Em Julian Casablancas:

The Voidz, aquela outra banda do Julian Casablancas, lança nova música com produção do Mac DeMarco. Será que estamos preparados?

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Vira e mexe, o nosso adorado Julian Casablancas reaparece com sua voz cheia de efeitos no projeto The Voidz, banda um tanto zoada, que a gente já se esforçou muito para gostar. Sorry, Julian.

Ainda assim, ele e seus colegas têm insistido em lançar músicas novas (ponto para eles, pela persistência). E, como já não bastasse toda a complexidade da sonoridade do Voidz, o som novo, “The Eternal Tao”, tem produção do Mac DeMarco, outro que a gente curte muito, mas sabemos de sua mente um tanto viajada.

A canção é carregada de sintetizadores, guitarras distorcidas e a voz do Julian mais distorcida ainda, como nos acostumamos. Diz o Jake Bercovici que a faixa surgiu em um fim de semana em Silver Lake, na casa do Mac, onde ele e Kirin J Callinan gravaram duas músicas, sendo “The Eternal Tao” uma delas.

O resultado pode ser conferido abaixo.

https://youtu.be/B1Ivofc20x0

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Ícones indies, Beck e Julian Casablancas viajam no tempo e fazem cover de hit do The Human League

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De altos rolês por aí divulgando seus discos recentes, Beck e Julian Casablancas, duas figuras emblemáticas da música alternativa trocaram figurinhas sonoras na noite de ontem, durante um show na cidade de Lincoln, no Nebraska.

Julian e seu polêmico the Voidz abriram o show do veterano Beck, que está apresentando ao vivo seu não-tão-novo álbum, “Colors”, que foi lançado ano passado. Em certo momento da noite, Beck convidou Casablancas e o guitarrista Jeramy “Beardo” Gritter para reeditarem ao vivo um hit dos anos 80.

A dobradinha resultou em uma versão justa de “Don’t You Want Me”, som clássico lançado originalmente pelo grupo de synthpop The Human League, uma das canções mais cantadas em karaokês indies por aí. Os registros podem ser conferidos abaixo.

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Agora Alex Turner careca foi longe demais. Fez cover de “Is This It”, dos Strokes, em show do Arctic Monkeys em NYC

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* Affe. O Julian fazendo show ruim sem parar par aí. E então o Arctic Monkeys vai e apresenta, em concerto ontem à noite em Nova York, uma cover bem digna de “Is This It”, clássico do primeiro disco dos Strokes.

O show, no estádio Forest Hills, no Queens, foi a primeira apresentação ao vivo do Alex Turner careca, depois de mostrar no programa do Stephen Colbert, na noite anterior, que raspou a cabeça.

Captura de Tela 2018-07-25 às 1.06.39 AM

“A gente não conseguiu pensar numa música sobre tênis, então vamos tentar esta aqui”, disse Alex Turner antes de mandar “Is This It”, da banda nova-iorquina, em um dos mais históricos clubes de tênis do mundo, o Forest Hills. Depois que abriu para shows também, nos anos 60, o lugar já teve apresentações de algumas bandas e artistas “médios”, tipo Beatles, Jimi Hendrix e Rolling Stones.

O Arctic Monkeys tem uma “coisa” assumida com a banda de Julian Casablancas. Primeiro que sempre disse em entrevistas que os Strokes foram influências fortes no início da carreira e que emular as músicas do grupo de Nova York serviram para ele aprender a tocar guitarra. Depois, já “crescidinho”, fez cover públicas de “Take It or Leave It” e “Reptilia”. Agora, “Is This It”.

Fora que o último álbum, o aclamaaaaaaado “Tranquility Base Hotel & Casino”, tem na primeira frase da primeira música ele canta “I just wanted to be one of The Strokes // Now look at the mess you made me make”.

Bom, vamos então. “Is This It” com o Arctic Monkeys.
Como bônus, além da cover de Strokes, a gente coloca uns clássicos do Arctic Monkeys itself.

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O pior show do ano que quase ninguém viu é, talvez, o pior show do indie hoje: Julian Casablancas. O veredito é dos portugueses

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Fotos: Rita Carmo / BLITZ

Fotos: Rita Carmo / BLITZ

A Popload geralmente prima em falar de coisa boa e deixar as coisas ruins de lado. Mas a de agora está chamando bem a atenção porque envolve Julian Casablancas, uma das principais figuras da música pop deste século.

