Em Kanye West:

Kanye West leva a família para pregar no deserto de pedras, em novo vídeo

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* Poucos dias depois de lançar o lindo vídeo em sua fazenda no Wyoming, acompanhado do seu pai, para a ótima “Follow God”, faixa do seu estupendo “Jesus Is King” (vai reparando nos adjetivos), o rapper americano Kanye West agora cria uma história visual para a fortíssima “Closed on Sunday”, outra pequena obra em vídeo em que estrela sua mulher Kardashian e suas crianças em meio a um deserto de pedra, até que chaga uma galera em uns tratores modernos e o culto se faz, até porque no vídeo Kanye está tipo meio Moisés. Meio Jesus, mesmo. Enfim…

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* Kanye West está neste momento, “as we speak”, nos cinemas de São Paulo, mais precisamente em salas IMAX dos shopings JK Iguatemy e no Anália Franco. A sessão especial, ainda para divulgar o o nono álbum do rapper, vai até domingo em horários restritos. “Jesus Is King”, o filme, tem caráter experimental de concerto e dura 40 minutos. Nele, Kanye West está acompanhado da numerosa banda “Sunday Service”, cheio de vocais itinerantes, que anda fazendo os shows gospel de vários tamanhos que Kanye tem praticado. Ingressos aqui.

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Códigos decifrados, nova ordem, hip hop gospel, obra-prima, oportunismo barato, cascata: novo disco de Kanye West está dividindo o mundo pop

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Se tem algo que está dividindo o mundo pop hoje, como alerta o título deste post, é “Jesus Is King”, o polêmico disco #9 da carreira do rapper tão polêmico quanto Kanye West.

Resumidamente tratado como o “álbum gospel” do Kanye, “Jesus Is King” marca uma espécie de renovação espiritual do rapper e tem gerado opiniões acaloradas para o bem e para o mal. E nunca é demais lembrar que o termo “gospel” na América tem um sentido mais profundo que o daqui, que vai além da pegada religiosa e imerge na vida da comunidade negra desde as priscas eras, que viam em Jesus e na igreja “canais” de última instância para recorrerem e criarem forças contra sua marginalização social.

A questão é que “Jesus Is King” tem sido objeto de diversas opiniões complexas. Donald Trump Jr., o filho do presidente que não liga para as minorias, elogiou o álbum ao dizer que Kanye está “decifrando o código da cultura e que é o epítome da criatividade sem medo”. Ao mesmo tempo, o filho de Trump atacou os esquerdistas, que “estão sempre tentando silenciar aqueles que dizer a verdade e travando uma guerra contra a nossa família e a cultura”.

Kanye antes de encontrar Jesus

Kanye antes de encontrar Jesus

A VICE americana fez uma matéria aprofundada sobre o propósito da obra com especialistas de diversas áreas e ouviu, por exemplo, o Dr. Jay-Paul Hinds, professor-assistente do Seminário Teológico de Princeton, que situou que, para se fazer qualquer coisa com os negros da América, ainda é preciso passar por uma igreja negra. “A temporada de eleições está se aquecendo novamente e você vai ver de novo políticos nas igrejas, porque esse ainda é o principal caminho para atingir a comunidade afro-americana”, destacou.

Antes mesmo do disco, Kanye tem feito shows que estão mais parecidos com seitas, com o nome Sunday Service, englobando discursos de fé, testemunhos, pregação, coral, hip hop e house music. As apresentações lembram cultos de igreja e têm sido acompanhadas por diversas celebridades, entre elas Katy Perry e Courtney Love. O público presente geralmente precisa assinar contrato de confidencialidade sobre o que presencia, também informa a VICE. O que acontece lá, fica lá, em linhas gerais.

Na parte musical, “Jesus Is King” reserva algumas peculiaridades. A principal delas é a presença improvável do músico Kenny G. O saxofonista cruzou o caminho do disco quando foi convidado pelo rapper para fazer uma surpresa romântica à sua esposa Kim Kardashian no Valentine’s Day, em meio a um monte de vidros de rosas na mansão do casal.

