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Top 10 Gringo: Claud chega suprema. Slowthai entra rasgando. Dua Lipa vem tropical

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* Semana com dois discos do porte dos de Claud e slowthai facilitaram os trabalhos. É primeiro e segundo lugares, sem dúvida. A gente quase nem teve tempo de escutar outras coisas com a mesma atenção, mas a semana, em especial essa última sexta-feira de lançamentos, até que esteve movimentada no geral. Teve até um single inédito da Dua Lipa, pensa. E o disco de um inglês que é quase brasileiro, pensa 2. E outras paradas mais para a nossa parada. Chega ali na nossa playlist para ver o que foi capturado pela nossa anteninha.

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1 – Claud – “Cuff Your Jeans”
Um dos discos indies mais aguardados do circuito independente americano, “Super Monster”, da cantora não-binária Claud, 21 anos, não decepcionou. A gente sempre acreditou nos singles. E o álbum é lindo, bem construído, cheio de belas melodias e letras tão simples quanto criativas em abordagens sobre se apaixonar (“Overnight”), não entender se a pessoa está a fim de você (“In or In-Between”) ou aquela distância quase inexplicável que surge entre bons amigos (“Cuff Your Jeans”). Escolhemos esta última, música perfeitinha.

2 – slowthai – “MAZZA” (feat. A$AP Rocky)
“TYRON”, o novo álbum marrento do rapper britânico slowthai, tem duas vibes escancaradas. Um lado A em maiúsculas e um lado B construído por minúsculas. Um lado que extravasa e um lado mais introspectivo. Uma face mais pessoal (o título “Tyron” é seu nome real), outra mais personagem, talvez? Ainda que o lado mais agitado do disco não toque necessariamente em assuntos leves. “MAZZA”, por exemplo, versa sobre drogas e questões de saúde mental. E tem o A$AP Rocky. Vamos com ela.

3 – Dua Lipa – “We’re Good”
A capacidade da inglesa para produzir hits é alguma coisa que está fora da curva. Do excelente “Future Nostalgia” já são cinco singles – um pique que só os grandes nomes têm. E, em vez de explorar ainda mais seu álbum, ela resolveu lançar uma versão ampliada dele com algumas novidades e parcerias reaproveitadas, como seu dueto com a Miley Cyrus. “We’re Good” conta com um som que não dialoga tanto com a vibração disco do álbum, soando mais contemporâneo – ou como escreveu alguém no site de letras Genius, “tropical”. Será uma nova direção?

4 – Jevon – “Girl from Bahia (feat. Tássia Reis)”
Esta quase que vai para a CENA, mas o Jevon é inglês, apesar das raízes brasileiras na família – seu avô, por exemplo, que deixou alguns discos brasileiros para ele. E é essa inspiração brasileira que guia “Fell in Love in Brasil”, álbum com participações de Marcos Valle, Rincon Sapiência, Tássia Reis e Jé Santiago. Coube aqui, caberia lá.

5 – Sharon van Etten – “On Your Way Now”
Sharon gravou em som para o documentário “Made in Boise”, um filme sobre a complexa experiência de quatro mulheres que são barrigas-de-aluguel. Nunca lançada oficialmente, agora temos mais que a música do filme na trilha. Sharon retocou a versão para dar um cara definitiva.

6 – Black Country, New Road – “Sunglasses”
Você, como nós, anda morando (ainda) no disco de estreia dos ingleses do Black Country, New Road? Pensa em um grupo que tem como grande hit até o momento um som de dez minutos. É o caso dessa banda de Londres de um som tão estranho quanto envolvente. O tal primeiro álbum, “For the First Time”, é daqueles que tiram o rock da zona de conforto e já divide opiniões pelo mundo com comentários que vão de “melhor do ano” a “a coisa mais tediosa que escutei em 2021”. Tire as próprias conclusões. A gente amou. E procure por eles ao vivo no YouTube. Sérião.

7 – Buzzy Lee – “Strange Town”
Buzzy Lee é a persona artística de Sasha Spielberg – sim, filha do Steven. A bela “Strange Town”, música que vai de um clima melancólico até momentos divertidos – reforçada por um vídeo maravilhoso que deixa tudo mais leve -, é das melhores faixas de “Spoiled Love”, seu álbum de estreia após dois EPs. São nove faixas trabalhadas por Sasha em conjunto com um amiguinho dela de faculdade, que por acaaaaaso vem a ser o excelente produtor eletrônico chileno Nicolas Jarr. 34 minutos de um passeio musical pelos destroços de um relacionamento. Encara?

8 – Hayley Williams – “First Thing to Go”
Em seu segundo disco solo, que chegou de surpresa, a vocalista do Paramore faz provavelmente seu trabalho mais pessoal – do processo de gravação caseiro, com ela tocando tudo, até as letras. Dores do amor, de perdas e o duro encontro consigo mesma. Discão de emo-cionar.