É inegável que seu Strokes, o “nosso” Strokes”, seja talvez a banda indie mais importante desde a virada do ano 2000. Um fenômeno que não se via na América desde a explosão do grunge, que abriu portas para este novo rock que conhecemos. Só que, no meio do caminho, com as idas e vindas dos Strokes, seus integrantes passaram a focar em seus projetos paralelos e a verdade é que praticamente nenhum deles vingou para valer. E, pior, alguns estão se queimando, caso do Julian.

O vocalista se enveredou para um lado psicodélico/confuso com o the Voidz. Sua voz marcante mal é ouvida, especialmente nos shows. Nas reviews destas apresentações, é comum qualquer jornalista dar este tipo de destaque, que ficou até batido. A novidade é quando dá para se ouvir o Julian no palco. Mas neste final de semana, as reações da imprensa portuguesa para um show do grupo estão ganhando cada vez mais projeção na imprensa geral.

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Julian e o the Voidz foram atrações do Super Bock Super Rock, festival tradicional do calendário português, mas que vem perdendo muita força nos últimos anos, especialmente por erros em seu formato e devido à ascensão de outros eventos como o NOS Alive e até mesmo o Rock In Rio e sua popularidade.

O Super Bock Super Rock deste ano aconteceu no antigo Pavilhão Atlântico, arena fechada que comporta até 20 mil pessoas, uma das principais indoor da Europa, que recebe todo mês grandes shows.

O show de Julian com o the Voidz, que eram headliners no sábado (algo apontado como erro), não deve ter recebido, sei lá, 2 mil pessoas, pelas fotos que andam circulando por aí. Fora isso, a apresentação tem sido bastante criticada. Desde o som alto aos divagamentos de Casablancas, que ficou falando frases soltas como : “Bem-vindos à Arca de Noé”, “continuo nadando, tentando encontrar vocês”, e “não consigo largar a internet; me ajudem”.

“História infeliz” talvez tenha sido o termo mais leve para descrever o show no BLITZ, um dos principais canais de cultura pop de Portugal, que contou que o público, que já era pequeno, foi abandonando o show, “uma tortura de uma hora e meia”, a cada música. Na internet, fãs concordaram, com comentários do tipo: “a pior experiência da minha vida”, “foi uma forma original de terminar o festival”.

O portal NIT, que classificou o show como “desastre”, disse que entende que os fãs que cresceram ouvindo Strokes talvez não tenham tanta disposição assim mais para acompanhar festivais, mas que Julian está longe de sua melhor forma e que não fez esforço algum para oferecer um show bom.

Que que pega, Julian?

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“Eu só queria ser um dos Strokes” é a linha que abre o novo disco do Arctic Monkeys. Tá?

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Alex Turner e Julian Casablancas, com um Alex Kapranos no meio, tipo em 2006

Alex Turner e Julian Casablancas, com um Alex Kapranos no meio, tipo em 2006

Estamos a menos de um mês do lançamento de “Tranquility Base Hotel & Casino”, um dos discos mais esperados do ano, que vem a ser o novo do Arctic Monkeys. Aos poucos, os detalhes e mistérios em torno do projeto estão sendo revelados.

A boa nova é que a primeira linha da primeira música do disco faz uma referência explícita aos Strokes, banda que apareceu na cena poucos anos antes, mas que abriu as portas para esse indie rock pós-2000.

“I just wanted to be one of the Strokes, now look at the mess you made me make / Hitchhiking with a monogrammed suitcase, miles away from any half-useful imaginary highway” é a frase inicial de “Star Treatment”, explicada pelo seu criador, Alex Turner.

“Isso sou eu escrevendo sobre escrever. A frase sobre o Strokes pareceu bem pessoal? Claro que sim. Mas você não pode deixar isso te impedir de escrever”, relatou.

O Arctic Monkeys já marcou diversos shows para este ano. Primeiro, eles começam por San Diego, no dia 2 de maio, uma série de apresentações em locais menores, para testarem as novas canções ao vivo. Mais para o meio do ano, os ingleses vão marcar presença em diversos festivais pelo mundo, incluindo o Primavera Sound e Mad Cool na Espanha, o Rock Werchter na Bélgica e o Lollapalooza Chicago. No segundo semestre, eles embarcarão em uma turnê pelas arenas do Reino Unido.

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