Em jup do bairro:

Balaclava Digital movimenta o indie com conversa boa e show idem por uma semana

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* O selo multifuncional Balaclava Records, uma das instituições que fazem a música nova girar neste Brasilzão de meu Deus, começa logo mais nesta segunda-feira, indo até domingo, o Balaclava Digital, a versão pandêmica do Balaclava Festival, seu maior produto.

O Balaclava Digital, gratuito, abre seu Twitch (#balaclavarecords) para shows e debates com algumas inventividades no seu bom roteiro. A parte musical está dentro da zona de conforto do selo, utilizando boa parte de seu bom plantel, mais alguns xistes interessantes como escalar a ótima Jup do Bairro, dona de um dos discos do ano, ainda que um EP, Andy Bell, veterano músico galês que fez parte do Ride e chegou a tocar baixo no Oasis, e Mac McCaughan, hoje solo mas com uma história no rock underground americano à frente do Superchunk, que praticamente era ele mesmo.

A edição virtual do Balaclava traz, mesmo, alguns nomes bem pensados para a parte de entrevistas e debates. Entre eles o jornalista e radialista britânico Matt Wilkinson, que foi por anos editor do semanário inglês “NME” e hoje é uma das “caras” da Beats 1, a importante rádio da Apple. Tem também conversa com o crítico youtuber americano Anthony Fantano, do canal The Needle Drop (foto acima). E um papo com o músico indie Mac DeMarco, que já tocou no Brasil trazido pelas mãos da Balaclava.

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Abaixo, a Popload seleciona alguns dos momentos imperdíveis desta edição digital do festival da Balaclava.

* hoje, 19h30
Entrevista: Matt Wilkinson (Apple Music)

* amanhã, 19h30
Entrevista: Rachel Goswell (vocalista e guitarrista da banda shoegazer Slowdive)

* quarta, 19h30
Entrevista: Ynaiã Benthroldo, ex-baterista do Macaco Bong e desde 2012 do Boogarins, além de produtor musical.

* quinta-feira, 18h
Entrevista: Marcos Boffa, um dos principais produtores de festivais de música e shows internacionais no país.

* sexta-feira, 18h
Entrevista: Jup do Bairro, multiartista trans paulistana, performer, atriz e ativista do movimento LGBTQ+.

* sexta-feira, 19h30
Entrevista: Ash Kenazi, drag, baterista e co-fundadora da banda inglesa Happyness.

* sábado, 15h
Entrevista Anthony Fantano, crítico youtuber americano.

* sábado, 20h
Show: Andy Bell

* sábado, 21h
Show: Apeles + Jup do Bairro

* domingo, 15h
Entrevista Mac DeMarco

* domingo, 19h
Show: Kiko Dinucci

* domingo, 20h30
Show: Mac McCaughan

* domingo, 21h30
Show: ÀIYÉ + Odradek

*** A programação completa do Balaclava Digital pode ser encontrada aqui.

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TOP 50 DA CENA – Dá licença que a Ana Frango Elétrico chegou no ranking revoltado e viajante. Um oferecimento de D2, Iggor e Gordo. Pá!!!

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* A gente quase botou aqui no ranking a música em que o Tim Bernardes canta uma parte, em português, no disco do grupo americano Fleet Foxes. Ficamos pensando se seria forçar demais a amizade, emboooooora fique aqui registrado o maior crossover de CENAs que se tem notícias. Acabamos deixando de fora, mas achamos justo que incluir a música, pelo menos, na playlist, como uma faixa bônus.
Se bem que o caráter “internacional” da globalizada CENA brasileira já esteja representado com a presença da carioca Ana Frango Elétrico no topo do Top, que está concorrendo ao Grammy Latino. Solta a Frango e vem com a gente (sdd, Bonde do Rolê!). E pela Sartør, cantora brasileira fazendo electrotrap maneiro em Los Angeles. Porque a CENA tá tão boa que não cabe mais só aqui no Brasil.
Marcelo D2, João Gordo e Iggor Cavalera em altos postos nos cheira a espírito teen. E tudo bem também. Anos 90 mandando recado aos anos 20.
Tudo isso num top 10 que ainda tem o Matuê, anos 20, mandando Charlie Brown Jr., o recado aos anos 00.
Que viagem (no tempo)!!!

