Em jungle:

Jungle inicia residência em Londres para mostrar o delicioso disco novo. Temos quatro músicas do show

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* A banda inglesa Jungle, na verdade um duo encorpadão, começou ontem à noite uma residência de três datas no lindo O2 Academy, em Brixton, teatrão clássico que é um dos clubes mais legais de Londres.

A residência de Tom McFarland e Josh Lloyd-Watson segue ainda hoje e amanhã no antigo Brixton Academy, lotadaço todas as noites, mostrando o novo show deles, depois que lançaram o ótimo terceiro álbum, “Loving in Stereo”, no último dia 13 de agosto, três semanas atrás.

A apresentação do Jungle ontem contou com 21 músicas, contando o bis de três, num setlist recheado dos hits e das novas.

A gente encontrou um vídeo de galera do começo do show, que enfileira quatro músicas, as novas deliciosas “Talk about It”, “Keep Movin'”, o hit “The Heat” (do primeiro disco, de 2014) e “Beat 54 (All Good Now)” (de “For Ever”, o álbum de 2018.

Enjoy!

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Top 10 Gringo – Jungle emplaca o topo e não é difícil entender por quê. Killers novo cola na segundona. A “nova” Courtney Barnett completa o pódio, para o nosso gosto…

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* Mais uma semana de grandes lançamentos lá fora. E desta vez diversos climas comtemplados. Tem a alegria do Jungle, o épico do Killers e o minimalismo de Courtney Barnett. Mas também tem climas parecidos, no caso do shade da Lizzo, shade da Billie. Ou nas loucuras sonoras de Indigo De Souza, Magdalena Bay e Monaleo. Nessa diversidade a gente segue com a melhor playlist de novidades gringas que se tem notícia. Pelo menos nesta semana :)

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1 – Jungle – “Romeo (feat. Bas)”
“Este é um álbum sobre liberdade”, declarou Josh Lloyd-Watson, metade do Jungle ao lado de Tom McFarland. E essa alegria e ar de recuperação está por toda “Romeo”, um dos melhores sons de “Loving in Stereo”, novo álbum da dupla inglesa, lançado na sexta passada. Daquelas músicas que se a letra não estiver falando sobre algo positivo, a gente finge que é, já que ela chama nosso corpo para dançar livremente.

2 – The Killers – “West Hills”
A missão do Killers de se tornar uma megabanda pique U2 teve seus bons e maus momentos. Este novo álbum, “Pressure Machine”, provavelmente entrará para o hall dos acertos. Um disco sobre o interior doz Estados Unidos, afetuoso com o local, mas sem abdicar de uma mínima exposição crítica. Musicalmente tem toque de R.E.M., Bruce Springsteen, U2 na fase apaixonados pela América do Norte. “West Hills” é um caprichado roteiro de filme de alguém que se dá mal e vai preso por porte de muitas drogas. Seu refrão é épico e grandioso. Os mesmos versos são cantados de maneiras diferentes de acordo com o clima da história. Coisa caprichada. Dá para arriscar o grandioso sem ser pretensioso e chato.

3 – Courtney Barnett – “Before You Gotta Go”
Que prazer é escutar a Courtney Barnett explorando outras pegadas para sua música. Menos Kurt Cobain, mais Velvet Underground – um toque que ela já experimentou na bela “Depreston”, mas sofistica aqui em uma engenhosa guitarra que parece simples e repetitiva, mas é tudo o que a canção pede.

4 – Lizzo – “Rumors” (feat. Cardi B)
É um estouro o novo single da Lizzo em parceria com a Cardi B. Não dava para esperar menos, na real. A letra é uma daquelas clássicas respostas aos haters que rolam após um estreia bem-sucedida, sabe? Kurt Cobain, para citar ele de novo, abre “In Utero” com uma dessas. E a música tem uma bateria roqueira escondida que lembra “Smells Like Teen Spirit”, repara.

5 – Billie Eilish – “Oxytocin”
A gente segue elogiando semanalmente o “Happier than Ever” da Billie por aqui. Se o disco fala um tanto sobre a separação dela do ex abusivo, “Oxytocin” faz mais sentido como a música onde a cantora conta a história a partir do ponto de vista dele – daí as menções a sexo serem tão agressivas. É uma interpretação apenas e a letra pode ser lida de outras formas. Em fóruns há longos debates sobre isso. O que você acha?

6 – Magdalena Bay – “Secrets (Your Fire)”
Potente este duo norte-americano formado por Mica Tenenbaum e Matthew Lewin. A dupla faz um pop torto na linha da Charlie XCX, mas não tão exagerado – esse tal hyperpop que força nas texturas e nas referências a si mesmo. Tente escutar este som sem ficar pensando que já escutou antes algo dali.

