Veja o ranking e corra para a playlist. Tá tudo conectado.

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1 – Matuê – “Máquina do Tempo” (Estreia)
Será que agora o trap nacional rompe sua já gigante bolha de popularidade e alcança os números do mainstream brasileiro? Vale acompanhar a esperta pegada do Matuê neste som do seu primeiro álbum. Um trap acelerado e divertido que dá um leve aceno para o pop em um bem sacado sample de uma linha de baixo do Charlie Brown Jr. Este som já irritou youtubers conservadores, algo que sempre é saudável.
2 – JP – “Eu Quero Perder Você” (Estreia)
Um inspirado suinguezinho indie-MPB indicado para ouvir num fim de tarde em Itapuã. Mas, se não for possível a indicação, serve para ouvir bem em qualquer outro lugar. Estamos gostando demais desta nova fase do mineiro JP, ex-indie atual axé.
3 – Carne Doce – “Hater” (Estreia)
Carne Doce e mais um single nota dez do novo álbum, que está chegando e já garante ser um dos melhores da banda, sem qualquer dúvida. Letra acertada, som primoroso. E aquelas viagens que parecem que vão levar a gente para outro lugar e segundos depois nos colocam de novo a cantar com a Salma.
4 – BK – “Movimento” (1)
O carioca BK mais uma vez parece fazer jus à expectativa que foi criada em relação a um novo trabalho seu. De cara, é impossível não destacar a primeira e direta faixa, que apresenta o ínicio de um disco conceitual e de história fechada. O primeiro contato com este “O Líder em Movimento” já nos atingiu em cheio. Pelo som, letra, o rapper carioca além da zueira funk, o sotaque, os “êêêê”, a mensagem. Já podemos passar para a faixa 2?
5 – Gabrre – “De Noite Eh Dia de Sair” (Estreia)
Uma música sobre a banalidade da vida do jovem nos dias atuais. Gabrre tem 22 anos e sabe do que está falando. Título em português, letra em inglês, a forma do título e um belo som que dá vontade de dar um rolê noturno. Saudade disso, hein?
6 – PLUMA – “Leve” (2)
Grupo novo esperto que saiu de um TCC. Todos estudavam produção e a banda extrapolou o curso. Que pelo visto foi bom e proveitoso, já que a banda tira um som de muita qualidade no estúdio. Coisa fina.
7 – Nana – “Independência ou Morte” (Estreia)
Sim, a faixa é do disco de 2017 que a Nana lançou, mas resgatamos esse som por aqui por conta do bom vídeo que a música ganhou. Vídeo este no sertão baiano, mais precisamente em Salgadalia, distrito de Conceição do Coité, repleto de cores com direção de Agnes Cajaiba e inovações visuais da artista Clarice Maxado.
8 – Kill Moves – ““Timeless Visions” (Estreia)
É engraçado como parte da CENA indie mineira tem uma obsessão com o britpop ou o shoegaze do comecinho dos anos 90. Isso não é um problema, veja bem. O quarteto Kill Moves, que acabou de lançar a bela “Timeless Visions”, nome sugestivíssimo para seu novo single, confirma a nossa impressão.
9 – O Cientista Perdido – “Não Cabe Em Você” (Estreia)
Projeto de Rodrigo Saminês dá seus primeiros passos para um primeiro EP. Vale prestar atenção neste single que nos leva a uma jornada de conhecimento pessoal desenvolvida a partir do isolamento provocado pela pandemia.
10 – Terno Rei – “São Paulo (Acústico)” (Estreia)
Existem versões acústicas aos montes por aí atualmente. Por algum motivo fica a sensação de que o Terno Rei foi além aqui. Parece realmente uma track que soaria superelegante em um Acústico com a vibe da MTV antiga e tudo e tocaria infinitamente no rádio. Bateu uma nostalgia.
11 – Vivian Kuczynski – “Pele” (3)
12 – Alfamor – “Semente” (4)
13 – Boogarins – “Cães do Ódio” (5)
14 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (6)
15 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (7)
16 – Hot e Oreia – “Saiu o Sol” (8)
17 – Luiza Brina – “Oração 12” (9)
18 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (10)
19 – Yannick Hara – “Eu Quero Mais Vida Pai” (11)
20 – Mai – “Bananeira de São Tomé” (12)
21 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (13)
22 – Nuven (feat. Apeles) – “Janela” (14)
23 – Anne Jezini – “Céu de Lurex” (15)
24 – Wry – “Travel” (17)
25 – Thunderbird – “Insuportável” (20)
26 – Letrux – “Vai Brotar” (21)
27 – Apeles – “Tudo Que Te Move” (22)
28 – Elza Soares e Flávio Renegado – “Negão Negra” (28)
29 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (29)
30 – Marcelo Perdido – “Bastante” (30)
31 – Rincon Sapiência – “Malícia” (31)
32 – Giovanna Moraes – “Sai por Inteira” (32)
33 – Nevilton – “Irradiar” (33)
34 – Amen Jr. – “Ladeira Abaixo” (34)
35 – Tuyo – “Sem Mentir” (35)
36 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” (36)
37 – Duda Brack – “Contragolpe” (37)
38 – Don L – “Kelefeeling” (38)
39 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (39)
40 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (40)
41 – ÀIYÉ – “Pulmão” (41)
42 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (42)
43 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (43)
44 – Edgar – “Carro de Boy” (44)
45 – Douglas Germano – “Valhacouto” (45)
46 – Kiko Dinucci – “Veneno” (46)
47 – Jhony MC – F.A.B. (47)
48 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o músico mineiro JP.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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CENA – JP vem com música nova sobre querer perder o vôo de volta. Fofo!