“Depois que fizemos a surpresa do Valentine’s Day, Kanye me convidou para ouvir suas músicas novas. Eu fui e ele começou a tocar Use This Gospel. Então pensei: deixa eu tocar meu sax para essa”, disse o Kenny G. Quando reparou, Kanye já estava colocando o bônus inusitado na faixa.

Outro ponto que tem gerado discussões sobre o projeto é o dinheiro que Kanye vem alavancando com a venda de produtos oficiais. No Coachella, onde apresentou o Sunday Service, um moletom com os dizeres “Holy Spirit” custava nada menos que $225. Pensa. Um moletom que a igrejinha do seu bairro vende na feirinha após a missa de domingo por quarentinha. Mas o “Holy Spirit” acabou se tornando mais um modelo de negócio para o rapper, atacam críticos.

O resumo da ópera é que, menos de uma semana entre nós, um disco baseado na Bíblia está dividindo o mundo pop. Há um racha inclusive dentro da Popload. Não sabemos ainda se “Jesus Is King” é uma obra-prima ou o disco mais oportunista dos últimos tempos.

E você, de que lado está?

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Convertido e em fase de renovação espiritual, Kanye West enfim solta “Jesus is King”, seu disco de hip hop gospel

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Depois de passar por um processo de conversão ao cristianismo e de renovação, o rapper Kanye West trata de espiritualidade e fé em seu novo disco, Jesus is King, lançado finalmente nesta sexta-feira.

Com 11 faixas novas, o álbum é o oitavo da carreira do rapper e chega com convidados especiais e improváveis, tipo o… Kenny G.

“Jesus is King”, esse disco maduro de Kanye, estava programado para ser lançado em 27 de setembro e é o seu primeiro desde 2018. Em paralelo, o rapper preparou um filme na mesma pegada.

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Espécie de pedido de desculpas para alguém, Kanye West lança nova música em série de TV. Foi para o Jay-Z?

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O treteiro master Kanye West está com música nova e boa na praça. “Brothers” foi ao ar na noite de ontem dentro da série Tales, exibida pelo canal norte-americano BET. A faixa, dizem, seria uma espécie de pedido de desculpas de West para Jay-Z, a quem ele já chamou de “irmão” diversas vezes, mas que ainda assim não evitou qualquer tipo de tensão entre os dois.

Em alguns versos, West faz alusão a algum tipo de arrependimento que guarda com ele. “Deveríamos ter fumado um charuto quando o seu filho nasceu / Devia ter sido o seu nome, dedicado uma música / Posso dizer que eu estava errado; posso ficar com a culpa / Porque irmãos nem sempre dividem o mesmo nome”, diz um trecho.

Em outra parte, fãs acreditam que Kanye faz referência ao hit “N*ggas In Paris”, quando West versa: “Então eu não estou envergonhado ou acima, voando para Paris para um abraço”.

Fundador da Murder Inc. Records e criador da série Tales, que cria historinhas a partir de letras de hip hop, Irv Gotti foi quem postou a versão completa de “Brothers”. Na mensagem, ele disse que há muita especulação sobre a inspiração da letra e deu a entender que ela também pode ser sobre Virgil Abloh, estilista com quem Kanye também se desentendeu.

A versão pode ser ouvida abaixo.

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Kanye West chora e é consolado por Michelle Obama em novo vídeo do Childish Gambino. Hein?

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Donald Glover segue mostrando porque tem tudo para ser “o cara” do ano 2018. Ator, produtor e além de tudo músico, ele chocou o mundo este ano com a sua “This Is America” e segue com a alta qualidade quando o papo é música, enquanto Childish Gambino.

Ele acabou de soltar um vídeo animado para a bem boa “Feels Like Summer” e a produção audiovisual conta com referências e “participações” de diversos nomes da música, incluindo Drake, ASAP Rocky, Solange e Nicki Minaj.

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Mas o trecho mais inesperado do vídeo é quando aparece o Kanye West. Chorando. Com um boné “Make America Great Again”. E sendo abraçado pela… Michelle Obama.

Sério.

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