Em Kanye West:

Kanye West do Senhor: rapper aproveita a ocasião do Natal e solta novo disco com o seu Sunday Service

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No meio do Natal, o rapper Kanye West soltou um disco genuinamente gospel com o seu coral/projeto Sunday Service.

Intitulado “Jesus is Born”, o projeto tem 19 faixas e dura mais ou menos uma hora e meia, mostrando que Kanye está levando bastante a sério sua nova fase religiosa.

E é com este projeto polêmico que o rapper virá ao Brasil para se apresentar gratuitamente no aniversário de São Paulo, no final de janeiro, nessa famosa missa itinerante a serviço de Jesus (uma coisa menos evangélica e mais artística oriunda de um passado dos negros nos EUA).

O disco, “Jesus is Born”, pode ser conferido abaixo.

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O Melhor do Twitter: “Kanye West na Paulista” edition

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Inacreditável, mas 2019, depois de longos 23 meses, finalmente acabou. OK, faltam duas semaninhas aí, mas já estamos em clima de férias coletivas, ceia, panetone, festa da firma, amigo secreto, Simone, pavê e tals. E, quando a gente menos esperar, PUFFF, chegou o dia do Kanye na Paulista, irmãos! Que venha janeiro. Que venha esse momento que vai render memes por um mês inteiro. Boas festas! Apreciem com moderação.
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Ora, ora, mas quem poderia prever isso não é mesmo meu caro Watson? pic.twitter.com/eguYHrW0Tm

— Liana Machado (@lianamachado) December 17, 2019

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BOOOM. Em nome de Jesus, Kanye West vem fazer sua ópera em São Paulo em Janeiro. De graça. Na avenida Paulista. Com o Sunday Service todo. Num sábado

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* Jesus Amado.

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O super-rapper americano Kanye West vem em missão para São Paulo, no aniversário da cidade, em 25 de janeiro. Kanye está numa de óperas atualmente. Já fez duas. Uma em Los Angeles, a que talvez ele traga para cá, chamada “Nebuchadnezzar”. Nela, Kanye e 220 membros do coro do Sunday Service, sua famosa missa itinerante a serviço de Jesus (uma coisa menos evangélica e mais artística oriunda de um passado dos negros nos EUA), representam em uma hora uma história bíblica de um rei da Babilônia.

Ou pode ser ainda a “Mary”, encenada mais recentemente, no comecinho do mês, na superfeira de arte Art Basel, em Miami. Com o rapper pintado de dourado.

Ópera é um dos novos e ambiciosos projetos “bíblicos” que está dando mais fama do que Kanye West já carrega ultimamente, junto com seu absurdo (mas polêmico) disco “Jesus Is King” e a “missa pop” Sunday Service, o coro que arrasta centenas de integrantes-colaboradores, incluindo dançarinos, outros rappers, atores e atrizes, skatistas e a Beyoncé às vezes. A ópera, até que curta, foi encenada recentemente num Hollywood Bowl (18 mil pessoas) lotado em Los Angeles e num navio enorme em Miami.

A conexão Kanye West-Brasil foi alinhavada pelo empresário franco-americano Alex Allard e tem uma produção da Time For Fun. O governo e a prefeitura de SP abraçaram a causa. Allard é responsável pelo projeto Cidade Matarazzo, na Paulista, que está transformando o histórico hospital e maternidade Matarazzo, num faraônico polo com hotel, shopping e centro de artes, no coração da avenida mais famosa do Brasil depois da Faria Lima (zoaaaaaando, farialimers!!!) e que vai ter um pouco de sua Mata Atlântica (hein?!) preservada.

Importante salientar que… O aniversário de São Paulo acontece num sábado. O outro dia é um domingo. E o Kanye West vai estar aqui com o Sunday Service. É só uma sugestão.

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Kanye West leva a família para pregar no deserto de pedras, em novo vídeo

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* Poucos dias depois de lançar o lindo vídeo em sua fazenda no Wyoming, acompanhado do seu pai, para a ótima “Follow God”, faixa do seu estupendo “Jesus Is King” (vai reparando nos adjetivos), o rapper americano Kanye West agora cria uma história visual para a fortíssima “Closed on Sunday”, outra pequena obra em vídeo em que estrela sua mulher Kardashian e suas crianças em meio a um deserto de pedra, até que chaga uma galera em uns tratores modernos e o culto se faz, até porque no vídeo Kanye está tipo meio Moisés. Meio Jesus, mesmo. Enfim…

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* Kanye West está neste momento, “as we speak”, nos cinemas de São Paulo, mais precisamente em salas IMAX dos shopings JK Iguatemy e no Anália Franco. A sessão especial, ainda para divulgar o o nono álbum do rapper, vai até domingo em horários restritos. “Jesus Is King”, o filme, tem caráter experimental de concerto e dura 40 minutos. Nele, Kanye West está acompanhado da numerosa banda “Sunday Service”, cheio de vocais itinerantes, que anda fazendo os shows gospel de vários tamanhos que Kanye tem praticado. Ingressos aqui.