1 - cenatopo19

* O outrora músico indie-guitarra-inspiração-alternativas-de-college-rock-gringa JP, de Belo Horizonte, anda mergulhado e todo romântico em brasileirices. JP, mineiro, quer praia. E amor. E um axezinho na melodia. Mas sem perder o sotaque indie. E o sotaque de sua MG.

E não é que essas experimentações “evolutivas” dele tem dado certo?

Primeiro foi o single anterior, lançado em julho, o “Chorei Dendê”, cujo nome resume a nova fase e o vídeo todo amarelo traz sua nova pegada visual criativa e sua irmã produtora, lembranças infantis e jujubas.

Agora JP vem com essa belezinha “Eu Quero Perder Você” como single novo, ainda sem vídeo para acompanhar. A música traz um inspirado suinguezinho indie-MPB indicado para ouvir num fim de tarde em Itapuã. Mas, se não for possível a indicção, serve para ouvir bem em qualquer outro lugar.

É preciso entender o “r” arrastado de JP. Pela questão geográfica, pela marcação “dolorida” de canções de amores nem sempre correspondidos, que o faz chorar dendês e querer perder você. JP, se em suas canções trouxesse um backing vocal feminino, seria o Baxter Dury brasileiro. Mas isso já é um outro assunto.

“Eu Quero Perder Você” traz as linhas românticas mais bonitas que você vai ouvir neste 2020 de pouco romantismo, mais até bem ao contrário. “Deixa eu sonhar com você/ Eu quero perder a hora/ Eu quero perder o vôo de volta/ Eu quero perder você/ De vista. Na pista.”

Isso assim, musicadas como foram as linhas, ainda mais porque a música não tem uma introduçãozinha sonora, porque ela começa com o Baxter… o JP já cantando seu “Deixa…”. Coisa fofa.

Tanto “Eu Quero Perder Você” quanto “Chorei Dendê” devem estar no segundo álbum de JP, em fase de produção.

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CENA – JP constrói surrealismo amarelo e mineiro para o single “Chorei Dendê”. Envolvendo a irmã e jujubas

1 - cenatopo19

* Canção que já frequentou o top 10 do TOP 50 da CENA, “Chorei Dendê” é o indie mineiro JP indo à Bahia encontrar o amor. O amor musical por outros ritmos, o amor em cantar em português, o amor-amor mesmo.

