Em Kill Moves:

TOP 50 DA CENA – O ranking cai na armadilha do trap e o Matuê chega chegando… com Charlie Brown Jr. envolvido. Mais: o entardecer de JP e a volta linda do Carne Doce

1 - cenatopo19

* E o nosso Top 50 chegou ao dia de ter um trap em primeiro lugar. Cabuloso. Mas é o que é. E não estamos aguentando a fase axé do indie JP, guitarrista mineiro agora um Father John Misty tupi que talvez tenha escrito a frase mais romântica da CENA nacional neste ano: “Eu quero perder o vôo de volta”. O top 3 ainda tem o retorno da banda goiana Carne Doce, que aponta o futuro. E o futuro é bom bonito, já conferido por aqui e que chega agora nesta sexta-feira, 18, em forma de disco novo. Quanta beleza no encontro da voz da Salma com o instrumental mais delicadamente viajante da música brasileira.
Veja o ranking e corra para a playlist. Tá tudo conectado.

3 - 960x960_JP

1 – Matuê – “Máquina do Tempo” (Estreia)
Será que agora o trap nacional rompe sua já gigante bolha de popularidade e alcança os números do mainstream brasileiro? Vale acompanhar a esperta pegada do Matuê neste som do seu primeiro álbum. Um trap acelerado e divertido que dá um leve aceno para o pop em um bem sacado sample de uma linha de baixo do Charlie Brown Jr. Este som já irritou youtubers conservadores, algo que sempre é saudável.
2 – JP – “Eu Quero Perder Você” (Estreia)
Um inspirado suinguezinho indie-MPB indicado para ouvir num fim de tarde em Itapuã. Mas, se não for possível a indicação, serve para ouvir bem em qualquer outro lugar. Estamos gostando demais desta nova fase do mineiro JP, ex-indie atual axé.
3 – Carne Doce – “Hater” (Estreia)
Carne Doce e mais um single nota dez do novo álbum, que está chegando e já garante ser um dos melhores da banda, sem qualquer dúvida. Letra acertada, som primoroso. E aquelas viagens que parecem que vão levar a gente para outro lugar e segundos depois nos colocam de novo a cantar com a Salma.
4 – BK – “Movimento” (1)
O carioca BK mais uma vez parece fazer jus à expectativa que foi criada em relação a um novo trabalho seu. De cara, é impossível não destacar a primeira e direta faixa, que apresenta o ínicio de um disco conceitual e de história fechada. O primeiro contato com este “O Líder em Movimento” já nos atingiu em cheio. Pelo som, letra, o rapper carioca além da zueira funk, o sotaque, os “êêêê”, a mensagem. Já podemos passar para a faixa 2?
5 – Gabrre – “De Noite Eh Dia de Sair” (Estreia)
Uma música sobre a banalidade da vida do jovem nos dias atuais. Gabrre tem 22 anos e sabe do que está falando. Título em português, letra em inglês, a forma do título e um belo som que dá vontade de dar um rolê noturno. Saudade disso, hein?
6 – PLUMA – “Leve” (2)
Grupo novo esperto que saiu de um TCC. Todos estudavam produção e a banda extrapolou o curso. Que pelo visto foi bom e proveitoso, já que a banda tira um som de muita qualidade no estúdio. Coisa fina.
7 – Nana – “Independência ou Morte” (Estreia)
Sim, a faixa é do disco de 2017 que a Nana lançou, mas resgatamos esse som por aqui por conta do bom vídeo que a música ganhou. Vídeo este no sertão baiano, mais precisamente em Salgadalia, distrito de Conceição do Coité, repleto de cores com direção de Agnes Cajaiba e inovações visuais da artista Clarice Maxado.
8 – Kill Moves – ““Timeless Visions” (Estreia)
É engraçado como parte da CENA indie mineira tem uma obsessão com o britpop ou o shoegaze do comecinho dos anos 90. Isso não é um problema, veja bem. O quarteto Kill Moves, que acabou de lançar a bela “Timeless Visions”, nome sugestivíssimo para seu novo single, confirma a nossa impressão.
9 – O Cientista Perdido – “Não Cabe Em Você” (Estreia)
Projeto de Rodrigo Saminês dá seus primeiros passos para um primeiro EP. Vale prestar atenção neste single que nos leva a uma jornada de conhecimento pessoal desenvolvida a partir do isolamento provocado pela pandemia.
10 – Terno Rei – “São Paulo (Acústico)” (Estreia)
Existem versões acústicas aos montes por aí atualmente. Por algum motivo fica a sensação de que o Terno Rei foi além aqui. Parece realmente uma track que soaria superelegante em um Acústico com a vibe da MTV antiga e tudo e tocaria infinitamente no rádio. Bateu uma nostalgia.
11 – Vivian Kuczynski – “Pele” (3)
12 – Alfamor – “Semente” (4)
13 – Boogarins – “Cães do Ódio” (5)
14 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (6)
15 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (7)
16 – Hot e Oreia – “Saiu o Sol” (8)
17 – Luiza Brina – “Oração 12” (9)
18 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (10)
19 – Yannick Hara – “Eu Quero Mais Vida Pai” (11)
20 – Mai – “Bananeira de São Tomé” (12)
21 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (13)
22 – Nuven (feat. Apeles) – “Janela” (14)
23 – Anne Jezini – “Céu de Lurex” (15)
24 – Wry – “Travel” (17)
25 – Thunderbird – “Insuportável” (20)
26 – Letrux – “Vai Brotar” (21)
27 – Apeles – “Tudo Que Te Move” (22)
28 – Elza Soares e Flávio Renegado – “Negão Negra” (28)
29 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (29)
30 – Marcelo Perdido – “Bastante” (30)
31 – Rincon Sapiência – “Malícia” (31)
32 – Giovanna Moraes – “Sai por Inteira” (32)
33 – Nevilton – “Irradiar” (33)
34 – Amen Jr. – “Ladeira Abaixo” (34)
35 – Tuyo – “Sem Mentir” (35)
36 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” (36)
37 – Duda Brack – “Contragolpe” (37)
38 – Don L – “Kelefeeling” (38)
39 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (39)
40 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (40)
41 – ÀIYÉ – “Pulmão” (41)
42 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (42)
43 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (43)
44 – Edgar – “Carro de Boy” (44)
45 – Douglas Germano – “Valhacouto” (45)
46 – Kiko Dinucci – “Veneno” (46)
47 – Jhony MC – F.A.B. (47)
48 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