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1 – Ana Frango Elétrico – “Mama Planta Baby” (Estreia)
Ana vai conquistar o mundo. A gente já sabia e o mundo agora parece que está sendo informado. Indicação ao Grammy, livro e um novo single que deixa a gente com a certeza de que a sua produção segue afiada em um som que ela explica assim: “Pensei numa melodia que pudesse ser cantada para plantas e bebês, trazendo timbres que têm me interessado, como a flauta, órgão e violão, misturando elementos da bossa-nova, chamber-pop e soft-eletro-indie. Quis explorar efeitos, estéreos e repetições trazendo elementos em comum ao ‘Little Electric Chicken Heart’, como dobras, coros, metais, e divergindo em outros aspectos, como forma e timbres”.
2 – Marcelo D2 – “4º AS 20h” (Estreia)
Em um beat inspirado do Kamau, Rodrigo Ogi deixa mais uma letra nota dez em um disco que não é o seu este ano – o outro exemplo é o som que escreveu pra Kiko Diinucci. Marcelo D2 em uma track sua soa quase como participação de luxo, consequência de sua ideia de montar um superálbum gravado e escrito remotamente durante a pandemia por muitas vozes e canetas. Que sacada e que generosidade com os mais novos.
3 – Revolta – “Hecatombe Genocida” (Estreia)
Nosso “We Are the World” do mundo invertido. “Cem mil mortos entupindo o poço da escuridão/ A justiça vai caindo/ Facistas na contramão/ O terror em forma de governo/ Misturado com ódio e veneno/ Extermina toda a razão/ Patriotas de pele mais clara/ Mundo podre da corrupção”, diz a letra da banda que tem em suas fileiras “apenas” João Gordo (Ratos de Porão), Prika Amaral (Nervosa), Guilherme Miranda (Entombed AD e Krow), Moyses Kolesne (Krisiun), Castor (Torture Squad) e Iggor Cavalera (Cavalera Conspiracy e Mixhell).
4 – Carne Doce – “Hater” (1)
Single a single eles foram conquistando espaço em um disco que firma a banda em outros níveis da música brasileira, se é que existem outros níveis além de onde eles já estão. A banda está fazendo grandes músicas. Cada vez maiores. E, veja bem, “Interior”, o álbum, mostra o Carne Doce muito além de “apenas” ser a “banda da Salma”
5 – Leveze – “Aurora” (Estreia)
Ex-Cabana Café e Parati, o Leveze foi por anos a “viagem secreta” de Lanfranchi, que agora toma uma forma mais escancarada e não menos delicada. É só começar a ouvir o delicioso “Aclimação12-20” (Cavaca Records), álbum recém-lançado da melhor chillwave com guitarrinha doce, para entender de primeira.
6 – Luedji Luna – “Bom Mesmo É Estar Debaixo D`água” (Estreia)
Música que vai dar o nome ao disco cheio, seu segundo, que sai em outubro, foi composta por ela em parceria com François Muleka. Um som sobre afeto, sobre respeitar o tempo do outro, o ritmo do outro, segundo a cantora. Vem disco bom por aí.
7 – SARTØR – “NEVER COMING HOME” (Estreia)
Em maiúsculas, como um grito, esse som afasta SARTØR de Isadora Sartor, seu nome pessoa física. O single apruma o caminho que a paulistana radicada em LA escolheu para pautar sua vida e sua música. De ex-guitarrista de um duro death metal a produtora de um pop maleável e moderno.