“Chorei Dendê”, o single-axê, é o primeiro da ainda curta vida musical de JP cantando em português. Em 2016 ele lançou o bem bom disco de estréia, rock barulhentinho de garagem, cantando em inglês. A nova música fará parte de um EP, ainda a ser lançado. Talvez EP. Talvez novo álbum. Ou só o primeiro de uma série de singles. Questões musicais atuais.

Captura de Tela 2020-08-21 às 9.53.51 AM

“Chorei Dendê”, o vídeo, é uma deliciosa, bem-humorada e amarela produção caseira de tempos de confinamento. Traz JP contracenando com a irmã, Júlia Vasconcelos, que não só atua com o músico como assina essa produção e também o roteiro, a direção de arte e todo o conceito do vídeo.

A coisa do amarelo é uma pira antiga de JP e revela um ambiente, digamos, de surrealismo mineiro. Segundo o músico, e com o reforço imaginativo de uma mulher de 24 anos em 2020, é uma “representação da criatividade e da juventude, que no vídeo assume o protagonismo, criando um espaço onde as personagens vivem situações misteriosas e inexplicáveis durante uma viagem de… Jujubas”.

Sobre a irmã, @ju_vasc, JP construiu um manifesto com este “Chorei Dendê” videoclíptico: “Eu vi esse bebê nascer e virar gente grande e se formar em publicidade e sofrer com o tanto que é difícil ser uma mina novinha cheia de ideia massa vendo a energia dela sendo ignorada por gente mais velha e ‘mais experiente'”.

Julia fala: “Este não é um vídeo sobre isolamento social, mas é claro que este período que a gente está vivendo afeta tudo que a gente produz, né? A direção de arte vem dessa sensação de mesmice e até sufocamento mesmo, tudo igual, nada muda. Mas eu quis fazer colorido e divertido, leve, gostoso de assistir e cantar junto. A gente se colocou em cena e ali tem várias coisas significativas pra gente enquanto irmãos, afinal de contas a gente cresceu brincando juntos, né? E não paramos até hoje, os brinquedos só mudaram de cara”.

Curta e cante junto o vídeo amarelo de JP, gravado na casa dos irmãos, em Belo Horizonte.

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TOP 50 DA CENA – Letrux “manobra” a CENA e vem para o topo. O encantador Mateus Aleluia chega para… encantar. No mais, temos Nuven, Ella, Perdido…

1 - cenatopo19

* Letrux fez a magia (bruxaria). Com a “desculpa” de lançar um vídeo, sacou a música “Vai Brotar” de seu belo disco deste ano, ali do meio de outras músicas legais, e botou ela numa evidência que, quando tirada do álbum para brilhar sozinha, fica gigante. E roubou o topo, que é só dela nesta semana.
E que coisa linda é a chegada à CENA de um disco novo do grande Mateus Aleluia, baiano 76 anos, dando umas lições de vida em forma de música?
E, como se não bastasse, nossas “dez +” da semana tem hip hop, dream pop, nova MPB, eletrônica. Pensa que playlist linda e representativa isso tudo forma.
É o estado de coisas da CENA brasileira, ali, documentada em canções.