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Códigos decifrados, nova ordem, hip hop gospel, obra-prima, oportunismo barato, cascata: novo disco de Kanye West está dividindo o mundo pop

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Se tem algo que está dividindo o mundo pop hoje, como alerta o título deste post, é “Jesus Is King”, o polêmico disco #9 da carreira do rapper tão polêmico quanto Kanye West.

Resumidamente tratado como o “álbum gospel” do Kanye, “Jesus Is King” marca uma espécie de renovação espiritual do rapper e tem gerado opiniões acaloradas para o bem e para o mal. E nunca é demais lembrar que o termo “gospel” na América tem um sentido mais profundo que o daqui, que vai além da pegada religiosa e imerge na vida da comunidade negra desde as priscas eras, que viam em Jesus e na igreja “canais” de última instância para recorrerem e criarem forças contra sua marginalização social.

A questão é que “Jesus Is King” tem sido objeto de diversas opiniões complexas. Donald Trump Jr., o filho do presidente que não liga para as minorias, elogiou o álbum ao dizer que Kanye está “decifrando o código da cultura e que é o epítome da criatividade sem medo”. Ao mesmo tempo, o filho de Trump atacou os esquerdistas, que “estão sempre tentando silenciar aqueles que dizer a verdade e travando uma guerra contra a nossa família e a cultura”.

Kanye antes de encontrar Jesus

Kanye antes de encontrar Jesus

A VICE americana fez uma matéria aprofundada sobre o propósito da obra com especialistas de diversas áreas e ouviu, por exemplo, o Dr. Jay-Paul Hinds, professor-assistente do Seminário Teológico de Princeton, que situou que, para se fazer qualquer coisa com os negros da América, ainda é preciso passar por uma igreja negra. “A temporada de eleições está se aquecendo novamente e você vai ver de novo políticos nas igrejas, porque esse ainda é o principal caminho para atingir a comunidade afro-americana”, destacou.

Antes mesmo do disco, Kanye tem feito shows que estão mais parecidos com seitas, com o nome Sunday Service, englobando discursos de fé, testemunhos, pregação, coral, hip hop e house music. As apresentações lembram cultos de igreja e têm sido acompanhadas por diversas celebridades, entre elas Katy Perry e Courtney Love. O público presente geralmente precisa assinar contrato de confidencialidade sobre o que presencia, também informa a VICE. O que acontece lá, fica lá, em linhas gerais.

Na parte musical, “Jesus Is King” reserva algumas peculiaridades. A principal delas é a presença improvável do músico Kenny G. O saxofonista cruzou o caminho do disco quando foi convidado pelo rapper para fazer uma surpresa romântica à sua esposa Kim Kardashian no Valentine’s Day, em meio a um monte de vidros de rosas na mansão do casal.

“Depois que fizemos a surpresa do Valentine’s Day, Kanye me convidou para ouvir suas músicas novas. Eu fui e ele começou a tocar Use This Gospel. Então pensei: deixa eu tocar meu sax para essa”, disse o Kenny G. Quando reparou, Kanye já estava colocando o bônus inusitado na faixa.

Outro ponto que tem gerado discussões sobre o projeto é o dinheiro que Kanye vem alavancando com a venda de produtos oficiais. No Coachella, onde apresentou o Sunday Service, um moletom com os dizeres “Holy Spirit” custava nada menos que $225. Pensa. Um moletom que a igrejinha do seu bairro vende na feirinha após a missa de domingo por quarentinha. Mas o “Holy Spirit” acabou se tornando mais um modelo de negócio para o rapper, atacam críticos.

O resumo da ópera é que, menos de uma semana entre nós, um disco baseado na Bíblia está dividindo o mundo pop. Há um racha inclusive dentro da Popload. Não sabemos ainda se “Jesus Is King” é uma obra-prima ou o disco mais oportunista dos últimos tempos.

E você, de que lado está?

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