7 – Monaleo – “Suck It Up”
Rapper texana da melhor qualidade, Monaleo tem um flow original e que sabe passear de maneira amalucada por uma batida completamente alucinada que vai se alterando sem medo por toda a música. É daqueles sons que a gente não sabe onde vai dar. Mas quer ir junto.

8 – Indigo De Souza – “Real Pain”
E, por falar em música piradinha, esta é um outro exemplo. A faixa escolhida dessa bela banda da Carolina do Norte vai se desintegrando lentamente a partir da metade em ruídos e gritos. E volta a ser uma canção convencional após alguns minutos. É uma maluquice deliciosa. Experimente.

9 – Helado Negro – “Gemini and Leo”
Parece que a música do americano-equatoriano Helado Negro é feita para ser acompanhada por drink de verão na mão, num horário cedo de festival, tipo no final de tarde. Pegada latina, funkeada, guitarrinhas espertas. Why not?

10 – Gorillaz – “De Ja Vu”
Essa é só uma das três músicas inéditas que o Gorillaz mostrou recentemente em shows pela Inglaterra. Pequenas amostras de um álbum que Damon Albarn prometeu para logo mais. Sendo que logo mais ele também solta o solo dele, vai entender. Gente produtiva é assim. Não está oficial nos streamings ainda. Tem que ir no Youtube.

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* A imagem que ilustra este post é da dupla inglesa Jungle.
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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POPLOAD ENTREVISTA: JUNGLE. Falamos com Josh Lloyd-Watson sobre o disco novo, “Loving in Stereo”, que sai nesta sexta-feira

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* Em tempos difíceis, ouvir uma boa música pode ser uma cura para a alma.
E se essa cura vier num disco inteiro? Bom, é isso que vamos descobrir nesta sexta-feira, 13, quando “Loving in Stereo”, terceiro álbum de estúdio do duo inglês Jungle, estiver entre nós. Mas, pelos “spoilers” que já tivemos, os singles lançados, e pelas palavras de Josh Lloyd-Watson (o da esq. na foto acima) em entrevista à Popload, podemos esperar um disco cheio de “good vibes”.

“O terceiro álbum é algo difícil, algo diferente. Queríamos fazer de um jeito que fôssemos curtir ao tocar ao vivo, sabe? Fazer músicas atemporais, clássicas. Mas acho que finalmente chegamos onde queríamos chegar, e estamos muito felizes. Tem a energia, o funk, o soul…
Com os discos anteriores, por mais legais que eles sejam, eu sentia como se eles estivessem presos dentro de uma caixa em que você não consegue tirar todo o conteúdo. ‘Smile’ e ‘Casio’ foram ponteiros que nos levaram à direção certa e agora finalmente pudemos tirar essa cobra da caixa.”

A metáfora da cobra na caixa pode parecer meio confusa, mas o fato é que o Jungle se sentiu muito mais livre compondo desta vez, apesar dos dilemas do último ano: pandemia, os lockdowns, as restrições… E nisso tudo juntar uma banda de sete músicos para gravar.

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O álbum foi gravado no Church Studios em Londres, conhecido local de gravação onde nomes bacanas da música já passaram por lá, como Adele, Radiohead e U2.

“Basicamente eu e o Tom [McFarland, a outra metade do Jungle] fizemos a maior parte das canções e depois fomos fazendo sessions com os vocais. É complicado, porque não existe uma fórmula para gravar. Às vezes você precisa fazer 25 versões de uma mesma música e em outras da certo logo de cara. Aí você pensa: ‘Vamos tentar isso’ ou ‘Precisamos mais daquilo’. Fazer música é como fazer arte, ter uma tela em branco, você sabe quando parece certo e te faz sentir bem.”

Sobre as possíveis inspirações também não há muito mistério. O hoje duo está sempre bem referenciado, mas neste caso o lance foi mais de “revisitar” aquilo já feito e soltar um pouco algumas amarras.

“Acho que a inspiração foi pensar inicialmente em nossa própria música e levar isso a outro patamar. Pensar ‘Gosto disso do primeiro disco, daquilo do segundo’. Se quisermos colocar um coral naquela música, ok vamos colocar um coral. Paramos de cair em algumas armadilhas criadas por nós mesmos. O importante é sentir-se livre no processo criativo.”

E, se vamos falar em criatividade, não podemos deixar de lado os vídeos, uma marca forte do Jungle. Sempre dançantes e muito bem coreografados, desta vez não foi diferente. Começamos com “Keep Moving” meses atrás, passando por “Talk about It”, “Romeo”, “Truth” e chegamos a “All of the Time”, lançado nesta semana. Esses são apenas cinco dos 14 vídeos filmados para o “Loving In Stereo”. Sim, a banda preparou um para cada faixa.