***

***

* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o músico mineiro JP.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

>>

CENA – Kill Moves aproxima (mais) Belo Horizonte da Inglaterra com novo single

1 - cenatopo19

Captura de Tela 2020-09-07 às 5.30.31 PM

* É engraçado como parte da CENA indie mineira tem uma obsessão com o britpop ou o shoegaze do comecinho dos anos 90. Isso não é um problema, veja bem.

Não à toa a melhor banda de cover do Oasis do mundo é de BH. O grupo Devise é de BH. Samuel Rosa, do Skank, pode olhar uma live destes tempos aqui na Popload, passa britpop para seu filho, da Daparte. O Lava Divers, de Araguari, cidade iluminada do Triângulo Mineiro, é muito shoegaze.

E tem o quarteto Kill Moves, que acabou de lançar a bela “Timeless Visions”, nome sugestivíssimo para seu novo single, que saiu com um vídeo gastro-lisérgico e a assinatura da Balaclava Records.

Hoje em dia mais dream pop que o Ride, mais shoegaze que os sorocabanos do Wry sempre foram e já não são mais tanto, porque até em português andam cantando, o Kill Moves nos faz pensar com suas visões atemporais, eternas.

Porque se uma pegada sonora tão própria de um período e de uma região é feita assim, em 2020, tão naturalmente, ela, sim, já virou “timeless”.

Boa viagem!

***

* “Timeless Visions” é o segundo single do Kill Moves neste ano. A banda, que tem dois EPS e um single lançados entre 2016 e 2018, revelou “Colorful Noises”, agora em 2020. Vem álbum por aí?

>>

CENA – Kill Moves entra para a Balaclava e lança EP semana que vem. Veja o vídeo de “Godspeed”

>>

popload_cena_pq

KILL MOVES FOTO PRINCIPAL

* O selo faz-tudo-musical Balaclava foi buscar nas bandas de Minas Gerais mais uma banda para o seu casting. O grupo chega à nova casa com um EP novo, “Transition”, preparado para ser lançado semana que vem, e um vídeo novo, “Godspeed”, que você vê em primeira mão aqui na Popload.