8 – Rohmanelli – “Toneaí” (Reestreia)
O hit ácido/crítico/carnavalesco de Rohmanelli volta ao top 50. O single está incluindo no bom álbum “Brazil’ejru, Vol 1”, seu primeiro trabalho 100% em português.
9 – Autoramas – “Dinâmica de Bruto” (2)
Repare. A gente ainda precisa de banda como os Autoramas. “Dinâmica de Bruto”, nome ótimo, está no mesmo EP a ser lançado pela banda neste mês, em vinil, pela gravadora espanhola Family Spree Recordings. A música tem um viés político e um vídeo beatlemaníaco, por assim dizer. É ver para entender.
10 – Matuê – “Máquina do Tempo” (3)
Será que agora o trap nacional rompe sua já gigante bolha de popularidade e alcança os números do mainstream brasileiro? Vale acompanhar a esperta pegada do Matuê neste som do seu primeiro álbum. Um trap acelerado e divertido que dá um leve aceno para o pop em um bem sacado sample de uma linha de baixo do Charlie Brown Jr. Este som já irritou youtubers conservadores, algo que sempre é saudável.
11 – Tagua Tagua – “Só Pra Ver” (Estreia)
12 – The Baggios – “Hendrixiano” (4)
13 – JP – “Eu Quero Perder Você” (5)
14 – Nobat – “Cárcere” (6)
15 – Gabrre – “De Noite Eh Dia de Sair” (7)
16 – Cat Vids – “Ash Ketchum” (8)
17 – PLUMA – “Leve” (9)
18 – Luiza Lian – “Geladeira” (10)
19 – Bruno Del Rey – “O Amigo Que Esperava” (11)
20 – BK – “Movimento” (12)
21 – Nana – “Independência ou Morte” (13)
22 – O Cientista Perdido – “Não Cabe Em Você” (15)
23 – Terno Rei – “São Paulo (Acústico)” (16)
24 – Vivian Kuczynski – “Pele” (17)
25 – Boogarins – “Cães do Ódio” (19)
26 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (20)
27 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (21)
28 – Luiza Brina – “Oração 12” (22)
29 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (23)
30 – Yannick Hara – “Eu Quero Mais Vida Pai” (24)
31 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (26)
32 – Wry – “Travel” (28)
33 – Letrux – “Vai Brotar” (30)
34 – Apeles – “Tudo Que Te Move” (31)
35 – Elza Soares e Flávio Renegado – “Negão Negra” (32)
36 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (33)
37 – Rincon Sapiência – “Malícia” (31)
38 – Marcelo Perdido – “Bastante” (34)
39 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” (36)
40 – Don L – “Kelefeeling” (38)
41 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (39)
42 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (40)
43 – ÀIYÉ – “Pulmão” (41)
44 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (43)
45 – Edgar – “Carro de Boy” (44)
46 – Kiko Dinucci – “Veneno” (46)
47 – Jhony MC – F.A.B. (47)
48 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** A imagem que ilustra este post é de Ana Frango Elétrica, em foto de Hick Duarte.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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TOP 50 DA CENA – Sobre haters e lovers, Carne Doce chega ao topo. Ranking traz guitarras altas, um oferecimento de Autoramas, The Baggios e Cat Vids