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1 – Letrux – “Vai Brotar” (Estreia)
A manutenção de um disco depende em parte de nós, em parte do artista. Letrux lança o vídeo de “Vai Brotar” e nos lembra do ótimo álbum que pegou a gente lá no começo do ano. E em particular, de uma música. E, mais particular ainda, desta letra. “Você ficou cínico com o tempo/ Eu fiquei muito mais espiritualizada/ Acreditando em carta, sonho e passe”. Só nós achamos que “Vai Brotar” tem uma vibe grandiosa meio Arcade Fire?
2 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (Estreia)
A beleza de um disco de Mateus Aleluia em 2020 é um presente que ilumina este ano esquisito. Aqui, na produção de Ronaldo Evangelista e com músicos da CENA por perto, como Thiago França, Sérgio Machado, entre outros, a conversa de Mateus se aproxima da nova geração, que já se ligou na importância dele e dos Tincoãs. “Amarelou” ainda conta com ele: João Donato.
3 – Thiago Nassif – “Voz Única Foto Sem Calcinha” (1)
Estamos de cara com esse disco que ainda reúne Negro Leo, Ana Frango Elétrico, Arto Lindsay, Vinicius Cantuária. Esta que escolhemos (poderiam ser outras) lembra os discos do Caetano com a banda Cê. Thiago parece pegar aquela vibe onde Caetano deixou e botou mais barulhinhos. E aproveitamos e matamos a saudade da voz da Ana Frango em uma inédita. Essa cena do Rio…
4 – Ovo ou Bicho – “Moços” (2)
Essa cena do Rio… parte 2. A conexão está escancarada. O Thiago Nassif é quem mixou esse som do ótimo quarteto do Rio, que chama a atenção em uma viagem que tem doses tropicais do Mutantes e um pique Doors na brisa que a música vira lá para o meio dela.
5 – Elza Soares e Flávio Renegado – “Negão Negra” (3)
Elza é sempre obrigatória. Em um acerto desses, então. A união dela com o rapper mineiro Flávio deu jogo. Uma pancada que sabe carregar versos delicados como “Todos os dias me levanto/Olho no espelho sempre me encanto/Com o meu cabelo e a cor da pele dos ancestrais”.
6 – Nuven (ft. Ale Sater), “Par de Ondas” (Estreia)
Tudo funciona de forma bonita aqui. Música, batidas, voz, vídeo, fotografia, letra, edição. A realidade sintética da música do Nuven e a realidade melancólica que sai da boca de Sater, da forma que sai, levam a uma pegada de autoconhecimento através da solidão.
7 – Ella from the Sea – “Side by Side” (Estreia)
Single que puxa o EP dessa cantora paulistana que usa a música como terapia para a alma. Algumas soluções ela também encontra no tarot. O nõo se chama “Moon” à toa. A vibe aqui é “Grimes vai para os ano 80 e entra para o Cocteau Twins”. Atmosfera é tão densa que dá para cortá-la com uma faca.
8 – Pedro Pastoriz – “Dolores” (Estreia)
“Dolores” é a faixa de abertura do álbum solo de Pedro, que faz a voz, o banjo e o violão na conhecida banda indie-bluegrass Mustache & Os Apaches. Aqui estamos em seu terceiro álbum solo, “Pingue-Pongue com o Abismo”. O nome pode assustar, mas vale escutar.
9 – Marcelo Perdido – “Bastante” (Estreia)
O disco curto de Marcelo, que saiu por um certo selo CENA, nos capturou, lógico. A cinematográfica e também breve “Bastante” é nosso destaque da vez. Um disco de se ouvir em um gole só este, mas não de se beber só uma vez.
10 – Yannick Hara (ft Big the Kiid e Asaph) – “Vida Offline” (Estreia)
Yannick escreveu aqui quase todos os dramas de uma geração angustiada e online. Algumas músicas vêm em camadas. Esta não: é na lata.
11 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (4)
12 – Hellbenders – “Pra Entreter” (5)
13 – Autoramas – “Boneco” (6)
14 – Jup do Bairro – Pelo Amor de Deize (7)
15 – Rincon Sapiência – “Malícia” (8)
16 – Raça – “Domingo” (9)
17 – Ana Frango Elétrico – “Caspa” (10)
18 – CESRV – ” Mix It Up” (11)
19 – Tuyo – “Sem Mentir” (12)
20 – Francisco – “Vitória-Rege” (13)
21 – Nevilton – “Irradiar” (14)
22 – Gustavo Bertoni – “Sit Down, Let’s Talk” (15)
23 – Wado – “Arcos” (16)
24 – Amen Jr. – “Ladeira Abaixo” (17)
25 – Vella – “Delírio Besta” (18)
26 – Karol Conka – “Tempos Insanos” (20)
27 – Jadsa – “Quietacalada” (21)
28 – Hiran – “Gosto de Quero Mais” (22)
29 – Giovanna Moraes – “Sai por Inteira” (23)
30 – ATR e Luedji Luna – “Batom” (26)
31 – JP – “Chorei Dendê” (27)
32 – Rohmanelli – “Do Jeito Que o Mundo Está” (29)
33 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” – (31)
34 – Duda Brack – “Contragolpe” (32)
35 – Compositor Fantasma – “Não Sabendo Que Era Impossível” (33)
36 – Don L – “Kelefeeling” (34)
37 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (35)
38 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (36)
39 – ÀIYÉ – “Pulmão” (38)
40 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (39)
41 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (40)
42 – Edgar – “Carro de Boy” (41)
43 – Douglas Germano – “Valhacouto” (42)
44 – Kiko Dinucci – “Veneno” (43)
45 – Jhony MC – F.A.B. (44)
46 – Cícero – “Às Luzes” (45)
47 – Djonga – “Procuro Alguém (46)
48 – Vovô Bebê – “Êxodo” (48)
49 – Troá! – “Bicho” (49)
50 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a cantora carioca Letrux, a primeira a repetir o cartaz desta seção com foto diferente.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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TOP 50 DA CENA – Calma, nada. O jeito é ser estranho. Negro Leo, Thiago Nassif, Jup do Bairro, Tuyo… Que cena legal e fora da curva a gente tem