9 – Waxahatchee – “Fire”
10 – Kevin Morby – “Valley”
A gente assistiu em um programa da CBS americana uma parceria ao vivo entre Katie Crutchfield, a Waxahatchee, e Kevin Morby e lembramos que ambos lançaram belos álbuns no ano passado. Como ano passado ainda não existia o nosso Top 10, que tal dar a chance de eles aparecerem por aqui com duas belas músicas? E juntinhos no nosso pódio.

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* A imagem que ilustra este post é da cantora americana Claud.
** Repare na playlist. A gente inclui as 10 mais da semana, mas sempre deixa todas das semanas anteriores. Pensa no panorama que isso vai dar conforme o ano for seguindo…
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Na fissura do disco novo, Kevin Morby lança de uma vez dois singles de indie-geografia

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* Um dos discos mais aguardados deste 2020 de meu Deus sai em 16 de outubro e é do cantor Kevin Morby, de Kansas City porém nascido no Texas, novo darling máximo do indie americano mesmo estando “por aí” faz um considerável tempo.

O sexto disco de Morby se chama “Sundower”. E, para esperar esse lançamento, ele revela hoje não um mas dois singles do novo disco.

Kevin Morby é daqueles que canta sua geografia, dentro da enormidade de terras e características dos EUA. Então faz todo sentido ele soltar uma música chamada “Don’t Underestimate Midwest American Sun”, que tem um belo lyric video. “Wander”, o segundo single do dia e esta com um vídeo oficial, é na mesma pegada, mas com o nome e uma duração mais curtos. Ambas de um indie-folk lindo que virou marca registrada do cantor.

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No começo do mês, Kevin Morby soltou “Campfire”, ao mesmo tempo que anunciou o disco cheio que vai chegar.

Morby participa ainda de uma música do mais recente álbum do Fleet Foxes, outro do indie-geográfico americano, o mesmo clube do Sufjan Stevens, que também soltou disco novo por estes discos.

Fora seus lançamentos discográficos, Kevin Morby está fazendo uma turnê virtual de seus álbuns, todas as quintas, menos o do próximo, que será na sexta-feira. Elas acontecem no site da gravadora dele, a Noon Chorus, e tem ingresso pago: 15 dólares. Confira as datas dos shows online que virão:

24 de setembro, amanhã – “Singing Saw”
1º de outubro – “City Music”
8 de outubro – “Oh My God”
16 de outubro – “Sundowner”

Veja/ouça os novos singles de Kevin Morby. Vamos ver ele bastante por aqui, ainda.

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Direto de Kansas, Waxahatchee e Kevin Morby gravam session para o Tiny Desk Concert e cantam até Songs: Ohia

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Parceiros próximos na música e fora dela, Katie Crutchfield (Waxahatchee) e Kevin Morby gravaram juntos uma session especial para o Tiny Desk Concert, da NPR, agora em versão “em casa”.

O casal tocou quatro músicas no conforto do lar deles em Kansas. As músicas escolhidas foram “Fire” e “Lilacs”, do disco “Saint Cloud”, da Waxahatchee, “Beautiful Strangers”, faixa lançada por Morby em 2016, e ainda uma cover para a linda “Farewell Transmission”, escrita pelo (falecido em 2013) Jason Molina no coletivo indie antigo e cool Songs: Ohia.

Em 2018, a dupla já havia gravado de forma oficial a faixa para um projeto beneficente.

“Gravávamos o dia todo, comendo ovos de todas as galinhas ao nosso redor, dando pausas para lermos textos antigos e assistir shows de Jason e sua banda. Ele é uma verdadeira inspiração e não há outro compositor e vocalista como ele. Estamos muito honrados por poder cantar músicas dele e esperamos que vocês gostem de ouvir do mesmo jeito que gostamos de criá-las”, disse Morby.

O resultado da session pode ser conferido abaixo.

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Você já ouviu a música de Kevin Morby? Pois deveria. Comece pela session recente e incrível para a KCRW

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Foto: KCRW

Foto: KCRW

Se você ainda não ouviu falar em Kevin Morby, chegou a hora de prestar uma atenção especial ao cara. Ele, que já é um tanto veterano na cena indie americana, lançou neste ano o ótimo “Oh My God”, um dos discos mais legais da temporada até agora.

O registro é o quinto da carreira solo do norte-americano nascido no Texas, que foi baixista da boa banda pequena Woods, em Nova York. Fã de Lou Reed, ele traz um pouco da pegada lo-fi do saudoso cantor em suas canções algo existencialistas.

Morby está na estrada divulgando o seu mais recente álbum e esteve por esses dias na sempre imperdível KCRW, rádio pública e reduto indie da Califórnia, para uma session que foi disponibilizada só em áudio, mas ainda assim indispensável.

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