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* Não tinha para ninguém. Não fosse pela força de cada uma das suas canções, praticamente todas talhadas para pelo menos engatar um top 3 aqui, a completude deste novo álbum lançado sexta passada bota o grupo goiano Carne Doce no topão do nosso ranking. Mostrando seu “interior”, seu lado bom por dentro, ainda que com espinhos.
E, como ninguém pode parar os Autoramas, como eles sempre disseram, toma um rock no segundo lugar. Seguido de perto por um “rockão” em quarto, do da banda sergipana The Baggios. E sem mencionar já mencionando o aspecto aspiracional roqueiro desta semana com o Cat Vids, a banda-gato que surfa a surf music do Autoramas quase na mesma onda.
Em terceiro está o Matuê, segurando firme o trap brazuca no top 3.
O ranking ainda traz profecias, artes visuais, axé-indie e baladinhas gaúcho-californianas.
Que ranking é este!!!

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1 – Carne Doce – “Hater” (3)
Carne Doce e seu disco novo estreiam no topo. Não tinha outro jeito. Single a single eles foram conquistando espaço em um disco que firma a banda em outros níveis da música brasileira, se é que existem outros níveis além de onde eles já estão. A banda está fazendo grandes músicas. Cada vez maiores. E, veja bem, “Interior”, o álbum, mostra o Carne Doce muito além de “apenas” ser a “banda da Salma”.
2 – Autoramas – “Dinâmica de Bruto” (Estreia)
Repare. A gente ainda precisa de banda como os Autoramas. “Dinâmica de Bruto”, nome ótimo, está no mesmo EP a ser lançado pela banda neste mês, em vinil, pela gravadora espanhola Family Spree Recordings. A música tem um viés político e um vídeo beatlemaníaco, por assim dizer. É ver para entender.
3 – Matuê – “Máquina do Tempo” (1)
Será que agora o trap nacional rompe sua já gigante bolha de popularidade e alcança os números do mainstream brasileiro? Vale acompanhar a esperta pegada do Matuê neste som do seu primeiro álbum. Um trap acelerado e divertido que dá um leve aceno para o pop em um bem sacado sample de uma linha de baixo do Charlie Brown Jr. Este som já irritou youtubers conservadores, algo que sempre é saudável.
4 – The Baggios – “Hendrixiano” (Estreia)
“Hendrixiano” é um “rockão” em homenagem ao grande guitarrista americano Jimi Hendrix, cujo aniversário de 50 anos de sua morte se deu neste final de semana. O fuzz é carregadão mesmo, parte do tributo ao maior guitarrista da história. Surra de riffs, com sotaque sergipano. Coisa fina.
5 – JP – “Eu Quero Perder Você” (2)
Um inspirado suinguezinho indie-MPB indicado para ouvir num fim de tarde em Itapuã. Mas, se não for possível a indicação, serve para ouvir bem em qualquer outro lugar. Estamos gostando demais desta nova fase do mineiro JP, ex-indie atual axé.
6 – Nobat – “Cárcere” (Estreia)
Musicada em cima de letra poética-profética que Nobat fez em parceria com o amigo poeta Marcelo Diniz, este som é a trilha sonoras destes tempos. Tem participação vocal de Giovani Cidreira, para completar a dramacidade da coisa. Detalhe que a canção estava escrita havia doze anos. Eu, hein?
7 – Gabrre – “De Noite Eh Dia de Sair” (5)
Uma música sobre a banalidade da vida do jovem nos dias atuais. Gabrre tem 22 anos e sabe do que está falando. Título em português, letra em inglês, a forma do título e um belo som que dá vontade de dar um rolê noturno, ainda que um rolê errado. Saudade disso, hein?
8 – Cat Vids – “Ash Ketchum” (Estreia)
Loucurinha boa este som. Veloz e pegajoso. Daquelas músicas que pede por repetições. A participação especial da Brvnks abrilhanta ainda mais o jogo.
9 – PLUMA – “Leve” (6)
Grupo novo esperto que saiu de um TCC. Todos estudavam produção e a banda extrapolou o curso. Que pelo visto foi bom e proveitoso, já que a banda tira um som de muita qualidade no estúdio. Coisa fina.
10 – Luiza Lian – “Geladeira” (Estreia)
Daqueles casos em que o belo vídeo recupera uma música na nossa cabeça. Luiza sempre acertando em suas produções visuais e ampliando suas ideias musicais.
11 – Bruno Del Rey – “O Amigo Que Esperava” (Estreia)
12 – BK – “Movimento” (4)
13 – Nana – “Independência ou Morte” (7)
14 – Kill Moves – ““Timeless Visions” (8)
15 – O Cientista Perdido – “Não Cabe Em Você” (9)
16 – Terno Rei – “São Paulo (Acústico)” (10)
17 – Vivian Kuczynski – “Pele” (11)
18 – Alfamor – “Semente” (12)
19 – Boogarins – “Cães do Ódio” (13)
20 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (14)
21 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (15)
22 – Luiza Brina – “Oração 12” (17)
23 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (18)
24 – Yannick Hara – “Eu Quero Mais Vida Pai” (19)
25 – Mai – “Bananeira de São Tomé” (20)
26 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (21)
27 – Nuven (feat. Apeles) – “Janela” (22)
28 – Wry – “Travel” (24)
29 – Thunderbird – “Insuportável” (25)
30 – Letrux – “Vai Brotar” (26)
31 – Apeles – “Tudo Que Te Move” (27)
32 – Elza Soares e Flávio Renegado – “Negão Negra” (28)
33 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (29)
34 – Marcelo Perdido – “Bastante” (30)
35 – Rincon Sapiência – “Malícia” (31)
36 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” (36)
37 – Duda Brack – “Contragolpe” (37)
38 – Don L – “Kelefeeling” (38)
39 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (39)
40 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (40)
41 – ÀIYÉ – “Pulmão” (41)
42 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (42)
43 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (43)
44 – Edgar – “Carro de Boy” (44)
45 – Douglas Germano – “Valhacouto” (45)
46 – Kiko Dinucci – “Veneno” (46)
47 – Jhony MC – F.A.B. (47)
48 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** A imagem que ilustra este post é da banda Carne Doce, em foto de Jaime Silveira.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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TOP 50 DA CENA – O ranking cai na armadilha do trap e o Matuê chega chegando… com Charlie Brown Jr. envolvido. Mais: o entardecer de JP e a volta linda do Carne Doce