“Eu sempre curti muito essa vibe de briga de gangues, algo meio no estilo ‘Grease’, que tem diferentes tipos de personagens”, diz Josh sobre o vídeo de “Keep Moving” ser inspirado em “West Side Story”, peça que seria uma versão mais “moderna” de “Romeu e Julieta”.

“Nós nunca fomos o tipo que curte muito ficar aparecendo ou que quer ser superestrelas. Não ligamos para essas merdas. Nós nos importamos mais em bolar coisas legais e mostrar isso para as pessoas. Quisemos fazer um vídeo para cada faixa do disco, então filmamos 14 videoclipes ao longo de uma semana, fazendo uns três por dia. ‘Keep Moving’ foi realizado basicamente em uma hora e meia, duas no máximo.”

O vídeo é feito sem cortes. Então digamos que a coreografia também é de câmeras.

“É engraçado que as pessoas pensam: ‘Nossa, mas como vocês fizeram em tão pouco tempo?’. A verdade é que se fizéssemos um vídeo com cortes seria muito mais trabalhoso para editá-lo. Neste caso você filma umas 20 vezes aqueles cinco minutos de música, e, sim, toda vez você fica mordendo as unhas de nervoso torcendo para que saia tudo certo. E, para ser sincero, no começo não achamos que fosse possível fazer tudo isso em uma semana.”

Para você que sempre ficou morrendo de vontade de dançar pelo menos um pouquinho como os dançarinos do Jungle, eis aqui a oportunidade. Os coreógrafos Nathaniel Williams e Cece Nama, responsáveis pelas danças todas que você viu e ainda vai ver de “Loving in Stereo”, fizeram um tutorial disponível no canal da banda no YouTube. Arrasta os móveis e solta o quadril:

O duo inglês já tem shows marcados para este ano e o próximo. Amanhã, sexta, dia do lançamento de “Loving in Stereo”, vai rolar uma livestream com a banda tocando ao vivo as novas músicas. Para mais infos, veja aqui.

Alguém falou “álbum do ano”?

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* A entrevista com Josh Lloyd-Watson, do Jungle, foi conduzida por Daniela Swidrak, em um Zoom que ligou São Paulo a Londres.

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Jungle empilha singles bons às vésperas do novo álbum sair. “All of the Time”chega para equilibrar corpo e mente

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* Não é post repetido, não. Outra vez o duo inglês Jungle ganha espaço por aqui, porque estamos batendo bumbo declarado até a chegada do terceiro álbum deles, “Loving in Stereo”, que sai nesta sexta-feira, 13. Desta vez é “All of the Time”, novo single com vídeo daqueles da galera dançarina style no prédio vazio.

Dance music de acompanhar batendo palminha, “All of the Time” segue o padrão dos outros singles (“Keep Moving”, “Talk about It”, “Romeo” e “Truth”) da candência pop gostosa que agrada indies, poppers, electros com batidas boas e falsetes grudentos, às vezes com uma guitarrinha no meio.

Música do Jungle sempre é feita de camadas, não necessariamente compreendidas do começo. A dance music inebriante está lá, te levando para onde ela quer. Você sai sacodindo a cabeça, acompanhando o ritmo com palmas, mas aí explicam que, por exemplo, esta “All of the Time” nos leva a sentimentos de perda e espiritualidade. O Jungle oferece, com sua sonoridade única, um equilíbrio entre corpo e alma, para aliviar barras mais pesadas em momentos duros.

Que banda nobre!

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Na semana do lançamento de seu novo disco (êêêê!), Jungle tem liberada uma performance ao vivo para a BBC

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* Todos os caminhos da música levam para o novo disco da banda inglesa Jungle, que sai na próxima sexta-feira. Dia 13 ainda, para a nossa sorte (neste caso). “Loving in Stereo”, terceiro do grupo que hoje está sacramentado como o duo de Josh Lloyd-Watson e Tom McFarland, chega três anos depois do lançamento do segundo trabalho deles, “For Ever”, de 2018.

A gente tem aqui vibrado com os singles já lançados desde março, todos ótimos acompanhados de vídeos-artsy da mesma qualidade. São eles “Keep Moving”, “Talk about It”, “Romeo” e “Truth”.

No final da semana passada, eles gravaram duas performances ao vivo para a espetacular BBC Radio 6 Music, no Radio Theatre, em Londres. A única divulgada até agora foi a para a faixa “Talk about It”. A outra deve vir à baila (mesmo) ainda nesta semana.

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