“Godspeed” está em “Transition”. O EP, segundo informações dos balaclavas, são três músicas que oscilam entre estéticas diversas, mas sempre na pegada etérea e densa, casando som e imagem. Isso dá para ver muito no vídeo abaixo.

O Kill Movies se apresenta num showcase conjunto da Balaclava com bandas canadenses de Québec dentro da SIM São Paulo, semana que vem, dia 8. No dia anterior, tocam no Teatro Odisseia, no Rio. Dia 9, repetem o show paulistano mas desta vez no Fabrique, em São Paulo. No dia 10, se apresentam no John Bull, em Curitiba. Tudo isso, fora o lance da SIM SP, é como abertura da banda americana Turnover.

>>

CENA – Casa do Mancha invade BH para mini-festival em parceria com a local Shake Shake

>>

cena
090217_shakemancha2

A “casinha” tem ido cada vez mais longe, está ficando cada vez maior… Ninguém segura a Casa do Mancha, berço de grande parte da #CENA e um dos principais (se não o principal) ‘palcos’ para as bandas independentes em São Paulo hoje. Palco entre aspas porque a casa do Mancha, você sabe, é tipo uma casa-estúdio mesmo. E é ali, na salinha despretensiosa de Mancha Leonel, na Vila Madalena, que os melhores novos artistas nacionais se apresentam hoje.

Depois do festival próprio “Fora da Casinha”, chegando em sua terceira edição, a “casa” estabeleceu tentáculos em outros festivais independentes em outras regiões do país, como um palco no Festival Bananada, em Goiânia, e no Festival Dosol, em Natal. E agora chegou a vez de Belo Horizonte, com um mini-festival em parceria com a Shake Shake, projeto que tem por objetivo “chacoalhar” a cena mineira valorizando a produção autoral e alternativa do estado. É o… SHAKE MANCHA.

O evento será realizado em dois dias, neste fim de semana, e em duas casas diferentes: A Autêntica e A Obra Bar Dançante, com uma apresentação especial do Carne Doce, banda goiana que aproveita para divulgar o novo disco “Princesa”, e com shows de Kill Moves, Sci-Fi, novo projeto do Bruno Faleiro (ex-Câmera), Young Lights e Sara Não Tem Nome. No fim do post você vê a programação completa. Para o serviço completo, clique aqui.

SHAKE MANCHA

10/2 | sexta-feira | 22:00 às 2:00
Shows: Carne Doce (Goiânia) | Young Lights | Sara Não Tem Nome

DJ Nest, Fabrício Nobre
Local: A Autêntica

11/2 | sábado | 21:00 às 5:00
Shows: Kill Moves | Sci-Fi

DJs Mancha, Fabrício Nobre, JP Cardoso, Gentil (Young Lights)
e Guto (Dead Lover’s Twisted Heart)
Local: A Obra Bar Dançante

080816_carnedoce_sliderCarne Doce

251116_scifi_sliderSci-Fi

>>

É 2016, mas parece 1996. Ouça o EP de estreia dos mineiros do Kill Moves

>>

premierepopload_10
010716_killmoves1

O quarteto belo-horizontino Kill Moves lança hoje seu EP de estreia, “No Rewind”, com ar de anos 90. E a Popload tem orgulho de fazer parte dela.

Banda que bebe na fonte da década pontuada pelo grunge, shoegaze e britpop, com sonoridade baseada e inspirada em artistas içados na cena por selos históricos tipo Sub Pop, Creation e Matador, o Kill Moves solta cinco canções próprias e com uma espécie de formação definitiva, após algumas mudanças no time nos últimos anos.

Além dos integrantes originais Vitor e Estevão, completam o Kill Moves o guitarrista Clayton Vilaça e o baterista Yago Phelipe. A obra foi gravada no Estúdio Território com o apoio e norte de Adolfo Lotar, e sai pelo selo mineiro Burning London Records.

Tem um pouco do grunge do Nirvana e um pouco do som distorcido do Ride, mas com um toque bem mineiro. Ouça o EP na íntegra, abaixo, em primeira mão na Popload.

>>