1 - cenatopo19

* E o nosso Top 50 chegou ao dia de ter um trap em primeiro lugar. Cabuloso. Mas é o que é. E não estamos aguentando a fase axé do indie JP, guitarrista mineiro agora um Father John Misty tupi que talvez tenha escrito a frase mais romântica da CENA nacional neste ano: “Eu quero perder o vôo de volta”. O top 3 ainda tem o retorno da banda goiana Carne Doce, que aponta o futuro. E o futuro é bom bonito, já conferido por aqui e que chega agora nesta sexta-feira, 18, em forma de disco novo. Quanta beleza no encontro da voz da Salma com o instrumental mais delicadamente viajante da música brasileira.
Veja o ranking e corra para a playlist. Tá tudo conectado.

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1 – Matuê – “Máquina do Tempo” (Estreia)
Será que agora o trap nacional rompe sua já gigante bolha de popularidade e alcança os números do mainstream brasileiro? Vale acompanhar a esperta pegada do Matuê neste som do seu primeiro álbum. Um trap acelerado e divertido que dá um leve aceno para o pop em um bem sacado sample de uma linha de baixo do Charlie Brown Jr. Este som já irritou youtubers conservadores, algo que sempre é saudável.
2 – JP – “Eu Quero Perder Você” (Estreia)
Um inspirado suinguezinho indie-MPB indicado para ouvir num fim de tarde em Itapuã. Mas, se não for possível a indicação, serve para ouvir bem em qualquer outro lugar. Estamos gostando demais desta nova fase do mineiro JP, ex-indie atual axé.
3 – Carne Doce – “Hater” (Estreia)
Carne Doce e mais um single nota dez do novo álbum, que está chegando e já garante ser um dos melhores da banda, sem qualquer dúvida. Letra acertada, som primoroso. E aquelas viagens que parecem que vão levar a gente para outro lugar e segundos depois nos colocam de novo a cantar com a Salma.
4 – BK – “Movimento” (1)
O carioca BK mais uma vez parece fazer jus à expectativa que foi criada em relação a um novo trabalho seu. De cara, é impossível não destacar a primeira e direta faixa, que apresenta o ínicio de um disco conceitual e de história fechada. O primeiro contato com este “O Líder em Movimento” já nos atingiu em cheio. Pelo som, letra, o rapper carioca além da zueira funk, o sotaque, os “êêêê”, a mensagem. Já podemos passar para a faixa 2?
5 – Gabrre – “De Noite Eh Dia de Sair” (Estreia)
Uma música sobre a banalidade da vida do jovem nos dias atuais. Gabrre tem 22 anos e sabe do que está falando. Título em português, letra em inglês, a forma do título e um belo som que dá vontade de dar um rolê noturno. Saudade disso, hein?
6 – PLUMA – “Leve” (2)
Grupo novo esperto que saiu de um TCC. Todos estudavam produção e a banda extrapolou o curso. Que pelo visto foi bom e proveitoso, já que a banda tira um som de muita qualidade no estúdio. Coisa fina.
7 – Nana – “Independência ou Morte” (Estreia)
Sim, a faixa é do disco de 2017 que a Nana lançou, mas resgatamos esse som por aqui por conta do bom vídeo que a música ganhou. Vídeo este no sertão baiano, mais precisamente em Salgadalia, distrito de Conceição do Coité, repleto de cores com direção de Agnes Cajaiba e inovações visuais da artista Clarice Maxado.