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* Na nossa mutante CENA independente musical brasileira, nesta semana sai a calmaria e entra a esquisitice, a estranheza. Ou, vai, o experimentalismo.
E, óbvio, isso vem da cena carioca. Ou dos agregados ao Rio de Janeiro musical. Que momento!
E essa representatividade toda de Negro Leo e Thiago Nassif, no caso, quando junta variações incríveis e diferentes entre si como Jup do Bairro, Gustavo Bertoni, Tuyo, Nevilton, Francisco, entre outros, dá um preciso recorte do que pode esta CENA.
Faz todo o sentido ler sobre isso abaixo. Mas faz mais ainda ESCUTAR tudo isso, na nossa playlist. Porque, não cansamos de repetir, no fim, este “ranking” é só e somente só sobre essa playlist.

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1 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (Estreia)
Destacar uma música do novo álbum do Negro Leo é só uma formalidade para avisar: ouça este disco todo. Uma obra experimental que versa sobre o lacre, uma espécie de praga dos nossos tempos com enormes consequências políticas, sociais, sentimentais. Como essa forma de lidarmos com nós mesmos e com o mundo se conecta com as coisas mais zoadas que estão por aí? E achamos um barato que as músicas mais pop do disco são as instrumentais… Não que isso signifique algo – ou será que significa? Essa cena do Rio…
2 – Thiago Nassif – “Voz Única Foto Sem Calcinha” (Estreia)
Thiago Nassif é mais Rio de Janeiro na lista. Mais Negro Leo, que participa do disco, ao lado de nomes como Ana Frango Elétrico, Arto Lindsay, Vinicius Cantuária. Essa que escolhemos lembra os discos do Caetano com a banda Cê? Thiago parece pegar aquela vibe onde Caetano deixou. E aproveitamos e matamos a saudade da voz da Ana Frango em uma inédita. Essa cena do Rio…
3 – Jup do Bairro – Pelo Amor de Deize (3)
Aí vem a Jup e joga a CENA para o alto. Esta roqueira parceria de Jup do Bairro e Deize Tigrona, que descobrimos ser (também) uma grande roqueira, estremece. Além da pancada sonora, ela pega firme em mostrar a profunda amizade de Jup e Deize, que ultrapassa os momentos complicados, como o da depressão de Deize. Ou da propria Jup. Vai, levanta!
4 – Tuyo – “Sem Mentir” (Estreia)
Quem associa o Tuyo ao fofo folk neo pop brasileiro ou algo assim vai se surpreender com essa balada pop eletrônica apocalíptica. O velho mundo acabou, vida longa ao novo mundo.
5 – Francisco – “Vitória-Rege” (Estreia)
Produção pop e acertadíssima da young Vivian Kuczynski, aqui em um dos som mais legais do álbum do Francisco, um de seus melhores amigos. O refrão “Você me fodeu/ Mas se esqueceu/ Que eu queimei as rosas/ Que você nunca me deu” é bom demais e a quebra de expectativa que rola no final da música é coisa de quem sabe muito bem o que quer do próprio som. Demais.
6 – Nevilton – “Irradiar” (1)
Uma delicada canção sobre amor e sobre o agora. Nevilton pega os sentimentos da quarentena e lança essas sensações e mensagens em uma fineza de música. Esse sabe o melhor caminho de criar belezas com seis cordas.
7 – Gustavo Bertoni – “Sit Down, Let’s Talk” (2)