8 – Kill Moves – ““Timeless Visions” (Estreia)
É engraçado como parte da CENA indie mineira tem uma obsessão com o britpop ou o shoegaze do comecinho dos anos 90. Isso não é um problema, veja bem. O quarteto Kill Moves, que acabou de lançar a bela “Timeless Visions”, nome sugestivíssimo para seu novo single, confirma a nossa impressão.
9 – O Cientista Perdido – “Não Cabe Em Você” (Estreia)
Projeto de Rodrigo Saminês dá seus primeiros passos para um primeiro EP. Vale prestar atenção neste single que nos leva a uma jornada de conhecimento pessoal desenvolvida a partir do isolamento provocado pela pandemia.
10 – Terno Rei – “São Paulo (Acústico)” (Estreia)
Existem versões acústicas aos montes por aí atualmente. Por algum motivo fica a sensação de que o Terno Rei foi além aqui. Parece realmente uma track que soaria superelegante em um Acústico com a vibe da MTV antiga e tudo e tocaria infinitamente no rádio. Bateu uma nostalgia.
11 – Vivian Kuczynski – “Pele” (3)
12 – Alfamor – “Semente” (4)
13 – Boogarins – “Cães do Ódio” (5)
14 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (6)
15 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (7)
16 – Hot e Oreia – “Saiu o Sol” (8)
17 – Luiza Brina – “Oração 12” (9)
18 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (10)
19 – Yannick Hara – “Eu Quero Mais Vida Pai” (11)
20 – Mai – “Bananeira de São Tomé” (12)
21 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (13)
22 – Nuven (feat. Apeles) – “Janela” (14)
23 – Anne Jezini – “Céu de Lurex” (15)
24 – Wry – “Travel” (17)
25 – Thunderbird – “Insuportável” (20)
26 – Letrux – “Vai Brotar” (21)
27 – Apeles – “Tudo Que Te Move” (22)
28 – Elza Soares e Flávio Renegado – “Negão Negra” (28)
29 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (29)
30 – Marcelo Perdido – “Bastante” (30)
31 – Rincon Sapiência – “Malícia” (31)
32 – Giovanna Moraes – “Sai por Inteira” (32)
33 – Nevilton – “Irradiar” (33)
34 – Amen Jr. – “Ladeira Abaixo” (34)
35 – Tuyo – “Sem Mentir” (35)
36 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” (36)
37 – Duda Brack – “Contragolpe” (37)
38 – Don L – “Kelefeeling” (38)
39 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (39)
40 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (40)
41 – ÀIYÉ – “Pulmão” (41)
42 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (42)
43 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (43)
44 – Edgar – “Carro de Boy” (44)
45 – Douglas Germano – “Valhacouto” (45)
46 – Kiko Dinucci – “Veneno” (46)
47 – Jhony MC – F.A.B. (47)
48 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o músico mineiro JP.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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TOP 50 DA CENA – Boooom! Rapper BK vira nosso líder em movimento. A banda Pluma tira boa nota no nosso ranking. E a Alfamor traz seu reggae-manifesto para chacoalhar as idéias e ao mesmo tempo deixar tudo suave

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* A mescla rítmica, geográfica, de estilos, de personas do (digamos assim) top 5 do nosso top 10 dentro do nosso top 50 traduz novamente a riqueza absurda desta nossa CENA, seus alcances, referências, nuances. A gente sempre diz isso tudo, mas é a pura verdade. E, no caso desta semana, mostra a latência urgente-urgentíssima dessa percepção nada nova mas cada vez mais na cara.
Numa semana impactada pelo lançamento do contundente (não tem palavra melhor, achamos) rapper carioca BK, da galera “estudantil” do Pluma, da suavidade politizada da gaúcha-paulistana-baiana Alfamor, é o que temos, e o que temos é muito.
Aí você mete a eletrônica cool precoce da curitibana Vivian e o tempero psico-texano do Boogarins aí no meio, só para ficar nos cinco primeiros da lista… Vixe!

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1 – BK – “Movimento” (Estreia)
Ainda sob o impacto do lançamento de seu novo disco, o carioca BK já vem carregado de elementos contundentes que nos faz levar o disco ao topo do nosso ranking sem ainda absorvê-lo como se deve. Não é a primeira vez que ele consegue esse (e)feito, mas vale destacar isso pois joga luz um pouco no alcance de sua obra. Que aqui mais uma vez parece fazer jus à expectativa que foi criada. De cara, é impossível não destacar a primeira e direta faixa, que apresenta o ínicio de um disco conceitual e de história fechada. Vamos ouvir mais para sacar melhor. Mas o primeiro contato com este “O Líder em Movimento” já nos atingiu em cheio. Pelo som, letra, o rapper carioca além da zueira funk, o sotaque, os “êêêê”, a mensagem. Já podemos passar para a faixa 2?
2 – PLUMA – “Leve” (Estreia)
Grupo novo esperto que saiu de um TCC. Todos estudavam produção e a banda extrapolou o curso. Que pelo visto foi bom e proveitoso, já que a banda tira um som de muita qualidade no estúdio. Coisa fina.
3 – Vivian Kuczynski – “Pele” (1)
Vivian adianta em seu EP lançado sexta-feira o que será sua nova fase. Voz e letras caprichadas seguem por lá, mas seu comando total na produção dá novos contornos e textura às suas músicas e letras. Mais eletrônica, mais experimental, certeira, tudo a seu controle. Um salto e tanto em uma carreira promissora, não cansamos de avisar. E não cansamos de lembrar: ela tem só 17 anos.
4 – Alfamor – “Semente” (Estreia)
Um recado de força a partir dos efeitos trágicos da eleição de 2018. Amor, união e a mensagem de luta que ficou na trajetória de Marielle Franco, a personagem oculta da canção. Alfamor traz um reggae que reflete o estado de coisas difícil em que nos encontramos, ao mesmo tempo que sua sonoridade e voz gostosas aliviam a alma. Ainda que por três minutos.
5 – Boogarins – “Cães do Ódio” (2)
Após anos loucos e intensos do Boogarins em disco novos e turnês de mil shows mundo afora, a banda resolve olhar o passado e abre o baú em um álbum de sobras e sonhos perdidos por aí. Em um disco especial que parece revelar um pouco sobre como a banda pensa, as músicas e ideias soam mais deliciosas para os fãs, mas ainda interessantes aos novatos. E marcam um fim de ciclo.
6 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (3)