Doeu tirar do ranking a música anterior do scaleno Gustavo, a bela “Waves”, para botar outra mais bela ainda, essa que propõe dar uma sentadinha, respirar, para então conversar. Os tempos estão tão loucos que esse sussurrado pedido de auto-reflexão, acompanhado por um violão bem dedilhado e um sotaque (inglês) bonito vem bem a calhar.
8 – Wado – “Arcos” (Estreia)
Quais são suas lembranças da infância? O que muda nessas lembranças ao longo do tempo? Wado aborda essa questão das memórias e nossa relação com elas ao longo do tempo em uma faixa ao violão. Bonito demais. Esta aqui entra na nossa playlist massa na quinta-feira, quando a música sair às plataformas.
9 – Amen Jr. – “Ladeira Abaixo” (Estreia)
Para variar, puro suco de anos 80 esse single do sempre bom Amen Jr., quarteto de Brasília. Mais que anos 80: soa São Paulo vanguarda da época esse som. Embarque na nostalgia, às vezes do que nem viveu, que acho que é o caso do Amen Jr. Que idade eles têm?
10 – Vella – “Delírio Besta” (Estreia)
Interessante o novo projeto de Felipe Vellozo, ser indie onipresente por trabalhos no Bilhão, Século Apaixonado, Duda Beat, Mahmundi. E agora, enfim, só. Assumindo suas decisões, como diz. “Delírio Besta” tem a letra valorizada pelo arranjo delicado, mas cheio de pequenos detalhes. Ela é tão curtinha e boa que pede uma repetição. E a cada audição novos detalhes aparecem. Coisa de quem sabe fazer, hein.
11 – Jay Horsth – “Você” (Estreia)
12 – Karol Conka – “Tempos Insanos” (4)
13 – Jadsa – “Quietacalada” (5)
14 – Hiran – “Gosto de Quero Mais” (6)
15 – Vitreaux – “Meia Luz” (7)
16 – Giovanna Moraes – “Sai por Inteira” (13)
17 – Fresno – “Broken Dreams” (9)
18 – 1LUM3 – “Extremo” (10)
19 – The Baggios – “Quareterna Serigy” (11)
20 – ATR e Luedji Luna – “Batom” (12)
21 – JP – “Chorei Dendê” (8)
22 – Antiprisma – “Lunação” (14)
23 – Nelson D. – “A Grande Revolta” (15)
24 – Tássia Reis – “Me Diga” (16)
25 – Supervão – “Depois do Fim do Mundo” (17)
26 – Rohmanelli – “Do Jeito Que o Mundo Está” (18)
27 – Marcelo Perdido – “Não Tô Aqui pra Te Influenciar” (19)
28 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” – (20)
29 – Duda Brack – “Contragolpe” (21)
30 – Compositor Fantasma – “Não Sabendo Que Era Impossível” (22)
31 – Don L – “Kelefeeling” (25)
32 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (28)
33 – Giovani Cidreira e Mahal Pita – “Mago de Mim Mesmo” (30)
34 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (31)
35 – TARDA – “Breath” (33)
36 – ÀIYÉ – “Pulmão” (34)
37 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (36)
38 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (37)
39 – Edgar – “Carro de Boy” (38)
40 – Douglas Germano – “Valhacouto” (39)
41 – Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II” (40)
42 – Kiko Dinucci – “Veneno” (41)
43 – Ava Rocha e Los Toscos – “Lloraré Llorarás” (42)
44 – Jhony MC – F.A.B. (43)
45 – Cícero – “Às Luzes” (44)
46 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (45)
47 – Djonga – “Procuro Alguém (46)
48 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (47)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (48)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o cantor e compositor maranho-carioca Negro Leo.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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