Enquanto 2020 não virar, não vamos parar de elogiar o EP de Jup do Bairro por aqui. Uma de suas melhores faixas, a parceria com Mulambo, ganhou um vídeo e tanto e por isso recuperamos ela aqui no Top 50. O vídeo fecha uma trilogia que completa o papo do disco. Pode ir lá assistir, depois você volta para continuar o ranking. Esta música é gigante, pois necessariamente atual.
7 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (4)
Uma regravação em uma lista de músicas novas não parece a melhor das ideias. Não é o caso aqui. Clássico dos Racionais refeito nas mãos de Kl Jay e seu filho, Will, “Voz Ativa” soa bem ao comando do Dexter e as participações de Djonga e Coruja. O vídeo da nova e velha geração do rap chega a emocionar de tão legal. Um registro que celebra os quase 30 anos de hino dos Racionais e a velha constatação sobre o que trata esse grito da periferia: pouco ou nada mudou.
8 – Hot e Oreia – “Saiu o Sol” (5)
Talvez sem querer a “Saiu o Sol”, que usa batidas do talentoso produtor mineiro Vhoor, resvalou numa questão do rap com marcas esportivas, principalmente quando o assunto é tênis. Nike ou Adidas? Parece uma questão menor, mas vai ver a relação dos maiores nomes do rap com as duas marcas.
9 – Luiza Brina – “Oração 12” (6)
Parte do novo EP de Luiza, sua parceria com Josyara, unindo suas vozes e violão é um momento de paz e reflexão que os dias pedem.
10 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (9)
Amamos o disco do piauiense Valciãn. Tem várias boas e até cogitamos escolher duas para este Top 10 dentro do Top 50. Quem está atento ao ranking se lembra de que a gente já botou ele aqui quando um dos sons do disco ainda era single. Que brasilidade rica.
11 – Yannick Hara – “Eu Quero Mais Vida Pai” (7)
12 – Mai – “Bananeira de São Tomé” (8)
13 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (10)
14 – Nuven (feat. Apeles) – “Janela” (11)
15 – Anne Jezini – “Céu de Lurex” (12)
16 – Pedro Pastoriz – “Chicletes Replay” (13)
17 – Wry – “Travel” (14)
18 – Gui Hargreaves – “No Fundo dos Seus Olhos” (15)
19 – ATR (feat. Michu) – “In My Stereo” (16)
20 – Thunderbird – “Insuportável” (17)
21 – Letrux – “Vai Brotar” (18)
22 – Apeles – “Tudo Que Te Move” (19)
23 – Compositor Fantasma – “Século XXI Antes de Cristo” (20)
24 – Viratempo (feat. Àyié) – “Vento” (21)
25 – Juliano Abramovay – Anzol (22)
26 – Iara Rennó – “Tara” (23)
27 – Ave Sangria – “Vendavais” (24)
28 – Elza Soares e Flávio Renegado – “Negão Negra” (27)
29 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (29)
30 – Marcelo Perdido – “Bastante” (30)
31 – Rincon Sapiência – “Malícia” (31)
32 – Giovanna Moraes – “Sai por Inteira” (32)
33 – Nevilton – “Irradiar” (33)
34 – Amen Jr. – “Ladeira Abaixo” (34)
35 – Tuyo – “Sem Mentir” (35)
36 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” (36)
37 – Duda Brack – “Contragolpe” (37)
38 – Don L – “Kelefeeling” (38)
39 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (39)
40 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (40)
41 – ÀIYÉ – “Pulmão” (41)
42 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (42)
43 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (43)
44 – Edgar – “Carro de Boy” (44)
45 – Douglas Germano – “Valhacouto” (45)
46 – Kiko Dinucci – “Veneno” (46)
47 – Jhony MC – F.A.B. (47)
48 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a cantora gaúcho-paulistana Alfamor.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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